O que é o Tracoma, como diagnosticar, a cura, tratamento e muito mais

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O que é

É uma doença infecciosa e altamente contagiosa, também conhecida por ceratoconjuntivite, e é causada pela bactéria Chlamydia trachomatis (transmitida por moscas). Esta doença compromete a córnea e a conjuntiva podendo levar à perda total da visão (cegueira) nos casos mais graves, consequências que a caracterizam como uma doença oftalmológica infecciosa.

Essa bactéria também é responsável por outras doenças como o linfogranuloma venéreo e algumas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

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Índice – neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é?
  2. Qual profissional devo procurar?
  3. Qual o prognóstico?
  4. Como identificar? Quais são os sintomas?
  5. O que causa?
  6. O tracoma tem cura? Qual é o tratamento?
  7. Como prevenir? É transmissível?
  8. Quem está no grupo de risco do Tracoma?

Qual profissional devo procurar?

O profissional responsável por diagnosticar o tracoma é o oftalmologista. O diagnóstico é realizado clinicamente, verificando os sinais e sintomas típicos da doença. Complementa-se o diagnóstico com exames laboratoriais, coletando material por meio da raspagem da conjuntiva e do corado para verificar se existem inclusões citoplasmáticas típicas das clamídias. Em outros casos, o médico pode solicitar uma sorologia com pesquisa da presença de anticorpos específicos.

Quando o paciente é diagnosticado, todas as demais pessoas que convivem com ele ou tiveram contato precisarão passar por tratamento adequado, e ainda deverão ter acompanhamento a cada seis meses.

Qual o prognóstico?

Quando há reinfecção sucessiva do tracoma ocasionada pela mesma bactéria, o paciente pode desenvolver um quadro de inflamação intensa. E este indivíduo está mais propenso a desenvolver entrópio (quando a pálpebra vira em direção ao globo ocular), opacificação de córnea e/ou triquíase (quando os cílios viram para dentro) até chegar à cegueira.

Como identificar? Quais são os sintomas?

Após a incubação da bactéria, em média de 5 a 12 dias, o paciente apresentará corrimento ocular e também pode vir a ter os seguintes sintomas:

  • Conjuntivite folicular (inflamação).
  • Dor nos olhos.
  • Fotofobia (quando o indivíduo não consegue olhar diretamente para a luz).
  • Hipertrofia papilar.
  • Infiltração inflamatória.
  • Lacrimejamento.
  • Pálpebras edemaciadas (com edema, inchaço).

Quando em estado mais crítico, os sintomas que podem aparecer são:

  • Entrópio (quando a pálpebra vira para dentro, em direção ao globo ocular).
  • Opacificação da córnea.
  • Triquíase (quando os cílios crescem para dentro, chegando a tocar a córnea).
  • Cicatrizes na córnea e na conjuntiva, o que faz prejudicar a visão, podendo levar à cegueira.

O que causa?

A bactéria que causa o tracoma é transmitida por moscas caseiras (domésticas) ou a mosca hippelates sp (lambe-olhos), por meio de sujeira. Esta transmissão ocorre pelo contato direto com as secreções oculares e também por outros insetos que possam ter tido contato com estas secreções.

O tracoma tem cura? Qual é o tratamento?

Sim, o médico pode recomendar o tratamento com antibióticos ou sulfas de uso no local da lesão (colírios, cremes e pomadas) ou, ainda, outros por administração oral. Veja alguns dos medicamentos que o profissional poderá receitar:

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Geralmente, quando a Sulfa ou a Tetraciclina não fazem efeito, o médico poderá indicar a administração oral de:

Para casos mais graves como entrópio palpebral ou triquíase tracomatosa, a maioria dos pacientes é encaminhada para a cirurgia corretiva das pálpebras. Se não tratado, o tracoma pode evoluir e levar o paciente à perda total da visão, devido a ulceração e cicatrização extensas da córnea. No Brasil, o tratamento do tracoma é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Como prevenir? É transmissível?

Para prevenção do tracoma, aconselha-se adotar as seguintes medidas:

  • Lavar o rosto com frequência, principalmente das crianças.
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal.
  • Utilizar locais com boas condições sanitárias.

O tracoma é transmissível e acontece de forma direta, quando há contato com secreções oculares, nasais e até bucais. A transmissão ocorre, também, de forma indireta, quando o indivíduo saudável tem contato com objetos contaminados (lente de contato, por exemplo).

Contudo, a doença só é transmissível de indivíduo para indivíduo enquanto persistirem as lesões da conjuntiva, o período mais suscetível para transmissão é o inicial e quando há, ao mesmo tempo, infecções bacterianas.

Quem está no grupo de risco do Tracoma?

Como muitas doenças, o tracoma também está relacionado à precariedade de saneamento básico. Pessoas que vivem em locais de escassez de água ou, ainda, fazem uso da água não tratada são as mais expostas à bactéria que causa o tracoma. Também contribuem o clima tropical, pois está mais suscetível a disseminar diarreia, esquistossomosse e tracoma. Em muitos destes lugares as pessoas começaram a acreditar que o tracoma fosse uma herança genética, mas não é, as condições precárias atingem grande parte desses grupos e a situação é alarmante.

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Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, pelo menos 1,2 milhão de pessoas que sofrem de cegueira é devido ao tracoma.


Muitas doenças tem como causa principal a higiene inadequada ou a falta de saneamento básico, características para que a bactéria responsável pelo tracoma evolua.

Como é na sua cidade? Conhece algum caso da doença? Compartilhe este artigo para conscientizar mais pessoas sobre os cuidados necessários para evitar o tracoma!

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