A vacina dTpa, ou tríplice bacteriana acelular do tipo adulto, é uma vacina capaz de oferecer proteção contra 3 doenças: a difteria, o tétano e a coqueluche.

Ela faz parte do calendário de vacinação das gestantes e é indispensável para garantir a saúde do bebê. Os recém-nascidos são os mais vulneráveis a desenvolverem alguma complicação com essas doenças.

Também deve ser recomendada para profissionais de saúde e qualquer pessoa que conviva com bebês menores de 2 anos de idade.

No artigo a seguir, explicamos como funciona essa vacina e quem deve recebê-la. Confira!

Índice — neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é a vacina dTpa?
  2. Para que serve: o que a vacina dTpa previne?
  3. Como ocorre a imunização do bebê?
  4. Do que a vacina tríplice bacteriana é feita?
  5. Quando a tríplice bacteriana é indicada?
  6. Esquema de doses: quando tomar a dTpa?
  7. Vacina dTpa em gestante
  8. Contraindicações
  9. Reações adversas da vacina dTpa
  10. A dTpa pode ter relação com a microcefalia?
  11. Vacina dTpa dói?
  12. Onde tomar e preços
  13. Perguntas frequentes

O que é a vacina dTpa?

A vacina dTpa (vacina tríplice bacteriana acelular do tipo adulto) é destinada às crianças, adolescentes, adultos e gestantes que precisam de um reforço imunológico contra doenças como a difteria, tétano e coqueluche.

Outras vacinas oferecem proteção contra essas doenças, como a DTP e DTPa. No entanto, a dTpa é a mais indicada para as grávidas. Por isso, em 2014 entrou para o Calendário de Vacinação das Gestantes, como uma forma de complementar o esquema da vacina dupla adulta, que previne contra tétano e difteria.

A aplicação deve ser feita a partir da 20ª semana de gestação, em uma única dose.

É uma forma segura de oferecer proteção para a mãe e para o bebê, que recebe imunização de forma indireta.

Em adolescentes, adultos e idosos, a dTpa é recomendada especialmente para proteção contra coqueluche, para reduzir o número de casos da doença.

Além disso, o reforço em adultos e em gestantes também é uma forma de evitar a transmissão da doença para os bebês, o grupo mais vulnerável a sofrer complicações por conta das doenças que a dTpa previne.

Assim, o risco da criança contrair uma dessas doenças se torna muito baixo, o suficiente para que ele esteja seguro até ter idade para receber a vacina.

De modo geral, essa vacina só é contraindicada em casos no qual o paciente teve reações alérgicas graves às doses anteriores ou possui alergia aos componentes da fórmula.

Para que serve: o que a vacina dTpa previne?

A vacina dTpa serve para proteger a população contra 3 doenças: a coqueluche, a difteria e o tétano.

É uma imunização que funciona como um reforço das vacinas DTP ou DTPa (vacina tríplice bacteriana acelular infantil), aplicadas ainda na infância.

A dTpa é aplicada ainda na infância, em crianças maiores de 7 anos, na adolescência, fase adulta ou durante a gestação, para proteger a mãe e o bebê.

Entenda um pouco mais sobre essas doenças:

Tétano

O tétano é uma doença provocada por uma toxina produzida pela Clostridium tetani, uma bactéria encontrada nas plantas, objetos, terra e em fezes de animais e humanos.

As pessoas são infectadas por esse agente quando ele invade o organismo através de mordidas de animais, cortes ou feridas na pele.

Quando alguém é infectado, a toxina liberada pela bactéria começa a afetar o sistema nervoso central. Por isso, sintomas como rigidez muscular e dificuldade de deglutição.

Também provoca espasmos, que podem afetar os músculos respiratórios e oferecer risco à vida do paciente por impedir a respiração.

Coqueluche

A coqueluche, também chamada de tosse comprida e pertussis, é uma doença contagiosa que afeta o sistema respiratório dos pacientes, atingindo especialmente crianças menores de 2 anos.

A contaminação acontece através do contato direto com algum paciente infectado, ou seja, pelo beijo, toque ou contato com gotículas eliminadas através da fala, por espirros e tosse.

Quando infectados, os pacientes manifestam sintomas como tosse, dificuldade de respirar, alterações do sono e vômitos.

Ao evoluir para casos mais graves, a doença pode causar complicações neurológicas, hemorragias, desidratação e problemas pulmonares.

Difteria

A difteria é uma doença causada pela bactéria Corynebacterium diphtheriae. É uma infecção que provoca lesões branco-acinzentadas no nariz e na garganta do paciente.

Mas, apesar de causar lesões localizadas, é uma doença que provoca mal-estar geral no paciente, manifestando sintomas como febre, cansaço, dor de garganta e palidez.

Em casos graves, pode ocorrer inchaço intenso na região do pescoço, aumento dos gânglios linfáticos (glândulas do sistema linfático, presentes no pescoço, virilha, axila etc.) e asfixia (falta de ar).

A transmissão da doença se dá através do contato com secreções nasais de alguém infectado ou através do contato com objetos contaminados.

Como ocorre a imunização do bebê?

A vacina dTpa na gestante é importante por oferecer imunização indireta ao bebê.

Ao receber esse reforço, a mãe começa a produzir anticorpos que passam para o feto ainda na placenta.

Ao tomar a vacina após a 20ª semana de gestação e não ao fim da gravidez, melhor será para a produção de anticorpos e proteção do bebê.

Dessa forma, o bebê estará protegido durante os seus primeiros meses de vida.

Isso até que possa receber a imunização com a Pentavalente aos 2, 4 e 6 meses de vida, que protege contra o tétano, difteria, coqueluche e outras doenças, como hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b.

Do que a vacina tríplice bacteriana é feita?

A vacina dTpa é feita a partir de toxinas, ou toxoides, produzidas pelas bactérias que causam tétano e difteria, somadas a componentes da cápsula bacteriana da coqueluche.

Na composição da vacina, há também a adição de fenoxietanol (líquido oleoso incolor com ação bactericida), cloreto de sódio, água para injeção e sal de alumínio.

Por não utilizar nenhum microrganismo vivo, como nas vacinas atenuadas, não é capaz de provocar as doenças.

Quando a tríplice bacteriana é indicada?

Essa vacina é recomendada como um reforço da vacina DTPa (vacina tríplice bacteriana acelular infantil), podendo ser aplicada apenas em crianças com idade acima de 3 anos, adolescentes e adultos.

Também é uma vacina que faz parte do calendário de vacinação das gestantes, que devem receber a imunização a partir da 20ª semana de gravidez.

Leia mais: Confira tudo sobre gravidez mês a mês

As pessoas que convivem com crianças menores de 2 anos devem receber a vacina também, o que inclui profissionais da saúde, cuidadores, babás e familiares.

Esquema de doses: quando tomar a dTpa?

Não há um esquema de doses muito bem definido para a vacina dTpa, pois ela é utilizada como um reforço a DTPa. Por isso, pode ser tomada nas seguintes situações:

  • Crianças com idade entre 4 e 5 anos: reforço;
  • Adolescentes, adultos e idosos: reforço;
  • Crianças com idade acima de 7 anos, adultos e adolescentes que não receberam ou não possuem registro do esquema de doses anteriores: indicada como imunizante;
  • Gestantes a partir da 20ª semana de gestação: reforço;
  • Mulheres que não receberam na gestação, devem receber ainda na fase de puerpério: reforço.

Vacina dTpa em gestante

A vacina dTpa é uma das imunizações previstas para a mulher receber durante a gestação e está presente no Calendário Nacional de Vacinação.

Ela é indispensável, especialmente quando a mulher não recebeu nenhuma dose da vacina antes de engravidar.

Nesses casos, deve receber 2 doses da dupla adulto (dT), para tétano e difteria, e 1 dose da vacina dTpa.

No caso das mulheres que já receberam antes da gestação as doses, durante a gravidez só é necessário o reforço com 1 dose de dTpa.

Em cada gestação, é necessário o reforço da vacina, mesmo que a mulher já tenha recebido em outra gravidez.

Para a mãe, a vacina é importante para que ela se mantenha protegida contra essas doenças e tenha uma gestação saudável, impedindo que ocorra uma transmissão vertical (da mãe para o feto).

Além disso, o bebê passa a ter proteção indireta durante os primeiros meses de vida, pois os anticorpos maternos passam para o bebê ainda na placenta.

Assim, o bebê fica protegido até que possa receber a vacina dTp na pentavalente ou hexavalente, ao completar 2 meses de vida.

Em que momento da gravidez devo tomar?

O ideal é que a vacinação seja realizada após a 20ª semana de gravidez, pois o quanto antes ocorrer, melhor será a resposta dos anticorpos no organismo da mãe e no bebê.

No entanto, caso não seja possível a imunização durante a gestação, a mulher deve receber ainda durante o puerpério, isto é, no período após o parto.

Os pais devem tomar também?

Sim! Não só as gestantes devem se preocupar em receber um reforço contra essas doenças. Os pais também precisam receber a vacina dTpa.

Para os recém-nascidos, essas doenças podem ser letais, principalmente a coqueluche. Por isso, as pessoas próximas ao bebê devem se vacinar.

Existem contraindicações?

Segundo a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm), as pessoas que manifestaram reação adversa grave, sintomas neurológicos ou alergia aos componentes durante a aplicação de doses anteriores devem evitar a vacina.

Quais as reações e efeitos colaterais da vacina dTpa?

É possível que algumas reações adversas ocorram após a imunização feita com a vacina dTpa.

No entanto, esses efeitos colaterais podem variar bastante de acordo com o paciente.

Na maior parte dos casos, não há reações graves, sendo presentes apenas dor, vermelhidão e inchaço passageiros na região da aplicação,.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm), é possível que o imunizante provoque em crianças com idade até 9 anos sintomas como sonolência, irritabilidade, vermelhidão, dor no local, inchaço e fadiga.

Entre as crianças vacinadas nessa faixa etária, cerca de 10% apresentam essas reações adversas.

Pode ocorrer ainda, em 0,1% dos vacinados, sintomas como dor de cabeça, mal-estar, falta de apetite, vômito e febre.

A dTpa pode ter relação com a microcefalia?

Não. Há muitos mitos sobre as vacinas e muitos deles provocam descrença na população.

Isso faz com que algumas pessoas optem por não se vacinar ou levar os filhos para receber alguma imunização.

Em torno da vacina dTpa e da vacina contra sarampo, por exemplo, ocorreram boatos de que a aplicação durante a gestação poderia estar relacionada aos casos de microcefalia registrados no surto que ocorreu em 2016, aqui no Brasil.

Leia também: Minuto Investiga: tomar vacina pode causar autismo?

No entanto, não há estudos que comprovem que a vacina possa provocar complicações como estas na gestação.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina dTpa é uma proteção para a mãe e para o bebê, pois estimula a produção de anticorpos e oferece imunidade indireta para o bebê durante os primeiros meses de vida.

É recomendada justamente para evitar problemas de saúde e evitar que ocorra uma transmissão de doenças da mãe para o feto.

Portanto, não há evidências que confirmem uma relação entre a vacina e a microcefalia.

Vacina dTpa dói?

Por ser uma injeção intramuscular (aplicada no interior do músculo), a vacina dTpa pode causar dor e desconforto durante a aplicação.

No entanto, a intensidade da dor pode variar bastante de acordo com a sensibilidade de cada pessoa.

É preciso se atentar às reações adversas que podem ocorrer e, se a dor no local for persistente, procurar um médico para investigar o que está ocorrendo.

Mas, de modo geral, a vacina dTpa dói da mesma forma que as outras vacinas.

Onde tomar e quais os preços?

Para as gestantes, a vacina dTpa fica disponibilizada nas Unidades Básicas de Saúde de forma gratuita, sendo uma das imunizações presentes no Calendário Nacional de Vacinação.

Profissionais da área da saúde ou que trabalhem em maternidades ou qualquer serviço de atendimento a recém-nascidos também pode receber a vacina dessa forma.

Para quem precisa receber um reforço da vacina, é possível recebê-la também em clínicas privadas de vacinação, em um valor que pode variar bastante.

Em média, custa em torno de R$ 180.

Perguntas frequentes

Com quantas semanas de gestação devo tomar a dTpa?

A vacina dTpa é indicada para gestantes a partir da 20ª semana até a 36ª semana de gestação, ou seja, entre o segundo e terceiro trimestre.

Quanto mais precoce for a vacinação dentro desse período, melhor será para a produção de anticorpos e proteção do bebê.

Leia mais: Segundo trimestre de gravidez: mudanças físicas e desenvolvimento

A dTpa é uma vacina destinada ao público infantil?

Não, a vacina dTpa não é uma imunização voltada ao público infantil.

Durante os primeiros meses de vida, a criança deve completar o esquema de doses com a pentavalente ou a hexavalente, garantindo assim uma proteção contra as doenças que a dTpa protege e outras.

A dTpa é uma vacina de reforço ou complemento, que pode ser aplicada em crianças maiores de 7 anos, adolescentes, adultos e idosos.

Tomei a dTpa e estou com dor no braço. É normal?

Sim. A vacina pode causar um desconforto e dor no local após a aplicação. No entanto, não é normal que a dor seja persistente.

Por isso, se o incômodo no braço continuar por mais de 2 dias, procure um médico, especialmente se a dor estiver acompanhada de outros sintomas.

Qual a diferença entre dTp e dTpa?

A principal diferença é que a dTP é uma vacina obrigatória que faz parte do calendário básico de vacinação infantil do Ministério da Saúde, já a dTpa é considerada uma vacina de reforço.

A dTp faz parte do esquema de doses que o recém-nascido deve receber aos 2, 4 e 6 meses de vida, mas que não é recomendada para crianças acima dos 7 anos.

A dTpa já é recomendada para crianças com idade superior, adolescentes, adultos e idosos. No entanto, é especialmente recomendada para gestantes.

Também são diferentes pelo fato da dTpa causar menos reações adversas, por não ser feita com células inteiras, mas sim com proteínas dos agentes causadores.


Discutir a importância da vacinação nunca foi tão necessário.

Pensando nisso, trouxemos nesse artigo as principais características da vacina dTpa, capaz de oferecer imunização para diferentes doenças, protegendo as gestantes e seus bebês.

Mantenha seu calendário de vacinação em dia e compartilhe com mais pessoas essas informações.

Obrigada pela leitura!

Fontes consultadas

Karina Lorena Meira Fernandes Chiuratto (CFR-PR 26256), graduação em Farmácia pela PUCPR (2013) e mestrado em Bioquímica pela UFPR (2016). Gestora da Qualidade no Laboratório de Análises Clínicas, LABCEN (2016) e fundadora da Vacynare.

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