Registros de febre amarela no Brasil estão colocando em alerta as autoridades de saúde. A preocupação é decorrente de novos casos identificados nos últimos meses.

Entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, 36 pessoas foram diagnosticadas com a doença, em 11 cidades do Brasil.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 2017 e 2018 houve 1.376 diagnósticos de febre amarela em humanos (a doença pode atingir animais também). Desses números, 483 pessoas morreram.

Para evitar uma nova onda de disseminação da doença, a OMS lançou uma campanha de vacinação com a nova indicação de que todos os estados do país devem ser imunizados.

Sul e Sudeste merecem atenção

O Ministério da Saúde promoveu campanhas nas redes sociais e outras mídias com orientações sobre a vacina, pois algumas regiões ainda não cumpriram a meta de cobertura de vacinação. No Sul e Sudeste, por exemplo, cerca de 50 milhões de pessoas ao todo não foram vacinadas.

A campanha alerta, ainda, sobre a circulação do vírus no Sul e sobre a quantidade de casos na parte Sudoeste do Brasil, com 451 casos confirmados.

O alerta também serve para quem vai viajar para essas áreas. Nesses casos, é importante que as pessoas que ainda não foram vacinadas procurem um posto do Sistema Único de Saúde (SUS) ou centros de vacinação para receberem a dose.

Os viajantes devem comparecer cerca de 10 dias antes da partida com a carteirinha de vacinação.


Pessoas que não têm um comprovante de vacinação e não sabem se foram imunizadas devem tomar a vacina também, para evitar que a febre amarela se dissemine ainda mais, pois o objetivo é que todos os estados brasileiros atinjam a meta do Ministério da Saúde de 95% de cobertura na imunização.

A vacina

Principal método de prevenção contra a febre amarela, a vacina é recomendada para crianças de 9 meses até adultos de 55 anos de idade, sendo contraindicada para mulheres grávidas, idosos e bebês com menos de 9 meses.

A imunização também é indicada para estrangeiros que estejam em áreas de risco, a fim de conter a ameaça do vírus se espalhar para outros países.

A vacina, que funciona como um dispositivo, quando aplicada na região do braço libera uma versão atenuada do vírus que irá agir como um ativador de barreiras contra aquela doença.

Além disso, a vacina também pode ter diferença no tipo que vai ser aplicada, podendo ser fracionada ou dose padrão.

Isso acontece quando é preciso imunizar rapidamente a população e ainda não há um estoque de vacinas para isso, então o governo autoriza uma parte (fracionada) enquanto o restante é produzido.

Entretanto, isso não interfere nos efeitos da imunização. Mas é necessário que seja tomada as duas doses para ter uma proteção por tempo maior, pois a dose completa dura a vida inteira, enquanto a fracionada protege por pelo menos 8 anos.


A vacina oferecida gratuitamente pelo SUS é a melhor forma de se prevenir contra a febre amarela, pois as chances de contrair a doença são baixas, além de não oferecer riscos a quem recebe.

Fonte: Ministério da Saúde


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