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O que é Cianose?

A cianose é um sintoma bastante preocupante. Trata-se de uma coloração azulada que surge na pele ou nas mucosas, sendo mais comum na extremidade dos dedos e nos lábios, que acontece quando os tecidos não recebem a quantidade adequada de oxigênio.

Ela pode ser central ou periférica. A contrário do que se imagina, os nomes não dizem respeito ao local que fica azulado, mas sim ao mecanismo de ação da doença.

Na cianose central, há algum problema de oxigenação do sangue nos pulmões, enquanto na periférica, o sangue é oxigenado normalmente, mas tem dificuldades para chegar aos capilares e oxigenar os membros.

Quando os sinais de cianose se fazem presentes, é necessário iniciar o tratamento o mais rápido possível, pois ela pode ser um indicativo de hipóxia  (concentração baixa de oxigênio nos tecidos) ou problemas circulatórios graves.

Outras vezes ela pode ser causada por exposição excessiva ao frio. Nesses casos, o simples aquecimento do local afetado já ajuda a resolver o problema. Entretanto, é muito importante não subestimar os sinais do corpo, especialmente se a cianose vier acompanhada de problemas como falta de ar.

Descubra mais sobre esse sintoma aqui!

Índice – neste artigo você vai encontrar as seguintes informações:

  1. O que é cianose
  2. Tipos
  3. Cianose em recém-nascidos
  4. Causas
  5. Fatores de risco
  6. Sintomas
  7. Como é feito o diagnóstico?
  8. Tem cura?
  9. Qual o tratamento?
  10. Medicamentos
  11. Convivendo
  12. Prognóstico
  13. Como prevenir a cianose?

Tipos

Existem, de modo geral, 3 tipos de cianose. Confira:

Central

A cianose do tipo central acontece quando o sangue arterial, que deveria ser rico em oxigênio, chega desoxigenado aos capilares, os vasos pequenos vasos sanguíneos responsáveis por irrigar os órgãos do corpo.

Essa falta de oxigênio concentrado normalmente acontece por conta da redução de oxigenação do sangue nos pulmões.

Periférica

A cianose do tipo periférica acontece quando há desoxigenação em excesso pelos tecidos periféricos, ou seja, nas mãos e nos pés.

Ela pode ser generalizada, causando os sintomas característicos em várias partes do corpo, ou então localizada, isto é, quando atinge somente uma parte específica.

Mista

A cianose mista ocorre quando há uma associação entre os mecanismos da cianose central e da periférica.

Cianose em recém-nascidos

Quando a cianose acontece em recém-nascidos, pode ser um terror para os futuros papais e mamães. Dependendo da causa, ela pode se manifestar de repente e ainda ser acompanhada de dificuldade respiratória.

É muito importante que os papais e mamães estejam atentos aos sinais do recém-nascido, já que nem sempre a cianose acontece em um local facilmente visível, como nos lábios. Assim como nos adultos, muitas vezes, pode acometer uma perna que fica coberta pelas roupinhas. O problema é que o recém-nascido não tem a capacidade de relatar o sintoma.

As causas são variadas e podem ser desde coágulos de sangue que bloqueiam a passagem sanguínea para um determinado membro ou então o fenômeno de Raynald, um transtorno no qual baixas temperaturas ou emoções fortes causam espasmos vasculares que bloqueiam a circulação para as mãos, pés, orelhas e nariz.

Nos casos em que a cianose acontece por exposição ao frio ou pelo fenômeno de Raynald, é preciso vestir a criança com roupas quentes e abrigá-la em um espaço com bom aquecimento.

Entretanto, há possibilidade da cianose ser causada por problemas genéticos que envolvem o coração. Veremos mais a respeito deles nos tópicos posteriores, mas é possível dizer, por hora, que esses problemas normalmente são detectados logo após o nascimento, sendo resolvidos através de cirurgias.

Causas

A pele com a coloração azulada é sempre causada por um déficit de oxigenação do sangue e por um acúmulo consequente de gás carbônico. Porém, antes de tudo, temos de entender um pouco sobre o sangue que circula no nosso organismo.

O sangue circula pelo organismo sobre duas formas, a arterial e a venosa. O sangue venoso é normalmente mais escuro e, como o nome já diz, corre pelas pelas veias dos tecidos do corpo até o pulmão carregando sangue com alto teor de gás carbônico.

No pulmão, ocorrem as trocas gasosas, a hemoglobina (proteína responsável pelo transporte do oxigênio) recebe oxigênio e o sangue passa a ser chamado de sangue arterial, correndo do coração em direção aos tecidos do corpo.

Um adulto normal possui, em média, de 12,5 até 15 gramas de hemoglobina circulando. Quando 5 gramas ou mais de hemoglobina do sangue arterial se encontram sem oxigênio, costuma surgir na pele ou nas mucosas a coloração azulada característica da cianose.

Quando visto em apenas uma parte do corpo, pode ser causada por um coágulo sanguíneo que bloqueia o suprimento de sangue para o membro.

Entretanto, existem ainda diversas doenças e causas associadas que podem desencadear a cianose. Confira:

Doenças cardíacas

Tanto as doenças cardíacas congênitas ou adquiridas podem ter como consequência a cianose.

As doenças cardíacas congênitas são causadas por malformações no coração. Esses defeitos cardíacos podem ocasionar vários problemas, como impedir a chegada de sangue nos pulmões, dificultando a oxigenação, ou causar a mistura de sangue venoso, o que é rico em oxigênio, com o arterial, rico em gás carbônico.

Elas são diagnosticadas logo após o nascimento através da presença de sopros, falta de ar, ou da própria cianose.

Por outro lado, as doenças cardíacas adquiridas são aquelas que se desenvolvem ao longo da vida, por exemplo o infarto do miocárdio, que pode deixar como sequela uma pequena passagem entre as câmaras do coração, permitindo a mistura entre sangue arterial e venoso.

Nesses casos, o diagnóstico também é feito através da presença de sopro, falta de ar, alterações no ecocardiograma e cianose.

As principais doenças cardíacas que podem levar à cianose são:

Tetralogia de Fallot;

A tetralogia de Fallot é uma combinação de 4 defeitos na formação do coração. É um problema genético e normalmente é identificado assim que a criança nasce.

O problema é que as malformações causadas pela doença não permitem que os pulmões recebam sangue para oxigená-lo, trazendo problemas para o sistema circulatório como um todo. Os defeitos comuns da tetralogia de Fallot são:

  • Obstrução da saída do ventrículo direito (estenose infundibular);
  • Hipertrofia do ventrículo direito, ou seja, o essa parte do coração é maior do que deveria, dificultando o batimento;
  • Um buraco entre os dois ventrículos do coração, fazendo com que sangue arterial se misture ao venoso, condição também chamada de Defeito Septal Ventricular (DSV);
  • Desvio da aorta para direita ao sair do coração.

Além disso, a combinação desses quatro defeitos pode dificultar a oxigenação de certos tecidos, tendo como um de seus principais sintomas a cianose.

Infarto do miocárdio

O infarto pode deixar como sequela um pertuito, isto é, um pequeno buraco entre as câmaras cardíacas que pode causar a mistura de sangue venoso e arterial e dificultar a oxigenação dos tecidos, causando a cianose.

Outras causas

Além das citadas anteriormente, outros problemas cardíacos que podem causar a cianose são:

  • Transposição das Grandes Artérias (TGA): as principais artérias do coração trocam de lado, dificultando a oxigenação;
  • Retorno pulmonar venoso anômalo total (TAPVR): quando a veia pulmonar não se conecta corretamente com o coração;
  • Síndrome do Coração Esquerdo Hipoplásico (SHCE): quando a maioria das estruturas no lado esquerdo do coração são muito pequenas ou pouco desenvolvidas;
  • Truncus arteriosus: uma rara doença do coração na qual a artéria pulmonar e a aorta estão unidas, misturando sangue arterial e venoso.

Doenças pulmonares

A cianose acontece por causas pulmonares, quando os pulmões não são capazes de oxigenar o sangue. Esse tipo de problema pode acontecer, por exemplo, em casos de enfisema pulmonar, fibrose cística e nas pneumonias extensas.

As doenças respiratórias que podem causar cianose são:

Embolia pulmonar

A embolia pulmonar ocorre quando um trombo (um coágulo ou êmbolo) se solta e bloqueia as artérias pulmonares. Esses bloqueios podem ocorrer por conta de pedaços de gordura, fragmentos de ossos ou bolhas de ar.

Na maior parte das vezes (aproximadamente 90% dos casos), os coágulos têm origem nos membros inferiores, fazendo com que a embolia pulmonar seja reconhecida como uma comum complicação da trombose.

A incidência anual da doença é de 1 paciente a cada 1 mil habitantes e sua taxa de letalidade varia entre 12% e 17%. Um dos seus sintomas pode ser a cianose.

Bronquiolite

A bronquiolite é uma infecção viral sazonal muito comum em bebês. É caracterizada por sintomas bastante similares aos de um resfriado, causando inchaço e acúmulo de muco nos bronquíolos.

Costuma ser causada por vírus comuns e se resolve facilmente em poucos dias, mas pode necessitar de auxílio médico em alguns casos. É mais comum em bebês lactentes que estão entre os 2 e 6 meses de vida. Em casos mais graves, pode causar cianose.

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

A doença pulmonar obstrutiva crônica é um conjunto de doenças que levam à disfunção pulmonar, caracterizada principalmente pela dificuldade em respirar. Sua principal causa é o consumo de tabaco, seguida da inalação de poluição e substâncias químicas.

O quadro normalmente é um conjunto de sintomas como a bronquite crônica e enfisemas pulmonares.

É uma doença progressiva que atinge principalmente pessoas acima dos 35 anos de idade, fumantes, ex-fumantes, trabalhadores de carvoarias, olarias, pizzarias e outros locais com exposição à fumaça.

Asma

A asma é uma doença crônica que ocorre por conta da inflamação das vias respiratórias, fazendo com que substâncias responsáveis pela contração dos brônquios sejam liberadas, estreitando o canal respiratório e causando dificuldade em respirar.

Além da falta de ar, a asma também causa a produção de muco, o que, por sua vez, aumenta ainda mais a inflamação dos brônquios. Quando as crises asmáticas são muito intensas, um dos sintomas pode ser a cianose.

Doença pulmonar intersticial

As doenças pulmonares intersticiais são causadas por danos nas células que rodeiam os alvéolos, o que causa inflamação alargada e formação de cicatrizes nos pulmões.

Existem mais de 300 doenças diferentes que podem ser classificadas como doença pulmonar intersticial. A maior parte é rara, mas as mais frequentes incluem:

  • Sarcoidose (crescimento de pequenos grupos de células inflamatórias em diferentes partes do corpo, incluindo o pulmão);
  • Fibrose pulmonar idiopática (surgimento de cicatrizes nos pulmões);
  • Alveolite alérgica (reação inflamatória nos alvéolos);
  • Pneumoconiose (fibrose crônica dos pulmões).

Quando em estágios avançados, muitas dessas doenças podem ter como parte do seu quadro sintomático o surgimento da cianose.

Pneumonia

A pneumonia é uma inflamação dos sacos de ar em um ou ambos os pulmões, podendo fazer com que eles fiquem cheios de líquido.

Doenças circulatórias

A cianose também pode acontecer quando o sangue oxigenado pelos pulmões não consegue fazer o seu caminho por completo e chegar nos tecidos.

O sintoma pode ocorrer, por exemplo, no choque hemorrágico (perda significativa de sangue) ou séptico (infecção generalizada que pode causar falência de órgãos e pressão arterial baixa), nas obstruções arteriais ou na doença de Raynaud.

Doenças hematológicas

Doenças como anemia falciforme causam uma baixa disponibilidade de hemoglobina carreadora de oxigênio. A falta dessa substância pode acarretar em cianose.

Intoxicações

O abuso de algumas substâncias, como dapsona, pode causar o acúmulo de metahemoglobina, uma substância que não é eficaz no transporte de oxigênio do sangue para os tecidos, tendo como consequência a cianose.

Falta de oxigênio no ar inspirado

Locais rarefeitos, normalmente locais de grande altitude, possuem uma quantidade menor de oxigênio circulando no ar. Pessoas que não estão fisicamente condicionadas para suportar essas situações podem desenvolver cianose.

Exposição excessiva ao ar ou água fria

A cianose é um sintoma comum em pessoas que ficam expostas muito tempo ao frio. Quando a causa é essa, o problema não é necessariamente tão grave e seu tratamento é simples. Ainda assim, é importante ficar atento aos sinais do corpo para não deixar que o problema se desenvolva para um quadro mais sério.

Outras causas

Existem, ainda, outras causas que podem fazer com que a cianose apareça. São elas:

  • Overdose de drogas (narcóticos, benzodiazepínicos, sedativos, etc);
  • Toxinas, como cianeto;
  • Afogamento;
  • Baixo teor de oxigênio no sangue.

Fatores de risco

Existem alguns fatores de risco que podem desencadear a cianose. Entenda:

Genética

A cianose pode ser causada por doenças cardíacas de origem genética, como tetralogia de Fallot, uma condição rara causada por uma combinação de quatro defeitos na formação do coração.

Tabagismo

Todos nós já estamos carecas de saber sobre os males causados pelo consumo de cigarros. O impacto da fumaça e de suas substâncias tóxicas nos pulmões e no sistema respiratório pode causar não só a cianose, como também está associado ao surgimento de mais de 50 outras patologias.

Além disso, é sabido que o cigarro tem um grande impacto no sistema cardiovascular, outro fator de risco para o desenvolvimento de cianose.

Má alimentação

Uma alimentação desregulada pode ser um fator de risco para cianose, uma vez que ela está associada ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como o risco aumentado de doenças cardiovasculares, o que pode levar à cianose.

Sedentarismo

A falta da prática de exercício físico pode ser um fator de risco para o desenvolvimento da cianose, uma vez que indivíduos sedentários possuem uma predisposição maior para o desenvolvimento de doenças respiratórias e cardiovasculares.

Obesidade

A obesidade normalmente vem aliada a uma má alimentação, o que aumenta os riscos do desenvolvimento de doenças cardiovasculares e, consequentemente, da cianose.

Sintomas

A cianose causa uma série de sintomas característicos, sendo o principal deles a pele com coloração azulada. Os outros sintomas que podem indicar a presença de cianose são:

  • Febre;
  • Irritabilidade;
  • Dificuldade de respirar;
  • Dificuldade de se alimentar e dormir;
  • Alargamento da pele sobre as unhas;
  • Retração dos músculos do peito a cada movimento respiratório;
  • Confusão ou perda de consciência, mesmo que por alguns instantes;
  • Frequência respiratória superior a 50 ou 60 inspirações e expirações por minuto.

Como saber se a criança está com cianose?

A cianose também acontece com muitas crianças. O problema é que, por serem muito novas e muitas vezes nem conseguirem se comunicar direito, a identificação do problema fica dificultada. Portanto, é muito importante que os pais fiquem atentos aos sinais que a criança dá para além da comunicação verbal.

Além dos sintomas característicos de pele azulada e dificuldade de respirar, sempre procure auxílio médico se o seu filho apresentar:

  • Frequência respiratória alta quando não está chorando;
  • Uma espécie de ronquido ao respirar;
  • Sentar-se com os ombros curvados;
  • Muito cansaço e pouca movimentação;
  • Estremecimento das fossas nasais quando a criança respira;
  • Flacidez no corpo;
  • Falta de apetite;
  • Irritabilidade;
  • Dificuldade em adormecer.

Como é feito o diagnóstico?

Dependendo da causa, a pele azulada e os outros sintomas, como dificuldade de respirar, se desenvolvem de forma súbita, isto é, de repente. Quando a cianose vier acompanhada de dor no local afetado, congestão pulmonar ou dor no peito, deve-se procurar um médico imediatamente, pois trata-se de um caso de urgência.

Quando a cor azulada acontece por exposição prolongada ao frio, o correto a se fazer é aquecer as extremidades afetadas. Ainda assim, o mais indicado é que, com o aparecimento dos sintomas, se procure um médico para um exame clínico detalhado que descarte outras possibilidades.

No consultório, o médico responsável, primeiramente, vai analisar o histórico do paciente. Ele irá perguntar sobre o início da coloração azul e sobre o aparecimento e persistência de outros sintomas.

Além disso, vai investigar se existe a possibilidade do paciente ter sido exposto a algum composto tóxico, como agrotóxicos, venenos ou qualquer ingestão de medicamentos que que possam causar os sintomas.

Em seguida, o médico vai partir para um exame físico, que inclui ouvir os sons da respiração e do coração com auxílio do estetoscópio (instrumento utilizado para amplificar os sons do corpo humano). O médico ainda vai avaliar a pressão sanguínea e a força do pulso.

Ele faz essas medições porque, caso o pulso seja fraco ou a pressão estiver muito baixa, pode ser necessária a administração de medicamentos para a estabilização desses sinais antes de se iniciar outros tipos de investigação.

Depois disso, se ainda for necessário, pode ser que o médico peça por alguns exames, como:

Gasometria arterial

A gasometria arterial é um exame de sangue que normalmente é realizado quando o paciente se encontra internado em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Ele tem como objetivo verificar se as trocas gasosas estão ocorrendo da maneira correta e, dessa forma, avaliar se há a necessidade de oxigênio extra.

É um exame simples e que pode ser solicitado durante o internamento para auxiliar no diagnóstico de doenças respiratórias, renais ou de infecções graves, além de servir para verificar se o tratamento continua sendo eficaz, fazendo com que ele possa ser utilizado como um critério para a alta do paciente.

Hemograma completo

O hemograma completo normalmente é pedido para avaliar a saúde geral do paciente. É muito utilizado para averiguar distúrbios como a anemia, doenças autoimunes e leucemia.

Nele, é feita a medição dos níveis de glóbulos vermelhos (hemácias) e brancos (leucócitos). Nesse caso, níveis altos de glóbulos brancos podem indicar infecção, enquanto níveis baixos de glóbulos vermelhos podem ser indicativo de algum problema respiratório.

Raio X do tórax

Através do raio X do tórax, o médico consegue avaliar a saúde do pulmão e a possibilidade de algum derrame pleural.

Eletrocardiograma

O eletrocardiograma, também conhecido por sua sigla ECG, é um exame que avalia a atividade elétrica do coração a partir de eletrodos fixados na pele. Não é invasivo e é indolor.

Através do uso de um equipamento chamado eletrocardiógrafo digital, os médicos observamr a atividade elétrica do coração e chega,r aà diversos diagnósticos.

Ecocardiograma

O ecocardiograma, também conhecido como ecocardiografia, é um exame de ultrassom, como aquele que as grávidas fazem no período pré-natal, só que feito no peito com o intuito de observar o coração e suas válvulas.

Também é um exame indolor, não invasivo, sendo utilizado para o diagnóstico de diversas doenças cardíacas, como infarto, insuficiência cardíaca e outras.

Outros exames

Existem ainda, outros exames que podem ser feitos para o diagnóstico da cianose. Dentre eles, podemos citar:

  • Ecocardiograma transesofágico: introduz-se uma sonda pelo esôfago, após anestesia local, permitindo a obtenção de informações sobre questões estruturais e funcionais do coração;
  • Estudo eletrofisiológico: procedimento invasivo em que catéteres são introduzidos nas veias femorais e direcionados até as válvulas do coração;
  • Tomografia por emissão de pósitrons: também conhecido como PET, o exame não é invasivo. Se utiliza da emissão e detecção de pósitrons para para gerar imagens 3D ou em cortes de alguma área do corpo;
  • Angiografia: um exame invasivo que tem como função verificar o estado de saúde dos vasos sanguíneos do paciente.

Tem cura?

Sim. A cianose tem cura e ela envolve, normalmente, o ataque do problema que a está causando. Se, por exemplo, a cor azulada nos membros for causada por excesso de frio, o tratamento vai envolver esquentar a região afetada. Se o problema causado por questões respiratórias, atacar a causa do problema respiratório acaba com a cianose.

Qual o tratamento?

Como a cianose é mais um sintoma do que uma doença em si, seu tratamento envolve atacar a doença ou o fator externo que está causando a coloração azulada. Portanto, existe uma série de tratamentos. Confira:

Aquecimento das áreas afetadas

Caso a cianose seja causada pela exposição ao frio, o tratamento pode ser tão simples quanto aquecer a área azulada. Quando a cianose continua mesmo após o aquecimento da região afetada, a busca por auxílio médico é essencial.

Oxigenação

Nos casos em que a cianose é causada por questões respiratórias, a estabilização inicial envolve a oxigenação dos tecidos, que pode se dar através do uso de aparelhos de respiração nos casos em que o paciente não consegue respirar por conta própria.

Cirurgia

Quando a cianose é causada por problemas cardíacos congênitos ou adquiridos, a intervenção cirúrgica pode ser necessária.

O tratamento, por exemplo, da tetralogia de Fallot, uma rara combinação de defeitos cardíacos que surgem no nascimento, necessita de uma cirurgia logo após o nascimento.

Nos casos em que os sintomas são menos severos, a cirurgia pode ser realizada quando a criança tem de 3 a 6 meses.

Nesses casos, a cirurgia cardíaca aberta normalmente é uma opção utilizada para corrigir todos os defeitos nas válvulas do coração.

Tratamento medicamentoso

Quando não é o caso de se realizar uma cirurgia, o corpo médico pode optar por utilizar medicamentos específicos para o que estiver causando a cianose.

Caso seja um problema respiratório, os médicos podem optar por broncodilatadores, que ajudam a melhorar a absorção de oxigênio pelos pulmões.

Quando se trata de problemas circulatórios, por outro lado, pode-se receitar o uso de medicamentos vasodilatadores, que permitem que o sangue circule com mais facilidade pelo organismo, oxigenando as áreas afetadas.

Medicamentos

Os principais medicamentos utilizados no tratamento da cianose são:

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Convivendo

Quando falamos de cianose, não existe muito com o que conviver, pois trata-se mais de um sintoma do que necessariamente de uma doença com a qual o paciente deve lidar. Uma vez que a causa principal da cianose é tratada, ela tende a desaparecer e não causar mais problemas para a vida do paciente.

Prognóstico

O prognóstico para cianose costuma ser bom, pois costuma ser um problema facilmente tratável com o uso dos medicamentos apropriados.

Exceto quando ela é causada por algum problema no coração, seu tratamento é tranquilo. Nos casos de problemas cardíacos, muitas vezes o paciente deve praticar algumas mudanças de vida, mas elas visam tratar da questão cardiovascular em si, e não da cianose especificamente.

Como prevenir a cianose?

Com a exceção dos casos em que a cianose surge por consequência de problemas genéticos, a prevenção da cianose envolve algumas mudanças de vida e a adoção de alguns hábitos e práticas, como:

Se proteger do frio

A cianose pode ser causada pela exposição prolongada ao frio. Portanto, se agasalhar corretamente quando exposto a temperaturas muito baixas é uma opção para evitar o surgimento da cianose.

Praticar exercícios físicos

A prática de exercícios físicos deixa o corpo mais saudável. A absorção de oxigênio pelos pulmões fica melhor junto com a circulação sanguínea. Manter o corpo ativo ajuda a deixá-lo preparado para situações em que o oxigênio pode não estar tão disponível, como em grandes altitudes.

Vale frisar que, ainda assim, não necessariamente só a prática de exercícios físicos vai te deixar capacitado para obtenção do gás  em situações de ar rarefeito.

Nessas situações, é necessária uma adaptação do corpo todo à concentração baixa de oxigênio no ar. Em especial, é necessário que a contagem de hemácias (glóbulos vermelhos que transportam o oxigênio no sangue) seja maior.

Isso pode ser facilmente verificável ao se comparar a quantidade de hemácias presentes no sangue de alguém que mora no nível do mar, com outra pessoa que viva em grandes altitudes, como nos Andes.

Nos Andes, a quantidade de oxigênio presente no ar é muito menor. Isso faz com que a quantidade de hemácias das pessoas que vivem nessa região seja maior do que a de pessoas que vivem no nível do mar, por exemplo, onde a concentração de oxigênio no ar é maior.

É por isso que os nossos jogadores de futebol, quando vão jogar em países como o Chile, normalmente enfrentam dificuldade no campo, enquanto os jogadores locais não parecem fazer tanto esforço.

No caso dos jogadores chilenos, por exemplo, a contagem de hemácias é naturalmente maior no sangue, fazendo com que eles tenham facilidade de jogar com níveis baixos de oxigênio no ar.

Alimentar-se corretamente

Uma alimentação balanceada é importantíssima para a saúde de modo geral. Evitar comer alimentos que podem causar o surgimento de placas de gordura na corrente sanguínea é uma ótima maneira de evitar o aparecimento da cianose.


A cianose é um problema relativamente comum e de fácil tratamento. Sua presença pode indicar problemas mais graves, portanto, é essencial que se busque ajuda médica assim que os primeiros sintomas surgirem.

E você? Já teve cianose? Conte para gente!

Referências

https://www.news-medical.net/health/Causes-of-cyanosis.aspx
https://www.news-medical.net/health/Diagnosis-of-cyanosis.aspx
https://www.healthline.com/health/peripheral-cyanosis#treatment
https://www.healthlibrary.in/cyanosis/

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