Recentemente, a varíola dos macacos virou um assunto muito buscado devido ao surgimento de novos casos da doença na Europa e nos Estados Unidos. Mas o que é, como se transmite e qual o tratamento para a doença?

Em meio a tantas dúvidas, o Minuto Saudável preparou um conteúdo completo sobre a varíola dos macacos para você entender melhor sobre a condição. Então, confira! 

Índice – neste artigo você vai encontrar:

  1. O que é a varíola dos macacos? 
  2. Qual a diferença de varíola para varíola dos macacos?
  3. Quais os sintomas da varíola dos macacos?
  4. Como acontece a transmissão?
  5. Diagnóstico e tratamento
  6. Tem cura?
  7. Prevenção e vacina para a varíola dos macacos

O que é a varíola dos macacos? 

Causada pelo Ortopoxvirus símio, um vírus parecido com o da varíola humana (Ortopoxvirus variolae), a varíola dos macacos é uma doença viral leve, ou seja, sem altas taxas de mortalidade. 

A transmissão acontece pelo contato prolongado com secreções de animais ou humanos infectados, mas não é tão alta quanto a da varíola comum, doença erradicada mundialmente desde 1977.  

Vale ressaltar que não é a primeira vez que a varíola símia, mais conhecida como varíola dos macacos, registra casos em outros países. Em 2003, os Estados Unidos tiveram uma epidemia com 35 casos confirmados e 35 suspeitos, mas sem mortes. 

Além disso, alguns outros países registraram casos eventuais em diferentes momentos, mas nada como tem acontecido agora. Neste mês*, cerca de 16 países registraram casos da doença, mesmo sem relação com visita aos lugares em que o vírus circula.  

*Maio de 2022.


Qual a diferença de varíola para varíola dos macacos?

Uma das doenças mais mortais da história, a varíola humana foi erradicada por em 1977 após uma campanha de vacinação global mobilizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

A varíola dos macacos é uma doença mais branda, que apresenta sintomas parecidos aos da doença humana, mas com índices bem menores de intensidade, nível de transmissão e taxa de mortalidade. 

Além disso, ela causa linfadenopatia, que é o inchaço dos nódulos linfáticos presentes em nosso organismo (principalmente no pescoço, axilas e virilha), e pode ocasionar também infecções bacterianas secundárias na pele e nos pulmões. 

Quais os sintomas da varíola dos macacos?

A incubação do vírus dura até três semanas e após esse período a pessoa passa a apresentar os sintomas por, aproximadamente, duas a quatro semanas. 

De acordo com a OMS, são sintomas da varíola dos macacos:

  • Dores nas costas e musculares;
  • Febre;
  • Lesões na pele, com erupções extensas bem características;
  • Inchaço nos linfonodos;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Falta de energia. 

Como acontece a transmissão da varíola dos macacos?

Basicamente, a transmissão do vírus pode acontecer com diferentes formas de contato. Para isso, é preciso que secreções infectadas entrem de alguma forma no corpo da outra pessoa, por exemplo:

Casquinhas das lesões, secreções de tosses e espirros, troca de saliva em beijo ou objetos como toalhas e itens pessoais infectados que podem entrar em contato com lesões na pele ou pelo sistema respiratório da pessoa.

Durante o período de incubação, que varia entre 5 e 21 dias e é a fase em que a pessoa não apresenta sintomas mesmo já tendo contraído o vírus, não ocorre a transmissão.  

Diagnóstico e tratamento

Não há um tratamento específico e comprovadamente seguro para a varíola dos macacos em humanos. Os medicamentos e o tratamento visam apenas aliviar os sintomas e diminuir a possibilidade de complicações da doença. 

Podem ser receitados, por exemplo, antivirais, analgésicos, antitérmicos, entre outros, de acordo com o quadro de cada paciente.  

Além do exame clínico, o diagnóstico pode incluir exames como o imuno-histoquímico, PCR ou por análise microscópica eletrônica. 

Varíola dos macacos tem cura?

Sim, a varíola dos macacos é uma infecção viral que costuma durar cerca de duas a três semanas em sua fase sintomática. Após esse período, o corpo tende a criar defesa contra o vírus. 

Prevenção e vacina para a varíola dos macacos

Apesar de ainda não haver casos confirmados da doença no Brasil, é importante saber o que é possível fazer para prevenir o quadro. Por exemplo, a vacina que protege da varíola comum também garante alta proteção contra a dos macacos, já que os vírus são parecidos. Mas como a doença foi erradicada há mais de 40 anos e a vacina traz diversos efeitos colaterais, ela não faz mais parte do esquema vacinal básico. Pessoas vacinadas até 1977 ainda podem ter imunidade contra o vírus.  

Outras medidas possíveis de proteção envolvem:

  • Não ingerir carnes sem o devido cozimento;
  • Evitar contato com pessoas e animais infectados, bem como a circulação por regiões endêmicas ou com casos confirmados;
  • Caso não possa evitar o contato, utilize luvas, roupas e equipamentos de proteção.

Além disso, crianças, gestantes e pessoas com o sistema imunológico comprometido são mais suscetíveis a quadros graves da doença, por isso devem reforçar as medidas necessárias para fortalecer a imunidade.

Alimentação adequada, exames e consultas médicas regulares, além de hábitos saudáveis de vida são as melhores formas de cuidar da saúde, prevenindo doenças e/ou identificando precocemente possíveis alterações para tratar antes do quadro se agravar.  

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A varíola dos macacos é uma zoonose (doença transmitida de animais para seres humanos) presente em áreas remotas da África, mas que tem se espalhado para outras regiões do mundo, mesmo sem o contato com as áreas endêmicas, o que trouxe o alerta às autoridades de saúde.   

Ainda é cedo para afirmar alguma teoria sobre a transmissão da doença e o que fazer para tratá-la ou preveni-la. Portanto, precisamos acompanhar a Organização Mundial da Saúde, evitando propagar informações erradas e alarmantes. 

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Fontes consultadas: 


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