Os cuidados com o tratamento da diabetes é indispensável, pois evita complicações e riscos à saúde. Um desses riscos é a cetoacidose diabética, um quadro emergencial.

Apesar de ser mais comum em pacientes com diabetes tipo 1, também podem ocorrer em outros tipos. Por isso, é importante conhecer sobre a condição e saber como evitá-la:

Índice — neste artigo você vai encontrar:

  1. O que é cetoacidose diabética?
  2. Por que quem tem diabetes tem hálito cetônico?
  3. O que são cetonas no sangue?
  4. Por que a cetoacidose acontece?
  5. Quais os sintomas?
  6. Exames: como medir a cetona no sangue?
  7. Como tratar?
  8. Cetoacidose diabética é perigosa?

O que é cetoacidose diabética?

O controle incorreto da diabetes pode desencadear vários riscos à saúde., entre eles, a cetoacidose diabética. O quadro é caracterizado pela elevação da glicose (açúcar no sangue) acompanhada do aumento das cetonas, que são substâncias ácidas responsáveis pelo equilíbrio do pH sanguíneo. 

Um dos sinais mais facilmente observáveis da cetoacidose diabética é o odor de acetona, ou ácido, na boca — mas como nem sempre é fácil sentir o cheiro do próprio corpo, é mais comum que outras pessoas percebam isso. 

É mais comum ocorrer em pessoas com diabetes tipo 1 (também conhecida como juvenil ou insulinodependente), mas também pode acontecer em quem tem a tipo 2.

O quadro é considerado uma emergência médica, sendo que logo nos primeiros sinais é indispensável ir ao hospital. Há várias causas envolvidas, mas a negligência com o controle glicêmico é um dos principais fatores. 

Além disso, problemas na cânula de insulina (para pacientes que usam a bomba), abuso de álcool, uso de algumas medicações ou até mesmo infecções ou problemas de saúde podem estar envolvidos.


Para detectar o quadro, podem ser feitos exames que buscam corpos cetônicos no sangue e na urina, além da medição da taxa glicêmica. Assim, o diagnóstico é feito quando:

  • Glicose sérica: acima de 250 mg/dl;
  • pH arterial: abaixo de 7.3;
  • Bicarbonato sérico: abaixo de 18 mEq/l;
  • Cetonúria (cetonas na urina) e/ou cetonemia (cetonas no sangue).

Por que quem tem diabetes tem hálito cetônico?

Não necessariamente quem tem diabetes vai ter aquele hálito ácido, que lembra o cheiro da acetona. Mas quando isso acontece, é indicativo que a glicemia está descompensada.

Ou seja, fazendo uma correção do tratamento ou identificando o fator que está prejudicando o controle adequado do açúcar no sangue (pode ser o uso de algum remédio ou mesmo alguma outra doença), esse odor cetônico do hálito desaparece.

O que são cetonas no sangue?

Cetonas ou corpos cetônicos são produtos da transformação de lipídios em glicose. A glicose (ou açúcar no sangue) é fonte de energia para o organismo. Então, após a alimentação, o corpo os carboidratos são transformados em açúcares e lançados na corrente sanguínea. 

Há, nesse tempo, a liberação do hormônio insulina, que faz a glicose entrar nas células e, consequentemente, regulando a taxa glicêmica. 

Dessa forma, quando alguma condição do organismo impede ou dificulta a entrada da glicose nas células, o organismo busca outras formas de não ficar sem energia. Então, se a pessoa com diabetes não injeta insulina regularmente, por exemplo, o açúcar fica concentrado no sangue e o corpo entende que não há energia o suficiente. 

Então recorre à quebra de lipídios em energia, mas esse processo resulta em corpo cetônicos, que alteram o pH do sangue e, por isso, são tóxicos ao corpo.

Por que a cetoacidose acontece?

A cetoacidose ocorre quando o organismo recorre à quebra de lipídios para a obtenção de energia, mas há algumas condições que podem desencadear esse mecanismo. Em pacientes com diabetes, os fatores que geralmente estão relacionados são a falta de aplicação de insulina ou a obstrução da cânula da bomba de insulina.

Além disso, outros fatores desencadeantes podem ser:

  • Jejum prolongado;
  • Uso de medicamentos como corticoides, agonistas adrenérgicos, fenitoína, beta-bloqueadores, antipsicóticos;
  • Uso de drogas, como álcool, cocaína;
  • Doenças agudas: infecções urinária e pulmonar, gripe, infarto do miocárdio, hemorragia digestiva, entre outras;
  • Distúrbios endócrinos: feocromocitoma, hipertireoidismo, acromegalia;
  • Falta de hidratação: falta de ingestão de líquidos ou suor excessivo.

Quais os sintomas?

Em geral, a cetoacidose é marcada peló hálito cetônico, ou seja, que remete àquele cheiro de acetona. No entanto, é preciso dar atenção a outros sintomas que podem indicar o quadro. Isso é importante pois nem sempre a pessoa consegue notar o cheiro ácido, o que tende a prolongar o tempo para o diagnóstico e trazer riscos à pessoa.

Então, além do cheirinho de acetona, alguns sinais e sintomas que podem estar presentes na cetoacidose diabética são:

  • Sede excessiva; 
  • Aumento da urina;
  • Fraqueza e tontura; 
  • Náuseas; 
  • Vômitos;
  • Febre ou queda de temperatura; 
  • Pressão baixa; 
  • Sensação de desmaio; 
  • Confusão mental; 
  • Lentidão de raciocínio; 
  • Sonolência; 
  • Taquicardia; 
  • Dificuldade de respiração ou respiração ofegante; 
  • Cansaço extremo; 
  • Dor ou sensibilidade abdominal.

Exames: como medir a cetona no sangue?

Há alguns aparelhos, semelhantes com um glicosímetro, que pacientes com diabetes podem ter em casa. Eles são capazes de medir a taxa de cetonas no sangue por meio de uma gotinha de sangue.

Entre eles está o Kit Inicial FreeStyle Libre.

No hospital ou em laboratórios o exame é feito com uma amostra de sangue também. Nesses casos, ele pode ser chamado de:

  • Cetonas no soro;
  • Cetonas no plasma;
  • Beta-hidroxibutirato;
  • Corpos cetônicos;
  • Ácido beta-hidroxibutírico;
  • Acetoacetato;
  • Ácido acetoacético;
  • Acetona.

Como tratar?

O tratamento da cetoacidose diabética consiste na hidratação e controle glicêmico rigoroso em todos os casos. De acordo com o quadro clínico, pode ser necessária a reposição de eletrólitos.

Esses são os manejos emergenciais para normalizar o quadro de cetoacidose, mas para evitar novas ocorrências, o controle glicêmico é essencial. 

Por isso, se o quadro está ocorrendo com frequência, vale reavaliar as aplicações de insulina, consultar nutricionistas e observar a prática de atividades físicas. Também é importante ver se não há infecções ou outras condições associadas.

Cetoacidose diabética é perigosa? 

Sim. Se detectada e tratada rapidamente, o quadro de cetoacidose diabética tem um bom prognóstico. Em pouco tempo, pacientes conseguem estabilizar o quadro e voltar à rotina normal.

Porém, ainda assim é preciso dar atenção, logo que cerca de 5% dos episódios podem evoluir para complicações severas e morte, ainda que geralmente sejam resultado de condições secundárias, como sepse ou edema cerebral.

Pode causar coma?

Sim, ainda que a prevalência não seja tão alta. O coma diabético ocorre quando as funções cerebrais são afetadas, sejam pela alta ou baixa excessiva da glicemia. Durante a cetoacidose, pode ocorrer o edema cerebral, que nada mais é do que um inchaço no cérebro. Nesses casos, ele ocorre por causa da rápida alteração da glicemia, desencadeada pelo tratamento. 


A cetoacidose diabética é um quadro grave e que envolve riscos à saúde e à vida de pacientes. A melhor maneira de prevenir a condição é manter o controle glicêmico e fazer um acompanhamento médico rigoroso.

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