Além das pulgas, outros parasitas podem prejudicar a saúde dos animais de estimação. É o caso do carrapato.

Além do desconforto causado por eles nos cães, como a coceira incessante, outras complicações podem ocorrer se não houver um tratamento adequado para eliminar esses parasitas.

Isso porque os carrapatos podem ser transmissores de diversas doenças, que são transmitidas aos animais através de sua picada..

A doença do carrapato na verdade não é uma condição, mas sim um nome usado de forma generalizada para se referir a essas doenças em geral.

Conheça abaixo quais são elas e como prevenir o seu pet!

O que é a doença do carrapato em cachorro?

A doença do carrapato (conhecida também por hemoparasitose) é um termo genérico que abrange todas as doenças que são transmitidas pela picada do parasita. Algumas espécies transmitem doenças invariavelmente, mas há outras que é preciso que o carrapato esteja infectado.

Ou seja, é necessário que ele pique um animal doente e, assim, torne-se vetor de infecções.


Existem várias doenças, mas as principais são febre maculosa, erliquiose, doença de lyme e babesiose.

Nos cães, as mais conhecidas e frequentes causas da doença do carrapato são a babesiose e a erliquiose. Nos gatos, essas doenças são bem mais raras, mas possíveis também.

Quando infectados, os animais costumam apresentar sintomas entre a primeira e a terceira semana.

Os mais característicos incluem apatia, febre, dores nas articulações, falta de apetite e manchas que podem ser percebidas na região abdominal, na orelha e gengiva.

Após essa fase inicial, o animal infectado passa por um período assintomático (fase subclínica) e, sem tratamento, pode chegar no estágio mais grave da doença, podendo falecer.

Para tratamento e diagnóstico da causa exata, é importante procurar um veterinário. A partir disso, ele saberá orientar para o procedimento mais adequado e com os medicamentos certos.

Qual carrapato é perigoso?

Existem diferentes espécies de carrapato, mas o mais perigoso e associado a essas doenças é o carrapato marrom (Rhipicephalus sanguineus). Esse é um tipo de hospedeiro muito comum em cães domésticos.

Eles não são comuns em campos e regiões de vegetação, mas se adaptam bem aos locais em que o pet vive.

Normalmente, a fêmea bota os ovos de carrapatos em rodapés, frestas, muros, canis, quinas de parede ou rachaduras na casa do cachorro.

Isso facilita a disseminação para outros animais que frequentam o ambiente.

Qual a causa?

Apesar do nome, a doença de carrapato não acontece simplesmente pela picada do carrapato. O cão ou qualquer outro animal atingido só irá adoecer com a picada se o carrapato for um vetor de outras doenças, como a babesiose e a erliquiose.

A babesiose, por exemplo, é uma doença causada por um protozoário chamado Babesia canis, responsável por causar uma infecção que destrói os glóbulos vermelhos (células do sangue).

Já a erliquiose é provocada por uma bactéria, sendo uma infecção que prejudica os glóbulos brancos (células do sangue).

De modo geral, os sintomas e tratamentos são semelhantes, mas o agente causador varia. O carrapato, nesse caso, é causador quando é portador de algum desses microrganismos.

É importante entender que nem todos os tipos de carrapatos são vetores de doença. Para que sejam portadores de protozoários, bactérias e vírus, alguns precisam entrar em contato com a doença através de outros hospedeiros.

Em animais ou em humanos, especula-se que seja necessário que o carrapato permaneça por, no mínimo, 4 horas no corpo para passar a doença.

É contagiosa?

A doença do carrapato não é contagiosa apenas pelo toque ou contato com fluidos, mas é transmitida pela picada do carrapato do tipo marrom quando infectado por algum microrganismo (como bactérias ou protozoários).

Um cão não passa a doença para o outro por contato direto. Esse tipo de transmissão só acontece por transfusão de sangue de um animal para o outro, o que é bastante raro.

Contudo, pessoas que possuem mais de um animal de estimação precisam ter cuidado. As chances de contaminação são grandes pela presença dos carrapatos contaminados no mesmo ambiente.

Além disso, na fase subclínica, o cachorro não apresenta sintomas, mas ainda assim é portador da doença. Se um carrapato pica esse animal ele se torna “infectante”, podendo picar outros bichos e passar a doença.

Quais são os sintomas da doença do carrapato?

A doença do carrapato, de modo geral, pode ser dividida em três fases. Em cada uma delas, os sintomas manifestados são diferentes. Na fase inicial, que acontece entre a primeira e a terceira semana após a picada do carrapato, o animal se encontra em um período chamado por alguns veterinários de “tristeza parasitária”.

O animal pode apresentar uma apatia muito grande, no qual se isola, não brinca ou nem come direito.

Outros sintomas incluem:

  • Febre;
  • Dores articulares;
  • Urina escura;
  • Cansaço extremo;
  • Falta de apetite;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Corrimento ocular;
  • Manchas na pele (visíveis na orelha, barriga e gengiva);
  • Aumento do baço.

Nesse estágio, é visível que o cachorro não está saudável. No entanto, quando não é diagnosticado precocemente, pode entrar na fase subclínica (assintomática).

Assim, durante meses ou anos o bicho pode não demonstrar sintomas tão evidentes de alguma infecção.

Na fase crônica, os sintomas retornam. O animal pode apresentar palidez na mucosa, anemia, queda do número de plaquetas (componente do sangue), abatimento e outros sinais.

Doença do carrapato tem cura?

Sim, a doença do carrapato tem cura. Com o tratamento adequado, o cão ou qualquer animal que seja afetado será capaz de se recuperar sem sequelas.

No entanto, é importante destacar que o animal não cria resistência à infecção e não há vacina para prevenção. Mesmo curado, ele poderá pegar de novo a doença.

Além disso, quando não tratado adequadamente, pode ocorrer do animal continuar com a doença em estado assintomático e manifestar futuramente os sintomas, como uma falsa cura.

Nesses casos, a doença pode ser ainda mais agressiva, podendo levar o cachorro a óbito.

Como tratar a doença do carrapato em animais?

O tratamento da doença do carrapato é relativamente simples. Quanto antes iniciado melhor é a recuperação do animal. Por isso, é fundamental que o responsável pelo bicho procure um veterinário ainda na fase inicial da doença.

Normalmente, o tratamento é feito com a prescrição de antibióticos e antiparasitários. Em animais que apresentam uma resposta imunológica mais delicada, o uso de corticoides pode ser indicado.

O tempo de tratamento varia bastante para cada caso, mas costuma durar até um mês.

É importante apenas  tomar cuidado com a tentativa de retirar o carrapato do animal. Ele não deve ser retirado com a mão ou qualquer objeto que possa fazer com que parte do parasita fique preso no cão.

O mais recomendado é aplicar com gotas de algodão um pouco vaselina ou medicamentos próprios ao redor do carrapato, esfregando com cuidado para que seja mais fácil de tirá-lo do animal.

O veterinário, além de ajudar no tratamento, pode aconselhar sobre a melhor forma de livrar o cão dos carrapatos.

Tratamento com doxiciclina

Um dos medicamentos mais utilizados no tratamento da doença do carrapato é a Doxiciclina, um antibiótico de ação prolongada usado para tratar diversas infecções bacterianas. Pode ser administrado por via oral ou em injeções.

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Tem tratamento caseiro para eliminar carrapatos?

Existem muitas receitas caseiras usadas para ajudar a tratar a presença de carrapatos nos animais. Para isso, algumas pessoas utilizam óleos naturais, vinagre de maçã e chás para espantar os parasitas.

Com uma bola de algodão, passam essas receitas na pele do bicho para ajudar a acabar com o problema. No entanto, é importante destacar que essas não são práticas que devem ser feitas sem aconselhamento de um médico veterinário.

O uso de qualquer produto ou receita pode acabar provocando alguma alergia ou complicações mais graves no animal.

Além disso, os tratamentos caseiros para livrar-se dos carrapatos não tratam e nem previnem as doenças causadas pelo parasita infectado.

É possível prevenir?

A prevenção se dá através da indicação de medicamentos e produtos que ajudam no controle de carrapatos, como coleiras, sprays, pomadas e medicamentos de via oral.

Outra medida fundamental é tornar o ambiente livre desses parasitas, realizando uma limpeza adequada e, eventualmente, buscando realizar uma dedetização com os profissionais especializados.

Normalmente, esses bichos se proliferam em lugares quentes e úmidos. Por isso, se é um ambiente que há presença de animais de estimação e que estejam dentro dessas condições, é importante fiscalizar esses possíveis esconderijos e se prevenir.

Doença do carrapato pega em humanos?

Apesar de não ser o mais comum, os humanos não estão imunes às doenças transmitidas por carrapatos.

Ao estar em um ambiente de risco, com presença de animais infectados, existe a possibilidade de transmissão pela picada do carrapato.

Para se prevenir, é importante estar atento aos sinais que o animal de estimação apresenta, manter o ambiente limpo e dedetizado.


Os pets não estão imunes às doenças, é preciso prestar atenção aos sinais e sintomas que  eles manifestam.

A doença do carrapato pode ser grave e levar o animal à morte, por isso é importante ter cuidados preventivos e levar o bicho ao veterinário ao identificar presença de carrapatos ou ao notar alguns dos sintomas da doença.

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