Crianças portadoras do Transtorno do Espectro Autista (TEA), doença conhecida como autismo, são mais propensas a terem dificuldades na hora de dormir, segundo um estudo publicado na revista Pediatrics.

Essa dificuldade já era conhecida pela ciência. Porém, a nova pesquisa buscou comparar essa relação com o sono entre crianças autistas de 2 a 5 anos e outras crianças com algum tipo de atraso no desenvolvimento.

Durante a pesquisa, os pequenos pacientes também foram comparados com outros voluntários da mesma idade, e que não tinham nenhum tipo de alteração no desenvolvimento.

Como resultado, os cientistas observaram que as crianças com autismo têm duas vezes mais chances de ter algum problema ligado ao sono, do que quaisquer outros participantes.

Na lista dos distúrbios que podem afetar estas crianças estão problemas nos estágios do sono, convulsões e níveis baixos de melatonina (hormônio regulador do sono).

Como melhorar o sono das crianças com autismo?

A partir da descoberta dos cientistas, surgem as preocupações a respeito da saúde dos pequenos, uma vez que uma boa noite de sono é fundamental para seu desenvolvimento e qualidade de vida.

Confira algumas dicas que podem ajudar as crianças a dormir com mais facilidade:

Rotina para dormir

Um dos comportamentos infantis que sinalizam o autismo é a repetição. Por isso, é importante manter uma rotina horas antes da criança ir para a cama, e repeti-las todos os dias para que eles possam se acostumar com isso.

Outro fator importante é acostumar a criança a dormir sozinha. Então, esteja com ela nos primeiros minutos, leia uma boa história, e quando identificar que o sono está vindo, esse é o momento de sair de cena.

Quarto confortável

Mas para dormir, é essencial que a criança tenha um ambiente seguro e confortável para descansar. É importante que o lugar seja livre de barulho, sem o movimento dos carros, pessoas conversando e televisão ligada.

Prefira um quarto acolhedor, pois a criança deve encontrar uma iluminação agradável e  temperatura ajustada com a lá fora.

Não ao celular, tablet ou TV

O uso de aparelhos eletrônicos durante a noite pode ser um vilão para que a criança pegue no sono. Além disso, o uso excessivo das tecnologias dificulta processos de interação social, o que pode ser ainda mais prejudicial para portadores de TEA.

Leia mais: Crianças no celular: uso em excesso gera atraso no desenvolvimento

Atividades físicas

É comum que na fase da infância as crianças tenham muita energia para gastar. Basicamente, a prática de atividades físicas deve estar equilibrada com o estilo de vida dela.

Por isso, é importante que em algum momento do dia ela realize atividades, como natação, futebol e caminhadas. Com isso ela irá gastar toda sua energia, e precisará repor com uma boa noite de sono.

Leia mais: Música melhora a comunicação de crianças com autismo


A rotina de um portador de TEA deve envolver alguns cuidados. Para isso, é preciso que os pais estejam atentos e dediquem ao filho um tempo de qualidade.

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Editor Médico

Dr. Paulo Caproni

CRM/PR 27.679

Graduado em Medicina pela PUCPR. Residência Médica em Medicina Preventiva e Social pela USP. MBA em Gestão Hospitalar e de Sistemas de Saúde pela FGV.

Farmacêutica Responsável

Dra. Francielle Mathias

CRF/PR 24612

Farmacêutica generalista, com Mestrado em Ciências Farmacêuticas, ambos pela Unicentro. Doutorado em Farmacologia pela UFPR.

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