Eduardo (Minuto Saudável)
16/04/2019 18:12

Transplante de flora intestinal pode melhorar quadros de autismo

Uma criança diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode passar por diversos problemas ligados ao comportamento, comunicação e interação social, necessitando de acompanhamento durante o seu desenvolvimento.

Além desses sintomas, em alguns casos, os pacientes com autismo também podem sofrer com problemas gastrointestinais, como diarreia, constipação, dor de estômago e alergia alimentar.

Mas em uma nova pesquisa, publicada na revista científica Scientific Reports observou que o conjunto de bactérias (microbioma) presentes no intestino pode ter relação com a manifestação dos sinais e sintomas de autismo.

Por meio do transplante fecal é possível restaurar ou alterar a flora intestinal dos pacientes, reduzindo alterações, como as diarreias e sensibilidades alimentares.

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Por isso, o objetivo, que era tratar as alterações intestinais, foi mais além.

Quais os indícios?

Para que chegassem à descoberta, os cientistas já tinham observado que cerca de 30% a 50% das pessoas com autismo tinham algum problema digestivo crônico. Isso faz com que o humor ou condições de aprendizado sejam também agravadas, logo que os sintomas intestinais podem causar bastante desconforto.

Então, os pesquisadores utilizaram como tratamento de 18 crianças com constantes alterações intestinais o transplante fecal, que repõe as bactérias saudáveis do organismo.

Como resultado, foi possível ver uma melhora de 45% comportamento das crianças em comparação com o quadro clínico inicial.

Como o transplante fecal pode diminuir os problemas intestinais?

Esses microbiomas intestinais são conjuntos de microrganismos vivos que ajudam a manter o bom funcionamento do corpo humano.

As bactérias têm um papel importante para promover o fortalecimento do sistema imunológico e também a manter as pessoas saudáveis, logo que, assim, o corpo consegue combater agentes nocivos.

Os cientistas supõem esses efeitos positivos sejam devido à melhor conexão e transmissão de sinais entre cérebro e intestino.

No entanto, ainda não está claro se esse tratamento teria o mesmo efeito em crianças com autismo mas sem alterações intestinais.

Leia mais: Realidade virtual: como a tecnologia pode ajudar crianças com autismo


Quanto mais precocemente o autismo for diagnosticado, melhor é o desenvolvimento durante a infância e vida adulta.

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Fonte: Health Day

19/05/2019 15:39

Eduardo (Minuto Saudável)

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