O que é Tabela Chinesa, como funciona, como calcular, dá certo?

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Alguns preferem esperar e outros optam por saber. Afinal, 9 meses de gestação pode ser um tempo muito grande para os pais curiosos descobrirem o sexo do bebê.

Para quem está passando por este momento, uma opção para aliviar a curiosidade é a tabela chinesa. Ainda que sem comprovação científica, as chances dela acertar o sexo biológico do bebê que está por vir existem.

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Além disso, outros exames podem ser realizados para comprovação, posteriormente. Confira como funciona!

O que é a tabela chinesa?

A tabela chinesa, também conhecida por tabela chinesa da gravidez, é um método que tem o propósito de descobrir o sexo do bebê durante uma gestação. Para isso, considera a idade lunar da mãe e o mês de concepção. As chances de acerto são de 50%, contudo, não deve ser compreendida como uma ciência.

Ela se baseia no calendário lunar chinês e empresta técnicas da medicina tradicional chinesa para este modo alternativo de saber o sexo biológico de quem está para nascer.

Muitas pessoas acreditam que dessa forma é possível saber o sexo de seus filhos. Em algumas crenças passadas, a tabela chinesa era utilizada para tentar prever o sexo do bebê.

Cientificamente, não existem provas de sua eficácia, sendo considerada por muitas pessoas como uma crença popular. É considerada uma simpatia e não um exame.

Existem ainda, algumas considerações que interferem no resultado, como mães que nasceram antes de completar os 9 meses de gestação ou uma gravidez de gêmeos ou mais bebês.

Conheça a origem, como funciona e a diferença deste modo para os outros exames tradicionais.

Índice – Neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é tabela chinesa?
  2. Origem da tabela chinesa
  3. O que é o calendário chinês?
  4. Como ocorre a determinação genética do sexo bebê?
  5. Como funciona a tabela chinesa?
  6. Tabela chinesa dá certo?
  7. O que diz a ciência?
  8. Popularidade na internet
  9. Alternativas além da tabela chinesa

Origem da tabela chinesa

Existem algumas lendas em relação a sua origem. Uma das principais diz que o seu uso começou com os imperadores chineses.

Acredita-se que estes homens utilizam essa técnica como uma maneira de prever se os seus herdeiros seriam homens, assegurando assim a continuidade da linhagem real.

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Há também outras versões. Uma delas relaciona o surgimento da tabela com a Dinastia Qing. Esse período é considerado a última dinastia imperial da China.

Foram 268 anos de dinastia, de 1644 a 1912. A tabela chinesa, dentro deste contexto, surge com a teoria de que seria, na verdade, um gráfico criado dentro deste período e que teria desaparecido em 1900, quando perderam, no mesmo ano, a guerra contra a Aliança das Oito Nações.

Uma teoria que existe é de que essa tabela original tenha sido enviada à Inglaterra e de que a mantiveram escondida, pois acreditaram ser um tesouro, e esse seria o motivo do desaparecimento.

Algum tempo se passou após esse episódio e, em 1972, de uma maneira também desconhecida, a tabela apareceu novamente na Áustria.

Curiosamente, caiu em mãos de um historiador chinês. Ele, então, resolveu publicar este conteúdo em um jornal de Taiwan. De lá para cá, o gráfico aparece anualmente no Almanaque dos Fazendeiros Chineses. Também ganhou espaço nas salas de parto dos hospitais da China.

Outra variação alega que o gráfico teria sido encontrado próximo ao túmulo da família real da Dinastia Qing, em Pequim. Contudo,  nessa versão, a idade da tabela é diferente. Ela teria, nesse caso, surgido há 700 anos antes da dinastia.

A terceira versão traz elementos diferentes, literalmente. Acredita-se, nessa história, que a tabela chinesa teria surgido de acordo com a teoria do Yin Yang e do Pa Kua (Ba Gua).

O Yin Yang é um conceito de dualidade e se aplica a tudo que existe no universo, como uma filosofia do equilíbrio, com forças opostos e complementares. Yin seria o feminino, a noite, a lua e o fogo. Yang, o conceito de masculino, sol e água. Essa é a ideia, basicamente.

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O Pa Kua, assim como o Yin Yang, também surgiu na China. Esses dois conceitos conversam entre si, pois o Pa Kua são combinações de energias Yin Yang. Como arranjos, podem ser dispostos de maneiras diferentes e ter diversos significados.

São representados por trigramas, desenhos que coincidem com as possibilidades de combinação Yin Yang, em três linhas.

A maior lenda em torno do Pa Kua conta que o imperador Fu Hsi enxergou esses trigramas no casco de uma tartaruga e, neste instante, percebeu os segredos do mundo e o significado de tudo. Inspirador!

Sendo assim, a tabela chinesa pode ter surgido a partir dessas teorias e união de conceitos. Na história  com o Yang Yang  e o Pa Kua, acredita-se que a tabela foi encontrada na Cidade Proibida na Dinastia Qing, em uma sala subterrânea. Também se têm que foi criada baseada nos elementos metal, água, madeira, fogo e terra.

Essas histórias são versões do que pode ter acontecido para o surgimento da tabela, mas o fato é que todas coincidem na prática.

A tabela chinesa, basicamente, requer informações como a idade lunar da mulher gestante e o mês em que a criança foi concebida.

O que é o calendário chinês?

O calendário chinês é o registro mais antigo que se têm de um calendário cronológico. Ele é lunissolar, ou seja, se baseia nas fases da lua e do sol.

Começou a ser utilizado durante os primeiros anos de governo do Imperador Huang Di, também chamado de Imperador Amarelo.

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Além de contar o tempo em anos, o calendário chinês também considera ciclos. Esses ciclos se completam de 12 em 12 anos e cada um leva o nome de um animal diferente.

São os mesmos que dão origem aos 12 signos chineses. São eles: boi, carneiro, cavalo, coelho, dragão, galo, macaco, porco, rato, serpente, tigre e cão.

Como ocorre a determinação genética do sexo do bebê?

Antes de descobrir o sexo do bebê, é interessante saber como acontece essa determinação genética.

Se o seu filho será uma menina ou um menino, pelo sexo biológico, essa é uma “decisão” que acontece no momento da fecundação, ou seja, o encontro do espermatozoide com o óvulo.

Nosso corpo produz os gametas sexuais através de um processo denominado meiose, ou divisões meióticas. Significa que acontece uma divisão das células e o número de cromossomos é reduzido a metade.

O gameta feminino (óvulo) e o gameta masculino (espermatozóide), sendo assim, possuem 23 cromossomos cada. A união deles deve formar 46 cromossomos. Esse é o número de cromossomos de um ser humano saudável.

É importante entender esse processo para entender como é determinado o sexo do bebê pois é o espermatozoide, o gameta masculino, que estabelece se será um menino ou uma menina.

O óvulo sempre terá como origem uma célula com o cromossomo sexual X, enquanto o homem produz o espermatozóide com o cromossomo sexual X ou Y.

Dessa forma, a determinação genética do sexo acontece de acordo com a combinação dos gametas do pai e da mãe da criança, sendo que a mãe só pode doar X e o pai pode doar tanto X quanto Y.

Sendo assim, o sexo do bebê depende do espermatozóide do pai, que se junta com o óvulo e cria as combinações XX para bebês meninas e XY para bebês meninos.

Como funciona a tabela chinesa?

Para descobrir o sexo do bebê utilizando a tabela chinesa, é necessário seguir algumas etapas. São elas:

Idade lunar

A idade lunar, para quem quer utilizar a tabela chinesa, é o primeiro passo a seguir. Para saber qual a sua, é muito simples.

A gestante precisa apenas saber a idade que estava quando engravidou e adicionar mais 1 ano. Contudo, existem exceções para as mulheres que nasceram nos meses de janeiro e fevereiro.

Uma mulher que nasceu em 10/05/89, em 2017, completa 28 anos. Quando em gestação, sua idade lunar será 29 anos.

Para as gestantes que nasceram nos meses de janeiro e fevereiro, não se soma mais 1 ano. A idade lunar será a mesma idade em que engravidou.

É necessário utilizar a idade lunar, pois na China, existe a crença de que as crianças já  nascem com 1 ano de idade e, durante o ano novo chinês, completam 2 anos. No entanto, o ano novo chinês não possui data fixa.

Dessa forma, somar 1 ano a mais para encontrar a idade lunar, significa igualar a idade da mãe e da criança com a cultura chinesa.

Também é necessário considerar as mães que nasceram prematuras, ou seja, antes dos 9 meses esperados em uma gestação. Nesses casos, a idade lunar deve ser calculada de acordo com a data que teria sido seu nascimento.

Por exemplo, se a gestante nasceu de 8 meses, entre os meses de janeiro e fevereiro, deve se somar mais 1 ano, pois deveria ter nascido em março.

Mês de concepção

O segundo passo para utilizar a tabela chinesa é saber o mês exato em que houve a concepção do bebê. Para descobrir isso, é possível realizar um ultrassom ou até mesmo calcular pela última menstruação.

Optando por identificar a data pela menstruação, não é possível saber o dia exato em todos os casos, mas como a tabela chinesa considera apenas o mês, pode ser uma forma útil de se guiar.

Sem essa informação, de forma precisa, a tabela mostrará um resultado diferente do que poderia ser o real.

Aplicação na tabela

Após se ter o mês de concepção e a idade lunar, a gestante segue para a aplicação dessas informações na tabela.

A tabela chinesa é dividida em duas partes: em uma direção, apresenta os meses e, na outra, a idade lunar. Pode apresentar variações, ora apresentando a idade nas linhas verticais, ora nas horizontais. A mesma coisa com os meses.

Os quadrados de cor rosa indicam que a gestação é de uma menina e, os de cor azul, de um menino.

Tabela chinesa dá certo?

A tabela chinesa não é uma ciência exata e, por isso, as chances de errar são grandes. Apesar de toda sua tradição, para descobrir o sexo do bebê de forma mais confiável, o mais indicado é recorrer a um exame de ultrassom.

Uma das lacunas da tabela chinesa é a falta de explicação, e até mesmo uma lógica, para decifrar a relação da idade lunar, o mês de concepção e o sexo do bebê.

Outro argumento levantado diz respeito à uma questão de probabilidade. Questiona-se  as chances de todas as mulheres com a mesma idade lunar e mês de concepção idênticos terem um bebê do mesmo sexo.

Além disso, existem questões relacionadas ao dia de concepção e sua precisão. A concepção, na maioria dos casos, não acontece no dia do ato sexual.

Sendo assim, uma relação sexual que ocorreu no último dia de um mês, pode resultar em uma concepção apenas no mês seguinte.

A tabela chinesa também não aponta nenhuma explicação quanto as mulheres grávidas de gêmeos.

E, voltando no tempo, de acordo com a lenda dos imperadores que queriam dar sequência a linhagem real, o fato de não terem tido apenas homens como filhos é um indício da suposta falha.

Resumindo, o que sabemos é que a tabela chinesa é uma tradição e não se agarra em dados científicos. Para os pais que anseiam por saber o sexo do filho que esperam, pode ser uma opção, porém mais como uma crença do que uma informação irrefutável.

O que diz a ciência?

Um estudo realizado na Suécia, em 2010, propôs identificar os valores científicos da tabela chinesa e suas probabilidades de acerto.

Os pesquisadores colheram dados, durante o período de 1973 a 2006, a respeito do nascimento de 3,4 milhões de bebês, considerando a tabela chinesa.

Esse estudo é considerado o mais importante em relação a essa cultura, devido aos números obtidos e tempo dedicado a pesquisa de campo.

Desse número, os pesquisadores conseguiram retirar informações seguras de 2,8 milhões de mães, que souberam dizer mês exato de concepção e idade lunar.

O resultado obtido foi de que a tabela chinesa conseguiu revelar corretamente o sexo dos bebês em 50% dos casos, aproximadamente.

Esse resultado aparece em todas as escalas de idade e mês de concepção. Isso é considerado um resultado ruim e é comparado ao um jogo de azar, como cara e coroa.

Existem outras pesquisas científicas que buscam compreender a tabela chinesa e a sua relação com a gestação, indo além do sexo do bebê. Contudo, ainda não existe nenhuma comprovação de que, de fato, ela funciona. Pode sim acertar, como também pode errar. Um jogo de sorte.

Popularidade na internet

A internet é um lugar muito fértil para testes e para quem está curioso sobre qualquer que seja o tema. Com as gestantes, não é diferente.

Descobrir o sexo do bebê é uma curiosidade normal dos pais e muitos se baseiam nisso para o que virá depois do nascimento.

Por apresentar a chance de 50% de acerto, sua fama na internet cresce. No entanto, é saudável recorrer a testes mais seguros, se a intenção for ter certeza absoluta sobre o sexo do bebê que está chegando.

Criar expectativas sobre o resultado obtido através da tabela chinesa pode ser algo negativo para os pais.

Alternativas além da tabela chinesa

Alguns exames clínicos apresentam maior precisão sobre o sexo do bebê. Para quem quer ir além do que a tabela chinesa possibilita, algumas opções são:

Exame de sangue

Também conhecido como sexagem fetal, esse exame de sangue permite um resultado de até 99% de certeza. As grávidas podem realizar esse teste logo após as primeiras 8 semanas de gestação, o que é considerado um tempo bem recente.

Esse exame encontra a presença do cromossomo Y (masculino) no sangue da gestante. Quando existe a presença desse cromossomo, significa que a mãe pode estar esperando um bebê do sexo masculino. A ausência dele indica a gestação de uma menina.

Em caso de uma gestação de gêmeos, a falta do cromossomo Y indica que os dois bebês são meninas. Todavia, a presença desse cromossomo revela apenas que existe a gestação de um menino, não confirma o sexo dos dois.

O resultado leva de 5 a 10 dias para ficar pronto e não é necessário a mãe estar em jejum. É necessário apenas que a gestante não tenha realizado transfusão de sangue ou transplante de algum órgão.

Exame de urina

Esse exame pode ser adquirido em farmácias e é a forma mais simples de se obter o sexo do bebê, pois pode ser feito em casa.

A chance de acerto é de 82%, aproximadamente. Para fazer esse teste é necessário coletar um jato da primeira urina do dia.

Funciona de forma semelhante ao teste de gravidez de farmácia. Os hormônios presentes na urina da mãe interagem com os cristais químicos presentes na fórmula do teste. Essa interação provoca uma alteração de cor.

Essa cor revelará o resultado: menino ou menina. Para saber qual o significado da cor no teste, é necessário ver o que está estabelecido na embalagem, pois pode variar de teste para teste.

Para realizá-lo, é necessário que a gestação esteja, pelo menos, na décima semana. O resultado aparece em poucos minutos.

Não é indicado para gestações de gêmeos, para quem fez tratamento para infertilidade — devido aos remédios com progesterona — e para quando a gestação já está na 32ª semana.

Além disso, o resultado pode ser afetado quando a gestante teve relações sexuais nas últimas 48 horas e quando é uma gravidez por inseminação artificial.

Ultrassom

É um dos exames mais comuns e precisos para se obter o sexo do bebê. Além disso, apresenta a vantagem de não ser um teste invasivo.

No entanto, o seu resultado é mais assertivo quando se está numa gestação mais avançada, a partir da 16ª semana.

A genitália do bebê começa a se desenvolver por volta da 12ª e 13ª semana. Se os aparelhos médicos forem bons, é possível descobrir o sexo do bebê neste momento. Quando não são, o melhor é esperar um pouco mais.

A grande vantagem do ultrassom perante aos demais testes está em conseguir revelar o sexo do bebê em gestações múltiplas.

Exames genéticos

É um teste mais raro pois só é indicado quando existe suspeita de doenças genéticas, não sendo recomendado como teste apenas para descobrir se é uma gestação de uma menina ou de um menino.

Realizado através de biópsias, esse exame pode ser feito por uma amostra da placenta (vilocorial), pela coleta do líquido amniótico (amniocentese) ou colhimento do sangue fetal pelo cordão umbilical (cordocentese).

Apresenta riscos para a mãe e para o bebê, como sangramento e aborto pela biópsia vilocorial, além de possíveis infecções causadas pelo rompimento da bolsa na biópsia amniocentese.


Para as gestantes e todos os pais curiosos, a tabela chinesa pode ser uma forma de tentar acertar o sexo do bebê. As chances de erro são grandes e não há nenhum embasamento científico que comprove sua eficácia. No entanto, vale conhecer sua origem e significado.

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4 Comentários

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  1. Na primeira deu certo, falou que era menina e deu menina, dessa vez diz menino e fiz uma ultrassom com 16 semana e a medica falou que é outra menina!! Achei estranho..

  2. Na tabela chinesa deu menino. No primeiro ultrassom o médico disse que desconfia ser menino… No próximo já saberei!

  3. Pela segunda vez a tabela acerta. Do meu primeiro filho deu menino e foi menino. Agora estou gravida pela segunda vez e deu menina, hoje fiz ultrassom e deu menina 😍 estou super feliz

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