Os enjoos e vômitos durante a gestação são bastante comuns, principalmente durante os 3 primeiros meses, devido à ação hormonal.

Em geral, não indicam nenhuma situação grave ou preocupante, sendo apenas uma resposta do organismo às mudanças provocadas pela fecundação.

Porém, alguns casos podem ser bastante intensos, dificultando a alimentação da mãe e até atrapalhando nas atividades cotidianas.

Nesses casos, o bebê pode ser prejudicado, havendo necessidade de uma avaliação médica. Mas as mamães podem ficar tranquilas, pois há meios de amenizar o mal-estar.

Por que as gestantes têm enjoos?

Não se sabe ao certo qual é a causa dos enjoos durante a gestação. Alguns pesquisadores acreditam que os hormônios (estrogênio, progesterona e HCG) podem estar relacionados com esse desconforto.

Como o corpo da mulher ainda não está acostumado com os níveis elevados de hormônios, os enjoos podem ser uma resposta de adaptação às alterações.    

Ainda, há cientistas que acreditam que as náuseas estão relacionadas com um mecanismo de defesa do corpo materno. 

O cérebro, quando detecta possíveis toxinas capazes de atrapalhar a formação do bebê, libera sinais que provocam náuseas. Essa ação é uma forma de eliminar os agentes perigosos.


Quais os riscos dos enjoos durante a gravidez?

Se os enjoos forem frequentes (mais de uma vez ao dia) e intensos durante a gestação, eles poderão trazer riscos para a saúde e o bem-estar da mamãe e do neném. Com náuseas, a gestante tende a ter dificuldade em alimentar-se, o que pode causar fraqueza, tonturas, perda de peso, desidratação e desnutrição. 

E tais complicações, por sua vez, podem afetar o bebê que terá mais chances de nascer com má formação, complicações neurológicas ou falta de peso. 

No entanto, para os quadros moderados, mesmo que acompanhados de vômitos, os efeitos para a criança são pouco conhecidos. Em geral, não há agravantes para o desenvolvimento fetal.

Por isso, se julgar necessário, é importante conversar com a(o) obstetra que acompanha a gestação sobre a possibilidade de fazer um tratamento.  

Como tratar? 

Os tratamentos para enjoos durante a gestação podem pertencer às terapias de classe A ou B. A primeira se refere às abordagens que não usam recursos medicamentosos e a segunda compreende os usos dos remédios.

Terapia classe A

Nesse caso, são feitas orientações nutricionais à gestante que, por exemplo, privilegiam refeições leves, de fácil digestão e preferencialmente naturais. Os hábitos relacionados à alimentação também são importantes, como o intervalo entre as refeições ou a quantidade de alimentos ingerida.

Além da alimentação, os aspectos emocionais também são parte do tratamento, pois a ansiedade — bastante comum na gestação — pode afetar o trato digestivo e provocar náuseas e vômitos. 

Por isso, as gestantes precisam de acompanhamento psicológico e apoio emocional.

O uso de chás ou terapias alternativas também faz parte da classe terapêutica A. Por exemplo, o chá de gengibre e água gelada com limão demonstram bons resultados na diminuição dos sintomas.

Terapia classe B

Nos casos em que o enjoo e vômitos persistem ou são muito intensos, pode ser necessário recorrer aos medicamentos (como a ondansetrona). Ou seja, faz parte da abordagem classe B toda prescrição medicamentosa com objetivo de reduzir ou eliminar as náuseas e vômitos.

Vale ressaltar que a opção pela terapia de classe B deve ser feita por profissionais de saúde.

O que é ondansetrona? É seguro usar? 

A ondansetrona é um remédio antiemético, ou seja, que tem como principal objetivo evitar os enjoos. É indicada para adultos e crianças com mais de 6 meses de idade que tenham esse desconforto. 

Um dos usos é para as gestantes com vômitos frequentes ou em quadros de hiperêmese gravídica.

A Ondansetrona age nos receptores de serotonina localizados em células especializadas no trato gastrointestinal e também na zona de gatilho quimiorreceptora (ZGQ), que têm relevante ação na indução de náuseas e vômitos. 

Assim, ela age bloqueando os receptores e inibindo os sintomas. 

Mais de  1.700 estudos científicos atestam seu uso como seguro em todo o mundo, sendo que, especificamente em 67 desses estudos, avaliam seu uso em gestantes, o que torna a Ondansetrona um dos antieméticos mais estudados durante a gestação.

Essas pesquisas podem ser encontradas na PubMed (Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos) e no portal BVS (Biblioteca Virtual em Saúde, promovida pelo Ministério da Saúde em parceria com a Organização Mundial da Saúde e instituições nacionais). 

A FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) indica que, havendo necessidade de uso, orientação e acompanhamento de especialistas, o medicamento é seguro para as gestantes.

Seja um enjoo leve ou mais intenso, vale lembrar que o ideal sempre é buscar a orientação médica, que poderá garantir saúde e bem-estar para a gestante e o neném. Uma gestação segura começa com informação.

Por isso, é importante que se faça um tratamento adequado para combater esses desconfortos e evitar danos. 

Entre essas formas de tratamento, está a ondansetrona, uma substância presente em alguns medicamentos anti-enjoo. Para saber mais sobre cuidados durante a gestação acompanhe as nossas publicações!  


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