Procedimentos como a colocação de marcapasso, stent ou ponte de safena são comumente indicados para facilitar o trânsito sanguíneo e proporcionar maior qualidade de vida ao (à) paciente.

Segundo o Datasus, a doença arterial coronariana (DAC), responsável pela obstrução das artérias ligadas ao coração, é uma das principais causas de morte, internação e invalidez no Brasil. E é justamente essa condição que demanda o uso de aparelhos ou de intervenções cirúrgicas para evitar complicações ou até a morte. 

Por isso, a seguir, você confere algumas informações importantes sobre alguns desses procedimentos, suas diferenças, indicações e riscos. Confira!

Índice – Neste artigo você vai encontrar:

  1. O que é e para que serve o marcapasso, stent e ponte de safena?
  2. Diferença entre marcapasso, stent e ponte de safena
  3. Para quem são indicados e quando é necessário usar?
  4. Como são feitos os procedimentos?
  5. Cuidados após o procedimento

O que é e para que serve o marcapasso, stent e ponte de safena?

O marcapasso, stent e ponte de safena são procedimentos recomendados para pacientes com diagnóstico de doença arterial coronariana (DAC), condição causada pelo acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos ligados ao coração. Quando a circulação é comprometida, o órgão não recebe oxigênio suficiente para manter suas funções, desencadeando assim diversas complicações e até a morte.

Sintomas como falta de ar, aperto e dor no peito são comumente sentidos por pacientes com artérias obstruídas. Em alguns casos, a intervenção cirúrgica com alguma dessas três técnicas previne algumas complicações, como infarto do miocárdio (ataque cardíaco), que podem levar à morte.

Exames como o cateterismo são solicitados para detectar o grau de comprometimento das artérias e, consequentemente, do coração. Após análise desses exames o (a) cardiologista irá sugerir a melhor opção para o (a) paciente.

Diferença entre marcapasso, stent e ponte de safena

Apesar de terem o mesmo objetivo, que é facilitar a circulação de sangue nos vasos sanguíneos do coração, cada procedimento possui suas especificidades. Confira na lista abaixo as principais características de cada um:


1. Marcapasso

Como o próprio nome sugere, o marcapasso é um aparelho que acompanha e conta os batimentos cardíacos. O pequeno aparelhinho lê e monitora batimentos lentos ou com intervalo longo e, quando necessário, envia estímulos elétricos ao órgão para que ele retorne com a frequência cardíaca normal. Assim, o dispositivo pode ser encontrado em três versões:

  • Definitivo: ficará acoplado a longo prazo e exige acompanhamento frequente;
  • Transcutâneo: pode causar mais desconforto do que as outras versões, mas é ideal para cirurgias de urgência e para pacientes que necessitarão de um aparelho provisório;
  • Transvenoso (MPTV): provisório, esse tipo de marcapasso também é recomendado para situações de emergência.

2. Stent (angioplastia coronária)

Também conhecido como “molinha”, o stent se mostrou muito eficaz ao longo dos anos. Em resumo, uma pequena mola é inserida dentro do vaso sanguíneo para evitar que as placas de gordura obstruam a passagem do sangue ao coração.

Atualmente, existem três tipos de stent disponíveis no mercado:

  • Bioabsorvível: desaparece em, aproximadamente, seis meses, mas mantém a largura das artérias mesmo após esse processo;
  • Farmacológico: é revestido com ativos (medicamentos) que previnem nova obstrução da artéria;
  • Convencional: não possui revestimento com medicamentos e nem desaparece com o tempo, mas ainda assim é útil para evitar a obstrução.

3. Ponte de Safena

Também conhecida como bypass, o procedimento consiste em remover um pequeno pedaço da veia safena, localizada na perna, e ligá-la ao coração.

Para quem são indicados marcapasso, stent e ponte de safena e quando é necessário usar?

Assim como vimos no tópico anterior, os três procedimentos são recomendados a pacientes com diagnóstico de doença arterial coronariana (DAC). Quando há comprometimento de 70% ou mais da circulação sanguínea cardíaca, esse tipo de intervenção é a melhor opção. Confira abaixo as principais recomendações de cada um:

  • Marcapasso: indicado para pacientes que possuem batimentos cardíacos insuficientes (abaixo de 40 por minuto), com pausas longas entre um batimento e outro e que foram diagnosticados com outras condições cardiovasculares. Além disso, pode ser opção para algumas complicações causadas por infarto (bradicardia, bloqueio atrioventricular total sintomático, etc.), ou não (como no caso da doença do nó sinusal sintomática);
  • Stent: recomendado a pacientes que correm o risco de sofrer aneurismas (dilatação exacerbada de artérias e hemorragias) ou outras complicações causadas pela falta de circulação e oxigenação no coração, como o infarto do miocárdio;
  • Ponte de safena: é tido como um último recurso, quando as intervenções acima não respondem bem.

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O stent, ponte de safena e marcapasso são recomendados quando há obstrução das artérias por gordura.

Como são feitos os procedimentos de marcapasso, stent e ponte de safena?

Todos os procedimentos são invasivos, ou seja, precisam ser feitos com anestesia geral e cirurgia. 

Na ponte de safena é necessário abrir os tecidos da perna e do tórax para remover uma parte da veia safena (localizada na perna) e ligá-la ao coração. Esse processo dará uma veia extra ao coração, a fim de melhorar a oxigenação e facilitar a circulação. O pedacinho removido da perna, com o tempo, irá se regenerar.

Por outro lado, no marcapasso, o tórax do paciente é aberto para inserir os eletrodos (responsáveis pelos sinais elétricos que irão estimular os batimentos cardíacos) no átrio ou no ventrículo. Nesse caso, o gerador (aparelho que irá emitir os sinais em caso de longas pausas entre um batimento e outro ou de frequência cardíaca abaixo do normal) fica internamente acoplado à clavícula do ombro.

Por fim, no stent, o tórax também é aberto para que as molinhas de aço inoxidável sejam inseridas dentro dos vasos mais comprometidos pelas placas de gordura. O catéter balão, acessório utilizado no processo, ajuda na aplicação, infla e expande a veia.

Cuidados após o procedimento

Para uma boa recuperação e não comprometimento dos procedimentos, é essencial que o (a) paciente siga à risca as recomendações da (o) médica (o) cardiologista.

As consultas devem ser feitas regularmente a fim de acompanhar o pós-operatório e observar possíveis complicações e rejeições. 

Além disso, os medicamentos devem ser tomados na dosagem e frequência recomendadas. Em caso de esquecimento, consulte seu (a) médico (a) o mais rápido possível.

Da mesma forma, é importante que a alimentação seja  acompanhada por um (a) nutricionista para ajudar na recuperação e, até mesmo, evitar novas obstruções nas veias conectadas ao coração.

Por fim, é recomendado que o (a) paciente fique em repouso e evite movimentos bruscos ou levante peso por, pelo menos, duas semanas para não comprometer os pontos e a cicatrização.

E claro, é essencial que após a cirurgia o(a) paciente adote uma rotina de vida mais saudável, que opte por alimentos menos gordurosos e dê preferência a legumes, verduras e frutas. A prática de alguma atividade física não intensa, como caminhada, é essencial para o bem-estar físico e mental.


Apesar de serem invasivos, os procedimentos de marcapasso, stent e ponte de safena podem ajudar o (a) paciente a ter uma qualidade de vida melhor. Contudo, o sucesso da intervenção também depende da mudança de alguns hábitos de vida, especialmente com relação à alimentação, sedentarismo, consumo de álcool e tabagismo.

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Fontes consultadas:


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