Em toda caixinha de remédio consta a orientação de “leia a bula”, e há um bom motivo para isso. Esse folheto traz todas as informações importantes para o conhecimento do medicamento, bem como o seu uso seguro.
E seguir a recomendação pode fazer toda a diferença, sobretudo para entender para que a substância foi indicada, como deve ser tomada e quais as formas de ação.
Vale lembrar que as bulas que acompanham o medicamento são aquelas com linguagem acessível a pacientes e pessoas leigas. Ou seja, são especialmente desenvolvidas para esclarecer, de forma simples, tudo que é necessário sobre o remédio.
Mas existem algumas outras informações sobre essa leitura e que podem facilitar na compreensão do conteúdo:
Índice — neste artigo você vai encontrar:
- Qual o objetivo de uma bula?
- Qual a diferença entre a bula profissional e a do paciente?
- Bulas em formatos especiais
- Por que é importante sempre ler a bula antes de tomar qualquer remédio?
- Como ler a bula de um remédio?
- Para quais tipos de remédio a bula é exigida?
Qual o objetivo de uma bula?
O objetivo da bula é prestar informações claras e seguras, tanto para pacientes quanto para profissionais — lembrando que, portanto, há dois tipos de bulas. A que vem junto ao medicamento é aquela destinada à informação de pacientes e pessoas leigas.
A bula é um documento legal sanitário, e a ANVISA indica que ela serve para auxiliar pacientes a obter informações e orientações sobre o medicamento, permitindo um uso seguro da substância e o tratamento eficaz. Nela, devem constar informações como:
- Como este medicamento funciona?
- Por que este medicamento foi indicado?
- Quando não devo usar este medicamento?
- Como devo usar este medicamento?
- Quais os males que este medicamento pode causar?
- O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma só vez?
- Onde e como devo guardar este medicamento?
Todo medicamento tem bula! Mesmo aqueles que podem ser comprados em cartelinhas, que geralmente vêm sem. Nesse caso, pacientes têm o direito de solicitar o documento na farmácia, no momento da compra.
Ah, e caso você tenha perdido ou jogado fora a bula, basta você procurar o documento no bulário eletrônico da ANVISA ou pelo portal Consulta Remédios. Assim, você pode encontrar todas as informações da tela do seu celular ou computador.
Qual a diferença entre a bula profissional e a do paciente?
Há dois tipos de bula, a profissional e a de pacientes. A diferença entre elas reside principalmente na linguagem utilizada. A bula quem vem junto aos medicamentos é a de pacientes e, por isso, é acessível à leitura e compreensão por pessoas leigas, organizada em forma de perguntas e respostas.
Ela conta com todas as informações necessárias sobre a substância, mecanismo de ação, posologia e efeitos colaterais. Porém, tudo é redigido de forma menos técnica, de modo que fica mais simples compreender as informações importantes.
De acordo com a RDC Nº 47, de 8 de setembro de 2009, os tópicos presentes na bula para pacientes são:
- Para que este medicamento é indicado?
- Como este medicamento funciona?
- Quando não devo usar este medicamento?
- O que devo saber antes de usar este medicamento?
- Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
- Como devo usar este medicamento?
- O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
- Quais os males que este medicamento pode me causar?
- O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
De acordo com a ANVISA, a bula para profissionais conta com termos mais técnicos e informações mais complexas. Porém, vale destacar que ambas contêm o mesmo teor de informações. Nela, os tópicos presentes são:
- Indicações;
- Resultados de eficácia;
- Características farmacológicas;
- Contraindicações;
- Advertências e precauções;
- Interações medicamentosas;
- Cuidados de armazenamento do medicamento;
- Posologia e modo de usar;
- Reações adversas;
- Superdose.
Bulas em formatos especiais
As bulas também contam com recursos inclusivos, que facilitam o acesso à informação por pessoas com alguma necessidade especial relaciona à visão. Há três tipos especiais de bulas:
- Em áudio ou texto, que podem ser processados por programas de computador;
- Impressas em Braille;
- Ou ainda as impressas com letras maiores (fonte ampliada).
Caso seja necessário, pacientes podem entrar em contato com o Sistema de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa fabricante e solicitar o formato especial desejado. Essa solicitação tem que ser gratuita.
Por que é importante sempre ler a bula antes de tomar qualquer remédio?
A bula traz informações sobre as indicações do medicamento, formas de uso, dosagens e efeitos colaterais. Isso, junto às demais informações que constam no documento, são indispensáveis para o uso seguro do remédio.
Muitas pessoas não leem porque acham que isso não é importante, seja porque o remédio foi receitado por profissionais ou porque elas já o usam há tempos. Mas, na verdade, a bula tem diversas informações que devem ser conhecidas.
Com elas, é possível prever reações e até reduzir riscos — por exemplo, às vezes o medicamento contém alguma substância que a pessoa sabe que é alérgica, mas sequer desconfia que há na composição. Ou, ainda, faz uso de algum outro remédio ou alimento que pode causar interação medicamentosa. Com isso, reduzem-se os riscos por meio de informações acessíveis.
Na bula também constam os efeitos colaterais possíveis. Então, caso surja algum sintoma adverso, quem está usando o medicamento já sabe se ele tem relação com o tratamento ou não.
Além disso, algumas substâncias precisam de cuidados especiais de armazenagem. E todas as essas informações estão presentes no documento, fazendo com que o uso seja mais seguro.
Como ler a bula de um remédio?
Tudo que consta na bula é importante para entender adequadamente a ação e indicação do medicamento. Por isso, o ideal é ler o documento de forma integral, prestando atenção às informações contidas nele.
De forma geral, as bulas podem ser divididas em três eixos: identificação do medicamento, informações à(ao) paciente e Diretrizes legais.
Quer saber como entender bem o que diz o documento? Conheça cada eixo:
Identificação do medicamento
Todas aquelas informações relativas ao princípio ativo, forma farmacêutica (por exemplo, comprimido, cápsula, xarope, entre outras) e composição (excipientes e princípio ativo) estão nessa parte. Ela traz importantes informações para pessoas que são alérgicas a alguma substância, por exemplo.
Informações ao paciente
Nesta parte, pacientes têm acesso às informações sobre a indicação, como age o medicamento, quando ele não deve ser usado (em casos de gravidez, por exemplo), como armazenar adequadamente, como usar (intervalo entre doses, posologia) e efeitos adversos.
Também há indicações sobre como proceder caso haja esquecimento da dose e o que fazer em casos de superdosagem.
Diretrizes legais
Nesta última parte, pacientes encontram as informações sobre o fabricante e o endereço, farmacêutico(a) responsável e outras informações legais que podem ser necessárias.
Para quais tipos de remédio a bula é exigida?
Todos os medicamentos exigem bula, mesmo aqueles que são vendidos em cartelas ou flaconetes contam com bulas disponíveis nas farmácias. Por isso, sempre que for comprar um remédio, é possível solicitar o documento na farmácia ou ainda procurá-lo na internet, no site oficial da ANVISA (bulário eletrônico), site do laboratório ou no Consulta Remédios.
Ler a bula garante um uso mais responsável dos medicamentos. Por isso, é indispensável consultar o documento de todos os medicamentos antes de ingeri-los.
Quer saber mais dicas e informações sobre medicamentos? Fique de olho no Minuto Saudável!