Os alimentos energéticos são aqueles que, no processo de digestão, tornam-se rapidamente fonte de energia para as funções do organismo. Basicamente, são os carboidratos: pães, bolos, macarrão, biscoitos, e as gorduras: castanhas, amêndoas, nozes e manteiga.

Esses alimentos fazem parte da pirâmide alimentar.

Os grupos alimentares, como carboidratos, doces, carnes e ovos são divididos em 4 grandes categorias: energéticos, construtores, reguladores e energéticos extras.

Os carboidratos ficam na base da pirâmide, ou seja, como itens energéticos.

Já o grupo alimentar das gorduras fica no topo da pirâmide. Isso significa que devem ser consumidas com mais moderação.

As gorduras também são consideradas alimentos energéticos, mas são um tipo especial, chamadas de alimentos energéticos extras.

O que são alimentos energéticos e qual sua função?

Os alimentos energéticos são alimentos que têm como função fornecer energia para o corpo manter suas atividades. Eles participam da oferta de energia para o corpo e são representados sobretudo pelos carboidratos, que participam do armazenamento energético, produção de energia e estruturação celular.

Eles participam de todas as funções do organismo, desde ir à academia até manter os batimentos do coração.

Em geral, os energéticos representam (ou devem representar) a maior porcentagem da ingestão de calorias.

Mas o número pode variar de caso para caso, sendo levado em conta as características individuais do organismo e também o estilo de vida.

Por exemplo, se uma pessoa realiza diariamente exercícios físicos, consequentemente ela terá um gasto energético maior do que uma pessoa que não pratica esse tipo de atividade.

O equilíbrio é importante porque se o consumo for maior que o necessário, toda a energia ingerida pode acumular-se no corpo, transformando-se em gordura.

Leia mais: Alimentos ricos em carboidrato: o que comer e o que evitar?

O que são alimentos energéticos extras?

São alimentos que possuem grande quantidade de calorias, como os óleos, gorduras e açúcares. Apesar de serem uma boa fonte energética, o consumo deve ser moderado, entre 2 a 3 porções diárias.

Isso porque a ingestão excessiva desses alimentos pode ser um fator de risco para doenças como obesidade e doenças cardíacas.

Mas o equilíbrio é fundamental, pois alguns alimentos desse grupo também são essenciais para o organismo. As chamadas “gorduras boas” são responsáveis, por exemplo, pelo transporte de vitaminas do complexo B no organismo.

As gorduras fazem parte do bom funcionamento do organismo e devem estar equilibradas na dieta. Entre os alimentos estão os óleos e azeites, manteigas, açúcares e banhas.

Leia mais: O que é gordura trans? Por que o excesso é tão prejudicial à saúde?

Exemplos: quais são os tipos de alimentos energéticos?

O grupo dos alimentos energéticos é representado pelos produtos ricos em carboidratos. Eles fazem parte da base da pirâmide alimentar. Já os energéticos extra (as gorduras e açúcares) estão no topo — o que significa que devem ser consumidos com menos frequência.

Confira a lista de exemplos:

Carboidratos

Os carboidratos, como pães, bolos, cereais e arroz, têm um papel importante, pois eles fazem parte da base alimentar. Cerca de 1g de carboidrato fornece cerca de 4kcal e sua absorção é mais acelerada.

Quando os carboidratos são consumidos, depois do processo de metabolização, eles se transformam em fonte energética.

Por esse motivo, devem ser consumidos de forma consciente.

Se for possível, o ideal é escolher os carboidratos integrais, pois possuem mais fibras, diminuindo a velocidade de absorção e também melhorando o funcionamento do intestino.

Por exemplo:

  • Cereais: arroz, milho, aveia, macarrão, pão, biscoitos;
  • Tubérculos e raízes: batatas, mandioca;
  • Leguminosas: feijão, lentilha, soja;
  • Doces: mel, melado, açúcares.

Gorduras

As gorduras também são consideradas alimentos energéticos, mas assim como os carboidratos necessitam de cuidado na hora de serem ingeridas. Se forem consumidas em excesso, podem acarretar problemas à saúde.

Em 1g de gordura há 9kcal. E ela está presente sobretudo em alimentos como manteiga, abacate, castanha, amêndoas, nozes e a gordura natural presente nas carnes e também no leite dos animais.

Entretanto, se o consumo for moderado, a gordura pode ser bem aproveitada no organismo, pois tem um papel importante no transporte de nutrientes pelo sangue, na produção de hormônios sexuais e também em funções relacionadas ao cérebro.

Um outro cuidado que é essencial ter com esses alimentos, é que a absorção das gorduras tende a ser mais demorada, e se for consumida em excesso, pode causar ganho de peso.

Entre as opções mais saudáveis para incluir na dieta estão:

  • Azeite de oliva;
  • Castanhas, amêndoas e nozes;
  • Manteiga;
  • Abacate;
  • Linhaça;
  • Óleo de coco.

Leia mais: O que é gordura saturada? Conheça seus efeitos na saúde

Benefícios de incluir alimentos energéticos naturais e saudáveis na dieta

Entres as várias opções de alimentos energéticos, o melhor caminho para você consumir eles saudavelmente, é escolhendo os naturais e ricos em nutrientes, como vitaminas e fibras, o que ajuda a sistema intestinal a trabalhar melhor.

Leguminosas, gorduras boas (como azeite de oliva) e frutas (como abacate) são boas opções.

Em seguida, os alimentos integrais como pães e aveia também são boas opções. Eles levam mais tempo para serem digeridos e, por isso, podem ser uma fonte mais prolongada de energia.

Por último, estão as oleaginosas, que são alimentos de alta densidade energética e além disso contêm nutrientes que ajudam na redução da pressão arterial, combatem o colesterol e também o triglicérides.

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De uma forma ou de outra, os alimentos energéticos sempre estarão presentes nas nossas refeições. Mas é importante ficar atento aqueles que possuem poucos nutrientes e grande teor calórico.

Eles até vão cumprir com a missão deles, que é proporcionar energia, mas consumir exageradamente esses alimentos pode ser um grande vilão na sua dieta e saúde.

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Editor Médico

Dr. Paulo Caproni

CRM/PR 27.679

Graduado em Medicina pela PUCPR. Residência Médica em Medicina Preventiva e Social pela USP. MBA em Gestão Hospitalar e de Sistemas de Saúde pela FGV.

Farmacêutica Responsável

Dra. Francielle Mathias

CRF/PR 24612

Farmacêutica generalista, com Mestrado em Ciências Farmacêuticas, ambos pela Unicentro. Doutorado em Farmacologia pela UFPR.

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