Breno H. M. (Minuto Saudável)
25/02/2019 14:20

AIDS e HIV: entenda o tratamento antirretroviral e seus efeitos

Receber o diagnóstico de HIV pode ser assustador.

A AIDS é uma doença perigosa e não tem cura, mas já existem tratamentos que podem permitir que você mantenha uma boa qualidade de vida, assim como viver da mesma maneira que uma pessoa que não é portadora do vírus.

Apesar de não ser possível eliminar totalmente o vírus HIV do organismo, dá pra deixá-lo em números mais baixos.

Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, mais eficaz ele será e reduzirá as chances da AIDS se desenvolver.

Por isso, é essencial que se inicie o tratamento o quanto antes.

Medicamentos antirretrovirais

O tratamento para o HIV é composto por medicamentos antirretrovirais. Ele é fornecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e a versão padronizada é composta por 3 medicamentos diferentes, para aumentar a eficácia.

Todos os medicamentos antiaids impedem a reprodução do vírus.

Existem mais de 20 medicamentos diferentes que agem sobre o HIV, divididos em 5 categorias que atrapalham a reprodução viral de formas diferentes.

É extremamente importante não esquecer de tomar o medicamento e realizar o tratamento, além de não pará-lo.

O coquetel antiaids não elimina o vírus, apenas o impede de se reproduzir. Isso quer dizer que se o paciente deixar de se medicar, o vírus pode voltar a se multiplicar.

Para saber como ter acesso gratuito aos medicamentos, ligue na secretaria de saúde do seu município ou busque informações em uma unidade de saúde próxima à você.

Efeitos colaterais

Os medicamentos antirretrovirais podem causar efeitos colaterais, como diarreias, vômitos, insônia, agitação, além de também terem a capacidade de prejudicar os rins, fígado e ossos.

Por isso, a alimentação e exercícios físicos são muito importantes para reduzir os potenciais efeitos.

Também é essencial que o paciente visite o médico com frequência para acompanhamento da condição e ajustes dos medicamentos.

Quais os resultados do tratamento?

Quando o tratamento do HIV é iniciado cedo, o vírus pode se tornar indetectável. Isso quer dizer que seus números se tornam tão baixos que os exames não são capazes de encontrá-los.

Apenas um exame de carga viral, que conta a quantidade de vírus no sangue, é capaz de encontrá-los.

O tratamento torna a carga viral suprimida, o que significa que, enquanto ele estiver sendo feito, o vírus não se reproduz, não age e não é transmitido.

Um estudo publicado em 2016 identificou que o vírus suprimido não é sexualmente transmissível.

Nesse estudo, milhares de casais em que um dos parceiros era soropositivo (portador do HIV) com a carga viral suprimida e o outro não era portador do vírus foram analisados. Apesar da relação sexual desprotegida, nenhum dos casais apresentou a transmissão do vírus nesse estado.

Se a pessoa deixar o tratamento, o vírus passa a se reproduzir e torna-se transmissível, portanto é essencial que o tratamento seja seguido para que isso aconteça.

Também é importante que o nível da carga viral seja monitorado com regularidade para garantir a eficácia do tratamento.

Entenda como o vírus HIV age no organismo

Quando um vírus entra em nosso corpo, ele injeta seu material genético dentro de células, forçando-as a criar mais vírus, aumentando seus números.

Em seguida, a célula morre e libera estes vírus produzidos que, por sua vez, atacam outras células.

Normalmente, o sistema imunológico é responsável por lidar com os vírus. Ele identifica o invasor e usa células imunológicas para atacá-lo, destruindo os vírus antes que eles sejam capazes de contaminar muitas células.

Cada vírus costuma ter preferência por tipos de células específicos e as célula-alvo do HIV são justamente os macrófagos e os linfócitos, células do sistema imunológico.

O período de incubação do HIV é longo, por isso, pode levar anos até que a AIDS e seus sintomas comecem a se manifestar.

Mas eventualmente acontece e o resultado é um sistema imunológico enfraquecido, já que muitas de suas células são infectadas e destruídas.

Por que não tem cura?

O grande problema do HIV é sua variabilidade genética. É o que impede o próprio sistema imunológico de vencer a doença, além de ser o que inviabiliza a produção de uma vacina.

Quando o sistema imunológico entra em contato com um vírus pela primeira vez, ele produz células específicas para aquele vírus.

Vacinas funcionam expondo o sistema imunológico ao agente infeccioso, frequentemente em um estado enfraquecido, para que ele aprenda a lidar com aquele agente.

É por isso que, depois de termos catapora uma vez, nunca mais a contraímos. O corpo já sabe como o vírus é e antes que ela consiga causar todo o problema de novo, os vírus são eliminados.

A vacina da gripe imuniza a pessoa por algum tempo, mas o vírus da gripe evolui muito rápido. Por isso, depois de um ano, é possível que um vírus levemente diferente invada o corpo e o sistema imunológico não esteja preparado para lidar com ele.

O resultado é a gripe, e com alguns dias, as células adequadas para enfrentá-la são produzidas.

No caso do HIV isso não acontece. Apesar de ficar incubado por muito tempo, depois que sai desse estado, o HIV se reproduz muito rápido e com uma variedade genética gigantesca.

No mesmo dia uma pessoa com o vírus do HIV ativo pode apresentar várias mutações diferentes do HIV.

Isso significa que não importa que o sistema imunológico seja exposto ao vírus, quando ele terminar de produzir células capazes de eliminar um tipo, ele já evoluiu várias vezes de maneira a ficar imune ao sistema imunológico.

Diferença entre HIV e AIDS

As siglas HIV e AIDS não significam a mesma coisa.

HIV é Human Immunodeficiency Virus, que traduzido para o português significa Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH).

Este é o nome do vírus que causa a AIDS, que significa Acquired Immune Deficiency Syndrome, ou, em português, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA).

O HIV é um retrovírus, o que significa que seu material genético é o RNA ao invés de DNA. Ele injeta o RNA na célula hospedeira, converte-o para DNA e então a célula produz mais vírus com RNA, reiniciando o ciclo.

Ou seja, AIDS é o nome da doença enquanto HIV é o nome do vírus. Assim, ser diagnosticado com o vírus não quer dizer que você tem AIDS.

Entretanto, sem o tratamento, o vírus se multiplica, afeta as células do sistema nervoso e então você pode desenvolver a AIDS, considerada um estágio grave da infecção.

O vírus é transmissível através do sangue e pelo contato sexual. Usar preservativo é a melhor maneira de prevenir-se contra o HIV.


O tratamento do HIV e da AIDS não curam a condição, mas podem garantir a qualidade de vida ao paciente, assim como a saúde do organismo.

Além disso, existe a possibilidade de tornar o vírus intransmissível enquanto o tratamento se mantém.

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Fontes consultadas

18/04/2019 16:27

Breno H. M. (Minuto Saudável)

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