Saúde

Nictofobia (medo do escuro): o que causa, sintomas e como tratar

Por Redação Minuto SaudávelPublicado em: 31/03/2023Última atualização: 31/03/2023
Por Redação Minuto Saudável
Publicado em: 31/03/2023Última atualização: 31/03/2023
Mulher em um escuro leve com feição de desespero.Mulher em um escuro leve com feição de desespero.
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nictofobia, também conhecida como medo do escuro, é considerada uma fobia específica (CID 10 - F40.248) que se caracteriza pelo medo excessivo, persistente e, muitas vezes, irracional em permanecer no escuro. Quando expostos ao escuro, pacientes com a condição têm crises de angústia ou até mesmo pânico, e a maioria pode reconhecer que o medo é desproporcional aos seus medos.

Cerca de 75% que apresentam uma fobia específica possuem também outras fobias relacionadas a objetos ou, até mesmo, situações. As mulheres são mais acometidas por essa fobia do que homens, cerca de 2:1.

Para saber mais sobre nictofobia, suas causas, quais são os sintomas e como é feito o diagnóstico, continue acompanhando o artigo!

Índice – Neste artigo, você vai encontrar:

  1. O que causa nictofobia?
  2. Quais são os sintomas?
  3. Nictofobia e transtornos do sono: qual a relação?
  4. Como é feito o diagnóstico?
  5. Tratamento para nictofobia

O que causa nictofobia?

As causas podem estar relacionadas ao temperamento da pessoa, que age emocionalmente de forma negativa diante das adversidades vividas, assim como as enfrenta com medo extremo e, em alguns casos, pode agir de maneira evitativa por medo. Além de fobias, esses traços podem desencadear outros transtornos de ansiedade.

Alguns outros fatores podem desencadear a fobia, tais como:

  • Superproteção de figuras parentais;
  • Abuso sexual ou físico.

Fatores genéticos herdados de parentes de primeiro grau podem ser preditores para o desenvolvimento de fobias ou aumentar o risco de desenvolver qualquer categoria de fobia.

Mulher em um escuro leve com feição extremamente assustada.
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Quais são os sintomas?

Os principais sintomas de todas as fobias, assim como da nictofobia são:

  • Medo ou ansiedade excessivos e persistentes;
  • Em crianças, o medo pode ser expresso por choro, se agarram aos pais ou cuidadores, apresentam imobilidade e ataques de raiva;
  • Quando expostos ao escuro, apresentam medo e ansiedade;
  • Geralmente evitam ficar no escuro ou encaram a situação com ansiedade e sofrimento psicológico;
  • O medo pode atrapalhar diretamente a vida social, acadêmica e profissional.

É importante frisar que as crises de medo e ansiedade são desproporcionais ao perigo real que apresentam e, geralmente, esses sintomas têm duração mínima de 6 meses.

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Nictofobia e transtornos do sono: qual a relação?

Os transtornos do sono podem ser causados por transtornos ansiosos, como a fobia, pois achados com a polissonografia demonstram que esses pacientes têm alterações no ciclo do sono, causados por despertares noturnos por medo ou sensação de perigo iminente, principalmente em ambientes escuros.

Com base nisso, os pacientes podem apresentar sonolência excessiva por não completar o ciclo do sono, pelo aumento dos movimentos corpóreos durante o sono, além de apresentarem insônia devido às dificuldades para relaxar ou adormecer, e até mesmo relutância para pegar no sono.

Leia mais: Terror noturno (infantil e adulto): o que é e como tratar? 

Como é feito o diagnóstico?

Para realizar o diagnóstico, o (a) paciente poderá recorrer a um (a) psiquiatra. Geralmente, durante a consulta, poderão ser abordados os medos do escuro e os sintomas sentidos pelo (a) paciente. A partir dessa história clínica, poderá se chegar ao diagnóstico com base nos critérios estabelecidos pelo manual diagnóstico estatístico de transtornos mentais 5 (DSM-V).

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Tratamento para nictofobia

O tratamento para a nictofobia é feito de acordo com os sintomas apresentados pelo (a) paciente. Poderão ser adotadas técnicas, como a dessensibilização sistemática, em que são realizadas exposições gradativas em conjunto com técnicas de relaxamento.

Além disso, dentro da psicoterapia, o (a) psicólogo poderá trabalhar os pensamentos que desencadeiam o medo e, com isso, poderão ser pensadas estratégias para lidar diretamente com a fobia.

Se o (a) paciente apresentar uma ou mais fobias, considerando o nível dos sintomas apresentados, será necessário o uso de medicamentos que auxiliem no controle das crises de ansiedade.


A nictofobia é caracterizada pelo medo e ansiedade excessivas apresentados por medo do escuro e pode interferir diretamente na vida do (a) paciente.

Se você ou alguém que você conhece apresenta esses sinais, procure ajuda psiquiátrica ou psicológica!

Para mais conteúdos sobre saúde mental, continue acompanhando o site e as redes sociais do Minuto Saudável!


Referências

Imagem do profissional Thayna Rose
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Este artigo foi escrito por:

Esp. Thayna Rose

CRP: CRP/PR 08/28789Bacharel em Psicologia com especialização em Neuropsicologia.Leia mais artigos de Esp. Thayna
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