O que é Tabagismo, tratamento e doenças causadas pelo tabagismo

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O que é tabagismo?

O tabagismo é a dependência psicológica e física do tabaco. A substância está presente em produtos como cigarros, narguilés e charutos. O consumo regular de tabaco é responsável por mais de 50 doenças, entre elas pelo menos 12 tipos de câncer.

É considerado dependente do tabaco quem fuma regularmente, não consegue ficar sem a substância e, se fica, experimenta diversos sintomas relacionados a uma crise de abstinência.

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Por isso, de acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID 10), o tabagismo é “uma desordem mental e de comportamento, decorrente da síndrome de abstinência à nicotina”. É encontrado sob o código F17.2.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, no mundo, 1 bilhão de pessoas fumam. O Brasil, por sua vez, conta com 24,6 milhões de fumantes – isso contabilizando apenas as pessoas com mais de 15 anos de idade.

O tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável no mundo, matando 6 milhões de pessoas anualmente – o equivalente a uma morte a cada 6 segundos. Entre brasileiros, são 200 mil mortes por ano, em média, creditadas ao uso regular do cigarro.

Índice — neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é tabagismo?
  2. Tipos de fumantes
  3. Quais são os componentes de um cigarro?
  4. Causas
  5. Grupos de risco
  6. Sintomas
  7. Como é feito o diagnóstico do tabagismo?
  8. Complicações: doenças causadas pelo tabagismo
  9. Tabagismo tem cura? Qual o tratamento?
  10. Convivendo
  11. Benefícios de parar de fumar
  12. Como prevenir o tabagismo?

Tipos de fumantes

Fumantes são classificados de acordo com seus hábitos e rotinas em relação ao cigarro. Não existe uma classificação melhor ou pior – se encaixar em qualquer um desses grupos significa estar exposto aos malefícios da nicotina e de outros componentes dos cigarros.

Os tipos de fumantes são:

Fumantes passivos

Os fumantes passivos são aqueles que não fumam cigarros em nenhuma frequência ou momento do dia, entretanto, convivem com pessoas que fumam em ambientes fechados – em geral, dentro de casa. Normalmente, são familiares do fumante.

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Fumantes passivos estão tão sujeitos às consequências do uso regular de cigarros quanto quem os fuma. A Lei Antifumo, regulamentada em 2014, que proíbe o fumo em lugares públicos e fora de locais devidamente demarcados em estabelecimentos comerciais, tem o objetivo de diminuir o número de fumantes passivos no Brasil.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 600 mil fumantes passivos morram anualmente no mundo em decorrência de complicações relacionadas ao cigarro.

Fumantes ativos

Fumantes ativos são as pessoas que efetivamente fumam cigarros, em qualquer frequência.

Podem ser divididos em algumas subcategorias, sendo que um fumante ativo pode se encaixar em uma ou mais dessas subdivisões.

São elas:

Fumante ocasional

O fumante ocasional é aquele que não sente a necessidade de fumar, mas fuma de vez em quando, geralmente em situações sociais, como festas ou encontros com amigos. O problema dessa prática – além da exposição aos malefícios do cigarro – é a possibilidade dela se tornar um hábito.

Fumante habitual

Um fumante habitual é aquele que faz do cigarro parte de sua rotina, geralmente relacionando o ato de fumar com algumas tarefas do cotidiano. Há quem sempre precise fumar depois do almoço ou enquanto toma um cafezinho, por exemplo.

Relacionar o cigarro com tarefas imutáveis da rotina torna a missão de parar de fumar um pouco mais complexa. Isso porque o cérebro passa a relacionar aqueles momentos do dia – como a hora das refeições ou do café – com a nicotina, como se estivessem obrigatoriamente atrelados ao ato de fumar. Aí, o fumante tem muita dificuldade em executar essas tarefas sem a companhia do cigarro.

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As situações que podem estar transformando a sua relação com o tabaco em um hábito e dificultando seu processo de largar o cigarro são, provavelmente, rituais que aparentam ser inofensivos, como:

  • Fumar enquanto dirige;
  • Fumar sempre que ingere bebidas alcoólicas;
  • Fumar sempre que está em determinado lugar – como um bar específico, por exemplo;
  • Fumar sempre que está na presença de um determinado grupo de amigos.

Fumante em stress

O fumante em stress costuma utilizar o cigarro como válvula de escape para os problemas. São aqueles que fumam quando precisam se acalmar ou enquanto tem um dia duro no trabalho, por exemplo.

Assim como no caso dos fumantes habituais, o perigo está em relacionar o cigarro com determinados momentos ou sensações. O organismo passará a precisar da absorção de nicotina sempre que você estiver passando por problemas.

Fumante adictivo

O fumante adictivo é aquele que efetivamente precisa das substâncias presentes no cigarro porque já está viciado nelas. Está sujeito a crises de abstinência e, entre todos os tipos de fumantes ativos, é o que mais tem dificuldade para deixar de fumar.

Quais são os componentes de um cigarro?

Para fabricar um cigarro, são utilizados, basicamente, três ingredientes: papel, filtro e tabaco. As variações das marcas estão relacionadas ao tipo e safra de tabaco que são utilizados.

Todas aquelas substâncias tóxicas listadas no verso de caixinhas de cigarro não são colocadas no produto pelo fabricante, mas sim, nascem da combustão. No momento em que se queima o tabaco, acontecem diversas reações químicas que originam a fumaça que é tragada pelo fumante, e que, por sua vez, é extremamente tóxica.

É na fumaça do cigarro, fruto dessas reações químicas, que se encontram milhares de substâncias que fazem mal para o organismo. Cerca de 4.700 desses componentes já foram identificados pela comunidade científica, sendo todos considerados nocivos a saúde. Além dessas, existem muitas outras que os cientistas não conseguem mapear porque sequer conhecem.

Entre as substâncias nocivas que podem ser encontradas no tabaco e na fumaça do cigarro, estão:

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  • Nicotina, considerada a principal responsável pelo tabagismo (para mais informações, leia a seção “Causas”);
  • Acetona, um solvente inflamável utilizado na produção de esmaltes, tintas e até mesmo na indústria de explosivos;
  • Metanol, um álcool usado na produção de combustíveis para carros;
  • Níquel, um sólido intoxicante resistente até mesmo a corrosão;
  • Arsênio, um metal utilizado em pesticidas, vermicidas e venenos em geral.
  • Mercúrio, metal utilizado, entre outras utilidades, para a produção de lâmpadas fluorescentes e pilhas;
  • Butano, um gás inflamável derivado do petróleo;
  • Metanal, um conservante para cadáveres mais conhecido como Formol.

Causas

O principal motivo que leva ao vício é um componente que não vem da combustão, mas está naturalmente presente na folha do tabaco: a nicotina, que é altamente viciante. Um estudo da Universidade de Massachusetts mostra que, graças à ela, o primeiro cigarro já tem o poder de viciar alguns indivíduos.

Assim que tragada, a substância pode ser absorvida pelo organismo em menos de 10 segundos, afetando diretamente os neurotransmissores responsáveis pelos sentimentos, estados de espírito e comportamento.

Um desses neurotransmissores é a dopamina, que afeta, entre outras coisas, a sensação de prazer. É por isso que, para muitas pessoas, fumar traz sensação de alívio imediata.

A nicotina vicia porque é uma substância com efeitos muito rápidos sobre o organismo, sendo totalmente absorvida pelo corpo em cerca de 10 segundos. No processo, o cérebro libera adrenalina, que causa um pico de bem-estar, relaxamento e ânimo.

Entretanto, na mesma velocidade em que esse pico de sensações acontece, também vai embora. E, então, o corpo passa a necessitar dele novamente. Com o passar do tempo, serão necessárias doses de nicotina cada vez maiores para proporcionar o mesmo efeito, fazendo com que seja preciso fumar cada vez mais cigarros.

Além dos aspectos físicos da ação da substância, o cigarro também vicia pelo hábito comportamental. Uma vez que seu cérebro associe determinadas situações do cotidiano com a absorção de nicotina, se tornará cada vez mais difícil passar pelas tais situações sem um cigarro para acompanhar (Para mais informações, leia a seção “Tipos de fumantes”).

O que acontece quando você fuma um cigarro?

A partir do momento que você traga um cigarro:

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  1. O alcatrão, substância tóxica e cancerígena, se aloja entre seus dentes e na sua gengiva;
  2. Parte da fumaça entra nas cavidades nasais, irritando a mucosa e as vias respiratórias, prejudicando sua percepção de cheiros;
  3. A fumaça viaja pela laringe, faringe e traqueia, prejudicando as mucosas pelo caminho;
  4. Ao chegar aos brônquios do seu pulmão, a fumaça atinge estruturas chamadas de alvéolos pulmonares, responsáveis por trocar o oxigênio por gás carbônico a cada respiração. É ali, através dos vasos sanguíneos da região, que a maior parte da nicotina (de 70% à 90%) se infiltra e, assim, chega a corrente sanguínea;
  5. A nicotina viaja até o coração, que é uma espécie de painel de controle do sistema circulatório. Dali em diante, a substância pode chegar a qualquer parte do corpo;
  6. Dali, a nicotina vai para o cérebro, onde finalmente encontra a dopamina e a endorfina, um outro neurotransmissor que também causa a sensação de felicidade e bem estar.

Ao todo, esse processo dura de 6 a 10 segundos.

Grupos de risco

Tende a desenvolver o vício em tabaco qualquer pessoa que já tenha tido contato com o componente em qualquer forma – seja em cigarros tradicionais ou em dispositivos como cigarros eletrônicos e narguilés, por exemplo.

Além do contato com a nicotina, alguns outros fatores podem potencializar a sua propensão a desenvolver tabagismo, como:

Começar a fumar muito cedo

Os cientistas ainda estão tentando entender por quais motivos adolescentes são mais suscetíveis à vícios do que adultos, mas a certeza é de que definitivamente são. Isso inclui o tabaco.

A hipótese mais provável até o momento é de que a parte do cérebro responsável por controlar ações, decisões e impulsos em adolescentes é diretamente estimulada por recompensas. Assim, tudo o que proporcionar sensações agradáveis ao jovem organismo irá impactar o indivíduo de forma muito mais marcante do que aconteceria em um adulto.

Portanto, quanto mais cedo uma criança ou adolescente entrar em contato com cigarros, maior a probabilidade de se tornar um tabagista.

Ter familiares que fumam

Diversos estudos sugerem que conviver com parentes que fumam frequentemente tem um impacto negativo no desenvolvimento de crianças e adolescentes, que têm mais chances de desenvolverem tabagismo no futuro.

Segundo um levantamento feito pela American Academy of Pediatrics (“Academia Americana de Pediatras”, em tradução livre) publicado em 2013, algo entre 23% e 29% dos filhos de fumantes entre 11 e 17 anos havia fumado em algum momento dos 365 dias anteriores à pesquisa, contra 8% dos filhos de não-fumantes.

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Sofrer de alguns transtornos mentais

Pessoas que sofram de determinados transtornos mentais podem procurar alívio para suas angústias em substâncias que suavizem um pouco os efeitos dessas doenças no organismo.

Por isso, pacientes que tenham problemas como depressão, transtornos de ansiedade e estresse pós-traumático, por exemplo, podem ser mais suscetíveis à substâncias com alto potencial viciante, como a nicotina.

Ter outros vícios

É muito comum que, enquanto tenta abandonar um vício, um paciente acabe o substituindo por outro. Uma pessoa que esteja em tratamento contra o alcoolismo, por exemplo, pode encontrar no cigarro um conforto para os sintomas de abstinência do álcool.

Nesse processo, é muito fácil passar de um vício para o outro, sem realmente se curar de nenhum deles.

Fatores genéticos

Alguns estudos apontam que certos indivíduos podem ser mais suscetíveis a desenvolver tabagismo em relação a outros por conta de fatores hereditários. Os traços desse fenômeno são mais comuns em pessoas que foram expostas ao tabaco antes mesmo de nascerem, durante a gestação.

Sintomas

Os sintomas de tabagismo são relativamente subjetivos. Em alguns casos, é comum que sejam percebidos por terceiros antes mesmo de serem percebidos pelo próprio fumante.

A lista de sintomas inclui:

  • Necessidade constante de fumar, a ponto de sentir os efeitos de uma crise de abstinência quando o corpo fica sem nicotina por longos períodos;
  • Não conseguir parar de fumar por conta própria;
  • Continuar fumando mesmo após o diagnóstico de problemas de saúde relacionados ao vício;
  • Interromper atividades sociais, recreativas ou profissionais, independente do grau de importância delas, para fumar.

Sintomas de abstinência de Nicotina

Experimentar sintomas de abstinência após longos intervalos de tempo sem fumar é o sinal mais característico de tabagismo.

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Esses sintomas de abstinência são:

  • Irritabilidade;
  • Frustração;
  • Explosões de raiva sem motivos relevantes;
  • Impaciência;
  • Fadiga;
  • Ansiedade;
  • Dificuldade para se concentrar;
  • Distúrbios de sono, que podem ser insônia ou dormir mais que o habitual;
  • Queda de produtividade em tarefas rotineiras.

Como é feito o diagnóstico de tabagismo?

O diagnóstico de tabagismo é geralmente um autodiagnóstico – o próprio fumante percebe os sintomas ou chega a conclusão de que vício está prejudicando sua saúde. Um médico também pode recomendar a suspensão do cigarro quando diagnosticar determinados problemas de saúde causados pelo tabaco.

Já o diagnóstico clínico de tabagismo será feito através de uma conversa com seu médico, em que ele ou ela provavelmente fará perguntas sobre seus hábitos e sua relação com o cigarro.

Alguns profissionais também podem aplicar questionários comportamentais para, assim, indicar o tratamento mais adequado para a realidade do paciente.

Teste de Fagerström

O Teste de Fagerström é um questionário rápido, com 6 perguntas, que é aplicado por alguns profissionais de saúde (embora você possa fazer o teste online, para fins de autoconhecimento, sem valor clínico).

O questionário avalia sua relação com o fumo e mede seu nível de tabagismo. Os níveis vão de “Muito baixo” a “Muito elevado”, de acordo com seus hábitos.

A partir do resultado do Teste de Fagerström, o médico pode recomendar o melhor tratamento para você.

Complicações: doenças causadas pelo tabagismo

O tabaco é um componente altamente tóxico, diretamente responsável pelo desenvolvimento e complicação de mais de 50 doenças, entre elas, algumas muito sérias, como:

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Doenças do trato respiratório

O cigarro pode ser diretamente responsável por diversas doenças respiratórias, entre elas bronquite, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC, formada por um grupo de problemas respiratórios que bloqueiam a passagem de ar para os pulmões), enfisema pulmonar e asma.

Doenças cardiovasculares

O uso regular de tabaco afeta diretamente os vasos sanguíneos. Essa característica causa doenças cardíacas sérias, como aterosclerose (doença ocasionada pelo acúmulo de placas de gordura nas paredes arteriais), arritmias, insuficiência cardíaca e até mesmo ataque cardíaco.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), quem fuma tem até três vezes mais chances de sofrer um infarto do miocárdio em relação a quem não fuma.

Hipertensão

O cigarro estimula a produção de catecolaminas, uma substância que, por sua vez, causa a contração dos vasos sanguíneos e acelera o coração, levando ao desenvolvimento de quadros de pressão alta.

Aneurismas cerebrais e aórticos

De acordo com um estudo da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, dois em cada três casos de aneurisma cerebral têm relação com o uso de tabaco.

Derrames cerebrais

O aumento da pressão arterial e o acúmulo de gordura nas artérias causados pelo uso regular de tabaco tornam o fumante um forte candidato a ter derrames cerebrais e Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs).

Úlceras gástricas

O músculo que impede a passagem de ácidos estomacais do estômago para o esôfago é enfraquecido com o uso constante de cigarro, fazendo com que esses ácidos entrem em contato direto com a mucosa estomacal, dando origem às úlceras.

Úlceras na pele

O tabaco diminui a produção de colágeno e outras fibras que garantem sustentação a pele, favorecendo, assim, o aparecimento de úlceras.

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Catarata

Segundo o Instituto de Moléstias Oculares (IMO), comparado a quem não fuma, tabagistas têm duas vezes mais chances de desenvolver catarata. A doença consiste em uma lesão ocular que pode levar a cegueira.

Osteoporose

A osteoporose é a perda acelerada de massa óssea, causando dores, encolhimento, deformidades e fragilidade nos ossos (o que leva a fraturas).

Estima-se que fumantes percam 1% de massa óssea ao ano, já que o corpo tem maior dificuldade de absorver os minerais responsáveis pela estrutura dos ossos.

Trombose

A trombose ocorre quando há a formação de um coágulo que obstrui a passagem de sangue por uma artéria. O tabaco afeta a dilatação dos vasos sanguíneos, favorecendo o aparecimento do problema.

Envelhecimento precoce

O tabaco atrapalha o fluxo sanguíneo e, consequentemente, a chegada de nutrientes para a pele, causando, assim, o envelhecimento precoce.

Menopausa antes dos 40 anos

O cigarro é responsável por um fenômeno chamado falência ovariana, em que os ovários deixam de produzir óvulos.

Em geral, mulheres que fumam entram na menopausa pelo menos dois anos mais cedo do que mulheres que não fumam.

Infertilidade, tanto em mulheres quanto homens

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O cigarro afeta a produção hormonal, dificultando a capacidade dos fumantes de gerar filhos.

Os efeitos são mais intensos em fumantes do sexo feminino, já que o cigarro afeta diretamente o funcionamento do ovário.

Impotência sexual

O tabaco tem efeitos negativos sobre o fluxo sanguíneo, o que, consequentemente, dificulta a chegada de sangue ao pênis e impossibilita as ereções.

Vários tipos de câncer

O cigarro pode ser agente causador de diversos tipos de câncer, entre eles:

  • Câncer de pulmão;
  • Câncer de boca;
  • Câncer de laringe;
  • Câncer de faringe;
  • Câncer de estômago;
  • Câncer de esôfago;
  • Câncer de pâncreas;
  • Câncer de rim;
  • Câncer de fígado;
  • Câncer de colo de útero;
  • Câncer de bexiga;
  • Alguns tipos de leucemia.

Problemas odontológicos causados pelo cigarro

O tabaco pode também pode acarretar vários problemas para a saúde bucal. A complicação mais grave é o câncer de boca. De acordo com uma pesquisa da Universidade da Califórnia, a cada 10 pessoas que desenvolvem a doença, 8 são fumantes.

Além disso, o paciente que fuma também é um forte candidato a desenvolver um fenômeno chamado de doença periodontal, com o dobro de chances de receber esse diagnóstico em relação a não fumantes.

A doença periodontal é uma infecção bacteriana que atinge a gengiva e os ossos que sustentam os dentes. Entre suas consequências, estão dor, sangramentos e até mesmo à perda do dente.

Como se não bastasse, o tabaco afeta diretamente o processo de cicatrização da gengiva. Por isso, o tratamento para doença periodontal tende a ser menos eficaz em fumantes.

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O alcatrão presente no tabaco também é responsável por duas alterações odontológicas que afetam diretamente a autoestima e a qualidade de vida do fumante: o mau hálito e a aparição de manchas amareladas ou marrons nos dentes.

A cereja do bolo é que, como afeta diretamente o sistema imunológico do fumante, o tabaco pode atrasar consideravelmente à recuperação do paciente após qualquer procedimento dentário, como uma extração, por exemplo.

Complicações em fumantes passivos

O lado mais injusto na balança do tabagismo certamente pende para o lado dos fumantes passivos, que não fumam, mas, por estarem expostos diariamente à fumaça tóxica do cigarro, correm os mesmos riscos de desenvolverem determinadas doenças que os fumantes ativos.

Ao inalarem a fumaça do cigarro, fumantes passivos estão expostos aos mesmos riscos e doenças que fumantes ativos. Pesquisas apontam que uma pessoa não fumante que seja casada com um fumante tem 20% a mais de chance de morrer vítima de doenças cardíacas e pulmonares do que pessoas que não têm contato constante com cigarros.

Os fumantes passivos que ficam expostos à fumaça do cigarro por períodos menores também correm o risco de desenvolver alguns problemas, como quadros de rinite, tosse, conjuntivite, alergias e, para fumantes passivos asmáticos, o agravamento da doença.

Um levantamento do Inca também demonstra que crianças que crescem expostas à fumaça do cigarro tem de 20% a 25% mais chances de desenvolver câncer de pulmão no futuro.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 700 milhões de crianças no mundo sejam fumantes passivas. No Brasil, os pequenos correspondem a 40% dos fumantes passivos do país. O fumo passivo é considerada a terceira maior causa de morte evitável no mundo.

Complicações em mulheres grávidas

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Você certamente já ouviu por aí que gestantes não podem, em hipótese alguma, fumar ou serem expostas à fumaça do cigarro. Isso se deve aos efeitos devastadores da nicotina e da absorção de monóxido de carbono pelo organismo, tanto para a grávida quanto para o feto.

As mães passam as substâncias tóxicas do cigarro diretamente para o organismo dos bebês através do cordão umbilical.

Entre os efeitos ruins que podem ser experimentados por grávidas que fumam, tanto de forma ativa quanto passiva, estão:

Hipoglicemia

A absorção de nicotina pode baixar os níveis de açúcar no sangue durante a gravidez, levando a um fenômeno chamado hipoglicemia. As consequências podem ser, entre outras coisas, desmaios, dor de cabeça, ansiedade, prejuízo à memória e aumento nas taxas de colesterol.

Fadiga muscular

A nicotina dificulta a absorção de vitamina C pelo organismo, o que leva a grávida a sofrer muito com os efeitos da fadiga durante esse período.

Diminuição na absorção de nutrientes

O cigarro diminui a fome e, como se não bastasse, faz com que alguns nutrientes não sejam aproveitados adequadamente. Por isso, bebês que tenham sido expostos a nicotina durante a gestação correm sérios riscos de nascer subnutridos.

Atraso no desenvolvimento do bebê

As substâncias tóxicas presentes no cigarro afetam diretamente a circulação sanguínea, o que pode acarretar em atrasos no desenvolvimento do feto. Dependendo do estágio da gravidez e da quantidade de cigarros que a gestante fuma por dia, esses percalços no desenvolvimento podem ser mais sérios.

Má formação no sistema cardiovascular do bebê

Diversas pesquisas e estudos sugerem que a exposição a nicotina pode prejudicar a formação dos vasos sanguíneos do feto.

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Além disso, sabe-se que os coraçõezinhos dos bebês em formação sofrem picos de aceleração consideráveis quando a nicotina chega à corrente sanguínea da mãe.

Problemas no pulmão da criança

Bebês expostos ao tabaco ainda dentro do útero podem desenvolver diversos problemas de saúde típicos de fumantes, como reduções consideráveis na capacidade respiratória e problemas congênitos de pulmão – como bronquite crônica, por exemplo.

Parto prematuro

De acordo com uma pesquisa da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, 10% de todos os partos prematuros deve-se ao contato da mãe com a fumaça tóxica do cigarro durante a gestação.

Risco de aborto espontâneo

Pesquisas indicam que fumar durante o primeiro trimestre de gestação aumenta consideravelmente o risco de aborto natural, sangramentos e descolamento de placenta – um fenômeno que pode comprometer a quantidade de oxigênio disponível para o feto dentro do útero, entre outras consequências graves.

Bebê com dependência química

Em casos mais raros, filhos de mães tabagistas podem nascer já viciados em nicotina. Essas crianças, inclusive, sofrem com sintomas de crises de abstinência.

Nesse tipo de situação, os bebês podem precisar passar por tratamento medicamentoso para se desintoxicar.

Por que o tabaco causa tantas doenças?

A razão pela qual fumar causa problemas respiratórios é lógica: a fumaça tóxica que é inalada a cada tragada afeta os pulmões, fazendo com que várias substâncias prejudiciais fiquem armazenadas por ali. Mas, e as doenças que atingem outros órgãos?

Entre as 4.700 substâncias tóxicas que surgem da combustão do tabaco, sabe-se que ao menos 69 são cancerígenas, ou seja, têm alto potencial de causar diversos tipos de tumores.

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Essas substâncias são carregadas por todo o corpo através da corrente sanguínea e absorvidas pelos fragmentos de DNA que compõem o organismo. O DNA é responsável por causar mutações nas células e, consequentemente, no funcionamento de diversos órgãos.

É através da absorção das substâncias tóxicas do tabaco pelos filamentos de DNA das células que o cigarro tem a capacidade de provocar tantas doenças sérias.

Os danos causados pelo tabaco funcionam à longo prazo, e podem demorar anos – e até décadas – para se manifestarem.

Os números do tabagismo

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo. Uma pesquisa feita em território brasileiro pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) chegou a números que justificam esse título conquistado pelo vício em tabaco.

Segundo o levantamento:

  • 23 pessoas morrem por hora no Brasil vítimas de complicações relacionadas ao cigarro, o que resulta em 200 mil mortes por ano;
  • 25% das mortes por doenças cardíacas na população em geral são causadas pelo cigarro. Entre pessoas com menos de 60 anos, esse índice salta para 45%;
  • O tabaco é o culpado por 85% das mortes por enfisema pulmonar e asma;
  • 90% das pessoas diagnosticadas com câncer de pulmão são fumantes;
  • 30% das mortes por câncer de laringe, faringe, boca, colo de útero, bexiga, rim, pâncreas e esôfago são culpa do cigarro;
  • 25% das mortes por derrame cerebral também podem ser colocadas na conta do tabagismo.

A mesma pesquisa mostrou que os fumantes convivem com algumas probabilidades preocupantes. Quem fuma tem:

  • 5 vezes mais chances de sofrer um infarto;
  • 5 vezes mais chances de desenvolver um enfisema pulmonar – uma doença degenerativa que atinge os pulmões;
  • O dobro de chances de sofrer um derrame cerebral em relação à pessoas que não fumam.

Tabagismo tem cura? Qual o tratamento?

Tabagismo tem cura, e existem diversas modalidades de tratamento com eficácia comprovada. É importante procurar ajuda para largar o cigarro, uma vez que essa tarefa é mais difícil do que parece. Entre as pessoas que tentam parar de fumar sozinhas, apenas 5% de fato conseguem em um período de 12 meses.

Medicamentos

Terapia de Reposição de Nicotina (TRN)

Você certamente já ouviu falar de alguns dispositivos com pequenas concentrações de nicotina para quem quer parar de fumar. São aqueles adesivos transdérmicos, gomas de mascar, inaladores, sprays nasais e pastilhas.

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Todos esses itens são parte da chamada Terapia de Reposição de Nicotina, mais conhecida pela sigla, TRN. Basicamente, esses objetos liberam pequenas quantidades de nicotina na corrente sanguínea, evitando que o (ex) fumante sofra com os sintomas de abstinência.

Conforme o tempo passa, a quantidade de nicotina liberada vai diminuindo, até que o cérebro não precise mais dessas pequenas doses da substância.

Em geral, os tratamentos com TRN duram por períodos que vão de 2 a 4 meses. Dependendo do caso, o médico pode recomendar que a experiência se estenda um pouco mais.

Alguns dispositivos de TRN são bem comuns e vendidos na farmácia sem a necessidade de receita médica. Talvez você até mesmo já tenha feito uma tentativa por conta própria com chicletes e adesivos. Apesar disso, é muito importante contar com acompanhamento médico. As orientações de um profissional irão facilitar muito a missão de largar de vez o cigarro.

Atenção!

A partir do momento em que começar a TRN, esqueça os cigarros – e não só porque esse é o objetivo de começar a investir em reposição de nicotina.

Fumar enquanto se trata com dispositivos de TRN pode lançar quantidades muito grandes de nicotina na corrente sanguínea, o que pode levar a uma overdose.

Se tiver uma recaída durante o tratamento (o que, acredite, acontece e é perfeitamente normal), suspenda imediatamente o uso dos dispositivos e converse com seu médico sobre a melhor forma de retomar a TRN.

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Adesivos e chicletes de nicotina viciam?

Não, desde que sejam usados do jeito certo. É importante seguir as orientações médicas para que o tratamento seja eficaz, seguro e não alimente o vício.

Nem é preciso dizer que pessoas que não fumam ou foram diagnosticadas como tabagistas devem ficar longe desse tipo de dispositivo, né?

Vareniclina

A vareniclina é um remédio que, geralmente, é recomendado para quem já tentou outras maneiras de largar o cigarro e não foi bem sucedido.

A substância age diretamente nos receptores cerebrais responsáveis por assimilar a nicotina, diminuindo a vontade e a necessidade de fumar.

A vantagem da vareniclina é que o medicamento continua agindo no cérebro mesmo se houver uma recaída. Se você fumar enquanto faz o tratamento com o remédio, não sentirá o mesmo prazer que sentia antes. Isso facilita consideravelmente o processo de não precisar mais de cigarros.

Geralmente, o paciente começa tomando uma dose de 0,5mg por dia, e vai aumentando gradativamente até chegar a 1mg diário. O tratamento dura em média 4 meses.

Quem usa vareniclina pode experimentar alguns efeitos colaterais, como enjoo, vômitos, diarreia, alteração dos hábitos de sono e sonhos vívidos.

Se você possui algum transtorno mental e/ou usa medicamentos específicos para tratá-lo, é importante comunicar isso ao seu médico antes de começar a tomar vareniclina, já que o remédio pode desestabilizar a situação. Gestantes e menores de 18 anos não podem ingerir vareniclina.

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Bupropiona

A Bupropiona é um antidepressivo que pode ser utilizado na terapia anti-tabagismo. Costuma ser indicado para quem fuma mais de 15 cigarros por dia.

O medicamento age estimulando um neurotransmissor cerebral chamado de dopamina, que é o responsável pela sensação de prazer emitida quando o corpo absorve nicotina. Com a Bupropiona, a dopamina está constantemente liberando esse sentimento de bem-estar, fazendo com que o fumante não precise mais do cigarro para isso.

O médico pode recomendar que você tome o remédio uma ou duas vezes por dia, de acordo com seu histórico. O tratamento costuma durar cerca de 3 meses. Geralmente, é recomendado que o paciente associe o uso da Bupropiona com terapia cognitivo-comportamental.

O uso do cloridrato de Bupropiona para combater o tabagismo é delicado devido a lista de contra-indicações do produto, que inclui cenários como:

  • Pacientes epilépticos ou com histórico de convulsões;
  • Histórico de bulimia, anorexia e transtornos alimentares em geral. Estudos feitos com a Bupropiona nesse grupo de pacientes mostrou uma incidência maior de episódios convulsivos após o uso do medicamento;
  • Pacientes que utilizam outros remédios que já contenham a Bupropiona entre seus componentes, já que altas doses da substância podem causar convulsões;
  • Pacientes que estejam em tratamento para abandonar o uso de álcool ou sedativos;
  • Pacientes que usam regularmente outros antidepressivos. Por isso, é importante comunicar seu médico caso faça uso de qualquer outro remédio controlado antes de iniciar o tratamento com Bupropiona.

Para mais informações, leia atentamente a bula do medicamento e converse com seu médico sobre quaisquer dúvidas e situações adversas antes de iniciar o tratamento.

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Terapia cognitivo-comportamental

A terapia cognitivo-comportamental é uma modalidade de tratamento baseada no acompanhamento de um psicólogo.

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Em geral, a terapia é um tratamento complementar a qualquer outro tratamento medicamentoso contra o tabagismo. A terapia e os remédios andam de mãos dadas para otimizar o resultado e garantir que as chances de uma recaída diminuam drasticamente.

Os encontros ajudarão os pacientes a lidar com as dificuldades e percalços da jornada para largar o cigarro, além de ajudar o fumante a resolver questões emocionais que possam estar intensificando sua relação com a nicotina.

Além disso, a terapia cognitivo-comportamental ajuda a eliminar um dos principais obstáculos de quem quer parar de fumar: a relação do cigarro com hábitos, como fumar em determinados horários ou locais.

Essa relação habitual com o fumo surge da chamada associação não consciente, que faz com que duas ações não relacionadas entre si (como à hora do café da tarde e o cigarro, por exemplo) passem a estar relacionadas. A terapia cognitivo-comportamental pode ajudar a desfazer esses laços imaginários entre o cigarro e à rotina.

Um estudo feito pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que, entre os fumantes que apostam na terapia cognitivo-comportamental, 93,4% abandonam o cigarro antes mesmo da 6ª semana de tratamento.

É importante enfatizar que a terapia cognitivo-comportamental é apenas um dos muitos tipos de psicoterapia existentes. O ideal é encontrar o tipo de terapia que funcione melhor com você.

Grupos de apoio

Visitar regularmente grupos de apoio pode ser uma experiência interessante para quem está lutando contra o tabagismo. Ouvir a história de outros pacientes com trajetórias parecidas pode ajudar o fumante a entender sua relação com o cigarro e a enxergar os malefícios que o hábito causa através das narrativas de outras pessoas.

Em todo o Brasil, é possível encontrar orientação para iniciar esse tipo de tratamento em qualquer hospital público ou unidade de saúde. Para isso, basta comparecer a algum desses locais com a cédula de identidade em mãos e solicitar informações sobre o Programa Nacional de Controle do Tabagismo.

Além de encaminhar o fumante para um grupo de apoio credenciado, a equipe responsável pelo programa também agendará algumas consultas para orientar o paciente sobre outros tratamentos disponíveis. O processo é totalmente gratuito.

Tratamentos alternativos

Algumas terapias alternativas podem contribuir muito para afastar o fumante do vício. Lembre-se de que muitos desses tratamentos não possuem eficácia comprovada e não dispensam o acompanhamento médico e psicológico convencional.

Entre os tratamentos alternativos para tabagismo, estão:

Acupuntura

Alguns estudos indicam que a técnica de estimular pontos específicos do corpo com a ajuda de agulhas metálicas pode contribuir para diminuir os sintomas de abstinência durante tratamentos contra o tabagismo. No entanto, ainda não existe nenhuma conclusão oficial sobre isso.

Em tratamentos para ex-fumantes, os pontos priorizados durante as sessões de acupuntura costumam ser as regiões das mãos, pés e orelhas.

Auricoloterapia

Falando em orelha, a auricoloterapia é uma técnica que consiste em aplicar pressão em alguns pontos específicos da região para diminuir a ansiedade, que pode ser uma grande vilã e provocar recaídas durante tratamentos anti-tabagismo.

Essa pressão pode ser feita com o uso de agulhas de acupuntura, massagens, esferas magnéticas e até mesmo raios laser.

Meditação

A meditação é conhecida por proporcionar diversos benefícios para os praticantes, entre eles a redução do estresse, ansiedade e depressão. Isso ajuda consideravelmente na diminuição do consumo de cigarro, álcool e outras drogas.

Hipnose

A hipnoterapia – ou o uso da hipnose com fins terapêuticos – é uma aposta para tratar diversos problemas, entre eles o tabagismo. Embora sua eficácia não seja comprovada, uma série de estudos estima que de 40% a 70% dos pacientes tenham sucesso ao parar de fumar após passar por sessões de hipnose.

Alimentação

Alguns alimentos, principalmente ervas e hortaliças, agem diretamente sobre os neurotransmissores responsáveis por emitir sensações de prazer após a absorção de tabaco. Por isso, acredita-se que adicioná-los ao cardápio pode ser um empurrãozinho extra para largar de vez o cigarro.

Entre esses alimentos, estão o gengibre, a aveia, o Ginseng, a valeriana e a pimenta caiena.

Substitutos do cigarro

É muito comum, principalmente entre os jovens, pensar que apenas substituir o cigarro convencional por outros produtos com nicotina é uma maneira eficiente de combater o tabagismo.

O que faz mal para o seu organismo é o tabaco – não importa em qual forma o produto seja apresentado. Por isso, embora utilizar algum dos produtos a seguir pareça uma alternativa brilhante para substituir tratamentos oficiais contra o tabagismo, saiba que será apenas tapar o sol com a peneira.

Cigarro eletrônico

O cigarro eletrônico (também conhecido por aí como e-cigarro ou e-cigarette) ainda é uma incógnita para a ciência – ninguém tem muitas certezas sobre o efeito do produto no organismo.

O que se sabe até agora é que, embora concentre níveis de nicotina bem menores do que o cigarro comum, esse dispositivo tem uma série de componentes alergênicos e cancerígenos, além de não ter nenhum impacto positivo sobre quem está querendo largar o cigarro.

Por isso, a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) até o momento é que tabagistas que desejam parar de fumar não apostem no cigarro eletrônico como uma alternativa.

Tabaco solúvel

O tabaco solúvel é o componente-chave de uma série de produtos vendidos como alternativas para pessoas que querem parar de fumar. Em geral, está presente em doces como pirulitos, balas e chicletes (bem diferentes das gomas de mascar utilizadas na TRN).

Esses produtos são apenas apresentações mais divertidas do tabaco, sem nenhum efeito terapêutico. Além de não ajudarem muito na diminuição das doses de nicotina no organismo, os docinhos ainda trazem mais impactos negativos para a saúde.

Compostos de nicotina, adoçantes e aromatizantes artificiais, os produtos com tabaco solúvel podem fazer com que essas substâncias se acumulem nas gengivas e nos vãos entre os dentes, favorecendo o acúmulo de microorganismos na região e até o aparecimento de cáries.

Cigarros aromatizados

Os cigarros com sabor, muito populares entre adolescentes, só usam aquele gostinho de menta ou uva para camuflar o gosto do tabaco. A substância, no entanto, continua presente – e todos os malefícios causados por ela também.

Narguilé

Assim como nos cigarros aromatizados, os cheiros e sabores agradáveis das essências de narguilé apenas disfarçam o gosto da nicotina. Pela quantidade maior de fumaça gerada, inclusive, fumar narguilé pode ser mais prejudicial do que fumar cigarros comuns.

De acordo com dados da Divisão de Controle do Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer, uma única sessão de narguilé faz com que o usuário seja exposto a fumaça a equivalente a mais de 100 cigarros.

Portanto, sim, aquele encontro para fumar narguilé com os amigos está fora de cogitação se você estiver querendo fugir dos efeitos nocivos do tabaco.

Convivendo

Conviver com o tabagismo é uma luta diária, e abandonar o cigarro é mais difícil do que parece. A partir do momento em que você decide buscar ajuda, o caminho será longo e nada fácil.

Por isso, é importante manter os amigos, familiares e pessoas que você ama por perto. Converse com eles sobre sua decisão de parar de fumar, e não hesite em solicitar apoio.

Peça para que seus amigos e parentes evitem fumar perto de você, ou te oferecer cigarros. Crie uma rede de apoio que possa ser seu alicerce e te ajudar sempre que as coisas ficarem um pouquinho mais difíceis.

Por isso, também é importante contar com a ajuda de um psicólogo e fazer uma visita experimental a um grupo de apoio. É fundamental ter espaços seguros em que você possa conversar sobre suas conquistas, anseios e dificuldades. Um dia de cada vez.

E falando em dificuldades, é importante que você saiba que ter recaídas ou pensar em desistir é absolutamente normal. Alguns dias são mais difíceis que outros. Não tenha vergonha dos tropeços.

Se cair hoje, respire fundo, mantenha seus objetivos em mente, tenha uma boa noite de sono e recomece amanhã. Lembrar dos motivos que te fizeram decidir parar de fumar é sempre uma boa tática para continuar seguindo em frente nessa empreitada.

Algumas medidas que você pode tomar para melhorar sua qualidade de vida enquanto briga contra o tabagismo são:

Praticar exercícios físicos

Se exercitar regularmente aumenta sua qualidade de vida, sensação de bem-estar, e alivia os sintomas de abstinência do cigarro. Todos esses benefícios têm o potencial de diminuir consideravelmente à importância da nicotina na sua rotina e na sua vida.

Aprenda a administrar a abstinência

Lidar com os sintomas da necessidade de nicotina é uma das etapas mais difíceis do processo de parar de fumar. Aprender a contornar esses períodos em que a vontade de acender um cigarro se torna insuportável é uma boa saída para se manter firme em seu propósito.

Para isso, algumas dicas são:

  • Mantenha suas mãos ocupadas quando sentir vontade de fumar. Invista em brinquedos anti stress e mantenha-os à vista. Vale encher sua mesa do escritório ou suas estantes de casa com objetos como spinners, bolinhas de borracha para apertar e os chamados fidget cubes – aqueles cubos de plástico em miniatura com vários botões e alavancas para serem pressionados;
  • Mantenha sua cabeça ocupada. Quando a abstinência bater forte, procure uma atividade que te distraia e exercite seu cérebro. Vale ler um livro, fazer palavras-cruzadas, praticar tricô, jogar videogame, desenhar ou mesmo descarregar seus sentimentos e ansiedades nas páginas de um caderninho ou diário. Tudo que possa afastar seus pensamentos do cigarro é uma boa ideia;
  • Mantenha sua boca ocupada. Deixe alguns lanchinhos saudáveis por perto, como cenouras ou maçãs, e tire um tempinho para mordisca-los sempre que estiver prestes a acender um cigarro. Só vá com calma para não descontar toda a ansiedade na comida e transformar a solução em compulsão, principalmente se tiver histórico de transtornos alimentares.

Evite gatilhos

Pelo menos nas primeiras semanas de tratamento, é muito importante evitar locais, situações e pessoas que despertem o seu desejo de fumar.

Sabe aquele bar com um fumódromo bacana em que você e seus amigos sempre se reúnem? Ou a festinha na casa do colega que não leva seu desejo de parar de fumar à sério e sempre te oferece um cigarro? Esqueça, pelo menos por algum tempo. Assim, você não corre o risco de sofrer com recaídas.

Crie zonas seguras dentro de casa

Se você mora com outros fumantes, é muito importante ter uma conversa franca com eles sobre a criação de alguns espaços livres de nicotina dentro da casa de vocês. Peça para eles só fumarem no quintal ou não deixarem isqueiros, cinzeiros e outros objetos que possam servir de gatilho à vista, por exemplo.

O apoio das pessoas que convivem diariamente com você é fundamental para abandonar de vez o cigarro.

Lembre-se regularmente dos benefícios de parar de fumar

Continuar lembrando a si mesmo diariamente dos motivos que o fizeram tomar a decisão de abandonar o cigarro é a melhor forma de retomar o ânimo todas as manhãs.

Se preferir, vale colar post-its com esses lembretes pela casa ou fixá-los na geladeira, por exemplo. Mantenha-os em um lugar que você olhe todas as manhãs ou noites, antes de deitar.

Trabalhe com sistemas de recompensas

Essa é uma boa forma de se manter motivado e controlar impulsividades. Crie um calendário de recompensas e se presenteie sempre que vencer uma meta ou objetivo. Compre aquela revista ou livro que você queria muito quando completar duas semanas sem fumar. Saia para jantar em seu restaurante preferido quando completar dois meses.

Essa tática pode ser ainda mais divertida e eficaz com a ajuda de um amigo, que te ajude à decidir e controlar as tais recompensas.

Substitua o cigarro por outros hábitos

Imagine que você fuma religiosamente todos os dias depois do almoço, ou enquanto fala ao telefone. Pense em um cenário em que você nunca tomou seu cafezinho de fim de tarde sem a companhia de um cigarro. Nunca.

Ter hábitos tão enraizados em sua rotina dificulta o término definitivo do seu relacionamento com o cigarro, já que seu cérebro já está acostumado em associar essas etapas do dia com a absorção de nicotina. Por isso, uma boa maneira de  “enganar” sua cabeça é oferecer novas associações a ela.

Depois do almoço, troque o cigarro por sua fruta favorita. Enquanto fala ao telefone, beba aquele suco que você adora. Tome seu café ouvindo determinada música. Essas pequenas mudanças no dia-a-dia não irão resolver totalmente seu problema, mas, aos poucos, irão ajudar a diminuir a importância do cigarro em sua vida.

Seja fiel ao tratamento

Não vai ser fácil, e sim, você constantemente vai pensar em desistir, ou mesmo chegar a conclusão de que já está curado e não precisa mais continuar se tratando.

Leve o tratamento a sério até o final. A jornada de abandonar um vício nunca termina, mas sim, é um exercício diário. Seguir todas as recomendações médicas é uma ótima maneira de facilitar esse caminho, que já é difícil por natureza.

Parar de fumar engorda?

Sim, mas a situação é uma condição temporária e ínfima. Em geral, por alterações metabólicas, pacientes que param de fumar engordam de 2 a 4 kg nos primeiros 6 meses sem o cigarro. Essa margem pode variar em pacientes com transtornos alimentares ou de ansiedade.

No entanto, a condição tende a se normalizar depois desse primeiro semestre, quando o corpo estiver acostumado a ficar sem a nicotina.

Benefícios de parar de fumar

O maior benefício de parar de fumar é a redução dos riscos de desenvolver uma série de doenças graves, que podem ter consequências fatais. Afinal, fumar de um a 10 cigarros por dia aumenta em 87% o risco de morrer antes dos 60 anos, de acordo com o Instituto do Câncer dos Estados Unidos (NCI, da sigla em inglês).

Segundo uma pesquisa do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, da sigla em inglês), órgão vinculado ao governo dos Estados Unidos, os benefícios de abandonar o tabaco já podem ser sentidos cerca de 20 minutos depois do último cigarro, de acordo com os intervalos de tempo descritos a seguir:

Tempo após a última tragada

Benefícios

20 minutos

A pressão arterial volta ao normal.

2 horas

Resquícios de nicotina são totalmente eliminados da corrente sanguínea.

8 horas

Os níveis de oxigênio na corrente sanguínea se normalizam.

2 dias

O olfato começa a melhorar progressivamente, e o ex-fumante consegue perceber melhor os cheiros.

3 semanas

A capacidade de funcionamento da circulação sanguínea começa a se recuperar.

2 anos

O risco de infarto e AVC cai em 50%, assim, sendo o mesmo de quem nunca fumou.

10 anos

Os riscos de desenvolver câncer de pulmão caem em 80%, enquanto os riscos de sofrer um infarto se equiparam ao de uma pessoa que nunca fumou.

20 anos

O risco de desenvolver câncer de pulmão fica igual ao de quem nunca fumou.

 

Além disso, parar de fumar ocasiona melhoras significativas na qualidade de vida do fumante, como, por exemplo:

Melhora na capacidade respiratória

Em um período que pode variar de 6 a 9 meses, de acordo com a idade e tempo que o ex-fumante passou em contato com a nicotina, a capacidade respiratória deve melhorar em torno de 10%.

Essa mudança reduz os episódios de tosse e facilita tarefas antes muito mais difíceis, como praticar exercícios, andar rápido, correr ou subir escadas, por exemplo.

Melhora da disposição diária

Com o fortalecimento do sistema imunológico e a melhora da circulação sanguínea, o ex-fumante fica muito mais disposto às atividades diárias. Levantar da cama, trabalhar, estudar e manter a concentração fica muito mais fácil.

Melhora do olfato e paladar

O olfato começa a melhorar cerca de 48 horas depois do último cigarro, fazendo com que a pessoa consiga sentir melhor os cheiros. De brinde, o paladar também melhora, de forma que comer se torna muito mais prazeroso.

Aumento da fertilidade

Homens que abandonam o cigarro passam a gerar espermatozoides mais potentes, enquanto mulheres que param de fumar passam a produzir mais óvulos.

Melhora da performance sexual

A vida sexual melhora consideravelmente após a última tragada, tanto para homens quanto para mulheres. Eles passam a ter ereções melhores e mais duradouras, enquanto elas passam a experimentar orgasmos mais potentes.

Pele mais saudável

A pele de pessoas que não fumam recebe mais oxigênio e absorve melhor os nutrientes. Assim, não fumantes ou ex-fumantes têm peles mais saudáveis.

Dentes mais bonitos

As manchas nos dentes de fumantes são causadas pelo alcatrão e, algumas semanas após a interrupção do contato com a substância, desaparecem totalmente. O hálito também melhora consideravelmente em poucos dias.

Vida mais longa

Pesquisas apontam que pessoas que abandonam o cigarro antes dos 30 anos ganham, em média, 10 anos a mais para viver do que teriam se não tivessem parado de fumar. Já quem abandona o vício aos 60 adiciona 3 anos a sua expectativa de vida.

Economia

Além dos benefícios para a saúde, parar de fumar também faz bem para o bolso. Estima-se que um fumante gaste cerca de R$150,00 por mês em cigarros.

Ao abandonar o vício, em um ano, você terá economizado R$1.650,00 que teria desperdiçado em cigarros. Essa é aquela grana que você poderia usar para investir em passagens aéreas para algum país da América Latina, ou para tirar aquela carteira de motorista que você adia há anos.

Como prevenir o tabagismo?

A única forma existente de prevenir o tabagismo é não dar a primeira tragada. Todos que fumam, em qualquer frequência, estão sujeitos a desenvolverem uma relação de dependência com a nicotina.

Ao contrário do caso da ingestão de álcool, não há uma margem segura para aspirar a fumaça do cigarro. Não existe um “fumar socialmente” que não cause grandes danos para a saúde.

Se você quer prevenir que seus filhos criem o hábito de fumar, educação e diálogo são as melhores saídas. Algumas ações para isso podem ser:

  • Não fume. Parece simplório e óbvio, mas o exemplo é muito importante, principalmente para crianças e pré-adolescentes;
  • Converse com seus filhos. Manter uma relação de proximidade, principalmente com adolescentes, pode fazer toda a diferença. Tenha uma conversa franca sobre os malefícios do uso do cigarro. Se coloque no lugar deles – se você fosse o adolescente com curiosidade e vontade de fumar, que argumentos seriam capazes de te fazer ponderar a ideia?

Como prevenir o fumo passivo

Se você fuma, é importante ter responsabilidade em relação às pessoas que convivem com você. O fumo passivo também mata e origina doenças graves. Fumar é uma escolha exclusivamente sua, e outros indivíduos ao seu redor devem ser respeitados se não quiserem ou puderem ter contato com cigarros.

Por isso, é fundamental respeitar a vida de seus familiares e pessoas que moram com você escolhendo hora e local adequados para fumar.

Evite fumar dentro de casa ou do carro, principalmente se dividir esses espaços com crianças, idosos, gestantes e pessoas com problemas respiratórios. Se possível, fume em cômodos abertos – como jardins, sacadas, varandas e janelas, por exemplo – ou separe uma parte específica da casa para isso.


O tabagismo é uma doença grave e precisa de tratamento adequado. Parar de fumar pode ser complicado, mas saiba que você não está sozinho.

Se você tiver alguma dúvida sobre tabagismo, ou quiser compartilhar sua história com a gente, escreva através do campo de comentários deste post. Responderemos assim que possível.

Vale também compartilhar este texto com familiares e amigos que fumam ou estejam querendo parar de fumar. É só através da informação que se combatem os males da nicotina.

Referências

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http://www.blog.saude.gov.br/index.php/35553-tabagismo-passivo-voce-conhece-os-riscos
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https://vapingdaily.com/quit-smoking/what-happens-when-you-inhale-cigarette-smoke/

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