Doenças crônicas, em geral, são condições que persistem por longos períodos e não têm cura. Afetam as pessoas progressivamente e impedem que o organismo funcione corretamente, o que, no geral, afeta a qualidade de vida de pacientes.

Muitas delas não têm causa ou mecanismo claramente conhecidos, como é o caso das doenças crônicas inflamatórias. Exatamente por isso, o tratamento é, geralmente, difícil, logo que há poucos recursos que demonstram resultados efetivos. 

No entanto, aos poucos, novos medicamentos são descobertos e, assim, trazem outras perspectivas às pessoas acometidas.

É o caso do Cimzia, aprovado pela ANVISA e por órgãos reguladores de outros países, indicado para o tratamento de algumas doenças inflamatórias. Conheça mais sobre o medicamento!

O que é Cimzia UCB?

O Cimzia é um medicamento injetável, biológico, indicado para o tratamento da doença de Crohn, artrite reumatoide, artrite psoriásica e espondiloartrite axial, segundo a bula. A substância ativa do medicamento é o Certolizumabe Pegol, que é um fragmento de anticorpo humano.

É distribuído pela Meizler UCB, biofarmacêutica que atua em cerca de 40 países e que também trabalha com outros medicamentos.

O remédio faz parte da classe dos antagonistas do fator de necrose tumoral (TNF). Ou seja, substâncias capazes de inibir ou diminuir a liberação de moléculas de sinalização TNF, que têm como principal efeito biológico a resposta imune e inflamatória. 

Em organismos saudáveis, quando há alguma infecção ou estímulos externos que ameacem o organismo, são produzidas TNF, ativando a expressão de genes inflamatórios. Isso faz com que o corpo possa defender-se e eliminar os invasores.


No entanto, quando há doenças que envolvem condições inflamatórias, como a Doença de Crohn, artrites reumatoide e psoriásica e espondiloartrite axial, os marcadores de TNF se encontram elevados, indicando a alteração do sistema imune sem que exista ameaças ao organismo.

Nesses casos, o uso de medicamentos, como o Cimzia — os medicamentos antagonistas de TFN —, que inibem a ligação do TNF com seus receptores, têm demonstrado bons efeitos no controle das doenças.

Cimzia deve ser aplicado de forma subcutânea, ou seja, abaixo da pele. Cada seringa contém 1mL da solução, composta por 200mg/mL de certolizumabe pegol.

Indicações da bula: para que serve Cimzia?

De acordo com a bula, Cimzia pode ser usado no tratamento da doença de Crohn, artrite reumatoide, artrite psoriásica e espondiloartrite axial, que são todas condições inflamatórias crônicas. Veja mais sobre cada uma e como o medicamento auxilia no tratamento:

Doença de Crohn

Doença de Crohn é uma condição inflamatória do trato gastrointestinal. Ela pode afetar qualquer parte, da boca até o ânus, mas é predominante na parte inferior do intestino delgado (íleo) e intestino grosso (cólon). 

É uma condição crônica e ainda não se sabem exatamente quais as causas. Também não há cura, sendo preciso recorrer às dietas e medicamentos que auxiliam a reduzir a inflamação e controlar os sintomas, que incluem diarreia, cólicas e perda de apetite.

O Cimzia, para pacientes com doença de Crohn, é usado na redução dos sintomas e também indicado às pessoas com doença ativa de moderada a grave que não apresentaram respostas aos tratamentos convencionais.

Artrite reumatoide

A artrite reumatoide é uma doença crônica inflamatória que acomete uma ou várias articulações. 

Não são conhecidas as causas desencadeantes e os sintomas mais comuns são dor, inchaço, calor e vermelhidão nas articulações afetadas, sobretudo nas das mãos e punhos. Também se observa rigidez durante a manhã, fadiga e degeneração da cartilagem articular. 

Ainda que menos comum de ocorrer, outros órgãos e tecidos podem ser atingidos também, como o fígado, olhos, coração, pele e pulmões.

A bula de Cimzia indica que o medicamento associado ao metotrexato (MTX) pode ser usado no tratamento da artrite reumatoide ativa, de moderada a grave, em adultos, quando outras medicações não surtiram efeito. 

Pessoas com sensibilidade ao MTX, ou inadequação ao uso, podem ser orientadas à monoterapia (uso de Cimzia isolado). 

Além disso, em artrite reumatoide grave, ativa e progressiva em adultos que não foram previamente tratados com outras medicações, o uso também está indicado. 

Sua ação ocorre reduzindo a progressão das lesões articulares, lembrando que não cura ou recupera as cartilagens.

Artrite psoriásica

A psoríase é uma doença inflamatória da pele. Ela causa lesões e placas avermelhadas que coçam, doem e descamam. Quando essa condição afeta também as articulações, chama-se artrite psoríaca ou artrite psoriática. 

Isso leva aos sintomas e problemas comuns da artrite, que é uma inflamação dolorosa nas articulações do corpo.

De acordo com a bula, em combinação com metotrexato, o Cimzia é indicado para tratar essa condição em pessoas adultas que tenham sido submetidas à terapia com outros medicamentos modificadores da doença reumática (DMARD), mas que não obtiveram boas respostas. 

O Cimzia também pode ser usado como monoterapia se houver intolerância ou impossibilidade de associar o metotrexato.

Espondiloartrite axial  (EAax)

A espondiloartrite axial é uma condição que afeta a região axial do corpo, que inclui a coluna, a pelve e o quadril. A doença é crônica e não tem cura. Ela provoca inflamações nas articulações e regiões dos ligamentos e tendões, mas no começo não pode ser detectada pelo exame de raio-X. 

Assim, nessa fase, recebe o nome de espondiloartrite axial não-radiográfica (EAax-nr). Pode causar dor e rigidez na coluna, febre, fadiga anemia e perda de peso. 

Progressivamente, os sintomas podem piorar e espalhar-se para o quadril, coxas e até calcanhar. 

Quando os danos podem ser observados pelos exames, denomina-se como espondilite anquilosante (EA).

Segundo a bula, o Cimzia é indicado para pessoas adultas com espondilite anquilosante (EA) ativa, grave e que não podem usar outros anti-inflamatórios não esteroides (AINES) ou não obtiveram boas respostas. 

Conforme a bula, pessoas com espondiloartrite axial sem evidência radiográfica ativa grave, que apresentem sinais de inflamação com o exame de proteína C-reativa (PCR) ou ressonância magnética (RM), e também tiveram respostas inadequadas ou sensibilidade à anti-inflamatórios não esteroides (AINES), o uso de Cimzia está indicado.

Como aplicar a injeção Cimzia?

O Cimzia é um medicamento que só deve ser aplicado após um treinamento e orientação feitos por profissionais de saúde. Ele é uma injeção subcutânea, ou seja, injetado abaixo da pele, sem atingir a musculatura. 

Os locais possíveis de aplicação são as coxas ou o abdômen. O medicamente deve ser deixado em temperatura ambiente por 30 minutos e, de modo algum, pode ser aquecido de outra maneira. 

A própria pessoa pode fazer uma autoaplicação ou pedir para alguém a auxiliar. A aplicação é simples e, após higienizar as mãos e o local, basta remover a capa da seringa. 

Deve-se fazer uma pequena prega cutânea e perfurar a pele em um ângulo de 45º (seringa levemente inclinada). Após toda a agulha ter sido penetrada na pele, injete a solução e, com cuidado, remova a agulha. 

Lembre-se de manter a prega cutânea durante a aplicação, soltando-a apenas após a retirada completa da agulha.

Todas as demais informações ou especificidades da aplicação devem ser esclarecidas com médicos(as) responsáveis pelo tratamento. Orientações também constam na bula.

Quais os efeitos colaterais do Cimzia?

Efeitos adversos podem ocorrer com o uso de qualquer medicamento, incluindo o Cimzia. Conforme a bula, os efeitos colaterais comuns incluem infecções por bactérias e vírus, gripes, alterações nas taxas de células sanguíneas (como diminuição de linfócitos ou neutrófilos), dor de cabeça, náuseas, vômitos, hepatite, rash cutâneo, febre, cansaço e coceira na pele. 

Menos comuns, mas ainda possíveis de ocorrer, são infecções por fungos, sepse, tumor em alguns locais (como estômago e intestino), anemia, trombocitose, lúpus eritematoso, reações alérgicas e psoríase. 

Também são relatadas alterações no apetite, no peso e no humor, quedas ou aumento da pressão arterial, asma, distensão abdominal, boca e garganta secas e mudanças no ciclo menstrual.

Cimzia engorda?

Na bula, consta que o uso do medicamento pode provocar alterações no peso, apesar de ser um efeito adverso incomum. Além disso, também é relatada a alteração no apetite, podendo contribuir com as mudanças na balança.

No entanto, todo efeito ou sintoma que ocorra após o início do tratamento deve ser conversado com o(a) profissional que acompanha o quadro, debatendo as melhores alternativas.

Qual o preço do Cimzia 200mg?

O medicamento pode ser encontrado em embalagens e valores* de:

*Preços consultados em novembro de 2019. Os valores podem sofrer alteração.

Também é possível entrar com uma solicitação judicial para a aquisição pelo Estado. Para isso, é preciso organizar uma listagem de documentos, com o laudo e receita médica, juntamente com o orçamento de 3 farmácias que indiquem o custo do medicamento.

Para facilitar esse processo, pacientes podem contar com o serviço personalizado de Assessoria de cotação em medicamentos de alto custo, do grupo Consulta Remédios.

Basta preencher o formulário, de modo simples e ágil, para receber a cotação.

O que é o Programa Sempre em Frente?

O Sempre em Frente é um programa da biofarmacêutica UCB, que visa auxiliar e assistir às pessoas que fazem uso do Cimzia. Pacientes podem fazer o cadastro no portal  e contar com assistência multidisciplinar, materiais de apoio da doença tratada, informações sobre o Cimzia, além de explicações sobre modos de aplicar, efeitos adversos e outras questões importantes à rotina.

O cadastro não tem taxas ou cobranças e, a qualquer momento, as pessoas podem alterar ou excluir os dados cadastrados. Todas as informações podem ser obtidas com o médico ou médica que prescreveu o medicamento e também no portal Sempre em Frente.

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O Cimzia é uma opção para pacientes que sofrem com doenças crônicas inflamatórias, como a Doença de Crohn, artrite reumatoide, artrite psoríaca e espondiloartrite axial.

Realizar o acompanhamento médico e seguir o tratamento corretamente são as melhores maneiras de controlar os sintomas dessas doenças. Ainda que não haja cura, elas são amenizadas e a qualidade de vida das pessoas podem ser recuperada.

O uso de Cimzia tem demonstrado bons resultados na rotina das pessoas diagnosticadas com essas condições. Converse sempre com seu médico ou médica e acompanhe o Minuto Saudável para mais informações sobre tratamentos e qualidade de vida!


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