Eduardo (Minuto Saudável)
11/02/2019 14:35

Novo tratamento para clamídia reduz risco de superbactérias

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O aparecimento de superbactérias tem sido algo discutido de forma recorrente na medicina, especialmente pelo uso excessivo e desnecessário de antibióticos, hábito capaz de criar bactérias imunes ao tratamento convencional.

Com a intenção de prevenir o surgimento de microrganismos resistentes, pesquisadores da Universidade de Waterloo, no Canadá, desenvolveram um tratamento alternativo para a clamídia, uma doença sexualmente transmissível que afeta anualmente 131 milhões de pessoas, segundo a OMS.

O método é diferente porque não contém a presença de antibióticos, o que previne as chances das bactérias se reproduzirem mais fortes no organismo.

Leia mais: Mau uso de antibióticos cria superbactérias que podem matar

O tratamento consiste em impedir que as bactérias causadoras da infecção entrem em contato com as células da região genital.

Esse processo ocorre através do uso de um dispositivo nanotecnológico, usado para tratamento a partir de nanopartículas.

Com ele, os cientistas conseguiram encontraram um ácido ribonucleico (siRNA) que, quando em contato com outro gene denominado PDGFR-beta, é capaz de criar uma barreira para as bactérias.

Dessa forma, o dispositivo consegue ativar a autofagia, processo em que as células infectadas impedem a reprodução das bactérias causadoras da doença, destruindo-as.

Com o resultado dessa pesquisa é possível ver um avanço no tratamento de doenças que podem se tornar mais graves com o surgimento das superbactérias.

Mas, apesar de ainda não existir uma previsão de entrada na medicina, os estudos são esperançosos para dar origem a novas formas de prevenção.

O tratamento da clamídia constitui-se basicamente no uso de antibióticos. Quanto mais precoce o diagnóstico, mais fácil é a remissão da DST, que possui cura.

Com a nova pesquisa em desenvolvimento, o risco das pessoas desenvolverem uma infecção mais forte se torna reduzido.

Alerta para prevenção

A clamídia é uma das DSTs mais comuns. Em sua maioria, é assintomática (não apresenta sintomas), o que acaba ajudando em sua transmissão. Dessa forma, quem tem a doença geralmente acaba transmitindo para outra pessoa por não saber que é portador.

A clamídia pode desenvolver sérios problemas no sistema reprodutivo quando não tratada ou com o diagnóstico tardio.

Por isso, a preocupação com doenças causadas por esses microrganismos resistentes é um dos alertas feito pela Organização Mundial da Saúde para o ano de 2019.

Segundo a organização, é importante que exista um plano de ação global no combate à resistência antimicrobiana. Portanto, vale reforçar que a melhor forma de se prevenir contra essa e outras doenças sexualmente transmissíveis é através do uso de preservativos.

Leia mais: 10 ameaças globais à saúde que preocupam a OMS em 2019


Antibióticos sempre foram uma opção para tratamento de doenças e infecções, porém é importante se conscientizar sobre o assunto, e principalmente, fazer uso adequado desses medicamento.

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Fonte: Science Daily

13/02/2019 12:15

Eduardo (Minuto Saudável)

Redator, é estudante de Jornalismo pela Uninter. Escreve notícias sobre saúde e bem-estar.

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