Casos em que mulheres ficam grávidas mesmo quando estão sob efeito de anticoncepcionais, geralmente, geram uma dúvida por parte dos familiares e até dos médicos se os contraceptivos foram usados da maneira certa.

Esse tipo de questionamento pode incomodar a mulher, que pode, sim, ter feito o uso correto do método. E tudo isso pode ter uma explicação.

Segundo um novo estudo publicado na revista acadêmica Obstetrics and Gynecology, existe um gene no organismo feminino que pode alterar os efeitos dos anticoncepcionais hormonais.

Trata-se do CYP3A7*1C, um gene capaz de romper ou desativar os hormônios contraceptivos que impedem a mulher de engravidar, fazendo com que aumente as chances de acontecer a gestação.

O risco aumenta ainda mais se os contraceptivos usados forem aqueles de baixa dosagem hormonal.

Importante para os médicos

A descoberta é importante para os pesquisadores, pois pode dar novos olhares sobre as formas de prevenir uma gravidez.

Para as mulheres, o estudo auxilia a conscientizar sobre a possibilidade de falha do método, contribuindo para a melhor escolha entre as opções disponíveis.

Além disso, ajuda a derrubar a ideia, muitas vezes difundida na sociedade, de que a gestação não planejada foi culpa da mulher, que não seguiu corretamente o uso do contraceptivo.

Leia mais: Interação medicamentosa: o que corta o efeito do anticoncepcional?

Dados do estudo

A pesquisa avaliou 350 mulheres que faziam uso de dispositivos subcutâneos à base de progestagênio.

Cerca de 5% delas tinha uma forma diferente do gene CYP3A7*1C, fazendo com que houvesse a destruição dos hormônios responsáveis por impedir a gravidez.

Ou seja, os cientistas descobriram que 1 em cada 20 mulheres pode ter um DNA sabotador, o que já é considerado um aumento desse risco.

Porém, as descobertas ainda são muito recentes segundo os estudiosos e outros pesquisadores, mas esses resultados podem ser importantes no futuro.

Em geral, acredita-se que esse fato, apesar de ser uma descoberta relevante, não deve afastar as mulheres dos métodos contraceptivos, pois já se sabe que há uma margem de erro em seu uso. Por isso, a recomendação é preferencialmente aliar a pílula (ou outro método hormonal) com a camisinha.


Nenhum método anticoncepcional é 100% seguro. As pílulas contraceptivas, por exemplo, têm um índice de 98% de segurança.

Por isso, é importante conhecer sobre os efeitos e reais modos de ação e prevenção dos anticoncepcionais.

Fonte: Obstetrics & Gynecology

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Editor Médico

Dr. Paulo Caproni

CRM/PR 27.679

Graduado em Medicina pela PUCPR. Residência Médica em Medicina Preventiva e Social pela USP. MBA em Gestão Hospitalar e de Sistemas de Saúde pela FGV.

Farmacêutica Responsável

Dra. Francielle Mathias

CRF/PR 24612

Farmacêutica generalista, com Mestrado em Ciências Farmacêuticas, ambos pela Unicentro. Doutorado em Farmacologia pela UFPR.

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