O que é Tripofobia, causas, sintomas, imagens, teste, tem cura?

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O que é tripofobia?

A tripofobia vem do grego τρύπα trýpa “buraco” e φόβος phóbos “medo”. Ela é caracterizada pelo medo ou repulsa por buracos ou saliências sólidas apresentados aglomeradamente.

Ou seja, as pessoas com este distúrbio se sentem incomodadas ao olhar para superfícies com pequenas aberturas circulares colocadas lado a lado.

De acordo com estudos, aproximadamente 15% das pessoas possuem sensação de desconforto ao visualizar fotos de buracos e solavancos.

As imagens que mais despertam esse tipo de reação são aquelas de morangos, semente de lótus, favos de mel e até mesmo bolhas de sabão. Além do medo, a pessoa pode ser acometida por mal-estar, coceira e tremores.

Apesar de muitas pessoas afirmarem que sofrem desse mal, a tripofobia não é oficialmente aceita pela comunidade médica. Há poucas pesquisas que tratam o assunto — as que estão disponíveis debatem sobre a necessidade de reconhecer ou não esta condição.

Índice – neste artigo você vai encontrar as seguintes informações:

  1. O que é tripofobia?
  2. Tripofobia é uma fobia real?
  3. Estudos científicos
  4. Causas
  5. Sintomas
  6. Imagens: teste se você tem tripofobia
  7. Como é feito o diagnóstico?
  8. Tripofobia tem cura?
  9. Qual o tratamento?
  10. Medicamentos
  11. Convivendo
  12. Como é viver com tripofobia?
  13. Complicações
  14. Como prevenir a tripofobia?

Tripofobia é uma fobia real?

A tripofobia não é considerada uma fobia real. A fobia é vista como uma das modalidades do transtorno de ansiedade, definido por sentimentos acentuados de preocupação, ansiedade ou medo, afetando as atividades cotidianas.

O transtorno pode ser procedente de um objeto ou situação específica. Basicamente, a fobia faz com que o indivíduo fuja de medo.

Fobias de baratas, aranhas, altura, agulhas ou de locais fechados provocam sentimentos mais intensos do que aqueles percebidos nas pessoas que sentem desconforto ao olhar para conjuntos de buracos.

A sensação de incômodo ao observar imagens que gerem repugnância e aversão não ocasiona o mesmo sentimento negativo que as fobias reais causam. As pessoas autodignosticadas tripofóbicas não ficam exaltadas ao enxergarem os pequenos buracos.

Não ser capaz de ver a imagem por períodos prolongados e até mesmo ter coceira na pele não caracteriza uma fobia. O pânico não existe na maior parte dos casos.

Contudo, a pessoa pode sentir fobia por qualquer coisa. É provável que algumas pessoas realmente tenham fobia de pequenos buracos reunidos. Estes casos incomuns, no entanto, se enquadram na chamada fobia específica, transtorno psiquiátrico reconhecido por profissionais da área.

Estudos científicos

Considera-se que a expressão tripofobia tenha sido usada pela primeira vez por um participante em um fórum online no ano de 2005.

As análises acerca da temática são recentes. Os pesquisadores Arnold Wilkins e Geoff Cole argumentam serem os pioneiros a buscar uma explicação científica para o transtorno. A pesquisa de ambos foi publicada em 2013 pela revista Psychological Science.

Conforme sugerido por eles, a aversão de buracos não está relacionada a circunstâncias culturais, mas sim à uma herança de nossos antepassados.

Ainda, de acordo com Winkins e Cole, as imagens que causam reações se assemelham a vermes que causam inflamações ao adentrar no corpo humano. Por isso, a repulsão seria uma resposta a partir de uma adaptação evolutiva, a fim de evitar animais venenosos ou perigosos.

Para chegar a tal conclusão, os estudiosos reuniram 10 imagens de 10 espécies de animais tidos como os mais venenosos do mundo e com características parecidas. Estas fotos foram exibidas a diversas pessoas.

Segundo eles, a ideia do experimento surgiu quando um dos participantes relatou sua repulsa ao se deparar com uma imagem do polvo-de-anel-azul. A conclusão é de que seria uma resposta evolutiva de defesa de nosso corpo contra possíveis ameaças.

A partir das reações do experimento, foi constatado que essas espécies possuem alguns padrões que causam desconforto em pessoas tripofóbicas.

Para Geoff Cole, pode haver um alerta em nosso cérebro dizendo que estamos nos deparando com animais perigosos. Isto nos leva a fugir de situações de perigo de forma inconsciente.

Segundo os responsáveis pelo estudo, todos temos tendências tripofóbicas, mesmo não estando cientes disso. Isto explicaria o porquê das pessoas que não se julgam com o problema se sentir incomodadas ao visualizar imagens apontadas como causadoras da tripofobia.

Outra descoberta foi em relação ao contraste da imagem: as de baixo contraste, ou seja, quando não há muita distinção de brilho entre detalhes, tendem a ser menos confortáveis de se ver. No entanto, há fotografias com esta característica mas que não geram um sentimento negativo.

Além disso, foi constatado que a junção de buracos em si não é a causa, já que aglomerados de solavancos também despertam o medo. Algumas imagens não possuem furos, mas desencadeiam a tripofobia. Por isso, para Arnold Wilkins e Geoff Cole, o medo de buracos não define a tripofobia.

Já outro estudo produzido pelos psicólogos An Trong Dinh Le e Tom Kupfer sugere que a tripofobia é oriunda de uma tentativa de impedir parasitas e doenças infecciosas.

O artigo publicado em 2017 pela revista Cognition and Emotion aponta que as doenças infecciosas mais virulentas e com altos índices de mortes geram lesões na pele com pus ou com aspectos arredondados.

A resposta a imagens com este teor seria uma reação de defesa contra possíveis traumas na pele. Para eles, o sentimento das pessoas não é medo, mas sim repugnância.

A análise produzida por Le e Kupfer contou com 255 pessoas que se autodiagnosticaram como tripofóbicas. 182 delas responderam de forma normal para raladores de queijo e colmeias.

Logo, segundo os pesquisadores, a tripofobia pode ser definida como uma aversão estabelecida a partir do nojo de objetos alinhados lado a lado, com formatos circulares semelhantes.

Em um outro estudo, publicado em janeiro de 2018 pela revista Brain and Cognition, o artigo produzido pela psicóloga Stella Lourenco atesta que a tripofobia não é realmente uma fobia. Para ela, o problema não é fundamentado pelo medo, mas sim pelo nojo.

A constatação foi embasada em um teste realizado com 85 participantes, no qual 60 imagens foram mostradas sequencialmente, medindo o tamanho das pupilas (pupilometria).

A dilatação da pupila está relacionada ao medo. No experimento, esta reação foi percebida quando os voluntários observaram imagens de animais perigosos, como aranhas ou cobras.

Já aqueles com tripofobia, as pupilas se contraíram, um sinal de nojo e não medo. De acordo com Stella, as pessoas que dizem possuir tripofobia não vivenciaram uma fobia, mas uma repulsa muito intensa.

Entre as explicações por este sentimento, está a de que os buracos apresentados de maneira incomum são relacionados ao aglomeramento de parasitas, infecções e decomposição de tecido corporal.

As atitudes são as mesmas quando em contato com sinais de uma doença infecciosa, o que gera uma ansiedade por querer evitar o contágio. Este comportamento é tido como normal e varia conforme a cautela da pessoa.

Apesar dos estudos e de várias pessoas relatarem sobre o distúrbio, a tripofobia não faz parte do Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais (DSM), produzido pela Associação Americana de Psiquiatria, além de não ser reconhecida pela ordem científica.

O manual é destinado a profissionais da área da saúde mental, discriminando categorias de transtornos mentais e como diagnosticá-los. Sua utilização é mundial, sendo feita por clínicos, pesquisadores, companhias de seguro, indústrias farmacêuticas e parlamentos políticos.

Entre as justificativas para a oposição está a de que todas as pessoas sentem nojo de buracos em tecidos vivos, mas que isso não caracteriza uma fobia.

Causas

Determinados padrões, normalmente aqueles contidos na natureza e que apresentam aglomerados de buracos, causam reações exacerbadas e que não podem ser controladas pelos indivíduos com tripofobia.

Imagens que contenham figuras parecidas com os buracos ou manchas na pele de animais, como insetos, anfíbios e mamíferos, ou com vermes que ocasionam problemas na pele, como calcanhar de maracujá (conhecido também como bicheira, ocorre quando a larva da mosca-varejeira entra na pele ou em outros tecidos ou cavidades corporais), desencadeiam o distúrbio.

Outros estímulos incluem:

  • Vagens de semente de lótus;
  • Poros de folhas de plantas;
  • Favos de mel;
  • Morangos;
  • Romãs;
  • Determinado tipo de cogumelo;
  • Conjunto de olhos de insetos;
  • Bolhas de sabão;
  • Espuma de metal de alumínio;
  • Esponja;
  • Esponja de mar;
  • Coral;
  • Toalha de crochê.

Sintomas

As pessoas que se consideram com esta condição, além de sentir nojo e medo, podem ser acometidas por:

  • Arrepios;
  • Fadiga ocular, distorções ou ilusões;
  • Enjoo;
  • Tremores;
  • Suor;
  • Coceira e formigamento pelo corpo;
  • Mãos úmidas;
  • Necessidade de friccionar as mãos na pele;
  • Taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos);
  • Choro;
  • Repulsa;
  • Desconforto;
  • Angústia.

Em quadros mais graves, devido ao nível elevado de ansiedade, as pessoas com tripofobia podem sofrer ataques de pânico e desmaio.

Imagens: teste se você tem tripofobia

Atenção!

As imagens a seguir causam reações negativas nas pessoas tidas como tripofóbicas. Se você apresenta alguns dos sintomas relatados ao observá-las, pode ser que tenha tripofobia.

Como é feito o diagnóstico?

Os medos e fobias podem ser diagnosticados por qualquer médico, sendo os psiquiatras os mais procurados.

Por meio de uma consulta, serão analisados os sintomas relatados pelo paciente. Outros fatores, como histórico médico, psiquiátrico e social podem ser considerados. O responsável da área da saúde também pode se embasar DSM para fazer o diagnóstico.

Contudo, por se tratar de uma doença não reconhecida oficialmente pela comunidade médica, a tripofobia não pode ser diagnosticada, sendo que a própria pessoa se determina com o distúrbio.

Tripofobia tem cura?

Há controvérsias se a fobia tem cura ou não. Alguns acreditam que sim, outros, que ela apenas pode ser controlada. No entanto, não existe tratamento oficialmente aceito destinado à tripofobia.

Qual o tratamento?

Por ser uma condição não reconhecida pela comunidade médica, a tripofobia não possui um tratamento específico e estudos que comprovem a eficácia dos métodos utilizados para tratar a fobia.

Quando diagnosticada, a fobia pode ser tratada pelos seguintes procedimentos:

Terapia de exposição

A terapia de exposição faz parte da psicoterapia – processo de tratamento no qual o intuito é resolver questões emocionais e psicológicas do indivíduo. O terapeuta faz uso de técnicas de relaxamento que contribuem para um bom resultado.

O profissional irá tentar mudar a forma de reação em relação ao objeto ou situação pelo qual o paciente sente medo.

Isto é feito através da exposição daquilo que causa a fobia. A mudança de comportamento deve ser gradual e de forma cautelosa para evitar qualquer tipo de abalo.

Terapia cognitivo-comportamental (TCC)

Criada em 1960 pelo psiquiatra norte-americano Aaron Temkin Beck, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) trata diversos transtornos mentais.

Entre os distúrbios que podem ser trabalhados estão depressão, ansiedade e fobias, além de situações vividas por qualquer pessoa, como luto, separações ou dificuldades em se relacionar.

Na TCC, o especialista busca entender como o indivíduo percebe e reage ao episódio, não se atentando ao episódio em si. São constatados padrões de comportamento, pensamento, crenças e hábitos, responsáveis pela desordem emocional. Métodos são aplicados para transformar estas ideias em algo positivo.

Remédios

O uso de remédios como betabloqueadores e sedativos auxilia na diminuição da ansiedade e dos sintomas do pânico.

Táticas de relaxamento

Algumas táticas de relaxamento, como respiração profunda e yoga podem ser utilizados para combater a fobia.

Respiração profunda

A respiração profunda é uma grande aliada no combate da agitação, estresse e ansiedade. Normalmente, a respiração acontece 17 ou 18 vezes por minuto. Nesta técnica, o instituto é que este número chegue a 10.

De acordo com pesquisas, ao respirar de forma mais lenta, o oxigênio é transportado de maneira mais eficiente até as células e o nível de dióxido de carbônico (CO2) se mantém estável no organismo.

Outra descoberta feita pelos cientistas foi a de que a respiração diafragmática é a mais vantajosa. Nela, o ar é inspirado pelo nariz, erguendo a região inferior do abdômen, o que faz com que o oxigênio chegue totalmente até os pulmões.

Os benefícios vão desde a melhora de pressão sanguínea, ritmo cardíaco, digestão, até ao controle do próprio corpo.

Yoga

Yoga é um método antigo, criado há cerca de 5 mil anos na Índia. Seu termo vem do sânscrito e significa “unir ou integrar”. O intuito é equilibrar mente e corpo. Para isso, são aplicados exercícios de respiração, posturas e meditação.

Atividades físicas

Segundo estudos, praticar atividades físicas regularmente ajuda a melhorar o estado de humor e ameniza a ansiedade. Vale ressaltar que praticar exercícios são um complemento ao tratamento. Eles não substituem os remédios e a psicoterapia.

Para obter bons resultados, é necessário que a fobia seja tratada o mais rápido possível. Falar a respeito com familiares e amigos ou participar de um grupo de apoio ajuda a superar o problema.

Alguns cuidados também auxiliam na melhora dos sintomas:

  • Descansar;
  • Possuir uma alimentação saudável;
  • Não ingerir cafeína e demais substâncias que intensifiquem a ansiedade.

Medicamentos

Além do tratamento psicológico, o paciente diagnosticado com fobia pode se submeter ao tratamento farmacológico. Os medicamentos mais comuns são:

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Convivendo

Identificar as condições e ocasiões em que o medo aparece e saber o que fazer nesses casos ajuda a melhorar o problema. Aqui vai algumas dicas do que pode ser feito:

Abstração

Em situações que possam desencadear o medo, uma alternativa é usar a abstração. Nela, o indivíduo se separa mentalmente do elemento que desperta o medo a fim de julgá-lo em outro contexto. Ele passa a ser o observador do acontecimento.

Encarar a situação de outro ponto de vista ajuda a diminuir o medo.

Meditação

A meditação é uma prática de autoconhecimento. O praticante, a partir de técnicas, direciona sua mente para um objeto, pensamento ou atividade específica, com o intuito de conseguir uma percepção mais objetiva mentalmente e fisicamente.

Quando a pessoa sente medo, ela está sujeita a conturbações e confusões psicológicas, o que por sua vez, aumenta a ansiedade e o pavor. A meditação irá ajudar a encarar os acontecimentos aflitivos.

Autocontrole

Medos e fobias estão ligados à ansiedade, que afeta o comando sobre as ações e emoções. Algumas técnicas como o controle de respiração, atividades físicas e meditação auxiliam no bem-estar mental.

Praticar em momentos em que o medo não está presente ajuda a se preparar e saber lidar quando a crise vier.

Falar com outras pessoas

Expor seu medo a outras pessoas, como familiares e amigos, pode favorecer o desbloqueio mental e se livrar de preocupações internas.

Grupos de apoio também são uma opção. As experiências de outras pessoas podem servir como lições, ajudando a lidar com os próprios medos.

Ajuda profissional

A ajuda profissional é indicada tanto para o medo crônico quanto para o simples. Normalmente este sentimento está relacionado com uma situação ou sentimento mais complexo. O psicólogo ajudará a entender a origem do medo e como acabar com ele.

Como é viver com tripofobia?

A estudante Amanda Trevisani Marangon, 20 anos, conta um pouco mais sobre as dificuldades enfrentadas depois de se autodiagnosticar com tripofobia:

“Descobri o problema há aproximadamente 2 anos atrás. Quando me deparei com a palavra ‘tripofobia’, não sabia o que era e fui pesquisar sobre o assunto.

Muito provavelmente eu já sofria com o problema antes de saber seu nome, mas é claro que descobrir ao certo foi bom (e ruim). Afinal, as imagens que vi quando fiz a pesquisa não foram nada agradáveis.

Dentre elas, posso citar diversas que tinham buracos de todos os tamanhos e em todos os tipos de locais, sejam eles sobre a pele ou qualquer superfície.

Normalmente, esses buracos, círculos, objetos e até mesmo bichinhos encontram-se próximos demais, o que causa determinado desconforto.

Porém, vale lembrar que não existe ao certo um tipo de imagem específica que irá desencadear esse desconforto em mim, sendo algo bastante inesperado. O que pode causar desconforto em você, talvez não cause em mim, e vice versa.

As reações que tenho, normalmente, são de arrepios, coceira na cabeça, mal-estar e, às vezes, uma espécie de calorão.

Tudo depende da intensidade da imagem que observei. No entanto, apenas falar sobre o assunto e lembrar de imagens que já vi também podem desencadear esses sintomas.

Algumas pessoas reconhecem o problema e outras nem sabem do que se trata ou consideram “frescura”.

Não pensei em buscar ajuda, até porque, ao meu ver, a tripofobia é reconhecida apenas como um simples desconforto.

Além disso, só o fato de precisar pesquisar sobre o assunto para ir mais a fundo, seria o passo inicial para me deparar novamente com imagens indesejadas, fazendo com que eu não vá atrás de ajuda.

Na verdade não houve mudanças na minha rotina, não deixei de fazer nada. Até porque os episódios são imprevisíveis.

Conheço pessoas que já se queixaram apenas sobre o desconforto que imagens relacionadas à tripofobia trazem e outras que realmente não sabem lidar com o problema, assim como eu.

Ter de conviver com a tripofobia é bastante desagradável, afinal, nunca sei em que momento ou local vou me deparar com algo que a desencadeia novamente.

Para aqueles que têm o problema, sugiro que não procurem imagens sobre o assunto na internet, dentre outros meios. Caso se depare com alguma situação, evite continuar olhando. Procure se distrair, tentar esquecer que viu aquilo.”

Complicações

De acordo com os estudos apresentados até então, pessoas com tripofobia podem desenvolver outras condições, como o transtorno depressivo maior (DDM), transtorno de ansiedade generalizada (TAG) e ansiedade social.

Transtorno depressivo maior (DDM)

O transtorno depressivo maior (MDD) ou depressão clínica, como também é chamado, ocorre quando o indivíduo possui um sentimento duradouro e intenso de tristeza.

Este estado pode influenciar diretamente o humor e comportamento e até mesmo no apetite e sono. A falta de interesse em atividades anteriormente prazerosas e dificuldade em exercer ocupações do dia a dia também são muito comuns.

Algumas pessoas com o distúrbio não buscam tratamento. Entretanto, a maioria delas possui melhora no quadro ao fazer uso de medicamentos, psicoterapia e demais meios que visam tratar o DDM e aliviar os sintomas.

Transtorno de ansiedade generalizada (TAG)

Pessoas que são acometidas pelo transtorno de ansiedade generalizada (TAG) ou neurose de ansiedade crônica, como também é conhecida, possuem uma preocupação exagerada e imaginária de acontecimentos diários e comuns.

Este sentimento de estresse acentuado pode interferir nos relacionamentos e atividades cotidianas. O problema pode ser controlado por meio de terapia, medicamentos e estilo de vida mais saudável.

Fobia social

A fobia social, ou transtorno de ansiedade social, acontece quando as interações sociais causam uma ansiedade desmedida e vergonha.

Situações comuns do dia a dia, como fazer uma refeição em lugares públicos ou falar com com estranhos, podem se tornar questões de extremo desconforto para pessoas com ansiedade social.

Para a maioria dos pacientes, o problema segue durante toda a vida. Os sintomas variam conforme as circunstâncias. No geral, os tratamentos compreendem uso de medicamentos e psicoterapia.

Como prevenir a tripofobia?

Por não haver estudos suficientes que revelem exatamente o porquê ou quando vai surgir, não é possível prevenir a tripofobia.


A tripofobia é um distúrbio no qual o indivíduo sente medo e aversão por buracos ou saliências colocados em conjunto. Apesar de não ser uma doença reconhecida por especialistas do meio científico, muitas pessoas acreditam tê-la.

Em caso de dúvidas, entre em contato conosco! Não deixe de acompanhar os próximos posts!

Referências

https://www.healthline.com/health/trypophobia
https://cosmosmagazine.com/biology/trypophobia-and-the-science-of-disgust
https://www.healthline.com/health/clinical-depression
https://www.healthline.com/health/anxiety/generalized-anxiety-disorder#lifestyle

Ayzenberg V, Hickey MR, Lourenco SF. (2018) Pupillometry reveals the physiological underpinnings of the aversion to holes. PeerJ 6:e4185 (https://doi.org/10.7717/peerj.4185)

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