Quando conversamos sobre assuntos relacionados à saúde da mente, logo surge o nome de doenças como o Alzheimer.

Doenças deste tipo, chamadas de neurodegenerativas, são consideradas processos patológicos capazes de afetar as células cerebrais e causar algum tipo de atraso mental.

Isso faz com que, nos estágios iniciais dessas doenças, aconteça a perda de alguns neurônios saudáveis.

E é exatamente sobre a quantidade de neurônios que queremos falar.

Segundo um novo estudo, publicado na revista científica Nature Medicine, nosso cérebro continua ganhando neurônios pelo menos até os 97 anos da idade.

A descoberta atual é contrária ao que muitos cientistas pensavam, que nós nascemos já com todas as células cerebrais que precisaríamos durante a vida.

Como o cérebro produz neurônios?

O processo de formação de novos neurônios no cérebro é chamado de neurogênese. Ele garante as conexões (ou sinapses) entre essas células nervosas.

É um processo lento, e que consiste basicamente em repor a célula danificada, ou morta, por outro neurônio que irá ser produzido.

Porém, na maioria das vezes, a nova célula nervosa (neurônio) surge primeiro em uma outra região cerebral, para depois ser movida para onde está a célula que ela vai substituir.

Pessoas saudáveis versus Pacientes com Alzheimer

No estudo, os cientistas acompanharam como a neurogênese acontece em diferentes situações, como em pessoas saudáveis e pessoas com Alzheimer.

Nos cérebros de pessoas consideradas saudáveis o processo de formação de novas células nervosas diminuiu aos poucos a partir do avanço da idade.

Já em pessoas diagnosticadas com Alzheimer, isso mudou.

Apenas nos estágios iniciais da doença, o número de novos neurônios reduziu em até 30%.

Mas, segundo os pesquisadores, essa diminuição pode ser vista provavelmente antes dos sintomas aparecerem e antes das proteínas características do Alzheimer (proteína tau) se acumularem no cérebro.

Isso pode ser considerado uma descoberta importante para outros estudos acerca do combate ao Alzheimer, além de contribuir para que a doença seja diagnosticada precocemente.


O Alzheimer é uma doença progressiva. Seus sintomas vão se manifestando com o tempo, especialmente nos estágios iniciais, e podem passar despercebidos pela família e pelo próprio paciente.

Por isso, novas descobertas sobre os sinais do Alzheimer são importantes.

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Editor Médico

Dr. Paulo Caproni

CRM/PR 27.679

Graduado em Medicina pela PUCPR. Residência Médica em Medicina Preventiva e Social pela USP. MBA em Gestão Hospitalar e de Sistemas de Saúde pela FGV.

Farmacêutica Responsável

Dra. Francielle Mathias

CRF/PR 24612

Farmacêutica generalista, com Mestrado em Ciências Farmacêuticas, ambos pela Unicentro. Doutorado em Farmacologia pela UFPR.

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