O coração, junto com o cérebro, é considerado um dos principais órgão do corpo humano. Mas não é por menos, ele é responsável por garantir que o nosso sangue seja enviado para todas as partes do corpo.

Porém, em casos que o paciente sofre com doenças cardíacas graves, como doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca grave ou arritmias, essa principal função de bombear o sangue pode ficar comprometida.

Com isso, o mal funcionamento do coração acaba colocando em risco a vida do paciente e o transplante pode ser necessário em alguns casos.

Mas por se tratar de um órgão muito sensível, o transplante depende da saúde do doador e da própria iniciativa da família em doar os órgãos.

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E é preciso que, após aceitas essas condições, todo o procedimento ocorra em apenas 4 horas.

De acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, somente no ano de 2018, cerca de 232 pessoas aguardavam na lista de espera para poder receber um outro coração.

Coração 3D

Coração feito com tecido humano é impresso em 3D – Foto: REUTERS/Amir Cohen

Mas apesar de toda a dificuldade, uma boa notícia foi publicada na revista científica Advanced Science.


Pesquisadores israelenses da Universidade de Tel Aviv apresentaram um coração vivo em 3D, feito a partir de tecidos humanos, do próprio paciente, o que supostamente eliminaria os riscos de uma rejeição do organismo.

Para isso, os pesquisadores tiveram que realizar uma pequena biópsia do tecido adiposo dos pacientes, para que fossem coletadas células, que foram reprogramadas para serem células-tronco.

Depois, houve uma diferenciação para que se dividissem em células cardíacas e vasos sanguíneos.

Em seguida, todo o material biológico foi convertido em bio-tinta (usada para imprimir tecidos vivos).

Como resultado, apresentou-se um coração de 3cm, ou seja, do mesmo tamanho do órgão de um coelho (mesma medida de uma cereja).

Apesar de poder contrair-se, o órgão impresso ainda não é capaz de bombear sangue por completo.

Mas, segundo os pesquisadores, o importante é que foi ele está inteiro, completo e principalmente vivo, com todos as células, vasos sanguíneos, câmaras e ventrículos.

Próximo desafio

A próxima etapa do estudo agora será dividida em duas partes: primeiro testar o órgão (coração) em pequenos animais, como coelhos e ratos, para que possa ser testada a sua eficiência.

E, depois, tentar reproduzir um coração maior, com mais células capazes de se comunicarem entre elas de maneira eficiente, para que seja possível testar em humanos.


É possível ver os avanços na área da medicina com potencial de mudar a vida de pessoas que precisam de um transplante de coração.

Fonte: CNN


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