Apesar de já estarmos no século XXI, a menstruação ainda é um tema tabu em nossa sociedade. 

Por causa disso, muitas mulheres ouvem cochichos sobre esse período e continuam sem saber se o que foi dito é verdade ou boato. 

Um exemplo disso é aquela velha sensação que os meses de inverno também são acompanhados de períodos menstruais mais doloridos. Mas será que isso é verdade? E se for, por que acontece? 

Se você ficou interessada (o) nesse tema, então confira o nosso texto:   

Índice — neste artigo você vai encontrar:

  1. O que é cólica menstrual?
  2. O que causa a cólica menstrual? 
  3. O frio aumenta a cólica menstrual?
  4. O que fazer quando se está com cólica menstrual?
  5. Como evitar a cólica menstrual?  

O que é cólica menstrual? 

A cólica menstrual é uma dor pélvica que acontece durante o período em que a mulher está menstruada. Algumas também relatam essa dor alguns dias antes ou depois do período menstrual. 

Esse desconforto é um dos principais sintomas desse período, além de outros sinais como dores de cabeça, enjoos e sensação de fraqueza. 

Durante a ovulação (período fértil), o organismo libera um hormônio chamado de prostaglandina, que é responsável por contrair o útero a fim de que o órgão elimine o sangue menstrual. 


Isso pode causar uma dor na região pélvica que varia de intensidade dependendo de cada mulher. Em algumas situações elas chegam a ser incapacitantes.  

A cólica menstrual pode ser primária ou secundária. As dores do tipo primária são aquelas que acontecem desde a menarca (1ª menstruação) e é causada pela própria menstruação. 

Já na dismenorreia secundária, a origem da dor é outra que não a menstruação. Podem surgir desconfortos devido a doenças como a endometriose, por exemplo. 

O que causa a cólica menstrual? 

A cólica menstrual não tem uma causa específica, mas é muito associada à liberação de uma substância hormonal chamada prostaglandina. Ela é a principal responsável por fazer com que o útero se contraia para, assim, poder eliminar a camada interna em forma de sangramentos (menstruação). 

Esse hormônio, no geral, atua como um sinal químico das células que participam da regulação do fluxo sanguíneo, inflamação e formação de coágulos. Mulheres com cólicas fortes ou constantes, em geral, apresentam níveis mais elevados de prostaglandina.

É claro que alguns fatores contribuem para que essa substância seja liberada com mais intensidade, tornando a cólica seja mais intensa. Conheça alguns deles:  

DIU de cobre

Alguns métodos contraceptivos podem aliviar as dores, como é o caso de determinados anticoncepcionais que, por terem hormônios, acalmam as contrações do útero. 

Por outro lado, o DIU (Dispositivo Intrauterino) de cobre tende a aumentar o fluxo de sangue e consequentemente trazer mais dor para esse período. 

Quando a cólica é provocada ou intensificada por um método anticoncepcional, ela é classificada como dismenorreia secundária e tende a se normalizar quando o tratamento é interrompido.  

Para saber com exatidão se o seu método anticoncepcional ajuda a aliviar ou provoca mais cólicas, converse com um(a) ginecologista. 

Doenças 

Complicações como endometriose, ovários policísticos e a presença de miomas no aparelho reprodutor também podem aumentar a cólica.  

Na verdade, essas enfermidades geralmente têm como sintomas algumas dores. 

Mas então, como saber se a cólica é normal ou não?

Bem, a primeira dica para saber se as dores sentidas são por causa da menstruação ou de algum outro mal é observar se elas acontecem somente durante o período menstrual ou em outras fases do mês também.

Por exemplo, ter desconfortos abdominais com frequência e sem estar menstruada é um sinal de alerta para buscar um(a) ginecologista. 

O frio aumenta a cólica menstrual? 

A primeira coisa que precisamos esclarecer é que não há comprovação científica de que o frio pode causar a cólica menstrual. Mas é sabido que ao ser exposto a temperaturas geladas, o corpo fica mais sensível à dor. Ou seja, a sensação de dor provocada pelo frio durante o período menstrual é maior. 

Para a liberação do sangue menstrual, é necessário que haja contração do útero. Essas contrações pressionam os vasos sanguíneos causando a famosa cólica. 

Quando o corpo está exposto ao frio, esses vasos se estreitam ainda mais, prejudicando a circulação e fazendo com que o sangue receba menos oxigênio. 

Para quem ainda ficou com dúvidas, vamos falar de maneira mais simples: o frio não causa a cólica (até onde se sabe), mas as temperaturas baixas podem acentuar esse desconforto. 

Tomar sorvete piora a cólica? 

Olha, só porque o sorvete é gelado, ele não necessariamente vai provocar cólicas. Algumas mulheres tendem perceber essa relação entre sorvete e aumento da cólica menstrual. Mas na verdade, isso pode acontecer porque é um alimento doce. 

Em alguns casos, ao ingerir essa sobremesa, o açúcar pode estimular a produção do hormônio prostaglandina que é responsável pela contração dos músculos do útero.

Água gelada causa cólica?

Depende. Se a mulher ingerir a água gelada, ela tende a não provocar nada, já que o organismo internamente vai aquecê-la de acordo com a temperatura corporal. Agora, se a mulher, estando menstruada, tomar banho com a água gelada ou ainda fazer compressas frias sobre a região pélvica, isso poderá causar dores.

É claro que não é uma regra. Não há comprovação científica que ligue exatamente uma coisa há outra. 

Mas, como já foi falado no tópico anterior, as temperaturas mais frias tendem a provocar a contração do útero, proporcionando assim mais dores.    

O que fazer quando se está com cólica menstrual?

Se a cólica for bastante intensa, o ideal é buscar auxílio deu um(a) ginecologista. Assim, evita-se a automedicação (que pode ser perigosa para a sua saúde) e as causas da dor são avaliadas. Com isso, o tratamento adequado (à base de medicamentos, por exemplo) será indicado de acordo com cada situação. 

Já se as dores forem mais leves, há algumas dicas caseiras que podem ajudar em alguns casos: 

  • Massagem: fazer movimentos suaves sob o abdômen ajuda a melhorar a tensão muscular. E você já sabe, quanto mais “relaxado” estiver o útero menos dor; 
  • Compressa de água quente: elas são famosas e funcionam porque promovem a dilatação dos vasos sanguíneos, fazendo com que o sangue circule com menos pressão;  
  • Bebidas: água e chazinhos são recomendados para esse período. Para saborizar, opte por camomila, erva doce ou plantas que acalmam;  
  • Descansar: se possível, deite-se da maneira que mais achar confortável. Uma dica é virar de bruços, com a barriga sob um travesseiro, comprimindo o abdômen. 

Como evitar a cólica menstrual?

Infelizmente, não é possível prever qual será a intensidade da cólica menstrual que a mulher irá sentir durante a próxima menstruação. Mas algumas atitudes podem ajudar a amenizar esses desconfortos a longo prazo. 

Uma das coisas que podem ser feitas para tentar evitar a cólica é cuidar da alimentação. A dica é ingerir alimentos que contêm grande quantidade de vitamina B e ferro como peixes e cereais integrais. 

Comidas ricas em gordura e açúcares, carne vermelha em excesso e cafeína são exemplos de alimentos que aumentam a produção da substância responsável pela contração do útero (a prostaglandina).

Por isso, para evitar o desconforto, prefira uma dieta equilibrada em frutas, verduras e legumes e cereais integrais. Se a vontade pelo doce surgir, o que é típico dessa época do mês, opte chocolates com maior porcentagem de cacau. 

Outra dica é praticar exercícios físicos. Ao contrário do que parece, fazer atividades físicas leves quando se está menstruada pode ajudar a amenizar as dores menstruais.

Isso, porque, ao exercitar o corpo, libera-se o hormônio do bem-estar: a endorfina. Ela pode trazer uma sensação de alívio ao organismo e diminuir a cólica. 

Vale lembrar que se a cólica for muito intensa, o ideal é buscar orientações ginecológicas para tratar corretamente de acordo com cada caso. 


O período menstrual pode ser acompanhado de dores e desconfortos. Um deles é a cólica menstrual que pode ser ainda mais forte dependendo de fatores como o estilo de vida e as temperaturas externas.  

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