Aranhas, de maneira geral, são animais que tentamos evitar ao longo da vida, seja pelo medo que temos da sua forma física ou pela sua picada, que às vezes pode levar à morte.

Por isso, é sempre importante ter alguns hábitos de cuidado e limpeza doméstica para prevenir que o animal invada nossa casa.

Mas a boa notícia é que, segundo um estudo feito na Universidade Federal de Minas Gerais, através do veneno desses animais é possível ter benefícios para a saúde sexual masculina.

A pesquisa, entretanto, mostrou que não é qualquer aranha, e sim a conhecida no Brasil como armadeira, da espécie Phoneutria nigriventer.

Os cientistas extraíram, do veneno do animal, um princípio ativo que possibilitou testar os efeitos na disfunção erétil.

Como resultado de testes, o novo tratamento teve sua eficácia comprovada em camundongos, e pode ter eficiência maior que outros medicamentos usados para essa condição, por exemplo o viagra.

Além disso, a descoberta se mostrou segura nos roedores que tinham doenças como hipertensão e diabetes.

O que pode trazer novas possibilidades, já que o medicamento para disfunção erétil usado até então, o sildenafil, era contraindicado para pacientes com diabetes ou hipertensão.


Como o veneno da aranha ajuda na saúde sexual

Antes de você entender como a toxina ajuda os homens com disfunção erétil, é preciso entender como os pesquisadores relacionaram o efeito da substância do organismo com a própria picada da aranha.

Então vamos lá: a partir do momento que a picada acontece, a aranha injeta a toxina e, junto com ela, vai a substância chamada de PnPP-19, que foi o que os cientistas usaram para fazer o medicamento.

Em seguida, a pessoa que foi mordida começa a ter os sintomas, como perda de controle muscular, problemas respiratórios e paralisia. Mas há um efeito colateral bastante específico e singular: ereções.

Chamadas de priapismo, as reações eréteis podem durar até 4 horas.

Então é aí que o veneno mostra potencial para a saúde sexual, uma das reações da toxina no organismo é o relaxamento do tecido adiposo do pênis. Isso aumenta o fluxo sanguíneo na região e favorece as ereções.

E com base nisso, os cientistas extraíram essa substância responsável pela reação (PnPP-19) e fizeram uma versão sintética em duas formas, uma em gel e a outra injetável, para ser aplicada a fim de tratar problemas com disfunção erétil.

O próximo passo é esperar que o remédio seja comercializado para os homens, o que pode demorar um pouco, mas já é um resultado promissor para que sofre com essa condição.

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Disfunção erétil afeta homens de diferentes idades. Por isso, não tenha vergonha de procurar um médico, existem vários tratamentos que pode ajudar a combater esse problema.

Fonte:  Journal of Sexual Medicine


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