Gravidez

Placenta: o que é e quais os cuidados durante a gestação

Publicado em: 08/01/2021Última atualização: 08/01/2021
Publicado em: 08/01/2021Última atualização: 08/01/2021
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A placenta é um dos temas que ganham destaque durante a gravidez. Ela tem uma importância bastante grande para que a criança se desenvolva de forma saudável. 

No entanto, há alguns problemas que podem ocorrer durante os meses de gravidez, colocando em risco a saúde da mãe e do bebê. Conheça mais sobre a placenta, quais os problemas que podem surgir e também o que fazer com ela depois do parto:

O que é placenta e qual a sua função?

A placenta é um órgão que se desenvolve no útero durante a gravidez. Essa estrutura fornece oxigênio e nutrientes para o bebê em crescimento e remove os resíduos do sangue da criança, como a urina. 

Por isso, sua função é proteger e sustentar a gravidez por nove meses, além de promover  a comunicação entre a mãe e o feto e contribuir para o desenvolvimento do feto.

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Veja abaixo algumas funções da placenta:

  • Ajuda a estimular a produção de hormônios como estrogênio, progesterona e lactogênio – importante  para a produção de leite;
  • Fornece proteção imunológica para o bebê;
  • Protege contra os impactos que podem ocorrer perto da barriga da mãe;
  • Filtra o sangue da gestante, eliminando o que pode ser nocivo;
  • Transporta oxigênio, glicose, cálcio, água, entre outras substâncias, para o bebê;
  • Retira o gás carbônico e outros dejetos, eliminados pelo organismo da mãe;
  • Controla o hormônio gonadotrofina coriônica, que é fundamental para fixar o embrião ao útero.

A placenta tem cerca de 500g, e uma parte fica em contato com o útero materno e a outra é ligada ao bebê, por meio do cordão umbilical. 

Porém, ela pode sofrer diversas alterações indesejadas durante a gestação, trazendo riscos e complicações tanto para a mãe quanto para o bebê.

Placenta prévia ou baixa

O ideal é que a placenta fique no centro ou mais no fundo do útero. No entanto, em alguns casos, pode ficar na parte de baixo do orgão reprodutor. Assim, ela é chamada de placenta prévia ou baixa.

Isso é mais comum no início da gravidez e pode causar sangramento vaginal grave durante a gravidez ou no parto. 

Se o quadro persistir até o final do terceiro trimestre, é provável que o médico ou médica recomende uma cesariana. Isso porque se a placenta ficar na frente do bebê, há o risco de descolamento, que pode causar a morte da criança.

Placenta acreta

Normalmente, a placenta se desprende da parede do útero logo após o parto. Com a placenta acreta,  ela permanece firmemente presa ao útero. 

Essa condição pode causar perda grave de sangue durante o parto. Em casos mais graves, a placenta invade os músculos do útero ou cresce por meio da parede uterina. Dessa forma, indica-se a cesariana e a remoção do útero após o parto.

Placenta parcreta

Conhecida também como acretismo placentário, a condição é caracterizada pela invasão anormal do tecido placentário além da camada superficial interna do útero, chamada decídua.

Isso ocorre geralmente em mulheres que realizaram outras cesáreas e tiveram casos de placenta prévia. Sabe-se que quanto maior o número de cesáreas realizadas, maior será o risco desse tipo de placenta aparecer.

Está associada a hemorragias severas durante o parto, principalmente se tentarem retirar a placenta com força. Por isso, o diagnóstico desse tipo de placenta é fundamental para não colocar em risco a vida da mãe e do bebê.

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O que é o descolamento de placenta?

O descolamento da placenta é uma complicação séria da gravidez. Acontece quando a placenta se separa de forma parcial ou completamente da parede interna do útero antes do parto. 

Essa situação pode diminuir ou bloquear o suprimento de oxigênio e nutrientes do bebê e causar sangramentos intensos na mãe. O descolamento geralmente acontece de forma repentina. Se a condição não for tratada, há riscos tanto para a mãe quanto para o bebê.

É mais provável  que aconteça no último trimestre da gravidez, principalmente nas últimas semanas antes do nascimento.

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Por ser uma situação bastante grave, é fundamental  que a futura mãe fique  de olho nos sintomas que surgem e procure ajuda médica o quanto antes.

Veja detalhes  dos sintomas abaixo:

  • Sangramento vaginal que pode ser intenso ou leve;
  • Dor abdominal;
  •  Dor nas costas;
  •  Sensibilidade ou rigidez uterina;
  •  Contrações uterinas frequentes.

Vale destacar que as dores abdominais e nas costas podem começar repentinamente. E a quantidade de sangramento vaginal pode variar e, em alguns casos, pode não haver sangramento visível.

Isso pode acontecer devido a um trauma ou lesão no abdômen ou por causa de uma perda rápida do líquido que envolve e protege o bebê no útero — conhecido como líquido amniótico.

Entre os fatores de risco para essa complicação estão: ter pressão alta crônica (hipertensão), fumar, usar drogas durante a gravidez, infecção dentro do útero e ser mais velha (acima dos 40 anos).  

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O que fazer com a placenta depois do parto?

Antigamente, após os partos as placentas eram descartadas nos hospitais. Mas, hoje, cada vez mais os pais estão mantendo a placenta após o nascimento.

A seguir, veja detalhes de como a placenta pode ser utilizada:

Comer a placenta

Algumas mulheres optam por comer a placenta após o parto. A prática é chamada de placentofagia e há especialistas que afirmem que  consumir a placenta logo após o parto ajuda a repor as quantidades de ferro no organismo. E assim, a mulher ficaria mais disposta e aumentaria também a produção de leite.

Geralmente, elas transformam a placenta em pílulas ou adicionam em vitaminas — assim preparam  a bebida com o órgão, leite e frutas após o parto. 

Vale reforçar que ainda não há provas científicas de que o consumo da placenta proporcione benefícios para a saúde. No entanto, algumas mulheres relatam sentir mais energia após o consumo da placenta. Segundo algumas crenças orientais, a placenta contém propriedades curativas e nutrientes.

Essa prática ainda não é muito comum no Brasil, mas em países como Estados Unidos, Canadá e Inglaterra, por exemplo, as mulheres costumam ter acesso às cápsulas e tinturas feitas com a placenta. 

Se a mulher tem o desejo de encapsular a placenta, ela precisa solicitar para o hospital com antecedência. O órgão deve ser colocado em um recipiente limpo e livre de outras substâncias, como formol. 

Depois disso, deve ser armazenado na geladeira por cerca de 48h. Se passar desse período, o ideal é que seja congelado para diminuir os riscos de proliferação de bactérias.

Guardar

Algumas mulheres optam por guardar a placenta como recordação ou incluí-la em obras de arte como quadros ou carimbos. Há também quem prefira enterrar a placenta juntamente com uma planta ou árvore. 


A placenta saudável é fundamental para a gestação. Por isso, entender mais sobre ela e quais os cuidados é essencial.

Converse sempre com o(a) ginecologista e obstetra que acompanha a gravidez e conte com o Minuto Saudável para ter mais informações.

Imagem do profissional Rafaela Sarturi Sitiniki
Este artigo foi escrito por:

Rafaela Sarturi Sitiniki

CRF/PR: 37364Farmacêutica generalista graduada pela Faculdade ParananseLeia mais artigos de Rafaela
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