A Zika, doença transmitida pelo Aedes aegypti, tem deixado as autoridades de saúde em alerta desde os últimos anos.

No Brasil, o aumento das doenças causadas por vetores como os mosquitos geralmente é acentuado pela falta de urbanização, saneamento básico e também pela incidência das chuvas, comuns nessa época do ano.

Pelas condições favoráveis para uma disseminação mais rápida do vírus aqui no Brasil, os casos de infecção no início desse ano foram maiores do que os representados pelos dados no ano passado.

De acordo com o Ministério da Saúde, somente no início do ano de 2019, foram confirmados 2.062 casos da doença, enquanto que em 2018 foram registrados, no mesmo período, 1.908 casos prováveis.

Apesar de ainda não ter nenhuma morte confirmado por zika em 2019, é importante que os avanços nessa área aconteçam, principalmente para evitar que novos casos surjam, e potencialmente uma nova epidemia.

Com base nisso, cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) criaram um novo método de detectar se a pessoa está contaminada ou não com o vírus da Zika.

Segundo os autores, o teste rápido é capaz de diagnosticar a pessoa em apenas 20 minutos e também é considerado mais simples de manusear em relação aos métodos de detecção já disponíveis no mercado.

Ainda segundo os pesquisadores, o objetivo é que o novo método esteja disponível nos postos de saúde até o final do ano.


Como o novo teste é feito?

O simples teste desenvolvido é um kit com reagentes químicos que indica a presença da infecção, e segundo a Fundação (Fiocruz) a intenção é que uma pasta com os kits de detecção seja enviada para postos de saúde do Brasil inteiro.

O procedimento é considerado simples e pode ser feito por qualquer profissional da área da saúde.

Primeiro, o paciente precisará fornecer amostras de saliva ou urina. Em seguida, esse material será misturado junto com os reagentes químicos do teste e aquecido em banho-maria.

Tudo isso poderá ser feito nas unidades básicas de saúde, e dependendo da coloração do material após 15 minutos, já é possível ter um diagnóstico.

Por exemplo, se a coloração da mistura for amarela, logo será confirmada a contaminação pelo Zika Vírus, e se a mistura ficar da cor laranja, o resultado é negativo, ou seja, que o paciente não está contaminado.

A diferença entre testes já existentes

Um outro teste, chamado de PCR e já existente no mercado, apesar de ter sua eficácia e segurança comprovada apresenta diferenças para a invenção atual.

Primeiro que a técnica é cara, já que é feito com reagentes importados, e ainda possui poucos laboratórios capazes de realizar a PCR no Brasil.

Além disso, na hora de detectar a doença, a descoberta atual é que o novo teste pode ser mais preciso também, até mesmo em casos que não foram detectados pela PCR.


Com a nova descoberta, é possível notar um avanço na detecção de Zika, tornando mais acessível principalmente para os grupos de riscos, como residentes em áreas remotas que utilizam das unidades básicas de saúde como o principal contato com o médico.

Fonte: EBC


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