Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a Universidade de Trento, na Itália, identificaram 16 bactérias relacionadas ao câncer de intestino.

Essas bactérias somente estão presentes na flora intestinal das pessoas que estão com a doença, independente da dieta ou da região em que a pessoa vive.

Os especialistas acreditam que, com essa descoberta, pode-se fazer testes para detectar a doença em estágios ainda iniciais.

Ainda sim, os estudiosos ainda não sabem se essas bactérias poderiam ser as causadoras do câncer de intestino. Por isso, mais pesquisas são recomendadas.

Para o estudo, as fezes de 969 pessoas com e sem câncer foram analisadas. Os pesquisados eram de diferentes países: França, Japão, China, Estados Unidos, Alemanha, Itália e Canadá.

A pesquisa foi publicada na revista Nature.

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Câncer de intestino

De acordo com Instituto nacional de Câncer (INCA), cerca de 36 mil novos casos de câncer foram diagnosticados em 2018 no Brasil.

Idade (acima de 50 anos), excesso de peso, tabagismo, consumo de álcool e alimentação não saudável são alguns fatores de risco que podem ajudar o desenvolvimento da doença.

O tratamento o câncer de intestino é primeiramente feito com uma cirurgia de retirada da parte do intestino que está infectada. Depois, se for necessário, se indica o tratamento com quimioterapia ou radioterapia.

Os sintomas mais comuns são: sangramento nas fezes, perda de peso involuntariamente, dor abdominal e fraqueza acompanhada de anemia. Em caso de suspeitas, procure um médico coloproctologista.

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O descobrimento dessas bactérias é importante porque pode ajudar no diagnóstico da doença em estado inicial. Quanto antes os tumores forem descobertos, mais chances a pessoa tem de ser curada.

Fonte: BBC

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Editor Médico

Dr. Paulo Caproni

CRM/PR 27.679

Graduado em Medicina pela PUCPR. Residência Médica em Medicina Preventiva e Social pela USP. MBA em Gestão Hospitalar e de Sistemas de Saúde pela FGV.

Farmacêutica Responsável

Dra. Francielle Mathias

CRF/PR 24612

Farmacêutica generalista, com Mestrado em Ciências Farmacêuticas, ambos pela Unicentro. Doutorado em Farmacologia pela UFPR.

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