Remédios para diabetes: saiba os tipos e para que servem

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A diabetes é uma doença que causa excesso de açúcar (glicose) no sangue, sintoma conhecido como hiperglicemia. No caso da diabetes tipo 1, uma doença autoimune, o mau funcionamento do pâncreas faz com que não haja produção de insulina. Já na diabetes tipo 2, que representa a grande maioria dos casos, ocorre produção insuficiente e resistência ao hormônio.

Em alguns casos, é possível que o médico solicite o uso de medicamentos para controlar a doença. Porém, a medicação não dispensa a necessidade da dieta e prática regular de exercícios.

Os remédios serão indicados de acordo com as necessidades e o perfil de cada paciente. No Brasil, estão disponíveis os seguintes antidiabéticos:

Secretagogos de insulina

Servem para aumentar a secreção de insulina pelas células beta do pâncreas.

  • Inibidores de DPP-4 (Vidagliptina, Sitagliptina, Saxagliptina e Linagliptina): Aumentam a ação das incretinas (GLP-1), hormônios que estimulam a secreção de insulina. Administrados por via oral, não provocam ganho de peso e geralmente são associados a outros medicamentos.
  • Sulfonilureias (GlipizidaGlimepiridaGlicazidaGlibenclamida): Auxiliam na produção de insulina e ajudam o organismo a utilizá-la. Têm como possíveis efeitos colaterais a hipoglicemia, coceira, dor de estômago e ganho de peso.
  • Metiglinidas (Repaglinida e Nateglinida): Estimulam a secreção de insulina pelo pâncreas após as refeições. Possuem início rápido de ação e curta duração de efeito no organismo. O uso destes medicamentos pode causar ganho de peso e hipoglicemia.

Sensibilizadores de insulina

Atuam no metabolismo da glicose, diminuindo a resistência das células à insulina.

  • Biguanidas (Metformina): Melhoram a sensibilidade dos tecidos à insulina, fazendo com que o corpo a utilize de forma mais eficaz. Estes medicamentos sozinhos não estimulam a secreção de insulina, por esse motivo não causam hipoglicemia. Efeitos como náuseas e diarreia são comuns no início de uso.
  • Tiazolidinedionas (Pioglitazona): Atuam de forma semelhante à Metformina, facilitando o transporte da glicose para dentro das células. Seus possíveis efeitos incluem ganho de peso e aumento do risco de insuficiência cardíaca. Seu uso também pode reduzir a eficácia da pílula anticoncepcional.

Moduladores da absorção de nutrientes no trato gastrointestinal

Auxiliam na diminuição dos níveis de glicose, retardando a absorção de carboidratos no intestino.

  • Inibidores da alfa-glicosidase (Acarbose): Promovem o bloqueio das enzimas que digerem os amidos. Especialmente após as refeições, esses medicamentos diminuem a velocidade de absorção da glicose proveniente dos alimentos. Os efeitos colaterais incluem diarreia, gases e distensão abdominal.

Injetáveis

Para o tratamento da diabetes tipo 2, existem ainda os medicamentos injetáveis que diminuem a rapidez com que o alimento deixa o estômago e promovem a sensação de saciedade. Alguns também ajudam o pâncreas a produzir insulina, como os análogos do GLP-1.

Atenção!

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Leia mais: Médico endocrinologista: o que é, para que serve, o que faz?

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