Fases e sintomas do herpes genital: como são as crises?

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Na maioria da vezes, o indivíduo não sabe que foi infectado pelo vírus do herpes genital, porque é comum que a doença não manifeste sinais ou sintomas. Inclusive, a maioria das pessoas que se infecta com o vírus Herpes simplex não desenvolve a doença, permanecendo assintomáticas e sem ter conhecimento da infecção.

Há estudos que sugerem que até 90% dos pacientes contaminados não desenvolvem sintomas.

Em alguns casos, os sinais passam despercebidos ou são confundidos com outras doenças ou condições, como picadas de insetos, infecção por fungos (candidíase, por exemplo), micose, acnes, espinhas e pelos encravados.

Levando em consideração que os sinais do herpes genital podem variar muito de pessoa para pessoa, é importante que cada indivíduo busque se consultar com o médico para investigá-los.

Assim, será possível tirar a dúvida e começar o tratamento o quanto antes, independente da condição clínica.

O tempo em que os sintomas podem levar para surgir também é diferente em cada paciente. Pode levar poucos dias após o contato com o vírus, meses ou anos, assim como pode nunca despertar.

Os sintomas mais conhecidos dessa doença são as feridas que surgem na região genital. Essas feridas, também chamadas por vesículas ou úlceras, provocam as irregularidades na pele do paciente.

A aparência dessas lesões se assemelha a pequenas espinhas ou bolhas na pele, que apresentam um líquido dentro algumas vezes. Elas podem levar de 2 a 4 semanas para cicatrizar completamente.

Algumas características que podem estar presentes nesses períodos de surto do herpes incluem:

  • Cascas que se formam quando as úlceras cicatrizam;
  • Dores e irritação que surgem de 2 a 10 dias após o contágio;
  • Manchas vermelhas e pequenas bolhas esbranquiçadas que costumam surgir dias após a infecção;
  • Úlceras na região dos genitais, que podem chegar a sangrar e causar dor ao urinar;
  • Pequenos agrupamentos de bolhas e feridas;
    Formigamento, coceira e queimação ao redor dos genitais (são comuns ligeiramente antes de um surto);
  • Ardor ao urinar caso as bolhas estejam perto da uretra;
  • Ardor e dor ao defecar, caso as lesões estejam próximas do ânus;
  • Ínguas na virilha.

Esses sintomas podem acontecer no pênis, saco escrotal, coxas e na uretra, além da vagina, vulva e colo do útero. Eles também podem aparecer na boca, nádegas e ânus.

Nos primeiros dias após o contágio, a pessoa infectada pode apresentar sintomas muito parecidos com os da gripe — pois também trata-se de uma infecção viral —, tais como:

  • Apetite reduzido;
  • Febre;
  • Mal-estar geral;
  • Dores musculares na parte inferior das costas, nádegas, coxas ou joelhos;
  • Cansaço.

Herpes genital primária

Infecção primária é o nome dado a primeira vez que as lesões do herpes genital surgem após o doente ter sido infectado. Pode durar de 2 a 3 semanas, sendo, geralmente, a fase mais difícil e dolorosa da infecção.

Os sintomas do herpes genital tendem a se desenvolver dentro de 3 a 7 dias após a relação sexual responsável pela infecção, mas em alguns casos pode demorar até 2 semanas.

Normalmente, surgem as bolhas nos órgãos genitais, que logo em seguida se rompem, formando úlceras. Na infecção primária estas lesões tendem a ser muito dolorosas, podendo haver também comichão (coceira) no local.

Além da lesão típica do herpes, a infecção primária costuma vir acompanhada de outros sintomas, como febre, mal-estar e dores no corpo.

Podem surgir linfonodos (gânglios linfáticos) na região da virilha e, se as úlceras estiverem próximas à saída da uretra, pode haver dor intensa ao urinar.

Nos homens, as feridas de herpes genital geralmente aparecem no pênis ou próximo a ele.

Nas mulheres, as lesões podem ser visíveis fora da vagina, mas elas geralmente ocorrem no seu interior, como no colo do útero, onde ficam escondidas.

Quanto às lesões internas, os únicos sinais de doença podem ser corrimento vaginal e/ou desconforto durante o ato sexual.

As lesões do herpes genital também podem surgir em qualquer ponto do períneo e em torno do ânus dos pacientes que praticam sexo anal.

Herpes genital recorrente

Após a infecção primária, as lesões do herpes genital desaparecem, permanecendo silenciosas por vários meses ou anos. Na maioria dos pacientes a infecção ressurge de tempos em tempos e, em alguns casos, mais de uma vez por ano, devido a alterações do sistema imunológico.

Uma vez no organismo, seguindo através de um nervo da área afetada, o vírus do herpes genital se instala num gânglio nervoso, próximo à coluna vertebral, onde permanece em estado latente.

A reativação ocorre quando o vírus se multiplica no gânglio neural e as partículas virais migram pelo nervo para o local da infecção primária na pele ou nas mucosas (bucal ou genital).

Após o surto inicial, a pessoa acometida pela doença pode desenvolver anticorpos que mantêm a infecção inativa indefinidamente e assim nunca chegam a apresentar uma reativação.

Outras pessoas, em certos momentos, apresentam novos surtos da infecção, que representam uma reativação viral, com sintomas mais brandos que os da infecção inicial.

Os fatores que desencadeiam esta reativação variam de pessoa para pessoa. Entre eles estão o esgotamento físico, outros processos infecciosos, menstruação, ingestão excessiva de álcool, exposição solar intensa, condições que debilitam o sistema imune e estresse emocional.

A fricção ou traumatismos repetidos no local da lesão como, por exemplo, durante a relação sexual, também podem levar ao surgimento de reativações em algumas pessoas.

No entanto, existem casos de recorrências em que não é possível identificar nenhum fator desencadeante.

90% dos pacientes apresentam a primeira recorrência em um intervalo de 18 meses após a infecção primária, sendo que alguns podem ter mais de 10 recorrências no intervalo de um ano.

Os retornos da crise são frequentes naqueles que tiveram uma infecção primária prolongada, com lesões iniciais do herpes durando mais de 1 mês. Com o passar dos anos, as crises vão ficando mais fracas e menos frequentes.

Alguns dias antes das lesões aparecerem, o paciente pode sentir alguns sintomas de alarme, como coceira nos grandes lábios, formigamento, ardência, dormência no pênis e formigamento na região genital.

Dessa forma, muitos pacientes conseguem identificar que um novo surto do herpes genital está a caminho e assim conseguem se preparar para o tratamento e cuidados das lesões.

Em outros casos, o paciente pode não desenvolver sintomas de infecção primária logo após a contaminação, vindo a apresentar as úlceras apenas anos depois, após algum evento que reduza a sua imunidade.

Nestes casos, apesar de ser a primeira aparição das feridas, a doença se comporta mais como uma recorrência do que como infecção primária, sendo mais curta e menos dolorosa. Também não são comuns sintomas como febre e mal estar.

Nestas situações é muito difícil estabelecer com precisão quando o paciente foi infectado e quem o infectou.

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