No mês de outubro, dá-se bastante ênfase ao câncer de mama e aos exames que são feitos para prevenir e diagnosticar essa doença. 

Mas, na verdade, esse assunto deve ser levado a sério e discutido o tempo todo, já que compromete a saúde e a vida de milhares de mulheres nos quatro cantos do mundo.  

Por isso, a redação do Minuto Saudável traz um texto especialmente sobre os exames da mama, que têm um papel extremamente relevante durante todos os 12 meses do ano.

Vamos lá?!

Índice — neste artigo você vai encontrar:

  1. O que é um exame da mama? 
  2. Nomes dos exames da mama: quais tipos existem?  
  3. Mamografia convencional e digital: qual é melhor?
  4. Para que serve o exame da mama? 
  5. Qual a importância de fazer exame da mama? 
  6. Como é feito o exame da mama? 
  7. Dói fazer o exame da mama?
  8. De quanto em quanto tempo é preciso fazer exames na mama? 
  9. Qual a idade certa para fazer o exame da mama? 
  10. Qual especialista faz o exame da mama? 

O que é um exame da mama?

Os exames de mama são métodos que consistem em apalpar, pressionar ou utilizar aparelhos na região dos seios, para descobrir nódulos, cistos ou tumores. Fazê-los conforme a recomendação médica e de forma correta ajuda na prevenção de doenças mamárias como o câncer de mama.

Esses exames têm duas finalidades que se complementam: prevenção e diagnóstico de cistos, nódulos ou anomalias nas mamas. 

Vale também lembrar que somente o autoexame das mamas não é o suficiente. Ele deve ser feito em combinação com outros exames mais completos, principalmente por mulheres com mais de 40 anos.  


Nomes dos exames da mama: quais tipos existem?

Existem vários tipos de exame de mama. Alguns podem ser feitos sozinha, em casa mesmo. Para outros, é necessário ir até uma clínica ou hospital, onde você será conduzida por uma equipe médica. 

Conheça um pouquinho mais sobre cada um deles:   

Autoexame

O autoexame, popularmente conhecido por “exame de toque”, é realizado pela própria mulher em um momento e ambiente em que ela se sinta confortável (durante o banho ou até mesmo deitada na cama, por exemplo). 

Para fazê-lo, é necessário que se retire as peças de cima (blusas, camisetas e sutiãs ou tops). 

Depois, a mulher deve levantar um dos braços e com a outra mão apalpar o seio tentando perceber se há alguma bolinha ou caroço. 

É importante ressaltar que isso deve ser feito nas duas mamas. Ou seja, primeiro faça na mama direita utilizando a mão esquerda e depois inverta o processo. 

Caso note algo diferente, é importante observar: 

  • Se há dor ou inchaços no local que é tocado; 
  • Se a bolinha aumenta de tamanho; 
  • Se o caroço se desloca ou permanece no mesmo lugar do seio.  

O autoexame também pode ser feito em frente a um espelho, o que permite procurar não apenas por volumes anormais, mas também por manchas que possam ser suspeitas.

Embora seja altamente recomendado, apenas esse exame não é o suficiente para dar um diagnóstico preciso e precoce. Por isso, ele deve ser feito 1 vez por mês, mas não deve substituir as visitas médicas e os outros exames de imagem. 

Se a mulher tiver dúvidas, o ideal é consultar um(a) mastologista para que o(a) profissional possa avaliar corretamente. 

Exame físico

Esse exame é muito parecido com o exame do toque. A única diferença é que o apalpamento dos seios é feito por um(a) mastologista ou ginecologista. 

Além de apalpar as mamas, o(a) profissional de saúde também deve verificar a área das axilas e clavículas para verificar a estruturação ao redor dos seios.  

Mamografia

A mamografia é um dos exames de mama mais famosos. De uma maneira bem geral, pode-se dizer que esse teste é como se fosse um Raio-X. Ou seja, ela nada mais é do que imagens para avaliar a saúde dos seios.  

Ele é a principal forma de diagnóstico do câncer de mama. É claro que outras doenças mamárias também podem ser identificadas, principalmente as que estão em estágio inicial. 

Assim, também pode ser usado como forma de prevenção, já que quanto antes forem descobertos os nódulos ou tumores, maior a chance de impedir a progressão deles. 

Na internet, encontra-se boatos que a mamografia também pode causar câncer. Entretanto a Sociedade Brasileira de Mastologia garante que toda mamografia é segura

Para fazer a mamografia, a mulher deverá retirar as roupas da parte de cima. Depois, o seio é colocado sobre uma plataforma de acrílico que pressionará a mama, gerando imagens.

Tomossíntese

Este exame é bem similar com a mamografia, mas permite que o(a) profissional de medicina tenha uma visão tridimensional (3D) do seio.

A forma como o exame é feito também é igual a mamografia convencional: seios expostos e achatados por uma máquina que emite radiação. 

Mas as imagens do tecido mamário são formadas sobre vários ângulos diferentes. Isso torna o diagnóstico mais preciso e diminui as chances de que um tumor esteja escondido. 

Angiomamografia

O método como esse exame é feito também se assemelha à mamografia. A principal diferença é que a máquina usada para fazer o teste tem um filtro de cobre capaz de detectar somente as áreas que receberem iodo nos últimos minutos.   

Por isso, para o exame de angiomamografia, é necessário que a paciente tome a injeção de contraste a base de iodo (ela permite que as estruturas sejam melhores avaliadas), além de fazer jejum por 4 horas. 

Isso diminui as chances de resultados falsos-positivos, além de ser super-rápido. Em 10 minutos é possível ter um diagnóstico correto de qualquer doença e da gravidade da situação.  

Entretanto, a angiomamografia não pode ser feita por todas: mulheres com próteses de silicone, portadoras de doenças renais graves ou alérgicas ao iodo são contraindicadas a realizar o exame.  

Ultrassonografia

A ultrassonografia dos seios é indicada para os casos em que o tecido mamário é muito denso, o que possibilita que nódulos e tumores permaneçam escondidos. 

O exame é bem semelhante à uma ultrassonografia tradicional, só que é feito especificamente na região das mamas. Ou seja, o exame não é invasivo e não causa dor.

Esse método é bastante utilizado em pacientes mais jovens, que ainda não têm as mamas flácidas. 

Ele é bastante eficaz para diferenciar tumores, nódulos e cistos. Justamente por isso, ele é feito comumente para complementar outros exames, como a mamografia. 

Ressonância das mamas

A ressonância é utilizada em casos mais raros, geralmente quando a mulher está com câncer metastático (espalhado por outras partes do corpo além dos seios). 

Isso porque ele permite visualizar não somente as mamas, mas outras áreas ao redor dos seios, como os pulmões, o coração e o estômago.  

Para que esse exame seja realizado, a paciente deita de bruços com os seios dentro de um aparelho que emite radiações e assim, permite que se veja a estrutura interna dos seios.  

É um exame considerado demorado, podendo levar entre 45 minutos e 1 hora. 

Mamografia convencional e digital: qual é melhor?

A mamografia é um exame de imagens que permite o diagnóstico de anormalidades no tecido mamário. Mas você sabia que esse exame também evoluiu tecnologicamente? Recentemente, ela ganhou uma versão digital, garantindo que as imagens coletadas dos seios das pacientes tenham mais qualidade e visibilidade. 

Essas vantagens da mamografia digital têm ajudado a diagnosticar anomalias mamárias ainda mais precocemente, aumentando as chances de cura. 

Tal exame pode beneficiar principalmente as mulheres mais jovens que costumam ter o tecido mamário mais denso.

Porém, ambas são eficazes para um diagnóstico, desde que feitas e avaliadas por profissionais.

Para que serve o exame da mama? 

Os exames de mama servem para descobrir a presença ou não de um nódulo nos seios. Nesse casos, eles podem ajudar, como forma de diagnóstico precoce ao câncer de mama. Também podem ser usados para diagnosticar o quão avançado está o crescimento de um tumor, por exemplo. 

Quando antes se detectar essas alterações, têm-se mais chances de cura. 

Por exemplo, os nódulos menores de 1cm tem até 95% de chances de recuperação se forem descobertos logo no início. 

Qual a importância de fazer exame da mama? 

Independente de qual for o tipo, os exames de mama são fundamentais para diagnosticar nódulos ou tumores que podem se desenvolver e provocar complicações, sendo a mais famosa o câncer de mama. Outras doenças como calcificações nos seios e mastites (infecção no tecido mamário) também podem ser detectadas. 

Além da descoberta dessas enfermidades (permitindo um tratamento adequado), é importante ressaltar que os exames de mama têm um papel de extrema importância na prevenção dessas mesmas complicações.  

Por exemplo, uma mamografia com imagem nítida permite diagnosticar nódulos que podem se tornar malignos 3 anos antes dos sintomas iniciais de câncer aparecem. 

Com todo esse tempo de vantagem, é possível que se faça tratamentos ou acompanhamentos médicos que permitem combater o avanço das células doentes antes mesmo delas se manifestarem.  

Como é feito o exame da mama?

Cada exame tem suas especificidades. 

Durante a mamografia, é necessário retirar as roupas de cima. Os seios são achatados por uma máquina, podendo causar dores e desconfortos leves. Essa compressão é necessária para que a espessura e a distribuição da mama seja mais homogênea, o que contribui para uma imagem nítida do tecido mamário.  

O exame da tomossíntese é feito de forma bem semelhante a mamografia. A única diferença é que ele permite uma visão em 3D do tecido mamário, o que contribui para uma avaliação médica mais precisa.  

A ultrassonografia também exige que a mulher esteja com os seios nus. O(a) médico(a) aplica um gel sobre as mamas. Depois, é deslizado um pequeno aparelho sob os seios. Ele permite que o(a) profissional veja imagens de nódulos na tela do computador.  

Dói fazer exame da mama?

A maioria das pessoas tende a lidar bem com os exames de mama, sentindo apenas dores ou desconfortos leves. 

É claro que existem mulheres que têm a mama mais sensível ao toque. Nesses casos, o ideal é que se marque a mamografia para uma data na qual a paciente não esteja menstruada, já que nessa época, os seios podem ficar mais sensíveis devido aos hormônios liberados.

Dependendo da situação, também é válido avisar a técnica mastologista que você tem as mamas sensíveis. Assim, ela pode auxiliar para que o exame seja mais confortável.  

De quanto em quanto tempo é preciso fazer exames na mama?

A frequência com que os exames de mama devem ser realizados varia conforme o tipo de exame. 

Calma, vamos explicar: 

Autoexame 

Como dito antes, o autoexame (aquele que a mulher faz sozinha) não deve substituir os outros exames de mama realizados em laboratórios. 

Na verdade, sua principal função é prevenção. Ou seja, ao fazer sozinha o exame do toque, a mulher pode sentir pequenos caroços que devem ser investigados pelos testes de imagem, sob a orientação de um(a) profissional de medicina. 

Ele deve ser feito todo o mês. As mulheres que menstruam podem optar por fazê-lo em dias do ciclo no qual as mamas estão menos sensíveis. 

Já as mulheres que não menstruam mais podem marcar um dia fixo para fazer o exame todo o mês. Essa também é uma boa dica para quem tem dificuldades em lembrar de fazer o teste.   

Exames laboratoriais 

Quando falamos dos exames de mama que são feitos em laboratórios (como a mamografia ou a ultrassom), a frequência varia conforme a idade da paciente. 

A maioria das mulheres deve fazê-los 1 vez por ano, depois dos 40 anos (essa prática é conhecida como rastreamento mamográfico).  

Antes disso, eles só são realizados se a paciente tem histórico familiar de doenças mamárias ou se houver recomendações médicas. 

Já as mulheres com mais de 70 anos, embora devam continuar indo ao ginecologista, farão os testes somente se houver necessidade. 

Em casos de acompanhamentos de nódulos ou tumores, os exames de mama pode ser feitos a cada 6 ou 3 meses, conforme a orientação médica para cada caso. 

Qual a idade certa para fazer o exame da mama?

Todas as mulheres com mais de 40 anos devem fazer os exames de mama como a mamografia. Se a mulher tiver predisposição para desenvolver doenças nos seios ou ainda houver histórico familiar de complicações mamárias, os exames de prevenção devem começar mais cedo: depois dos 30 anos de idade. 

Já o autoexame, também chamado de exame de toque, pode ser feito a partir da adolescência, quando a menina tiver a sua menarca (primeira menstruação).

Dê preferência para fazer esse exame em um dia que não coincida com a menstruação, já que as mamas podem estar mais doloridas e inchadas.  

Qual especialista faz o exame da mama?

Os exames da mama como a ultrassonografia, ressonância e mamografia sempre devem ser feitos com o acompanhamento ou a supervisão de um(a)a mastologista. Esse(a) profissional também pode atender clinicamente ou fazer punção (biópsia) e cirurgias da mama. 

Outra especialidade médica que pode dar orientações, solicitar ressonâncias e tomografias e fazer o exame do toque é o(a) ginecologista. 


Os exames da mama são fundamentais para garantir mais qualidade de vida e saúde a todas as mulheres. Assim, é possível prevenir doenças mamárias de forma eficaz e segura. O time do Minuto Saudável traz muitas outras informações sobre exames de saúde. Confira as nossas postagens!!!


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