Acidentes com escorpiões têm sido um alarme para essa época do ano. Só em 2018 foram registrados cerca de 141,4 mil casos em todo o país, de acordo com o Ministério da Saúde.

O clima quente e úmido do verão contribui para a proliferação do animal, que geralmente se esconde embaixo de pedras, entulhos, folhas secas, roupas e calçados. Locais com grande acúmulo de lixo também viraram um novo habitat, pois o aracnídeo se alimenta de baratas, encontradas nesses resíduos.

Essa proliferação nas cidades está relacionada ao fato do animal ter se adaptado ao ambiente urbano, local onde encontra abrigo, alimento e poucos predadores. A incidência de ataques também está ligada a devastação da Mata Atlântica, o que faz com que os animais migrem para áreas mais povoadas.

Entre as espécies mais perigosas, e comuns no país, está o escorpião amarelo (Tityus Serrulatus), sendo considerado o mais venenoso da América do Sul e o maior causador de acidentes.

A picada de escorpião costuma causar vermelhidão, inchaço, formigamento e dor local. Em situações mais graves, é possível que a pessoa sofra com náuseas, vômitos, tremores e aumento da frequência cardíaca.

O que fazer em casos de picada de escorpião?

Em casos de acidente, a recomendação é ir imediatamente a um hospital de referência mais próximo (confira lista aqui). Porém, existem medidas que podem ser adotadas antes (ou até) a ida ao médico:

  • Lavar o local da picada com água e sabão;
  • Ficar em posição deitada, mantendo o local da picada elevado;
  • Ingerir bastante água.

Se possível, é importante levar o animal até o hospital — ou ao menos uma foto dele —, para garantir um diagnóstico mais eficaz sobre a gravidade do acidente, de acordo com a espécie do aracnídeo.

O tratamento hospitalar consiste no alívio da dor e na administração do antiveneno. O soro antiescorpiônico é disponibilizado apenas nos hospitais de referência do Sistema Único de Saúde (SUS), e não são distribuídos para rede de hospitais particulares.


Saiba como evitar acidentes

Os escorpiões são animais de hábitos noturnos, que procuram esconderijos durante o dia. Alguns meios de evitar sua proliferação são:

  • Evitar acúmulo de lixo e entulho nos quintais;
  • Manter a caixa de esgoto e ralos vedados;
  • Eliminar insetos que são presas para os escorpiões, como aranhas, baratas e grilos;
  • Afastar camas, berços das paredes e evitar que cobertores ou lençóis encostem no chão;
  • Sempre examinar toalhas, roupas e sapatos antes de usar;
  • Manter a grama aparada;
  • Usar botas e luvas para manusear materiais para construção;
  • Evitar colocar a mão em buracos ou embaixo de pedras;
  • Manter os sacos de lixo bem fechados para não atrair baratas;
  • Evitar usar pesticidas, pois o produto não tem eficiência comprovada para o controle do animal.

Segundo o Ministério da Saúde, a realização de capacitações de identificação e manejo no controle de escorpiões já está sendo feita em todo o país. Mas é importante adotar medidas preventivas para evitar um aumento no número de acidentes.

Fonte: Ministério da Saúde


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