O período pós-parto gera muitas dúvidas, pois é um momento delicado e de adaptação, com muitas novidades para mãe e família.

A alimentação recebe uma atenção especial, porque fornece os nutrientes necessários para a amamentação.

Esse também é um período de recuperação e resguardo, sendo necessário montar um cardápio que abranja as necessidades calóricas e nutricionais da mãe.

Por isso, veja o que comer na dieta pós-parto:

Índice — neste artigo você vai encontrar:

  1. O que não pode comer depois do parto?
  2. A dieta da mãe pode causar cólica no bebê? Como evitar?
  3. Pode comer arroz no pós-parto?
  4. Opção de cardápio pós-parto: o que comer no resguardo?

O que não pode comer depois do parto?

Vários alimentos devem ser priorizados no pós-partos, mas outros devem ser evitados.

Após o parto, é necessário tomar alguns cuidados na alimentação. O leite materno sofre influências pela dieta da mãe, então, alguns produtos devem ser evitados e outros priorizados.

Seja parto normal ou cesárea, algumas restrições e novos hábitos podem ser adotados para que esse período seja mais tranquilo e saudável.

É sempre importante buscar ajuda médica para esclarecer dúvidas e receber  orientações em relação ao cardápio, mas algumas dicas podem ajudar e esclarecer dúvidas:


Cesárea

Após a cirurgia de cesárea, alguns cuidados devem ser tomados. Nas primeiras 24 horas, a alimentação será feita por meio de soro e água, no hospital. Depois disso, é introduzida a alimentação com sólidos, gradualmente.

Mas algumas restrições na alimentação são necessárias para que o período pós-parto seja mais tranquilo e saudável:

  • Não ingerir alimentos que a mãe é alérgica/intolerante, evitando reações nesse momento delicado do pós-parto;
  • Não ingerir alimentos que estão no histórico de alergia/intolerância do pai ou familiares do bebê, pois há a pequena possibilidade de o recém-nascido ter a mesma alergia ou intolerância devido a fatores genéticos;
  • Não consumir, ou evitar ao máximo, alimentos processados ou industrializados, que podem gerar desconforto estomacal para mãe e bebê;
  • Evitar carnes com corte gorduroso ou mal passado, sobretudo para mulheres com histórico de queloide, pois podem causar dificuldade no processo de cicatrização;
  • Não ingerir álcool e evitar o excesso de bebidas com alta dose de cafeína. O álcool pode reduzir a produção de leite materno e ser transmitido ao bebê pela amamentação. Já o excesso de cafeína pode interferir no sono do bebê e mãe;
  • Não consumir de forma excessiva alimentos com muito açúcar, como bolos, doces e sobremesas. O excesso pode aumentar o risco de obesidade da mãe e causar agitação no bebê;
  • Evitar o excesso de bebidas industrializadas como refrigerantes, sucos e chás prontos. Além da dose alta de açúcar na composição, é possível que haja cafeína na composição, influenciando de forma negativa o ciclo do sono, da mãe e bebê.

É importante manter uma alimentação variada e saudável, dividida em 6 pequenas refeições diárias.

Como a amamentação pode gerar um gasto calórico de cerca de 600 kcal, pode ser que o(a) obstetra oriente para um cardápio reforçado, que aumente em até 400 kcal por dia — os valores podem variar conforme a quantidade de mamadas que o bebê necessita, metabolismo da mãe e rotina.

Normal

O parto normal tem uma recuperação mais rápida, com alta em 48 horas no geral.

Os cuidados na alimentação são similares ao parto de cesárea, com restrição ao álcool e altas doses de cafeína e açúcar, alimentos embutidos ou industrializados e alimentos que possam causar alergia na mãe ou com histórico de intolerância na família.

A dieta da mãe pode causar cólica no bebê? Como evitar?

Sim, a alimentação da mãe pode influenciar no surgimento de cólicas no bebê. Mas ela também é um sintoma comum e que costuma surgir nos primeiros meses de vida, devido ao bebê estar com o estômago em processo de maturação e aumento, sendo assim sensível a alguns alimentos.

A orientação médica é importante para esclarecer as dúvidas. Além disso, a mãe também deve observar se após o aleitamento o bebê apresenta algum desconforto.

Caso a criança apresente choro constante após mamar, e isso se repita algumas vezes, pode-se reduzir ou retirar os alimentos que foram consumidos na última refeição, assim tentando identificar quais alimentos causam a cólica.

Ou seja, a ideia é buscar padrões na alimentação que podem estar causando as cólicas. Se o bebê costuma sentir dores após mamar de manhã, pode ser que o leite, o café ou algum outro alimento dessa refeição seja o causador.

Não há estudos comprovando que alimentos específicos causam ou aumentam cólicas, mas há relatos de mães que consumiram alguns alimentos e após a amamentação o bebê apresentou algum tipo de desconforto ou cólica.

  • Feijão;
  • Soja;
  • Ervilhas;
  • Lentilha;
  • Carne vermelha;
  • Brócolis;
  • Couve-flor;
  • Couve-de-bruxelas;
  • Repolho;
  • Couve;
  • Aspargos;
  • Leite de vaca;
  • Chocolate;
  • Café.

É necessário controlar a quantidade de ingestão desses alimentos, evitando o excesso. Para que não sejam transmitidas grandes quantidades de algumas substâncias para o bebê através do leite materno.

Leguminosas (soja, ervilha, lentilha), feijões e carne vermelha têm carboidratos de difícil absorção, que podem necessitar de maior fermentação na digestão. Resquícios dessa fermentação ao leite materno, podendo assim causar cólicas no recém-nascido.

A proteína do leite de vaca, que foi consumido pela mãe, pode gerar reações adversas na criança, pois o estômago ainda não está preparado para receber e digeri-la.

A cafeína consumida em excesso, presente no café e em alguns refrigerantes, pode ser a causa da agitação e agravamento da cólica no recém-nascido, além da cafeína interferir negativamente no ciclo do sono de mãe e bebê.

O excesso de ingestão de chocolate também pode ser um agravante do desconforto para o bebê — muitos chocolates contêm leite de vaca e cafeína em sua composição.

Alguns vegetais (brócolis, couve-flor, couve-de-bruxelas, repolho, couve e aspargos)  são ricos em enxofre, e o consumo em excesso pode causar desconforto estomacal na mãe e no bebê.

Pode comer arroz no pós-parto?

O consumo de arroz é seguro no pós-parto

Sim, não há restrição específica para o grão de arroz — o cuidado que pode ser tomado é não ingerir em excesso o arroz ou qualquer outro alimento, já o excesso pode trazer desconforto estomacal para mãe e bebê.

É importante buscar orientação médica e prezar por alimentos naturais e refeições variadas, consumindo uma alimentação saudável e balanceada.

Opção de cardápio pós-parto: o que comer no resguardo?

O cardápio pós-parto é feito para auxiliar a mãe no primeiro mês e para suprir as necessidades energéticas da mãe e bebê. A dieta pode ser montada conforme a preferência da mãe, mas com base em alimentos nutritivos.

Nesse período, o acompanhamento de um(a) nutricionista é essencial para receber orientações, esclarecer dúvidas e adequar hábitos alimentares.

É importante prezar por alimentos naturais como carnes magras, ovo, legumes, frutas e hortaliças, pois eles contêm cálcio, ferro e minerais. Esses componentes são importantes na recuperação pós-parto, e vão fornecer nutrientes ao bebê por meio da amamentação.

Em geral, uma alimentação variada e sem excessos, acompanhada da ingestão de água, e feita a cada 3 horas fornece os nutrientes necessários.

Vale ressaltar que beber água é importante, porque influencia na produção de leite.

Confira abaixo dois exemplos de cardápios que podem atender ao gasto calórico da mãe neste período.

Opção 1

A primeira opção totaliza em média 1800 calorias, mas é apenas uma sugestão para ser adaptada. Lembre de sempre conversar com profissionais que acompanham o pós-parto, bem como nunca iniciar uma dieta ou mudança alimentar sem auxílio profissional.

Café da manhã

  • 1 copo de suco de laranja;
  • 2 fatias de pão integral;
  • 2 fatias de queijo ricota;
  • 1 fatia média de melão.

 Lanche da manhã

  • Salada de fruta com maçã, banana, mamão, e morango.

Almoço

  • Salada de repolho roxo, alface e tomate;
  • 3 colheres sopa de arroz integral;
  • 1 posta de peixe grelhado;
  • 2 colheres de brócolis ou cenoura cozida.

Lanche da tarde

  • 1 copo de iogurte.

Jantar

  • 1 prato de sopa de legumes;
  • 1 filé médio de frango grelhado;
  • 3 colheres de sopa de purê de inhame.

Ceia

  • Chá de ervas;
  • Banana assada com canela.

Lanche da madrugada (após amamentação)

  • 1 maçã média.

Opção 2

Outra opção que pode ser sugerida e adaptada para a rotina do pós parto é esta, que tem em média 1950 calorias:

Café da manhã

  • 1 fatia média de mamão;
  • 2 fatias de pão integral com requeijão;
  • 1 xícara de café com leite desnatado.

 Lanche da manhã

  • 1 banana amassada com 1 colher de sopa de farelo de aveia.
  • 1 xícara de chá de hortelã.

Almoço

  • Salada de tomate, com beterraba e pepino ralado;
  • 1 xícara de macarrão integral cozido;
  • 2 colheres de sopa de molho bolonhesa;
  • 3 colheres de sopa de abobrinha refogada.

Lanche da tarde

  • 1 laranja.

Jantar

  •  Salada de alface, rúcula com pedaços de queijo;
  • 1 bife médio acebolado;
  • 3 colheres de sopa de arroz integral;
  • 2 colheres de brócolis no vapor.

Ceia

  • ⅓ de manga média.

Lanche da madrugada (após amamentação)

  • 1 copo de iogurte de frutas.

Consumir uma alimentação saudável é importante durante toda a vida, mas o cuidado especial com alimentação durante o pós-parto garante saúde para mãe e bebê. Veja mais dicas de alimentação e saúde no Minuto Saudável!


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