No Brasil, há cinco anos a vacina contra o HPV é disponibilizada gratuitamente pelo SUS.

Ela tem como objetivo proteger as pessoas contra o vírus HPV, o Papilomavírus humano, prevenindo o surgimento das verrugas genitais (condiloma) causada pela DST e alguns tipos de câncer, como o câncer no colo do útero (mais comum), pênis, ânus e orofaringe.

Contudo, os índices de vacinação ainda são baixos. Mesmo com os reforços feitos anualmente pelas campanhas nacionais de vacinação, apenas 48,7% das meninas na idade de 9 a 14 anos foram imunizadas.

Vários fatores podem influenciar nesses índices tão baixos, um deles é a idade do público-alvo. No caso de crianças menores, existe um encaminhamento do próprio pediatra, diferente da vacina contra o HPV.

Assim, a imunização em adolescentes é mais difícil do que em crianças, pois para esse público o risco de câncer pode parecer uma realidade muito distante, além da possibilidade de serem resistentes a vacinação.

Todos esses fatores refletem negativamente na proteção dos adolescentes e adultos contra o vírus e as complicações graves que ele pode provocar.

Por isso, listamos alguns motivos principais para que os responsáveis entendam a importância da vacinação para os adolescentes.

O HPV é comum

Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), a transmissão do HPV é tão comum que quase todos os homens e mulheres sexualmente ativos serão infectados por ao menos um subtipo do vírus durante suas vidas.


Essa informação leva em consideração os dados de transmissão do vírus nos EUA, mas no Brasil, a situação também é preocupante.

De acordo com um estudo feito pelo Ministério da Saúde junto ao Hospital Moinhos de Vento, mesmo com as campanhas de vacinação, mais da metade da população jovem brasileira está infectada pelo vírus HPV.

Previne o câncer do colo do útero e outros tipos de câncer

O desenvolvimento da vacina contra o HPV é responsável também por causar uma redução significativa nos números de casos de câncer provocados pela infecção do vírus, como o câncer do colo do útero, vagina, vulva, garganta, ânus e pênis.

Estima-se que a aplicação da vacinação, ao longo de 10 anos, também foi responsável por reduzir em 71% o número de casos de verrugas genitais.

Para os pais e adolescentes, talvez, este seja o principal motivo para buscar a vacinação, pois é um método seguro e duradouro de prevenir doenças graves como o câncer, que possuem um tratamento que é muito mais complicado e debilitante.

É uma oportunidade para se prevenir contra outras doenças

Além da vacina contra o HPV, existem duas outras vacinas indicadas para adolescentes na faixa etária de 11 e 12 anos: a vacina contra a meningite e contra coqueluche.

Por isso, os pais podem aproveitar esse momento para acompanhar os adolescentes para que recebam todas as vacinas no mesmo momento.

É uma proteção segura e duradoura

A vacina contra o HPV é aprovada e considerada segura pelo Centros de Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention – CDC) e pela Agência de Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (Food and Drug Administration – FDA).

Já foi administrada em vários países e, em anos de monitoramento, até então, a imunização se mostra segura e com proteção duradoura.

Vale lembrar que assim como outros medicamentos, a vacina contra o HPV também pode provocar efeitos colaterais. No entanto, os efeitos registrados são leves e não devem ser um impeditivo para que o público-alvo receba as doses.

Saiba tudo sobre a vacina contra o HPV!


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