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Adoção conjunta de pets: benefícios e como se planejar

Por Redação Minuto SaudávelPublicado em: 18/04/2022Última atualização: 18/04/2022
Por Redação Minuto Saudável
Publicado em: 18/04/2022Última atualização: 18/04/2022
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A adoção conjunta de pets é uma prática pouco comum, mas que faz toda a diferença na vida dos bichinhos.

Já pensou em como pode ser entediante passar o dia inteiro sozinho, sem interagir com ninguém? Agora imagine quando isso se torna uma rotina. Pois é isso que a maioria dos pets passam quando ficam sozinhos enquanto seus donos ficam fora de casa.

Quando se tem mais de um pet, eles se tornam companhia um do outro, se ocupando e evitando o tédio. Bichinhos ocupados têm menos tempo para expressarem comportamento destruidor. 

Além disso, os pets brincam juntos e gastam energia, dependendo menos do tutor para se exercitar. Isso vale tanto para cães, quanto para gatos.

Falando nos bichanos, muita gente acredita que eles conseguem viver bem sozinhos. Contudo, os felinos são seres sociais que, quando deixados sozinhos, também ficam entediados e se sentindo solitários, o que pode levá-los a ter mau comportamento.

Outro ponto super legal da adoção conjunta de pets é não separar animais que já formaram vínculos fortes, como os que vivem em abrigos.

Animais mais velhos e que já estão no abrigo há muito tempo podem ficar deprimidos e ter dificuldade de se adaptar ao novo lar, portanto, ter um velho companheiro em sua nova rotina pode facilitar a adaptação.

Logo, tanto a adoção conjunta de pets, ou seja, de mais de um animal, quanto a adoção de um segundo animal, são totalmente recomendadas, pois trazem muitos benefícios à qualidade de vida de ambos os bichinhos.

Se você pensa em adotar mais um pet ou dois de uma vez, mas ainda tem dúvidas de como se preparar para isso, continue acompanhando o artigo.

O que é preciso ter em mente antes de fazer adoção conjunta de pets?

Apesar de todos os benefícios da adoção conjunta de pets, é preciso se atentar a algumas questões antes de tomar a decisão. São elas:

De olho nos gastos

Ter animais de estimação demanda gastos, portanto, é preciso levar em consideração os custos a curto e longo prazo antes de tomar essa decisão. Alguns dos gastos a curto prazo mais comuns são alimentação, coleiras e guias (no caso de cães), caixinha de areia e areia (no caso de gatos). 

Além disso, podem haver gastos adicionais, como brinquedos extras para evitar disputa, caminhas e, caso queira adotar um gato, talvez precise telar sua casa para evitar que este tenha acesso à rua. 

Já a longo prazo temos vacinação, visitas ao veterinário e possíveis gastos com creches ou hotéis caso costume viajar.

Organize o seu tempo

Além de gastos, os pets também demandam tempo. Mesmo que ter mais de um animal signifique companhia, ainda é necessário que você dedique tempo para dar atenção aos seus bichinhos.

Além de amor e carinho, você também deve ter em mente que precisará dedicar tempo para alimentar, limpar o ambiente, dar banho nos animais, passear, entre outros.

Evite problemas

Caso já tenha um pet e esteja pensando em adotar outro, deve-se levar em consideração que talvez o seu pet não esteja tão disposto a dividir o espaço com outro animal. 

Para evitar futuras brigas, você pode observar melhor o comportamento do seu animal para tentar identificar comportamentos de ciúmes ou territorialistas que possam significar que ele não aceitaria bem outro animal. Nesse caso, você pode recorrer a um (a) adestrador (a). 

Uma outra opção muito legal, mas que se aplica apenas aos cães, é levar o seu animal junto quando for ao abrigo. Dessa forma, o seu animal pode conhecer o (a) novo  (a) companheiro (a) fora do seu ambiente, para ter noção se os dois se darão bem ou não.

Muitos abrigos não vêem problema em levar o pet ao abrigo e muitos, inclusive, recomendam isso que seja feito. 

Leia também: Adotar: como se preparar para ter um pet? Como é o processo?

É preciso se organizar financeiramente e administrar seu tempo antes de fazer uma adoção conjunta de pets.
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Quais são os benefícios da adoção conjunta de pets?

Os benefícios da adoção conjunta de pets não se restringem apenas aos bichinhos. Confira a seguir alguns deles:

Bem-estar animal

Como os animais costumam passar bastante tempo sozinhos, eles podem desenvolver ansiedade, depressão e estresse. Esses problemas podem ser evitados quando se opta por ter mais de um animal, pois eles fazem companhia um ao outro e se divertem juntos. 

Além disso, ao brincar eles acabam se exercitando, o que faz bem não só para o bem estar, como para saúde física dos animais. 

Gasta menos tempo do que você imagina

Muita gente imagina que ter dois animais significa que precisará do dobro de tempo, mas isso não é necessariamente verdade. Algumas ações, como alimentar, colocar água, trocar areia, limpar o ambiente onde os animais ficam e levar para passear, muitas vezes demandam o mesmo tempo. 

Possibilita manter famílias unidas

A adoção conjunta de pets possibilita manter os animaizinhos da mesma ninhada ou da mesma família juntos. Muitos dos animais de abrigo já passaram por momentos ruins e manter esses animais juntos seria uma forma de fazer com que toda a adaptação ao novo lar seja menos conturbada.

Esse tipo de atitude evita que animais com vínculo forte se sintam deprimidos ou ansiosos ao serem separados.

Talvez você gaste menos que imagina

Muitas pessoas pensam que o dobro de animais significa o dobro de gastos, mas isso não é necessariamente verdade. Claro que ter mais de um animal vai aumentar seus gastos, mas talvez não aumente tanto quanto você imagina.

Isso acontece porque itens como caminha e brinquedos podem ser divididos. Além disso, a diferença entre os gastos com ração, areia, tapete higiênico e itens de higiene para mais um animal pode ser quase imperceptível.

Torna a adaptação ao novo lar mais tranquila

Muitos animais de abrigos já sofreram maus tratos e até os que não sofreram, podem se apresentar nervosos quando são levados para um novo ambiente. 

Portanto, quando essa mudança de cenário ocorre com um companheiro que ele já conhece, essa transição pode ser muito mais tranquila e mais fácil para ambos. Alguns abrigos, inclusive, só permitem adoção conjunta em alguns casos.

Seguindo o exemplo

Animais aprendem mais rapidamente observando uns aos outros. Um animal pode ensinar o outro bons comportamentos, como usar a caixa de areia corretamente, urinar no local certo ou não morder a mobília.

Evita mau comportamento

Animais solitários podem apresentar mau comportamento por conta da ansiedade ou, até mesmo, se mostrar muito exigentes e com manias.

Esses problemas podem ser resolvidos ao se adotar um outro animal, pois o pet passa a se distrair, gastar energia e aprender novos hábitos ao observar o (a) novo (a) companheiro (a).

O dobro do amor

Se ter um animalzinho já nos faz bem, imagina ter dois. Ter mais de um animal significa receber o dobro de carinho e lambeijos.

Animais que viveram muito tempo em abrigo são beneficiados pela adoção conjunta, pois a transição pode ser um pouco difícil para eles.
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Como preparar o ambiente para a adoção conjunta de pets?

Se você decidiu adotar mais um amigo de quatro patas ou até dois ao mesmo tempo, é ideal que você se prepare para a chegada dos bichinhos ou a introdução do novo pet. Portanto, preste atenção aos seguintes pontos:

  • Alimento: caso não tenha nenhum animal ou tenha adotado um pet de idade ou raça diferente, o ideal é que se compre a ração própria para o animal que está para chegar;
  • Local: caso já tenha um animal, pode ser interessante preparar outro ambiente para colocar o novo integrante da família e, num primeiro momento, deixá-los separados. Com o tempo, introduza o convívio aos poucos, para evitar brigas;
  • Objetos: caso esteja introduzindo um novo animal pode ser que os animais não estejam dispostos a dividir objetos e que isso gere brigas por disputa de objetos. Nesse caso, é ideal que se compre caminha e brinquedos para o novo integrante. Caso tenha adotado em conjunto animais que já tenham certa afinidade, pode ser que eles estejam dispostos a dividir a cama e os brinquedos sem grandes problemas;
  • Gatos: caso esteja introduzindo o primeiro gatinho na sua casa ou adotando uma dupla, é essencial que sejam instaladas telas de proteção para evitar que eles tenham acesso à rua. Outro ponto importante ao se adotar mais de um gato é ter várias caixinhas de areia. Por exemplo, se você está adotando dois, o ideal é ter 3 caixas.
É importante organizar o espaço levando em consideração as características de cada animalzinho.

Adoção conjunta de pets filhotes e adultos: quais são os cuidados?

Adotar dois filhotinhos pode demandar muitos cuidados, pois nessa fase eles requerem atenção e costumam ser bem ativos. Um ponto positivo é que filhotes não costumam disputar por território como os adultos.

O ideal é adotar animais com pouca diferença de altura e tamanho, pois isso reduz a possibilidade de competição entre eles. Caso ambos os pets sejam adultos, recomenda-se que não haja uma grande diferença de idade entre eles.

Por outro lado, adotar um cão adulto e um filhote pode ser mais fácil para o tutor do que ter que lidar com dois filhotinhos cheios de energia ou dois adultos que poderiam disputar por território.

Outro benefício desse tipo de adoção é o fato de que, dessa forma, o filhote pode aprender o que fazer e o que não fazer ao observar o pet mais velho, já que eles aprendem com mais facilidade quando seguem o exemplo de outros animais. 

Caso ainda esteja inseguro (a), você pode começar com a adoção de apenas um animalzinho e, só depois que ele já estiver habituado, introduzir outro animal. Assim o segundo animal irá aprender alguns hábitos e comportamentos com o primeiro.

Animais filhotes requerem mais atenção do que os mais velhos, pois têm muito mais energia.

Viu como a adoção conjunta de pets pode ser benéfica não apenas para o bichinho, mas também para você? Diversos estudos confirmam os benefícios de ter um pet em casa tanto para a nossa saúde física, quanto mental.

Para mais conteúdos sobre cuidados com pets, continue acompanhando as redes sociais e o site do Minuto Saudável!

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Imagem do profissional Kenny Cardoso
Este artigo foi escrito por:

Esp. Kenny Cardoso

Médica veterinária pela Universidade Federal Fluminense com mestrado em Medicina Veterinária.Leia mais artigos de Esp. Kenny
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