Muitas pessoas que têm animais de estimação acabam construindo uma relação mútua de  amor e carinho com os bichinhos, tornando-os parte essencial da família. Quando isso ocorre em virtude de uma necessidade, como o caso do cão-guia, essa relação é ainda mais forte. 

Por isso, conheça algumas curiosidades que fazem com que esses animais sejam tão importantes para a qualidade de vida de pessoas com deficiência visual. 

Índice — neste artigo você vai encontrar:

  1. Para que serve o cão-guia?
  2. Quem pode ter um cão-guia?
  3. Qual valor?

Para que serve o cão-guia?

Pastor Alemão é uma das raças com maior potencial para ser um cão-guia.

Cão-guia é o termo atribuído a cães que são treinados com o objetivo de auxiliar indivíduos que, por algum motivo, não conseguem enxergar e apresentam dificuldades para fazer ações específicas e simples, como buscar objetivos, levantar da cama, etc. 

Esses animais oferecem maior autonomia para essas pessoas, visto que facilitam  na realização das atividades comuns do dia a dia que envolvem mobilidade.

Em geral, o processo de treinamento dos cachorros é rigoroso e dura por meses, pois os animais devem estar aptos para compreender o comando dos donos e evitar sons, cheiros  e outros animais que possam distraí-los.  As fases principais desse processo são:

  • Triagem: trata-se da seleção de cães filhotes que apresentem boas condições de saúde e sejam de raças propícias para executar funções de um cão-guia. Normalmente, as raças escolhidas são Labrador, Golden Retriever e Pastor Alemão;
  • Socialização: nessa etapa, os filhotes são entregues às famílias voluntárias para que se acostumem com o convívio entre pessoas e a corresponder às ordens simples;
  • Treinamento: a partir desse ponto, os animais recebem comandos mais rígidos focados nas necessidades de pessoas com deficiência visual;
  • Instrução: por fim, os cães são orientados diretamente por seus tutores. 

Todas as etapas são realizadas por instituições regulamentadas e com profissionais especializados para prestar orientações e garantir apoio aos envolvidos.

Quem pode ter um cão-guia?

Conforme a Escola de Cães-Guias Helen Keller, os requisitos que devem ser atendidos para obter um cão-guia são:


  • ter no mínimo 18 anos;
  • ser pessoa com deficiência visual;
  • ter feito o curso de orientação e mobilidade, que é realizado pelos institutos especializados em treinamentos;
  • morar em território brasileiro;
  • gostar de animais;
  • ter condições financeiras e psicológicas para cuidar do cão.

É importante que a pessoa que deseja se inscrever para receber um cão-guia tenha consciência se está pronto para ter o animal e se ele é realmente necessário para ela.  

Isso porque  o animal exige uma série de cuidados no dia a dia que podem ser cansativos para o futuro dono ou dona e, por consequência, comprometer a saúde e bem-estar do cão. 

Qual valor?

O valor de um cão-guia é definido de acordo com o processo de selecionar filhotes adequados e capacitá-los, que normalmente envolve muito tempo e dedicação por parte dos instrutores. Em média, os custos gerais ficam em torno de R$35.000. 

Vale ressaltar que o cão-guia deve ser doado por uma instituição de treinamento ou por organizações sem fins lucrativos (ONG’s) às pessoas que cumprem requisitos estabelecidos.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), há cerca de 7,2 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência visual. Isso contrapõe os 100 animais atuando como cães-guias, segundo  dados de Ongs que realizam doações desses  animais.


Quem não precisa desse tipo de animal, mas deseja ajudar para que alguém que necessite tenha mais facilidade na hora de ter um cão-guia, pode realizar a doação para intuições de treinamento ou, junto com seus familiares, ser um família socializadora voluntária durante esse processo de preparação do cachorro. 

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