Breno H. M. (Minuto Saudável)
26/12/2018 08:00

Abdominoplastia (cirurgia): mini, em âncora, cicatriz, preço, pelo SUS

Se você acaba de ter um bebê ou se perdeu muito peso nos últimos tempos, é possível que a pele de sua barriga esteja sobrando um pouco. A abdominoplastia pode ajudar! Leia mais e descubra como esta cirurgia é capaz de reduzir a circunferência abdominal de quem precisa.

Índice — neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é a abdominoplastia?
  2. Tipos
  3. Como é feita a cirurgia de abdominoplastia?
  4. Indicações
  5. Contraindicações
  6. Pré-operatório
  7. Pós-operatório
  8. Qual o tempo de recuperação de uma abdominoplastia?
  9. Quais os riscos de uma cirurgia de abdominoplastia?
  10. Cicatriz
  11. Preço: quanto custa a abdominoplastia?
  12. Abdominoplastia pelo SUS
  13. Abdominoplastia com lipoaspiração
  14. LPF (Low Pressure Fitness)
  15. Perguntas frequentes

O que é a abdominoplastia?

A abdominoplastia é uma cirurgia plástica que visa remover excessos de pele e gordura do abdômen, assim como possíveis estrias na região, além de restaurar a musculatura abdominal enfraquecida.

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É uma cirurgia agressiva, com recuperação dolorosa, mas com resultado imediato.

A agressividade da cirurgia se deve pelo dano que ela causa, pois a pele que será removida é cortada, os músculos abdominais são separados da pele e costurados um no outro, e então a pele que sobra é puxada para fechar o corte.

O procedimento não é para emagrecer, mas sim para remover um excesso de pele e gordura que pode ficar após emagrecimento rápido ou depois de repetidas gestações.

Em alguns casos casos, também existe a possibilidade dos músculos retos abdominais (aqueles do tanquinho) terem se afastado um do outro por conta do volume da barriga, devido à obesidade ou à uma gravidez. É a chamada diástase abdominal.

Quando acontece, o posicionamento incorreto dos músculos distorce a barriga da pessoa e a abdominoplastia pode ser indicada para a correção.

É possível realizar a operação em casos de queimaduras ou de tumores na pele, mas estes casos costumam ser tratados de outras maneiras.

Tipos

Existem três tipos da cirurgia, todos eles parecidos, mas envolvendo remoções de pele de diferentes tamanhos. São eles:

Abdominoplastia clássica

A versão clássica da abdominoplastia retira quantidades moderadas de pele, exigindo o reposicionamento do umbigo e deixando uma cicatriz longa e curvada no ventre. É a mais frequente entre as realizações, sendo capaz de dar um aspecto de barriga chapada.

Mini-Abdominoplastia

Neste tipo, uma pequena quantidade de pele é removida, sendo menos complexa que a abdominoplastia clássica.

Mas a diferença não consiste em ser uma cirurgia menor, mas sim em ter recomendações diferentes. Ou seja, o paciente indicado à mini-abdominoplastia não é adequado à cirurgia clássica.

A cicatriz, no tipo mini, é menor por são removidos cerca de 3cm de pele e a musculatura abdominal só é costurada do umbigo para baixo.

Abdominoplastia em âncora

Esta versão da cirurgia remove uma grande quantidade de pele. Costuma ser usada em pessoas que fizeram uma cirurgia bariátrica recentemente e possuem grande sobra de pele.

Além do corte no ventre, existe também um corte vertical no centro da barriga. A cicatriz, depois de finalizada a cirurgia, fica com formato de âncora, o que dá o nome para a versão da operação.

Como é feita a cirurgia de abdominoplastia?

Quem realiza a abdominoplastia é o cirurgião plástico. Ela é uma cirurgia longa e dura em torno de 2 a 5 horas, apesar de poder alcançar 7 nos casos em que a lipoaspiração, que frequentemente a acompanha, também é feita.

O tipo do corte e a extensão dependem do tipo da abdominoplastia, mas o processo é bastante semelhante.

Para a realização do procedimento o paciente precisa estar anestesiado. Primeiro o médico faz um corte logo acima da virilha e a pele e gordura são descoladas do músculo.

No tipo clássico e em âncora, um outro corte é feito ao redor do umbigo já que ele não pode ser removido.

Os músculos abdominais são expostos e suturados (costurados), fazendo com que fiquem mais próximos um do outro, afinando a cintura e eliminando a diástase abdominal.

Em seguida, a pele que será retirada é finalmente separada por completo do corpo do paciente, e o que sobra do tecido é puxado para baixo e reconectado ao corte, fechando assim a ferida.

No tipo clássico e em âncora, um novo corte é feito para que o umbigo possa passar e ele também é costurado.

Indicações

A abdominoplastia pode ser indicada em alguns casos como quando há excesso de pele em decorrência de perda de peso muito acelerada, especialmente comum após cirurgia bariátrica.

Também é indicada para pessoas com diástase abdominal, condição que pode aparecer depois de uma gravidez ou depois de perdas grandes de peso, que faz com que os músculos do abdômen se afastem.

Contraindicações

A cirurgia é contraindicada em alguns casos. São eles:

Diabetes não controlada

Casos de diabetes não controlada podem causar problemas para qualquer cirurgia já que, nesse caso, o corpo pode ter problemas no processo de cicatrização, que é extremamente importante em um procedimento cirúrgico tão agressivo.

Planos de engravidar

Se você tem planos para engravidar no futuro, a cirurgia não é indicada. A abdominoplastia é recomendada para a correção da diástase abdominal, que é causada por uma gravidez.

Engravidar após o procedimento não necessariamente é proibido ou perigoso, mas faz com que os músculos possam se afastar novamente e o procedimento terá sido em vão.

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Abdominoplastias anteriores

Caso o paciente já tenha realizado uma abdominoplastia, o médico deve avaliar se a cirurgia não pode apresentar riscos maiores, ficando a critério do médico escolher se a nova operação é indicada.

Colagenoses

Colagenoses são doenças autoimunes que atingem o tecido conjuntivo, que é responsável por conectar a pele ao músculo. Durante a cirurgia de abdominoplastia, o tecido conjuntivo é rompido e durante a recuperação ele se regenera.

Entretanto, pessoas com colagenoses podem ter grandes dificuldades e até impossibilidade de regeneração do tecido, portanto este tipo de cirurgia pode não ser indicado. O médico deve avaliar cada caso.

Fumantes

Fumantes podem apresentar problemas de cicatrização e maior possibilidade de desenvolver tromboses. Os riscos são maiores para estas pessoas e o médico deve avaliar o caso para saber se a realização da cirurgia é indicada.

Hábitos alimentares não adaptados

Outra situação que pode causar a diástase é a obesidade. No caso de emagrecimento — seja por procedimentos cirúrgicos ou não —, a pele pode sobrar e os músculos do reto abdominal podem se afastar também, sendo possível a abdominoplastia.

Entretanto, caso não haja uma adaptação dos hábitos alimentares após o emagrecimento, o peso pode se recuperado e os músculos do abdômen podem se afastar novamente, desfazendo a cirurgia.

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Pré-operatório

Antes da operação, existem alguns preparativos que você precisa fazer. O médico indicará os detalhes e lhe dirá se seu caso, em particular, precisa de outras ações pré-operatórias. Entre as preparações estão:

Exames

O médico irá indicar, antes da cirurgia, diversos exames que devem ser realizados para saber se não existe nenhum fator de complicação para o procedimento. Estes exames devem ser realizados para a segurança do paciente.

Evitar álcool

Não consuma bebidas alcoólicas até 48 horas antes da operação. A substância pode causar problemas durante o procedimento.

Evite cigarro

É fundamental passar alguns dias sem fumar antes da operação, já que a nicotina e outras substâncias presentes no cigarro podem aumentar os riscos relacionados à cirurgia.

Informe os medicamentos que toma

O médico precisa saber de qualquer medicamento que você esteja tomando para evitar interações medicamentosas, além de poder se preparar para possíveis complicações relacionadas a eles.

Por exemplo, se você estiver tomando anticoagulantes, os riscos de hemorragia podem ficar altos demais durante a cirurgia e ela deve ser adiada para um momento em que você já tenha parado de tomá-los.

Jejum de 8-12 horas

Em toda cirurgia com anestesia, o jejum é necessário para que o paciente não sinta enjoos e nem corra o risco de vomitar durante a operação.

No caso da abdominoplastia, além disso, a operação acontece na região abdominal e um estômago dilatado por alimentos ou líquidos pode alterar o resultado.

Pós-operatório

O pós operatório é considerado por muitos como a parte mais difícil da abdominoplastia, pois a recuperação pode ser extensa e complicada.

Em média, são necessários entre 15 e 21 dias para que o paciente possa retornar gradualmente às atividades como dirigir e trabalhar.

Entretanto, durante os quatro meses seguintes a cirurgia, deve-se evitar esforços grandes e levantar pesos.

O repouso adequado e respeitar as orientações médicas é importante para a recuperação completa. Os principais cuidados incluem:

Repouso

O repouso é extremamente importante para que seu corpo consiga se recuperar da cirurgia. Recomenda-se pelo menos 10 dias de repouso completo.

Levantar-se e caminhar são atividades que devem ser realizadas o mínimo possível. O paciente não pode trabalhar, nem fazer esforços durante esse período.

Cinta de compressão

A cinta de compressão, assim como diversas outras roupas modeladoras são utilizadas para garantir que o fluxo sanguíneo seguirá normalmente, evitando a trombose venosa (obstrução da veia), além de impedir que a pele cortada saia do lugar e gera saliências na cicatriz.

A compressão é essencial para evitar complicações da cirurgia e as cintas não devem ser retiradas antes de oito dias após a cirurgia.

Depois desse tempo, é possível removê-las para tomar banhos, por exemplo, mas elas devem ser utilizadas na maior parte do tempo por pelo menos 45 dias, sempre seguindo as orientações médicas.

Hematomas

Pode haver hematomas bastante duradouros na pele após a cirurgia. Tome cuidado com o sol, não os exponha por muito tempo e use sempre protetor solar. A exposição solar pode causar manchas na pele nas regiões com hematomas.

Banho

O banho no pós-operatório é complicado. Durante os 8 primeiros dias, não é possível tomar banho no chuveiro por conta da cinta de compressão, que não pode ser retirada.

Você pode usar panos úmidos ou lenços de higiene para se limpar. Depois de 8 dias, os banhos são, em geral, liberados. Sendo importante seguir orientações médicas quanto ao uso de sabonetes, temperatura da água e tempo da ducha.

Dor

O pós-operatório pode ser extremamente doloroso em alguns casos. Em outros, a dor pode não ser tão proeminente. Isso varia de pessoa para pessoa, mas é bem provável que exista dor considerável durante a recuperação já que é uma cirurgia muito agressiva.

Em geral, o médico costuma receitar analgésicos após uma cirurgia.

Drenos

Os drenos são necessários para evitar que a linfa, o líquido que fica nos vasos linfáticos, se acumule durante a recuperação, o que pode atrapalhar a cicatrização.

Para que a pele e gordura extras possam ser retiradas, elas têm de ser descoladas do músculo e o tecido precisa de tempo para se aderir novamente à região.

A pele é o que impede que o líquido do corpo evapore para o ambiente. Se existe espaço entre a pele e os músculos, esse líquido pode acumular na região. É por isso que os drenos são necessários no pós-cirúrgico de uma abdominoplastia.

Drenagem linfática

A drenagem linfática pode fazer muita diferença no pós-operatório e no processo de cicatrização.

A técnica é um tipo de massagem que auxilia a evitar que o líquido fique parado no espaço entre os capilares e as células, pois pode melhorar a circulação na região, evitar edemas (inchaços por acúmulo de líquidos), além de impedir a formação de fibroses no pós-cirúrgico.

O procedimento deve ser realizado por profissionais especializados, pois necessita de écnica, pressão e conhecimentos específicos de realização.

Andar curvada

Nos primeiros quinze dias, andar com a coluna levemente curvada para frente é necessário. Como a pele é puxada para cobrir o espaço deixado pela pele extra, deixar a coluna ereta pode estourar os pontos, além de poder causar muita dor por conta do processo de cicatrização.

Recomenda-se deitar de lado para dormir, ou de barriga para cima com a coluna apoiada e as pernas flexionadas, para garantir que a barriga não ficará esticada durante o sono.

Assim, evita-se que os músculos abdominais se estiquem antes da hora, o que pode comprometer a cirurgia.

Ajuda

Você vai precisar de ajuda. Não pense em fazer a cirurgia se não tem ninguém que possa te auxiliar. Especialmente nos primeiros dias, a higienização vai depender de outras pessoas, da mesma forma que qualquer esforço necessário, que pode ir de cozinhar a levantar peso.

Roupas modeladoras

As roupas modeladoras são necessárias para evitar tromboses e garantir que a cicatrização irá acontecer de maneira adequada, sem tirar a pele do lugar. Sem elas, os riscos relacionados a cirurgia ficam muito maiores.

Não erguer peso

Não faça esforços durante a recuperação, sobretudo com os músculos do abdômen, já que isso pode causar enormes dores, além de pode prejudicar os resultados da cirurgia.

Nos primeiros 15 dias, nenhum esforço deve ser feito. A partir do desse tempo é permitido que o paciente faça esforços bastante leves.

Aos poucos, as caminhadas são recomendadas para manter exercícios na rotina, respeitando os limites do corpo e sendo realizadas de modo lento e gradual.

Qual o tempo de recuperação de uma abdominoplastia?

São necessários pelo menos 10 dias de repouso completo. 15 dias podem ser necessários para que o paciente possa voltar a trabalhar, mas a recuperação completa leva de 2 a 4 meses, que pode ser ainda mais longo se, em conjunto, foram feitas outras operações como a lipoaspiração e a mamoplastia.

Quais os riscos de uma cirurgia de abdominoplastia?

Assim como toda cirurgia, a abdominoplastia possui riscos, especialmente considerando o tamanho do corte realizado para esta operação e a agressividade dela. Estes riscos são aumentados quando a lipoaspiração ou a mamoplastia é realizada em conjunto, o que é comum. Cuidados são necessários após a operação.

Entre os principais riscos estão:

Trombose

A trombose é uma das principais preocupações relacionadas a esta cirurgia. Como a recuperação exige muito tempo em repouso, os vasos sanguíneos podem ser constringidos, o que facilita formação de trombos, que são coágulos dentro do sistema circulatório.

Estes coágulos podem ser muito perigosos já que podem impedir o fluxo de sangue em certas áreas do corpo.

O mais comum é que afetem as pernas, mas é possível que o coágulo seja levado pela corrente sanguínea até o coração, o pulmão ou até o cérebro, trazendo sérias consequências como embolia pulmonar e AVC.

Fibroses

Fibroses são cicatrizes que se formam na parte interna do corpo. No caso da abdominoplastia, elas podem aparecer na região onde a pele se reconecta com o músculo e pode causar efeitos indesejáveis na estética da barriga.

Para evitar a formação de fibrose, recomenda-se a drenagem linfática, que deve ser realizada por profissionais preparados para lidar com pacientes que acabam de sair de uma cirurgia.

Redução ou perda da sensibilidade

O corte pode causar perda de sensibilidade na região, assim como o descolamento da pele do músculo. É um risco que se corre quando se faz uma abdominoplastia.

Infecções

Como o corte para a abdominoplastia é grande, é possível que apareçam infecções. Para evitar isso, os cirurgiões receitam antibióticos para pacientes que realizaram procedimentos cirúrgicos.

Tome os medicamentos exatamente como o médico indicar. Errar com antibióticos pode ser fatal, já que uma infecção em uma ferida do tamanho da deixada por uma abdominoplastia pode facilmente levar à morte.

Cicatriz

Ao fazer uma abdominoplastia, não é possível escapar da cicatriz. Ela costuma ser grande e ficar na base do abdômen, logo acima da virilha.

A região geralmente pode ser facilmente escondida pelas roupas íntimas e pela maioria dos biquinis, sobretudo nos casos da miniabdominoplastia e da clássica. Além disso, com o decorrer do tempo, ela tende a ficar menos chamativa.

O tamanho da cicatriz varia de acordo com a quantidade de pele removida pela cirurgia, mas sempre é extensa e precisa de cuidados.

Para evitar que a cicatriz fique mais marcada do que deve, ou que ela forme uma queloide, que é um crescimento excessivo do tecido, é importante que o paciente repouse bem e não aplique nenhum esforço na região durante a recuperação.

Seguindo orientações médicas, pode ser necessário o uso de cremes, mudanças na alimentação e cuidados com a exposição ao sol.

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Preço: quanto custa a abdominoplastia?

O preço varia muito de médico para médico, mas o procedimento pode custar entre R$ 10 e R$ 20 mil reais, dependendo da região e da cidade onde você se encontra. Além disso, é necessário considerar os custos relacionados ao pós-operatório, com cuidados e os medicamentos.

Abdominoplastia pelo SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a abdominoplastia, mas não para uso puramente estético.

Para conseguir realizar a cirurgia de graça pelo SUS é necessário comprovar a necessidade, como é o caso de haver sobras de pele após uma cirurgia bariátrica ou de diástase abdominal.

Abdominoplastia com lipoaspiração

Raramente a abdominoplastia é feita separadamente da lipoaspiração. Isso acontece pois a lipo, que é um procedimento que aspira gorduras de certas partes do corpo, ajuda a modelar a silhueta, evitando que o abdômen fique com uma aparência pouco natural após a cirurgia.

É importante que o médico avalie se existe a necessidade ou se a lipoaspiração é realmente indicada em conjunto com a abdominoplastia para cada caso.

LPF (Low Pressure Fitness)

Se seu caso é a diástase abdominal, existe uma alternativa à cirurgia. A chamada LPF ou Low Pressure Fitness (em português, ginástica de baixa pressão) é um método de ginástica voltada para a redução da circunferência abdominal através do fortalecimento muscular.

O LPF é um treinamento postural e respiratório que pode auxiliar nos casos da diástase, pois permite que os músculos voltem para o lugar, sendo uma opção aos pacientes que não têm recomendação ou não querer se submeter à cirurgia.

Apesar da técnica não precisar de aparelhos e acessórios, podendo ser feita em casa, é preciso buscar orientação profissional para que seja corretamente apreendida e evite-se erros de execução.

Perguntas frequentes

Precisa emagrecer para fazer abdominoplastia?

Depende. É bom seguir os conselhos de seu médico de confiança quanto a isso. A abdominoplastia não é um tratamento para redução de peso e não substitui dieta e exercícios.

A operação é indicada para pessoas com excesso de pele e diástase abdominal, mas que no geral estão em um peso saudável.

Se você planeja emagrecer, recomenda-se fazer isso antes da cirurgia, pois emagrecer muito depois da operação pode fazer com que o tecido do abdômen fique flácido novamente.

Quanto tempo depois da cirurgia posso fazer abdominal?

Exercícios leves podem ser feitos a partir de 30 dias depois da cirurgia, com cuidado. Entretanto, para exercícios que envolvam os músculos abdominais, recomenda-se esperar 60 dias.

O prazo de 2 meses também é recomendado para que se possa fazer exercícios mais intensos.

Quanto tempo depois da cirurgia posso engravidar?

A gravidez só deve ser considerada 1 ano depois da cirurgia. Como o procedimento deixa os músculos abdominais com menos capacidade para movimentação, antes disso pode haver problemas para que o útero cresça com o bebê.

Porém, mesmo com a espera de mais de um ano, a gravidez pode comprometer a cirurgia e estragar seus resultados.

Uma nova diástase abdominal também pode aparecer, mesmo depois deste prazo. Por isso, recomenda-se realizar a abdominoplastia apenas quando você não acha que vai querer ter mais filhos, quer você tenha vários ou nenhum.

Qual a diferença entre abdominoplastia e lipoaspiração?

A lipoaspiração e a abdominoplastia são procedimentos diferentes, mas frequentemente realizados em conjunto. Enquanto a abdominoplastia remove a pele e gordura cortando-as diretamente, a lipoaspiração utiliza um pequeno tubo para aspirar o tecido adiposo.


A abdominoplastia é uma cirurgia agressiva, recomendada para aqueles que tem sobra de pele após uma gravidez ou grande perda de peso. É o tratamento indicado para diástase abdominal e pode fazer bem para a auto-estima.

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13/12/2018 14:10

Breno H. M. (Minuto Saudável)

Redator, é jornalista pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Produz matérias sobre exercícios, saúde masculina e exames.

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