O que é

A colecistite é uma inflamação da vesícula biliar e se desenvolve, na maioria dos casos, quando uma pessoa possui cálculos biliares – conhecidas popularmente como pedras na vesícula.

A vesícula biliar é um pequeno órgão localizado logo abaixo do fígado e sua função é armazenar temporariamente a bile, líquido produzido pelo fígado que digere as gorduras ingeridas por nós. Quando há a presença de cálculos biliares na vesícula, eles podem se desprender dela e bloquear o ducto cístico (canal em que a bile sai da vesícula), fazendo com que o líquido fique “preso” ali.

O acúmulo de bile na vesícula, juntamente com uma possível infecção bacteriana, podem conduzir à inflamação do órgão, causando, assim, a colecistite.

Índice — neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é
  2. Causas
  3. Grupos de risco
  4. Tipos
  5. Sintomas
  6. Diagnóstico
  7. Tratamento
  8. Complicações
  9. Prevenção

Causas

A doença pode ser causada por dois fatores: o acúmulo de cálculos biliares na vesícula e complicações advindas de alguma doença.

Colecistite calculosa

A colecistite calculosa é, em 90% dos casos, a causa para a colecistite do indivíduo. Como explicado acima, a inflamação acontece, nesse caso, por conta do acúmulo de bile na vesícula.

Em alguns casos, a infecção pode ser causada também por conta da presença de alguma bactéria, além das substâncias químicas que a bile contém. Quando o gatilho da infecção for essa, é preciso tomar muito cuidado, pois a doença pode sofrer sérias complicações – e você irá saber quais são mais adiante.

Colecistite não-calculosa

Nos casos da doença que não são causadas pela presença de cálculos biliares, a inflamação provém de sérias doenças ou inflamações da vesícula, tais como:

  • Dano acidental a vesícula através de uma cirurgia;
  • Sérias queimaduras localizadas na região;
  • Envenenamento sanguíneo;
  • Desnutrição severa;
  • Presença do vírus HIV ou AIDS.

Grupos de risco

Especialistas calculam que pelo menos 20% das mulheres e 8% dos homens acima dos 40 anos possuem cálculos na vesícula, portanto, consequentemente, estão sob o risco de desenvolver a colecistite.


Os riscos para a formação desses cálculos são maiores nos seguintes grupos:

  • Homens e mulheres que tenham entre 40 e 60 anos de idade;
  • Gestantes ou mulheres que já tiveram várias gravidezes;
  • Mulheres que fazem reposição hormonal ou usam pílulas anticoncepcionais;
  • Pessoas obesas;
  • Pessoas que perderam peso rapidamente;
  • Pessoas que tem uma dieta rica em gordura.

Tipos

A colecistite pode ser dividida em duas categorias: a aguda e a crônica. Os dois tipos são diferenciados de acordo com a intensidade e a frequência com que a dor é sentida.

Colecistite aguda

Esse tipo de colecistite acontece de forma repentina, acompanhada de uma dor muito forte na parte de cima do abdômen, que passa usualmente entre 6 a 8 horas.

Colecistite crônica

A colecistite crônica é caracterizada por repetidos ataques de dores que ocorrem quando cálculos biliares bloqueiam, periodicamente, o ducto cístico. Nesses casos, a ida urgente a um hospital é de extrema importância.

Sintomas

Nem sempre os sintomas acontecem em todos os pacientes diagnosticados com a doença. Um exemplo é quando idosos ou crianças pequenas a desenvolvem, já que ela é, na maioria dos casos, assintomática.

Porém, quando os sintomas aparecem, eles são semelhantes nos dois tipos de colecistite e se intensificam com a ingestão de alimentos gordurosos.

Sintomas da colecistite aguda

Os sintomas mais comuns e típicos da colecistite aguda são:

  • Dor forte no lado direito do abdômen;
  • Febre geralmente baixa (38°C);
  • Anorexia;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Icterícia (amarelamento de tecidos).

Sintomas da colecistite crônica

Os sintomas desse tipo da doença consistem nos mesmos da colecistite aguda, mas com uma menor intensidade e maior persistência.

Diagnóstico

Quando o paciente tiver dores abdominais severas, ele deve procurar imediatamente um gastrocirurgião para verificar se esses sintomas são de colecistite ou não.

Para o diagnóstico, o médico realiza diversos tipos de exames, já que apenas um deles não é o suficiente para comprovar a doença.

Exame físico

Primeiramente, o médico irá realizar um simples teste em você, chamado de sinal de Murphy. O teste consiste em respirar de maneira lenta enquanto o médico pousa firmemente a mão sobre o seu abdômen. Em caso positivo de colecistite, você sentirá dor quando sua vesícula for de encontro com a mão do médico.

Exame de sangue

Seu médico poderá solicitar um exame de sangue, para saber se você possui uma quantidade maior de glóbulos brancos em seu organismo, uma vez que isso indica que há alguma inflamação presente em seu corpo.

Ecografia

Se os dois primeiros testes derem positivo, muito provavelmente você será encaminhado a uma ecografia, para que a colecistite seja confirmada com precisão através do exame.

Tratamento

Se, após todo o processo do diagnóstico, você realmente possuir colecistite, seu médico muito provavelmente irá interná-lo para realizar o devido tratamento à doença. O mais indicado é a remoção da vesícula, mas antibióticos também são administrados, mesmo antes da cirurgia.

Antibióticos

Primeiramente, você irá receber antibióticos, via intra venosa, para que seus sintomas sejam estabilizados. Nesses casos, são usados os antibióticos de amplo espectro. Quando os sintomas se estabilizarem, você poderá ir para casa e retornar ao hospital apenas para a cirurgia – se sintomas semelhantes não acometerem você novamente, é claro.

Atenção! 

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Cirurgia

Chamada de colecistectomia, a cirurgia consiste em retirar a vesícula biliar de seu corpo. Para isso, há duas formas de procedimento, e você conhece quais são a seguir.

Colecistectomia vídeo-laparoscópica

Sob efeito de anestesia geral, a cirurgia vídeo-laparoscópica é feita através dos seguintes passos:

  1. Uma pequena incisão no umbigo é feita e, nela, é introduzida uma agulha para encher a cavidade abdominal de gás carbônico. Isso é feito para que um espaço seja criado e a cirurgia possa ser realizada.
  2. Então, um tubo metálico que contém uma câmera de vídeo é introduzido, para que a imagem de seu organismo seja monitorada através de um monitor.
  3. Após isso, mais três pequenas incisões são feitas, para que se coloque as pinças a serem utilizadas durante a cirurgia.
  4. Através de uma radiografia do canal biliar durante a cirurgia,  cálculos biliares podem ser detectados em seu interior.  Caso assim o sejam, eles serão removidos durante ou após a cirurgia.
  5. Se a radiografia não mostrar nenhum cálculo no canal, a vesícula é descolada do local onde fica, a artéria cística e o canal da vesícula são ligados e, ao final, a vesícula é retirada por um dos orifícios feitos no início do procedimento.

Colecistectomia convencional

Esse tipo de colecistectomia também é feita sob anestesia geral e consiste em uma grande incisão na parede superior direita do abdômen e, através dela, o órgão infectado é retirado.

Esse tipo de cirurgia é indicado, principalmente, para dois grupos:

  • Mulheres nos 3 últimos meses de gestação;
  • Pessoas que possuem cirrose.

Meu organismo funciona normalmente com a ausência da vesícula?

Sim! Quando a vesícula é retirada cirurgicamente, os canais biliares que estão dentro e fora do fígado dilatam para conter mais bile. Portanto, mesmo sem ela, a quantidade de bile que escorre para o intestino é suficiente para desempenhar a sua função digestiva.

Complicações

Caso a doença não seja tratada o quanto antes e corretamente, algumas complicações podem aparecer:

Colecistite gangrenosa

Essa complicação se desenvolve quando uma inflamação severa interrompe o fluxo sanguíneo para a sua vesícula e, por conta disso, o tecido da vesícula começa a morrer. A morte de tecidos deixa os órgãos vulneráveis a infecções.

Suspeitas de colecistite gangrenosa se dão quando:

  • Seu coração bate mais do 90 vezes por minuto;
  • Você possui muito mais células brancas no seu sistema sanguíneo;
  • A ecografia mostra que a parede de sua vesícula possui grossura maior do que 4.5 mm.

Perfuração da parede da vesícula

Quando a parede da vesícula é perfurada, devido a necrose provocada por bactérias, a inflamação pode se transformar numa infecção dos tecidos abdominais, também conhecida como peritonite.

Pancreatite

Se um cálculo biliar estiver na parte terminal dos ductos excretores e, com isso, a passagem da bile for impedida, enzimas pancreáticas digestivas serão ativadas, causando a pancreatite através da degradação do pâncreas.

Síndrome de Mirizzi

Por mais que essa complicação seja mais rara, a síndrome de Mirizzi também pode ocorrer num tratamento de colecistite mal feito. Essa síndrome consiste no estreitamento do ducto hepático, por conta de uma compressão ou inflamação dos cálculos biliares dentro da vesícula.

Prevenção

A maneira mais eficaz de se prevenir a colecistite é reduzir o risco de criação de cálculos biliares. Para isso, dois pontos de seu estilo de vida precisam ser mudados.

Prática de exercícios físicos

Se você é obeso ou um pouco acima de seu peso, a quantidade de colesterol presente na bile irá aumentar os riscos de desenvolvimento de cálculos biliares em seu organismo. Para controlar essa condição, é importante que você siga uma dieta controlada, além de praticar exercícios físicos.

Mas lembre-se: a perca repentina de peso pode perturbar a química da bile e aumentar o risco de desenvolvimento de cálculos. Nesse caso, então, é recomendado que a sua perda de peso seja de maneira gradual.

Dieta controlada

Essa dieta deverá ser pobre em gorduras, como frituras, carnes gordurosas e  margarina, para que a recuperação do paciente seja concluída. Alguns itens são bem importantes de se incluir na dieta, como:

  • Frutas frescas;
  • Vegetais;
  • Legumes;
  • Carnes magras, como frango e peru;
  • Peixes magros, como pescada e peixe espada;
  • Cereais integrais;
  • Água.

Com essas medidas de prevenção, você diminui as chances de desenvolver cálculos biliares em seu organismo, além de auxiliar conhecidos que estejam nos grupos de risco da doença. Portanto, compartilhe o artigo e ajude a propagar essas informações preciosas.


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10 comentários

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  1. Texto muito bom. Bastante explicativo e de fácil entendimento, fornecendo informações úteis para a compreensão do sintoma e do seu tratamento. Parabéns.

  2. Muito obrigado pelo esclarecer sobre o assunto que permaneça em nosso alcance essas e outras informações. Moises de praia grande s.sp.

  3. Muito obrigada, tirou minhas dúvidas com clareza. Muito claro as explicações.

  4. Muito obrigado pela informação sobre a dor de estomago e a explicação sobre a Colecistite.

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