A esclerose múltipla é uma doença que infelizmente ainda não possui cura. Os remédios  disponíveis somente impedem o avanço da enfermidade ou amenizam os sintomas. 

Entre eles está Gilenya, que traz mais conforto e qualidade de vida para os(as) pacientes diagnosticadas com essa doença. 

O que é Gilenya?

Gilenya é um medicamento de referência apresentado em cápsulas gelatinosas duras e indicado para amenizar os sintomas decorrentes da esclerose múltipla. Seu uso pode reduzir o número de recaídas em cerca de 50%. 

A dose máxima recomendada é de uma cápsula por dia, o que equivale a 0,50mg. Vale lembrar que a cápsula deve ser tomada inteira, ou seja, não é permitido parti-la, mastigá-la ou quebrá-la.  

Pode-se tomar Gilenya em qualquer horário e com ou sem alimentos, de acordo com a orientação médica. 

Após a primeira dose do remédio, o(a) médico(a) pode solicitar que se faça uma uma observação de pelo menos 6 horas no(a) paciente, além de requerer exames como eletrocardiograma

Isso é feito para monitorar os batimentos cardíacos e conferir se o fármaco está sendo digerido corretamente pelo organismo. 

Se você esquecer de tomar um dose de Gilenya, tome a cápsula conforme a programação normal. Não tente dobrar a dose para compensar o esquecimento, já que isso pode provocar uma superdose e desencadear complicações cardíacas. 


Entretanto, é sempre necessário informar ao(à) profissional que acompanha o quadro sobre qualquer alteração, atraso ou esquecimento da dose diária.  

Outro ponto que vale a pena ser ressaltado é a eliminação do medicamento. Nas primeiras semanas, cerca de 81% do remédio é eliminado na urina. Após o 34º dia de tratamento, o organismo já tende a eliminar aproximadamente 89% da medicação. 

Mesmo com os índices de eliminação altos, esse medicamento pode ficar até 2 meses no corpo após a última dose ingerida. 

Para que serve Gilenya?

Gilenya é indicado reduzir o progresso e os sintomas causados pela esclerose múltipla remitente recorrente, que atinge o Sistema Nervoso Central.

A esclerose múltipla (EM) afeta a bainha de melanina, que protege os neurônios. Assim, a doença dificulta a transmissão das sinapses e causa problemas como os transtornos cognitivos, falta de equilíbrio e coordenação motora.  

Quando a EM é recorrente, ela é caracterizada por crises súbitas que duram alguns dias e depois desaparecem. 

Fingolimode da Novartis: como age?

O Cloridrato de Fingolimode é o princípio ativo do Gilenya. Ele ajuda a minimizar e combater ataques ao sistema imune, pois sua ação afeta algumas células brancas, impedindo que células que causam inflamação cheguem ao cérebro. Como resultado, há uma redução dos danos aos nervos causados pela EM.

Essa substância também pode atuar nas células neurais que estão envolvidas com a reparação dos danos decorrentes da doença. Isso reduz novas recidivas também.

Efeitos colaterais: o que a bula diz?

Como todos os medicamentos, o uso de Gilenya também pode provocar efeitos colaterais. 

Os principais são citados na bula e divididos conforme a frequência:  

Muito comum

Os efeitos colaterais muito comuns acontecem em mais de 10% dos casos e incluem: 

  • Sinusite; 
  • Dor de cabeça; 
  • Diarreia;
  • Tosse; 
  • Elevação nas enzimas hepáticas; 
  • Dor nas costas; 
  • Infecção pelo vírus influenza

Comum 

Quando a reação adversa é classificada como comum significa que a 1 a cada 100 pessoas pode ter: 

  • Bronquite; 
  • Tontura; 
  • Enxaqueca; 
  • Falta de ar; 
  • Depressão; 
  • Gastroenterite; 
  • Herpes zoster; 
  • Perda de cabelo; 
  • Fraqueza; 
  • Formigamento ou dormência dos membros; 
  • Coceira e vermelhidão na pele; 
  • Aumento da pressão arterial; 
  • Baixa frequência cardíaca; 
  • Carcinoma basocelular (um tipo de câncer de pele); 
  • Dor nos olhos; 
  • Visão borrada; 
  • Infecção na pele causada por fungos; 
  • Níveis baixos das células do sangue. 

Incomum

Já os efeitos colaterais incomuns podem afetar 1 pessoa a cada 100 que usam o medicamento. Entre elas: 

  • Melanoma (um tipo de câncer de pele); 
  • Pneumonia; 
  • Inchaço na área da visão central da retina posterior do olho (edema macular); 
  • Crises convulsivas. 

Raro 

Gilenya possui uma reação rara. A Síndrome de Encefalopatia Posterior Reversível (PRES) pode afetar 1 a cada 1.000 pacientes.  

Os principais sintomas da PRES incluem dores de cabeça, convulsões, perda de visão e alterações sensoriais. 

Pouco se sabe ainda sobre essa condição, por ser uma entidade nova e com estudos escassos. 

Muito raro 

O sarcoma de Kaposi (tumor relacionado com a infecção por Herpes humano 8) é um efeito colateral classificado como muito raro e pode afetar 1 paciente a cada 10.000 que usarem Gilenya. 

Desconhecido

As reações adversas com frequência desconhecida são aquelas que não podem ser estimadas com os dados disponibilizados por estudos. No caso do uso de Gilenya são: 

  • Reações alérgicas; 
  • Coceira e feridas na pele;
  • Inchaço dos lábios, língua e face; 
  • Doença cerebral rara causada por uma infecção e chamada leucoencefalopatia multifocal progressiva;
  • Infecções provocadas por fungos (como a meningite criptocócica).  

Fingolimode emagrece?

A bula do medicamento diz que o seu uso pode provocar perda de peso, embora essa reação adversa tenha frequência desconhecida.  

Ou seja, somente a ingestão desse medicamento não tende a desencadear um emagrecimento extremo. 

Se ao usar Gilenya você notar uma redução brusca dos números da balança, o ideal é conversar com o(a) médico(a) que te prescreveu esse remédio. 

Contraindicações

Gilenya não deve ser consumido por pacientes que sejam alérgicos ao Fingolimode (princípio ativo) ou outras substâncias presentes na fórmula.

Pessoas que tiveram ataques cardíacos, derrames ou insuficiências cardíacas nos últimos 6 meses também são contraindicadas. 

Esse medicamento não deve ser usado por crianças e adolescentes com menos de 18 anos. Já em pacientes com mais de 65 anos ou portadores(as) de diabetes mellitus, Gilenya deve ser prescrito com cautela. 

Outras restrições incluem pessoas com problemas no fígado e que estão tomando outros remédios que possam alterar o ritmo das batidas cardíacas.  

Qual é o preço? O SUS fornece? 

A caixa com 28 cápsulas de Gilenya 0,5mg é vendido por preços que variam entre R$7.223,80 e R$8.081,92*. 

Esses valores podem sofrer alteração conforme a região do país e até mesmo a rede de farmácias que comercializa o medicamento. Por isso, o ideal é pesquisar e fazer orçamentos em várias drogarias.

Esse medicamento foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em 2013, e é fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2014. 

*Os preços foram pesquisados no site Consulta Remédios em janeiro de 2020. 

Como fazer orçamento do Gilenya 0,5mg?

Para pacientes que vão solicitar judicialmente o medicamento, o Consulta Remédios desenvolveu um suporte de Assessoria para obter o orçamento necessário. Basta colocar o seus dados e em poucas horas nossa equipe te enviará um orçamento personalizado com pelo menos 3 opções de lugares para comprar seu remédio.   

Esse orçamento pode ser usado em processos judiciais, quando o SUS ou o plano de saúde se recusarem a fornecer o medicamento. 


O Gilenya é um medicamento indicado para diminuir a progressão da esclerose múltipla.  Com um preço inacessível para a maioria dos brasileiros e brasileiras, a boa notícia é que esse remédio é fornecido pelo SUS. 

Em casos de dúvidas, sempre converse com o(a) profissional de medicina que te receitou Gilenya como forma de tratamento.  

A redação do Minuto Saudável traz outras informações sobre remédios. Confira nossos textos!!!


Minuto Saudável: Somos um time de especialistas em conteúdo para marketing digital, dispostos a falar sobre saúde, beleza e bem-estar de maneira clara e responsável.