O que é amenorreia?

A amenorreia é a ausência de menstruação. Pode ser primária (quando à primeira menstruação demora para chegar) ou secundária (quando uma mulher já menstruou e, por algum motivo, passa mais de três meses sem menstruar). É um sintoma que pode estar relacionado a diversos problemas de saúde.

A causa da amenorreia nem sempre é uma doença. Alguns fenômenos naturais, como gravidez, amamentação e menopausa, também podem interromper os ciclos menstruais.

Além disso, hábitos como ter uma rotina de exercícios físicos muito intensa ou fazer dietas restritivas também pode ser a causa de um quadro de amenorreia.

Entre as principais complicações de doenças que causam amenorreia, estão a infertilidade (ou dificuldade para engravidar) e o desenvolvimento de osteoporose.

Índice — neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é amenorreia?
  2. Tipos
  3. Causas da amenorreia
  4. Grupos de risco
  5. Sintomas da amenorreia
  6. Como é feito o diagnóstico da amenorreia?
  7. Amenorreia tem cura? Qual o tratamento?
  8. Medicamentos para amenorreia
  9. Convivendo
  10. Complicações
  11. Como prevenir a amenorreia?

Tipos

Existem basicamente dois tipos de amenorreia – um deles atinge mulheres que já menstruaram e, o outro, meninas que ainda não tiveram a menarca.

São eles:

Amenorreia primária

A amenorreia primária acontece quando uma adolescente ainda não teve sua primeira menstruação (também conhecida como menarca), de acordo com os seguintes critérios:

  1. A garota tem pelo menos 14 anos, nunca menstruou e não apresenta nenhuma mudança corporal típica da puberdade (como o desenvolvimento de broto mamário – aquela “bolinha” que aparece próximo aos mamilos quando os seios começam a se desenvolver – ou o crescimento de pelos pubianos, por exemplo);

    Ou

  2. A garota já completou 16 anos e nunca menstruou, mesmo que já apresente as tais mudanças corporais.

Ou seja: se você tem 14 ou 15 anos, ainda não menstruou, mas já tem curvas, pelos pubianos e consegue observar o crescimento de seus seios, fique tranquila. A ausência da menarca nessas condições não significa, necessariamente, que você está apresentando um quadro de amenorreia que precise ser investigado.

Amenorreia secundária

A amenorreia secundária é um quadro em que a mulher pára de menstruar após a menarca. Ou seja: para ser diagnosticada com amenorreia secundária, você precisa já ter menstruado ao menos uma vez ao longo de sua vida e apresentar uma interrupção da menstruação por pelo menos 3 meses.

Pode atingir mulheres de qualquer idade, dentro da faixa etária reprodutiva (dos 10 aos 49 anos, de acordo com a classificação oficial do Ministério da Saúde).

Causas da amenorreia

As causas de amenorreia são diversas. Podem ser decorrentes de processos naturais – como gravidez e menopausa – ou de doenças sérias, como uma gama de síndromes genéticas, por exemplo.

Alguns hábitos também podem causar a ausência de menstruação.

Quadros que podem ocasionar amenorreia são os seguintes:

Puberdade tardia

Apesar do “atraso” da primeira menstruação ter a capacidade de deixar adolescentes um pouco ansiosas, na maior parte dos casos, a “demora” da menarca é perfeitamente normal.

Cada pessoa se desenvolve em um ritmo diferente, que pode variar de acordo com alguns fatores. A maior influência é genética. Se os pais entraram na puberdade um pouco depois da média da população, é provável que os filhos repitam o padrão.

Bebês que nascem prematuros, com baixo peso ou abaixo do tamanho esperado também tendem a se tornarem adolescentes que adiam um pouco a entrada na puberdade.

Quem menstrua depois da média nacional (algo em torno dos 12 anos) por questões naturais não tem nenhuma desvantagem em relação às outras meninas por esse motivo específico.

Desde que a garota se desenvolva normalmente, com os primeiros sinais de que está se tornando uma mulher aparecendo (mudanças na voz, engrossamento dos pelos, umidificação vaginal e crescimento das mamas, por exemplo), não há nenhum problema em não menstruar até os 16 anos.

Já em garotas que não apresentam os primeiros indícios de mudanças corporais até os 14 anos, ou que completam 16 anos e ainda assim não menstruam, alguma disfunção pode estar causando problemas. Aí, nessas situações, um ginecologista precisará ser consultado para investigar a origem do atraso da puberdade.

Entre os problemas que podem causar puberdade tardia, estão:

Anemia

A anemia é uma condição em que o corpo não absorve quantidades de ferro o suficiente para funcionar adequadamente. Esse quadro, por sua vez, afeta o funcionamento do sistema endócrino, atrasando a chegada da primeira menstruação.

Para descobrir se você tem anemia, o médico deverá solicitar um exame de sangue.

Transtornos alimentares

Segundo dados coletados no Hospital de Santo André em 2013, das 62 adolescentes com bulimia e anorexia atendidas pela instituição naquele período, 21 apresentavam disfunções hormonais e menstruais.

O quadro de desnutrição que acomete garotas com distúrbios alimentares pode ser diretamente responsável pelo atraso da puberdade.  (Para mais informações, leia a subseção “Disfunções alimentares”).

Estresse

Estudos apontam que o estresse pode causar diversas alterações em meninas que estejam prestes a entrar na puberdade. Entre essas disfunções, estão a puberdade tardia e a puberdade precoce – que ocorre antes dos 10 anos de idade.

Em meninas nessa faixa etária, quadros de estresse também podem causar outros problemas, como ganho acelerado de peso e tendência a depressão e transtornos de ansiedade.

Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)

A SOP causa um aumento no tamanho dos ovários, que têm suas superfícies cobertas por pequenos cistos. Apesar da descrição assustar um pouco, é um fenômeno altamente recorrente entre mulheres em idade reprodutiva e uma das causas mais comuns para puberdade tardia. (Para mais informações, leia a subseção “Ovários policísticos”).

Disfunções na tireoide

A tireoide tem uma função hormonal importante, e problemas nessa glândula podem atrasar a chegada da menarca.

Os quadros que podem estar adiando a entrada da menina na puberdade são o hipotireoidismo, quando a tireoide produz menos hormônios que o necessário, ou o hipertireoidismo, se a quantidade de hormônios é maior que a ideal.  (Para mais informações, leia a subseção “Disfunções na tireoide”).

Uso de medicamentos

Alguns antidepressivos, antipsicóticos, remédios utilizados na quimioterapia e tratamentos com corticóides podem causar puberdade tardia. Na dúvida, leia a bula atentamente ou converse com seu médico.  (para mais informações, leia a seção “Causas medicamentosas”).

Hiperprolactinemia

A hiperprolactinemia é, basicamente, a produção em excesso do hormônio prolactina. A substância, por sua vez, é responsável pela produção de leite da mulher durante ou logo após a gestação. Disfunções de prolactina, no entanto, podem causar alterações uterinas e hormonais, atrasando a chegada da menstruação.

Síndrome de Turner

Todo ser humano possui cromossomos sexuais, que são, a grosso modo, filamentos de material genético responsáveis por atribuir diferentes características físicas, hormonais e reprodutivas entre os sexos.

Pessoas do sexo masculino têm cromossomos XY, enquanto pessoas do sexo feminino têm cromossomos XX. É essa configuração que faz com que cada sexo tenha seu próprio sistema reprodutivo.

A Síndrome de Turner é uma doença genética que afeta apenas pessoas do sexo feminino. Portadoras desse problema têm apenas um cromossomo X – sendo que deveriam ter dois. Os cromossomos XX são responsáveis pelas características sexuais da mulher, incluindo, é claro, a menstruação.

Meninas com Síndrome de Turner possuem algumas características que podem ser percebidas desde a infância. Na adolescência, não costumam apresentar os sinais típicos da puberdade.

Síndrome de Kallmann

A Síndrome de Kallmann também é uma disfunção genética, mas, ao contrário da Síndrome de Turner, afeta diretamente a produção hormonal.

A doença causa uma redução drástica na produção do Hormônio Liberador de Gonadotrofina (também conhecido como GnRH), responsável por estimular o funcionamento dos ovários, o que impede o início da puberdade e dos ciclos menstruais.

Menopausa

A menopausa é o encerramento natural dos ciclos menstruais da mulher, que acontece, geralmente, entre os 45 e 55 anos.  É uma das causas mais comuns de amenorreia, junto com a gravidez.

Em geral, um dos primeiros sintomas do fenômeno é a interrupção parcial dos ciclos menstruais, que começam a ser mais espaçados e não dão as caras todos os meses. A mulher também poderá notar uma diminuição na intensidade do fluxo.

Menopausa precoce

A menopausa precoce é um fenômeno raro, que atinge 1% das mulheres no mundo. Acontece quando os sintomas da menopausa – entre eles a amenorreia – aparecem antes dos 40 anos.

As causas podem ser variadas, desde tabagismo até doenças autoimunes, passando por fatores genéticos e exposição a quimio ou radioterapia.

Se você tem menos de 40 anos e, além da ausência de menstruação, também apresenta sintomas de menopausa, como fadiga, queda de cabelo, alterações bruscas de humor, redução no desejo sexual, dificuldade para se concentrar, falhas na memória, ondas de calor e insônia, é importante comunicar esses sinais ao seu ginecologista no momento da consulta.

Gravidez

A amenorreia é um dos sintomas iniciais e mais populares de gravidez. Por isso, se você teve relações sexuais sem proteção de 14 a 8 dias antes da data em que deveria menstruar (considerando que seu ciclo seja de 28 dias e totalmente regular) e está com a menstruação atrasada há pelo menos duas semanas, é importante fazer um teste de gravidez para descartar a hipótese.

É recomendado fazer o teste apenas duas semanas após o atraso da menstruação porque testes de farmácia só conseguem captar a presença do hormônio hCG (que só é produzido durante uma gestação) cerca de 15 dias após a concepção. Já o exame de sangue, feito em laboratório, é um pouco mais sensível e consegue perceber o hCG de 10 a 12 dias após a fecundação.

Gravidez psicológica

Também conhecida como pseudociese ou gravidez imaginária, a gravidez psicológica é um quadro emocional que pode atingir tanto mulheres que querem muito ter filhos quanto as que têm pavor de engravidar.

Os sintomas são os mesmos de uma gravidez real: enjoos, inchaço e sensibilidade nos seios, produção de leite, aumento da barriga e, é claro, amenorreia. A diferença é que, na gravidez psicológica, não há um feto de verdade.

Não é incomum que, mesmo após ultrassonografias apontarem que não há um bebê em desenvolvimento, a mulher diagnosticada com gravidez psicológica continue convencida de que está grávida. O acompanhamento para pseudociese deve ser feito com psicólogos.

Lactação

A amenorreia é totalmente normal em mulheres que estão amamentando. Em geral, a ausência de menstruação entre lactantes costuma durar de 3 a 8 meses, mas pode persistir por até um ano.

Isso acontece por conta das alterações na quantidade de prolactina – substância responsável pela produção do leite materno –  produzida pelo organismo. Quanto maior a quantidade de prolactina no corpo, menor a probabilidade de ovular. Por isso, quanto mais o bebê mamar, menores as chances de a mãe voltar a menstruar tão cedo.

Disfunções ou alterações no sistema reprodutor

As causas patológicas de amenorreia mais comuns são as que estão relacionadas ao sistema reprodutor.

São elas:

Ovários policísticos

A Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é um desequilíbrio hormonal que está relacionado a produção de insulina em excesso pelo organismo e também a tendências genéticas. Essa quantidade de hormônios fora do normal faz com que muitos cistos e microcistos surjam na superfície do ovário, modificando totalmente as dimensões do órgão.

Mulheres com SOP têm, em média, o ovário até três vezes maior e mais largo que o normal. Essa alteração nas dimensões ovarianas faz com que a paciente ovule menos que o normal e, consequentemente, tenha ciclos menstruais irregulares.

Não é incomum que portadoras de SOP fiquem meses sem menstruar, menstruem por semanas ou mesmo tenham fluxos muito intensos em um mês e praticamente inexistentes no seguinte.

Apesar do incômodo gerado pela doença, a SOP é um problema recorrente: estima-se que atinja cerca de 20% das mulheres em idade reprodutiva. O diagnóstico é feito por um ginecologista ou endocrinologista, e o tratamento mais comum é feito através da prescrição de anticoncepcionais.

Falência ovariana

A Falência Ovariana Precoce (FOP) é diagnosticada quando os ovários de uma mulher param de produzir óvulos saudáveis antes do que deveriam. A FOP é, muitas vezes, a causa da menopausa precoce.

Mulheres com FOP geralmente não param de menstruar repentinamente, mas sim, conseguem perceber que seus ciclos menstruais estão cada vez mais irregulares – exatamente como em um quadro de menopausa normal.

Além da amenorreia, outros sintomas de FOP são ondas de calor, suor noturno, irritabilidade e secura vaginal.

Hímen imperfurado

Você certamente já ouviu falar no hímen – uma película impermeável que fica na entrada da vagina. Embora seja mais conhecido por seu rompimento durante após a primeira relação sexual, o hímen tem uma função importante em meninas que ainda não entraram na puberdade: protegê-las de infecções genitais.

Durante a infância, o hímen é uma estrutura mais espessa e resistente, que conta com uma abertura por onde passam secreções vaginais e, a partir do início da adolescência, a menstruação.

É aí que começa o problema de portadoras de hímen imperfurado. Para essas meninas, a abertura para a passagem da menstruação não existe. Com a entrada da vagina obstruída, é impossível que a menarca aconteça.

Além da amenorreia, garotas com hímen imperfurado também sentem dores fortes no baixo ventre, sensação de inchaço no abdômen e desconfortos no estômago e nas costas. O tratamento exige intervenção cirúrgica.

Retirada do útero

A amenorreia é uma das consequências da histerectomia, a cirurgia de retirada do útero. Após esse procedimento, a mulher não menstrua mais. No entanto, pacientes que passam por histerectomias parciais – em que partes do útero são preservadas – podem ter, eventualmente, sangramentos parecidos com menstruação.

Síndrome de Rokitansky

A Síndrome de Rokitasnky é uma doença genética rara, em que a mulher nasce sem útero e canal vaginal. O primeiro sintoma do problema costuma ser, justamente, a amenorreia primária. A maior parte das pacientes descobre a situação por volta dos 16 anos, quando a primeira menstruação não chega.

Cicatrizes no útero

Se você passou por procedimentos cirúrgicos como curetagem ou laqueadura, teve algum tipo de infecção uterina ou fez radioterapia, é possível que seu útero tenha saído dessas experiências com algumas cicatrizes – clinicamente chamadas de sinéquias uterinas, Síndrome de Asherman ou aderências uterinas.

As cicatrizes podem afetar o diâmetro da cavidade uterina, causando um bloqueio que pode impedir ou diminuir a intensidade da menstruação.

Tumores no ovário

Tumores que estejam localizados nos ovários e interfiram no diâmetro do órgão podem causar alterações no processo de ovulação e nos ciclos menstruais.

Doenças endócrinas

O sistema endócrino é formado por um grupo de glândulas que regula a quantidade hormônios lançados no sangue.

Algumas disfunções nesse sistema podem causar amenorreia. Entre elas, estão:

Disfunções na tireoide

A tireoide é uma das glândulas mais importantes do organismo. Localizada na região da garganta, logo abaixo da laringe e em torno da traqueia, é responsável por uma série de funções no corpo humano, entre elas, a fertilidade e a regularidade dos ciclos menstruais.

Essas funções são executadas através da produção de dois hormônios, chamados de T3 e T4, que interferem no funcionamento de praticamente todos os órgãos e aumentam a taxa de metabolismo. Além disso, a tireóide também produz uma substância chamada de calcitonina, que regula a quantidade de cálcio no organismo.

Graças a importância hormonal da tireóide, disfunções nessa glândula podem interferir diretamente na menstruação.

Hipotireoidismo

O hipotireoidismo acontece quando a tireoide produz menos hormônios do que o necessário para o funcionamento adequado do organismo. É mais comum após os 35 anos e muito mais recorrente em mulheres do que homens.

Para mulheres com hipotireoidismo, os ciclos menstruais se tornam irregulares, fazendo com que a menstruação não ocorra por meses e, quando finalmente venha, seja muito mais intensa que o habitual.

Além dos episódios de amenorreia, o hipotireoidismo também pode causar os seguintes sintomas:

  • Fadiga;
  • Desânimo;
  • Dificuldade de concentração;
  • Aumento de peso;
  • Inchaço nas pernas;
  • Bradicardia (quadro em que o coração bate mais devagar que o normal);
  • Intestino preso;
  • Dificuldade para engravidar.
Hipertireoidismo

Já o hipertireoidismo acontece quando a tireóide produz mais hormônios que o necessário. Assim como no caso do hipotireoidismo, o hipertireoidismo pode causar amenorreia e dificuldade para engravidar.

Além disso, alguns outros sintomas são:

  • Sensação de calor;
  • Sensação de fraqueza;
  • Tremores nas mãos;
  • Diarreia;
  • Perda de peso;
  • Irritabilidade;
  • Batimentos cardíacos mais rápidos que o normal;
  • Transpiração excessiva.

Síndrome de Cushing

A Síndrome de Cushing é uma doença caracterizada pela produção excessiva de cortisol, um hormônio gerado pelas glândulas supra-renais, localizadas logo acima dos rins. Rara, a síndrome pode causar amenorreia, infertilidade e diminuição da libido.

Além destes, seus sintomas mais característicos são:

  • Acúmulo de gordura na região abdominal, que ocorre repentina e rapidamente;
  • Aparição de estrias grossas e vermelhas no corpo, principalmente na barriga.

Tumores em glândulas

Tumores que estejam localizados na hipófise e na glândula supra-renal podem causar a interrupção dos fluxos menstruais.

Doenças crônicas

Algumas patologias crônicas que parecem não ter nada a ver com o sistema reprodutivo também podem – por incrível que pareça – ter a amenorreia como um sintoma.

Colite

Colite é o nome que se dá a inflamação do intestino grosso, que pode ser crônica ou aguda. A amenorreia pode ser um sintoma de colite crônica em mulheres.

Pacientes que estão sofrendo de colite também podem enfrentar:

  • Febre;
  • Dor abdominal;
  • Diarreia;
  • Desidratação;
  • Calafrios durante a noite.

Insuficiência renal

Dizer que uma pessoa tem insuficiência renal significa que os rins dela não estão trabalhando como deveriam. O quadro também pode ser agudo ou crônico e, na modalidade crônica, pode ter amenorreia como um de seus sintomas.

Geralmente causada por diabetes, doenças autoimunes ou hipertensão, a insuficiência renal também pode ocasionar sintomas como:

  • Dor de cabeça;
  • Náuseas;
  • Pele seca;
  • Diminuição de apetite;
  • Mal estar generalizado.

Fibrose cística

A Fibrose Cística (FC) é uma doença hereditária e incurável, que afeta diretamente as células responsáveis pela produção de muco, sucos gástricos e suor. Por conta disso, essas substâncias são produzidas de forma mais espessa que o normal, e o organismo não consegue eliminá-las. Esse resíduos espessos, por sua vez, se acumulam e bloqueiam acessos importantes nos pulmões e no sistema digestivo.

A amenorreia é uma das consequências do desenvolvimento de fibrose cística em mulheres, que também costumam ter dificuldades para engravidar.

Causas habituais

Certos hábitos e rotinas que exigem demais do organismo podem causar a interrupção dos ciclos menstruais.

São eles:

Atividade física em excesso

Sabe aquela história de que tudo em excesso faz mal? Essa máxima é real quando se trata da relação entre exercício físico e menstruação.

A prática de exercícios físicos estimula a produção de prolactina, um hormônio que, por sua vez, diminui as atividades do ovário. Por isso, é comum que atletas de alto rendimento sofram com episódios de amenorreia.

Entretanto, comum não significa normal e muito menos benéfico. A ausência de menstruação em atletas pode causar alterações na densidade óssea e, eventualmente, levar a uma osteoporose. Esse quadro favorece lesões e pode até mesmo impedir que a paciente continue competindo.

Tríade da Mulher Atleta

A Tríade da Mulher Atleta é uma síndrome recentemente catalogada que está ligada aos hábitos e rotinas de mulheres e meninas que são atletas profissionais.

O quadro da Tríade da Mulher Atleta é composto por – como o nome sugere – três condições básicas: alimentação inadequada, amenorreia e osteoporose. Os três problemas estão diretamente ligados e são causados pela pressão de manter determinado peso ou índice de massa corporal que é colocada sobre as atletas.

Apesar de ser mais comum entre atletas de alto rendimento, a Tríade da Mulher Atleta também pode atingir mulheres que apenas se exercitem demais sem supervisão ou preparo físico adequado.

Dietas restritivas

Dietas que restringem uma determinada categoria de alimentos, ou recomendam que você faça menos de três refeições ao dia, são grandes vilãs do ciclo menstrual regulado.

Comer pouco altera funções metabólicas. Isso porque, ao perceber que você está comendo menos do que o necessário, o cérebro entende que você está em uma situação em que está faltando comida e acende o sinal de alerta. Aí, passa a reter o maior número possível de substâncias necessárias para o funcionamento de organismo.

Nesse processo, algumas funções do corpo são suspensas – entre elas a menstruação.

Uma curiosidade é que, é exatamente por esse mecanismo de defesa do cérebro que dietas restritivas não funcionam: na tentativa de proteger as funções vitais da falta de nutrientes, o corpo passa a “racionar” a maior quantidade de gordura que puder.

Perda de peso

À relação de perda de peso repentina e menstruação é muito semelhante ao caso das dietas restritivas.

Ao perceber que está havendo baixa ingestão calórica e que o organismo está perdendo massa corporal muito rapidamente, o cérebro interpreta que algo de errado e está acontecendo, fazendo com que o metabolismo fique mais lento e certas substâncias sejam destinadas a funções vitais primárias, suspendendo a menstruação.

Causas medicamentosas

Alguns medicamentos e substâncias podem estimular processos que causam amenorreia. Entre eles, estão os seguintes:

Anticoncepcionais

Não é o uso do anticoncepcional em si que pode provocar amenorreia, mas sim, o uso incorreto de anticoncepcional.

As cartelas de anticoncepcionais contam com 21 ou 24 comprimidos, em geral. A mulher deve tomar um comprimido por dia. Quando a cartela acabar, é preciso fazer uma pausa de 4 ou 7 dias, dependendo das indicações da bula.

É durante essa pausa que acontece a menstruação, quando o corpo é privado dos hormônios contidos nos comprimidos anticoncepcionais e entende, assim, que é hora de menstruar.

Se você não faz essa pausa e começa uma cartela no dia seguinte ao término da anterior, seu corpo não irá parar de absorver os tais hormônios, e você não irá menstruar.

Outra situação relacionada a anticoncepcionais que pode causar amenorreia é parar de tomar o remédio repentinamente. O organismo irá demorar alguns dias para processar que não está mais recebendo as substâncias que costumava receber, e mais algum tempo para adequar a regularidade do ciclo menstrual sem a influência da pílula.

Anticonvulsivantes

Se você toma anticonvulsivantes e anticoncepcionais simultaneamente, existe o risco de haver uma interação medicamentosa que pode provocar amenorreia, além de diminuir o índice de eficácia do anticoncepcional.

Antidepressivos

Em algumas mulheres, certos antidepressivos podem provocar alterações nos ciclos menstruais. Além de potencialmente causar amenorreia, esses medicamentos podem interferir na intensidade do fluxo menstrual.

Anti-histamínicos

Alguns anti-histamínicos podem causar hiperprolactinemia, que, por sua vez, ocasiona episódios de amenorreia. (Para mais informações, leia a subseção “Hiperprolactinemia”).

Antipsicóticos

Assim como no caso dos anti-histamínicos, alguns antipsicóticos também têm o potencial de aumentar os níveis de produção de prolactina, causando amenorreia.

Remédios utilizados na quimioterapia

A amenorreia é um efeito colateral direto das drogas utilizadas no tratamento para o câncer utilizando quimioterapia.

Transtornos e condições

Disfunções alimentares

Antes de conversar sobre como transtornos alimentares afetam o ciclo menstrual, é importante falar sobre duas glândulas localizadas na base do cérebro: o hipotálamo e a hipófise.

O hipotálamo e a hipófise são responsáveis por garantir o funcionamento da tireóide, que, por sua vez, emite hormônios que estimulam os ovários. Quando uma mulher sofre com anorexia ou bulimia, toda à execução desse processo é suspensa, porque, com a baixa absorção de nutrientes, o hipotálamo e a hipófise deixam de funcionar adequadamente.

Assim, com a interrupção desse processo, o corpo produz baixíssimas quantidades de estrogênio e progesterona. Sem esses dois hormônios, não há ciclo menstrual.

Transtornos de ansiedade

Os cientistas ainda estão tentando descobrir a razão exata pela qual mulheres com transtorno de ansiedade podem vivenciar crises de amenorreia. O que se sabe até agora é que o sistema nervoso central influencia diretamente o trabalho do hipotálamo e da hipófise.

Logo, quando as pacientes estão passando por fases em que ficam mais ansiosas com frequência, é possível ter quadros de amenorreia.

Depressão

Estudos apontam que mulheres com depressão têm baixos índices de estradiol, um dos principais hormônios sexuais femininos, responsável pela fertilidade.

Deficiências na produção de estradiol podem ser a causa da amenorreia e de atrasos na menstruação.

Estresse

Quando expostas à condições de extremo estresse, mulheres podem apresentar alterações no ciclo menstrual, o que inclui amenorreia.

Um caso clássico: a mulher tem uma relação sexual sem preservativo e toma todas as precauções possíveis para não engravidar apesar desse descuido. Mas, mesmo assim, passa o resto do mês muito ansiosa, imaginando que pode ter engravidado. Então, no dia em que deveria vir, a menstruação não dá as caras. E nem no próximo. Ou no próximo. Ou no próximo.

É muito comum que mulheres estressadas com a possibilidade de estarem grávidas tenham atrasos na menstruação. Nesse caso, a saída é respirar fundo, tentar manter a calma e fazer um teste de gravidez para tirar a dúvida.

Obesidade

Quantidades excessivas de gordura podem atrapalhar o funcionamento da glândula hipófise, desregulando ciclos menstruais e causando amenorreia.

Mulheres que estejam obesas também podem ter dificuldade para engravidar, pelo mesmo motivo.

Grupos de risco

Pessoas que apresentem determinadas condições estão mais sujeitas ao desenvolvimento de amenorreia. Entre esses grupos, estão:

Mulheres com outros casos de amenorreia na família

A tendência a desenvolver quadros de amenorreia é hereditária. Por isso, se ciclos irregulares que apresentam interrupções são recorrentes na vida de duas ou mais mulheres da sua família, você pode ser uma forte candidata a lidar com a mesma situação.

Atletas de alto rendimento

Mulheres com rotinas de treino muito pesadas tendem a produzir menos prolactina, um dos hormônios responsáveis por estimular o funcionamento dos ovários de forma adequada.

Pessoas com transtornos alimentares

Mulheres que sofrem de anorexia ou bulimia costumam sofrer de intensos desequilíbrios hormonais, por conta da baixa absorção de nutrientes pelo corpo. Por isso, uma das consequências de conviver com transtornos alimentares é a amenorreia.

Sintomas de amenorreia

A amenorreia não é uma doença, mas sim, um sintoma. Por isso, é considerada um sinal de que algo não vai bem e deve ter sua origem investigada por um médico.

Como é feito o diagnóstico de amenorreia?

O profissional mais indicado para diagnosticar a causa da amenorreia é um ginecologista. Caso seja detectada alguma doença que não tenha nada a ver com o sistema reprodutor no processo, a paciente provavelmente será encaminhado para um especialista.

Como as causas de amenorreia são bem variadas, a bateria de exames que poderá ser feita para fechar o diagnóstico também compõe uma lista relativamente extensa.

Exames de sangue

Os exames de sangue são a melhor forma de detectar a quantidade de hormônios, nutrientes e outras substâncias no organismo. Por isso, são básicos para chegar a vários diagnósticos relacionados a amenorreia.

Teste de gravidez

Se você é sexualmente ativa, um dos primeiros exames que o médico deverá solicitar ao constatar um quadro de amenorreia é o Beta HCG, que irá apontar se você está grávida ou não.

Exames da tireoide

Para verificar se à origem de sua amenorreia é uma disfunção na tireóide, o médico irá indicar exames que medem à produção de hormônios pela glândula, como TSH, T3 Reverso, T3 Livre, T4 Livre, TPOAb e TgAB.

Testes para hormônios

Na bateria de exames para descobrir a causa da amenorreia, provavelmente estarão inclusos muitos testes para averiguar a quantas anda à produção de hormônios no seu organismo.

Na guia para realização dos exames, você possivelmente lerá nomes como FSH, LH, estradiol, progesterona, inibina B e hormônio antimulleriano (AMH).

Exames de diagnóstico por imagem

Os exames de diagnóstico por imagem são ideais para investigar o interior do útero e diagnosticar alguns outros problemas do sistema endócrino. Entre os testes que podem ser solicitados, estão:

Ultrassom

Através de um ultrassom pélvico, o médico poderá avaliar se existem alterações uterinas como cistos, tumores e gravidez ectópica – em que o feto cresce fora do útero. O ultrassom também é utilizado para diagnosticar a Síndrome dos Ovários Policísticos.

Ressonância Magnética e/ou Tomografia

Uma tomografia ou ressonância magnética pode ser solicitada para garantir que não há nenhum tumor pressionando a glândula hipófise e, dessa forma, provocando a ausência de menstruação.

Radiografias

Assim como no caso da ressonância magnética e da tomografia, uma radiografia da sela túrcica pode mostrar se existe algum tumor afetando a hipófise.

Histeroscopia

A histeroscopia é um exame feito através da inserção de um instrumento chamado de histeroscópio no útero. Pode mostrar uma série de doenças e anomalias que estejam atingindo a região.

Amenorreia tem cura? Qual o tratamento?

A amenorreia é um sintoma, e não uma doença em si. Por isso, o tratamento será direcionado a causa do problema.

A grosso modo, pode-se dizer que a amenorreia tem cura na maior parte dos casos. Contudo, essa afirmação vai depender exclusivamente da doença ou condição que está causando a ausência de menstruação.

Alguns tipos de tratamento, de acordo com o caso, são:

Acompanhamento psicológico

A psicoterapia pode ser um bom caminho para tratar várias causas de amenorreia, entre elas depressão, transtornos alimentares, ansiedade, estresse e gravidez psicológica.

Cirurgia

Em quadros de hímen imperfurado e cicatrizes uterinas, intervenções cirúrgicas costumam ser a modalidade de tratamento mais recomendada.

Já mulheres que retiraram o útero ou nasceram sem ele não terão ciclos menstruais, nem mesmo com a realização de cirurgia.

Tratamento hormonal

A terapia de reposição hormonal pode ser recomendada para mulheres que apresentem quadros de menopausa.

Para menopausa precoce, o tratamento é altamente recomendado. Já para a menopausa natural, à terapia de reposição de hormônios só será administrada se a paciente estiver sofrendo muito com efeitos colaterais como ondas de calor e alterações de humor, por exemplo.

A terapia hormonal também é indicada para mulheres que passam pela cirurgia de histerectomia – não para continuidade do ciclo menstrual, mas sim, apenas para prevenir a osteoporose.

Tratamentos alternativos

Existem alguns tratamentos alternativos e naturais que podem ser boas soluções para tratar amenorreia. Mas atenção! Essas terapias não possuem eficácia cientificamente comprovada e não devem, de forma alguma, substituir o tratamento recomendado pelo médico.

Agnocasto

Também conhecida como alecrim de angola, o agnocasto é uma planta que estimula a produção dos hormônios LH e FSH, que são responsáveis pelo processo de ovulação.

Além de utilizada como tratamento complementar para amenorreia, o agnocasto também é recomendado para tratar cólicas menstruais, acne e Tensão Pré-Menstrual (TPM).

Angélica

A Angélica é uma planta europeia com várias propriedades medicinais. Sabe-se que chás feitos com ela têm efeitos positivos no tratamento de problemas gastrointestinais, cólicas menstruais e, é claro, amenorreia.

Entretanto, a Angélica precisa ser usada com cuidado. Ainda pouco estudada pela comunidade médica, a planta possui um óleo tóxico que, em excesso, pode danificar o sistema nervoso e causar paralisias graves.

Além disso, em contato com a pele, a Angélica também pode causar alergias e dermatites sérias.

Homeopatia

Muitas pacientes afirmam notar melhoras em quadros de amenorreia ligada a questões emocionais (como ansiedade, estresse e trauma, por exemplo) através do tratamento homeopático.

O profissional responsável por prescrever o melhor composto homeopático para o seu caso é um homeopata.

Medicamentos para amenorreia

Medicamentos costumam ser indicados quando a causa da amenorreia é algum desequilíbrio hormonal, como hiperprolactinemia (para à qual podem ser receitados medicamentos como Dostinex, por exemplo) ou excesso de estrogênio (condição para a qual o médico pode, por exemplo, receitar remédios como Acetoflux).

Remédios também podem ser prescritos para tratar disfunções da tireoide. A terapia pode incluir substâncias como beta-bloqueadores e iodo radioativo, dependendo do caso.

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Convivendo

Atrasos recorrentes, ciclos salteados (que acontecem normalmente em um mês e, depois, ficam meses sem acontecer) e ausência de menstruação não são condições normais. É importante visitar um médico e averiguar a causa desse quadro para evitar complicações.

Para perceber alterações com maior facilidade, é fundamental prestar atenção ao seu ciclo e conhecer seu corpo. Mantenha anotações sobre seu ciclo menstrual e não tenha medo ou vergonha de reparar em mudanças significativas no seu fluxo menstrual, muito menos de comunicá-las a um profissional – por mais bobas que pareçam.

Alguns aplicativos para smartphone podem ajudá-la nessa empreitada. Sugestões de apps para controle, anotações e informações sobre seu ciclo menstrual são:

  • Clue (gratuito para Android e iOS);
  • Calendário Menstrual (gratuito para Android e iOS);
  • Sai Cólica (gratuito para Android e iOS);
  • Meu Diário Mensal (gratuito para iOS);
  • Ladytimer (U$2,99 para Android e iOS).

Além disso, mudar alguns hábitos prejudiciais ao seu ciclo menstrual também pode ser uma boa maneira de conviver com a situação ao longo do tratamento da melhor forma possível. Comer adequadamente e praticar exercícios físicos com moderação são ótimas formas de amenizar o sintoma (para mais informações, leia a seção “Como prevenir amenorreia?”).

Complicações

As complicações relacionadas a amenorreia podem variar de acordo com a causa do sintoma.

De maneira geral, as complicações que estão diretamente relacionadas à ausência de menstruação são:

Osteoporose

O hormônio sexual estrogênio tem um papel importante na calcificação dos ossos. Por isso, alterações no ciclo menstrual – principalmente a ausência completa de menstruação – podem interferir nesse processo e favorecer o aparecimento de uma doença chamada osteoporose.

A osteoporose é um problema causado pela baixa absorção de minerais pelos ossos do corpo. Esse fenômeno ocasiona a perda de massa óssea que, por sua vez, deixa os ossos muito frágeis.

Essa condição pode facilitar fraturas, causar fortes dores crônicas e desconforto, provocar encolhimento e deformidades e, ainda, ocasionar o desenvolvimento de problemas respiratórios e gastrointestinais.

Infertilidade

O seu processo de ovulação está diretamente ligado ao seu ciclo menstrual. Determinadas alterações hormonais que acontecem no decorrer do seu ciclo são responsáveis pela produção, maturação e liberação de seus óvulos, assim que estiverem prontos para serem fecundados.

Se você não menstrua, seu processo de ovulação provavelmente não está acontecendo como deveria (ou simplesmente não está acontecendo).

Por isso, mulheres que estão há meses sem menstruar e não procuram tratamento correm o risco de não conseguirem engravidar de forma alguma.

Mulheres com amenorreia podem engravidar?

Depende. A possibilidade de mulheres com amenorreia conseguirem engravidar está diretamente ligada a causa do problema.

Mulheres com amenorreia causada pelo período de amamentação ou com hímen imperfurado, por exemplo, podem perfeitamente gerar uma criança, apesar da ausência de menstruação.

Entretanto, é importante salientar que, na maior parte dos casos, a amenorreia é um sintoma de doenças que afetam o ciclo de ovulação. Por isso, não é incomum que mulheres com amenorreia, principalmente secundária, tenham dificuldades para engravidar.

Como prevenir a amenorreia?

É difícil falar em maneiras de prevenção a amenorreia. No entanto, algumas mudanças na rotina já podem evitar que o problema apareça:

Se alimente adequadamente

A falta de nutrientes pode estar ligada tanto a ausência de menstruação quanto a fluxos muito intensos. Para regular e eliminar esse tipo de problema, é importante ingerir taxas adequadas de ferro.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, a quantidade de ferro diária recomendada para mulheres em idade reprodutiva é de 15mg. Grávidas devem caprichar um pouco mais e ingerir, em média, 30mg por dia.

Alguns alimentos ricos em ferro que podem ser inseridos em sua dieta são:

Alimento

Porção

Quantidade de ferro

Soja

100g

15,7mg

Gergelim

100g

14,5mg

Bife de fígado

100g

10mg

Ostras

100g

9,2mg

Salsinha

100g

6,5mg

Feijão

100g

3,7mg

Lentilha

100g

3,7mg

Espinafre

100g

2,7mg

Tofu

100g

2,5mg

Acelga

100g

1,8mg

Se exercite com moderação

Praticar exercícios faz muito bem a saúde, entretanto, é muito importante respeitar os limites do seu corpo. Treinar pesado sem estar preparada para essa carga de estresse físico pode acarretar problemas sérios para a saúde.

Sempre siga as recomendações de seu personal ou treinador e seja fiel ao regime de treinamento que foi indicado a você pelo profissional. Se puder, faça acompanhamento com um nutricionista e garanta que sejam ingeridas as quantidades adequadas de nutrientes, de acordo com a carga de exercícios físicos praticados.

Se sentir que o treino está pesado demais para você, converse com os profissionais que te acompanham. Não tem nada de errado em puxar o freio para cuidar da saúde.

Agora, se você for atleta profissional e/ou de alto rendimento, e não puder diminuir a intensidade do treino, é fundamental caprichar na alimentação, garantindo que seu corpo tenha o gás necessário para acompanhar seu ritmo.

Vá ao médico regularmente e comunique seu treinador caso apresente algum sintoma atípico – como amenorreia.

Consulte um ginecologista regularmente

É fundamental que mulheres em idade reprodutiva (principalmente as sexualmente ativas!) separem um tempinho para o ginecologista pelo menos uma vez ao ano.

Não é preciso ter vergonha de ir ao médico, sobretudo se estiver sentindo que algo não vai bem. Lembre-se: esse é o trabalho daquele profissional e, antes de você, ele possivelmente já atendeu muitas outras garotas e mulheres com problemas semelhantes. O que é novo para você é apenas rotina para ele. Tente relaxar.

Se estiver desconfortável, peça que uma amiga ou parente te acompanhe e fique te aguardando do lado de fora do consultório, mas não deixe de ir.

Anote suas dúvidas e sintomas e leve para o médico. Quando se trata do seu corpo, não existe pergunta boba.

Apesar dos tabus sociais, cuidar da sua saúde sexual e reprodutiva é extremamente importante. Não hesite em se tratar bem.


A amenorreia é um sintoma que precisa ser investigado por um especialista. Se perceber alterações significativas no seu ciclo menstrual, visite um ginecologista o mais rápido possível.

Tem alguma dúvida sobre menstruação? Deixe para a gente aqui nos comentários! Responderemos o mais rápido possível.

Referências

http://www.gineco.com.br/saude-feminina/materias-2/amenorreia-sera-que-eu-tenho/
https://www.tuasaude.com/o-que-e-amenorreia/
https://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/amenorreia-ausencia-de-menstruacao-2/
http://vivomaissaudavel.com.br/saude/mulher/descubra-o-que-e-amenorreia-e-por-que-ela-acontece/
http://cidadeverde.com/noticias/183218/amenorreia-significado-causas-e-tratamentos-saiba-mais
http://www.donagiraffa.com/2016/03/amenorreia-o-que-e-e-porque-ocorre.html
http://www.abc.med.br/p/saude-da-mulher/325720/amenorreia+quando+ela+ocorre+quais+sao+as+causas.htm
https://www.criasaude.com.br/N8230/doencas/amenorreia.html
http://www.copacabanarunners.net/amenorreia-2.html
http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/amenorrhea/basics/causes/con-20031561?p=1
http://emedicine.medscape.com/article/252928-overview#a3
http://www.emedicinehealth.com/amenorrhea/page3_em.htm#when_to_seek_medical_care
http://www.policlin.com.br/drpoli/131/

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