Um novo remédio usado no tratamento de pessoas com artrite reumatoide (AR) será disponibilizado para pacientes que utilizam o Sistema Único de Saúde (SUS). A integração do medicamento na rede pública já havia sido anunciada em 2017, porém só agora a medida entra em vigor.
O citrato de tofacitinibe, nome da substância, pode custar até 7 mil reais na rede particular. Trata-se do primeiro remédio via oral para o tratamento da doença, com a mesma eficácia dos injetáveis e menos efeitos colaterais.
A droga tem como função combater o processo inflamatório, aliviando os sintomas (dor e rigidez) e diminuindo as chances de progressão da doença.
O uso do medicamento é orientado para pacientes na idade adulta e que não apresentaram melhora após uso de outros remédios.
Efeitos da artrite reumatoide no organismo
A artrite reumatoide é uma inflamação crônica e autoimune que pode acometer pessoas de qualquer idade e gênero. Porém, ela é mais comum em mulheres de 30 a 50 anos.
Em pessoas com esta doença o organismo ataca os próprios tecidos, causando diversas inflamações nas articulações.
Os sintomas envolvem dor, rigidez da articulação, perda da mobilidade e inchaço local. Aos poucos, os pacientes passam a ter limitações na realização de atividades cotidianas.
De forma gradativa, a artrite reumatoide atinge inicialmente mãos, punhos e pés, mas pode evoluir para áreas maiores, como ombros, joelhos e quadris. Além disso, em casos mais graves, pode atingir pele, olhos, pulmões e vasos sanguíneos.
Sem o tratamento adequado, há riscos de atrofia, perda de funções locomotoras e deformidades anatômicas.
Apesar de não existir cura para a AR, existem tratamentos capazes de melhorar a qualidade de vida dos portadores.
Os medicamentos ofertados pela rede pública ou presentes no mercado ajudam a manter a doença controlada e a reduzir os sintomas.