Redação Minuto Saudável
29/06/2017 15:06

O que é Hemiplegia, quais são as causas, os sintomas e o tratamento

O que é Hemiplegia

Conceito que deriva do grego, a hemiplegia é uma paralisia cerebral que atinge um lado completo do corpo, impossibilitando os seus movimentos. Quando atinge o lado direito, a área afetada do cérebro é a esquerda e, quando atinge o lado esquerdo do corpo, a área afetada do cérebro é a direita.

A hemiplegia é mais grave que a hemiparesia, uma vez que essa última se refere apenas a dificuldade de movimentar uma parte do corpo e não a impossibilidade dos movimentos como a hemiplegia causa.

Índice — Neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é Hemiplegia
  2. Causas
  3. Tipos
  4. Sintomas
  5. Tratamento
  6. Convivendo com hemiplegia

Causas

Pode-se dividir as causas da hemiplegia em dois grupos:

Hemiplegia congênita

Acontece quando há uma complicação na gravidez.

Hemiplegia adquirida

Acontece quando a pessoa sofre com uma debilitação no cérebro, como um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Além de um acidente cerebral, a pessoa também pode adquirir a hemiplegia através de uma infecção, agravamento de quadro diabético e tumores em tecidos cerebrais.

Diante dessas causas, os grupos de pessoas com maiores riscos de sofrerem de hemiplegia são crianças e pessoas de mais idade. Mas, como em todas as condições, isso não é regra. Portanto, é preciso estar atento aos sinais.

Tipos

Há 4 tipos principais de hemiplegia e eles são divididos da seguinte maneira:

Hemiplegia Espástica

Esse tipo de hemiplegia acontece quando os músculos ficam rígidos e fracos, fazendo com que a pessoa tenha dificuldade de falar e se locomover.

Hemiplegia Coreoatetóide

A hemiplegia coreoatetóide acontece quando os músculos se movem devagar e sem controle de forma espontânea.

Hemiplegia Atáxica

O tipo atáxico de hemiplegia leva a pessoa a ter pouca coordenação motora e os movimentos do tronco e dos membros são inseguros.

Hemiplegia Mista

Na paralisia mista, há a presença de sintomas de mais de um tipo de hemiplegia, normalmente são os da espástica e da coreoatetóide combinados.

Sintomas

Os sintomas mais visíveis e recorrentes em pacientes com hemiplegia é a espasticidade (rigidez) e a dificuldade em controlar a parte do corpo afetada. Porém, como a condição é causada por uma paralisia cerebral, outras deficiências podem aparecer na pessoa, dependendo muito da gravidade e da recuperação da lesão, tais como:

  • Dor nas articulações;
  • Dificuldade na fala;
  • Encolhimento do braço e dificuldade em dobrar o joelho no lado afetado.

Os sintomas abaixo estão relacionados ao lado específico do cérebro que foi comprometido.

Sinais da hemiplegia à esquerda (lesão cerebral do lado direito)

  • Dificuldade em se orientar em relação ao ambiente;
  • Falta de cuidado com o lado esquerdo do corpo;
  • A pessoa não se veste iniciando pelo lado afetado;
  • Dificuldade com números e na realização de contas.

Sinais da hemiplegia à direita (lesão cerebral do lado esquerdo)

  • A pessoa não reconhece os símbolos numéricos, como a soma (+), a subtração (-) e o igual (=);
  • Dificuldade em distinguir o lado esquerdo do direito;
  • Dificuldade em se lembrar o que ia fazer;
  • Dificuldade em planejar e executar tarefas.

Tratamento

A hemiplegia não é reversível, mas há diversos tratamentos que auxiliam na recuperação parcial dos movimentos e que ajudam a pessoa a ter uma vida mais próxima possível do normal. Em alguns casos, a injeção de toxina botulínica é indicada para que a espasticidade do membro afetado diminua e os seus movimentos melhorem. Mas atenção: nem todas as pessoas são indicadas a utilizarem isso como forma de tratamento.

As formas de tratamento mais comuns dos pacientes envolvem a fisioterapia, a hidroterapia e, ocasionalmente, a prática de atividades físicas realizada de maneira individual e com a instrução de um profissional qualificado. As técnicas de cada uma dessas formas são variáveis e tem a finalidade de beneficiar  o estado físico e mental do paciente com hemiplegia, aumentando, assim, a sua capacidade.

Uma última possibilidade de tratar a hemiplegia é a cirurgia, que é utilizada quando a pessoa desenvolve muitas contrações nos membros por conta do desequilíbrio da atividade muscular. A cirurgia consiste no corte de alguns ligamentos desses membros, a fim de aliviar as contrações musculares.

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Quanto antes a condição for tratada, melhor qualidade de vida o paciente terá!

Convivendo com hemiplegia

Conviver com a hemiplegia pode ser um grande desafio. Dependendo do tamanho da lesão, o paciente pode apresentar sequelas que fazem com que ele fique impossibilitado de falar ou se locomover.

Apesar de não ser uma condição completamente reversível, a fisioterapia e outros tratamentos complementares podem ajudar a pessoa a voltar a ter certos movimentos  e viver a vida o mais próximo do que é considerado normal.

Também existem uma variedade de grupos de apoio das quais os pacientes e seus familiares podem participar. Nesses grupos, os participantes trocam experiências, falam sobre seus sentimentos e criam uma rede de apoio.

É uma ótima opção para quem está tendo dificuldades em lidar com a situação, pois a pessoa pode ser ouvido por outros que compreendem o que ela está passando e ouvir conselhos de pessoas que têm de conviver com o mesmo problema.


Se você possuir alguma outra dúvida sobre a hemiplegia, pergunte aqui nos comentários que nós te responderemos. 😉

30/01/2019 14:27

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Ver comentários

  • Boa noite
    Eu tenho hemiplegia atáxica CID:G81-9
    Eu gostaria de saber se eu tenho a aposentadoria por invalidez

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    • Olá Julio!

      Em certas condições, é possível aposentar-se por conta dessa doença. Para isso, é necessário um laudo médico. Converse com o profissional responsável pelo seu caso e informe-se na sede do INSS de sua cidade.

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  • Boa noite
    Gostaria de saber se a pessoa com hemiplegia tem que viver em cadeira de rodas ou como convivem com a doença. Se puderem responder...

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    • Oi, Rafael!

      Não necessariamente a pessoa com hemiplegia vai ter de viver em cadeira de rodas. Tudo vai depender das causas, da gravidade e do tratamento feito pelo paciente! Adicionamos um tópico para falar sobre as questões de convivência com a hemiplegia. Obrigado pelo comentário, espero que goste do novo tópico!

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  • Boa noite!
    Se possível gostaria de saber sobre o tratamento da fisioterapia para tronco hemiplégico.

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  • Bom dia!
    Meu filho teve mas é bem suave, ele anda, corre, fala normalmente, só tem muita dificuldades com matemática, isso é característico da hemeplegia? Toma carbomazepina desde de que nasceu.
    Agora vi que o que ocasiona isso é complicação na gravidez, mas qual complicação? Desde já obrigada.

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    • Olá, Kátia.
      Uma série de fatores podem afetar a gestação e ocasionar alterações na formação do bebê, como traumas físicos, uso de medicamentos, infecções (como rubéola, sarampo e hepatite), condições do organismo materno (como crises de hipertensão) e outras causas. Muitas vezes, é difícil determinar o desencadeante.
      Mas, feito o diagnóstico, o importante é prosseguir o tratamento e acompanhamento médico.

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  • Bom dia. Minha mãe sofreu um AVC isquêmico há 11 dias (está na UTI desde então), a tomografia apontou quase 80% do cérebro direito afetado. Os médicos disseram que a condição é irreversível, nesse caso, a pessoa viverá acamada ou poderá utilizar cadeiras de rodas? Quais as consequência para uma isquemia com extensão grande como esta?

    Obrigada por compartilhar o conhecimento.

    Carla Costa

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    • Olá Carla!

      Análises como estas devem ser feitas pelo médico responsável pelo tratamento. Existem outros fatores que podem influenciar no prognóstico do paciente. Apenas com uma avaliação mais completa, baseada no histórico e quadro clínico será possível ter um panorama adequado. Desejamos melhoras à sua mãe!

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  • APOSENTADORIA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

    no caso de deficiência grave, 25 (vinte e cinco) anos de tempo de contribuição, se homem, e 20 (vinte) anos, se mulher; no caso de deficiência moderada, 29 (vinte e nove) anos de tempo de contribuição, se homem, e 24 (vinte e quatro) anos, se mulher; no caso de deficiência leve, 33 (trinta e três) anos de tempo de contribuição, se homem, e 28 (vinte e oito) anos, se mulher.
    Que grau se enquadra ( grave, moderada, ou leve. )

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