Os riscos do cigarro não são novidade para ninguém. Fumar aumenta as chances de diversas doenças e condições, sendo bastante prejudicial tanto para quem fuma quanto para quem inala, sem querer, a fumaça.

Esses riscos podem ser ainda maiores às gestantes — para a saúde da própria mulher e do bebê, que pode ter maiores chances de desenvolver asma, cólicas infantis e obesidade.

Com base nisso, uma nova pesquisa, publicada na revista médica Pediatrics, mostrou que, além dessas já conhecidas condições, fumar durante a gravidez pode aumentar as chances do bebê ter síndrome da morte súbita infantil (SMSI).

Pelo resultado da pesquisa, a cada cigarro que a mãe fuma, o risco de morte do bebê aumenta em 0,07%. Se for levado em consideração a quantidade que uma pessoa pode fumar, esse número pode aumentar.

Por exemplo, uma mulher gestante que fuma um maço de cigarros por dia triplica o risco do seu bebê ter SMSI em relação às mães não fumantes.

O que é síndrome de morte súbita infantil?

Essa síndrome, também chamada de síndrome da morte súbita do lactente, é a morte inesperada da criança antes de um ano de vida, e a autópsia não consegue definir o causador da morte.

Geralmente ocorre durante o sono da criança, o que pode levar a hipótese de que alguns fatores como a posição na hora de dormir, temperatura e o ambiente impliquem nessas mortes.

Um dos fatores de risco que mais influencia no aumento desses casos é o cigarro, por isso, é importante que para uma gravidez mais segura você evite de fumar e, também, evite o contato com a fumaça do cigarro.

Manter o bebê protegido, reduzindo a exposição dele à droga também é fundamental para reduzir os riscos.

Fumar antes da gestação

Ainda no estudo, foi possível ver os efeitos do tabagismo na gravidez antes mesmo da pessoa saber que está grávida. Ou seja, mesmo as mães que fumavam e pararam no período de gestação, fazem parte do grupo de risco.

Os cientistas viram que fumar até 3 meses antes da gravidez pode causar 50% de risco a mais de ter síndrome de morte súbita no bebê (vale lembrar que esse número é comparado, a uma gestação em que a mãe não é fumante).

A recomendação para essas pessoas que passam por dependência da nicotina é que se usem medidas opcionais para parar de fumar, sempre com acompanhamento profissional.

Leia mais: Como e por que parar de fumar?


Tabagismo e gravidez não podem andar juntos, pois, além de fazer mal para o bebê, também faz mal para você.

Fonte: Pediatrics

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Editor Médico

Dr. Paulo Caproni

CRM/PR 27.679

Graduado em Medicina pela PUCPR. Residência Médica em Medicina Preventiva e Social pela USP. MBA em Gestão Hospitalar e de Sistemas de Saúde pela FGV.

Farmacêutica Responsável

Dra. Francielle Mathias

CRF/PR 24612

Farmacêutica generalista, com Mestrado em Ciências Farmacêuticas, ambos pela Unicentro. Doutorado em Farmacologia pela UFPR.

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