Se enquanto você olhava a imagem acima, bateu aquela vontade de beber café e você sentiu-se tentado a tomar um nesse exato momento, fique tranquilo!

São apenas estímulos que seu cérebro está recebendo.

A bebida, uma das mais populares no mundo, principalmente no Brasil, já é conhecida pelos efeitos fisiológicos causados pela cafeína (alcaloide presente no café), como inibição do sono.

Mas agora, segundo um novo estudo, uma simples olhadinha para algo que nos lembra café é capaz de estimular nossa mente, simulando os efeitos da cafeína no organismo, de forma que ficamos mais alertas e atentos.

Além disso, os pesquisadores também descobriram que o cérebro dos participantes, quando exposto a objetos que lembram o café, interpreta o tempo de maneira mais curta, o que pode estar ligado ao planejamento pessoal da pessoa.

A descoberta só foi possível depois que pesquisadores da Universidade de Toronto resolveram iniciar estudos para analisar como o café pode causar esse tipo de excitação fisiológica nas pessoas.

Efeito priming

O efeito priming basicamente é quando você olha alguma coisa, e ela é capaz de causar algum efeito em você, como o mostrado acima, a excitação por tomar café.

Isso acontece quando seu cérebro começa a receber estímulos, que são simples sinais enviados para ele que podem alterar o seu comportamento.

Ele age nas respostas do indivíduo, sem que exista consciência da pessoa sobre o gosto ou característica da bebida, mas diretamente nos seus efeitos, por exemplo, como associamos café ao sentimento de ficar mais atento.

Esse termo (efeito priming), que já era observado em outras áreas profissionais, como na comunicação e na pedagogia, também foi usado pelos autores do estudo como possível explicação do efeito que o café causou nos participantes.

Diferença entre culturas

No estudo, também foi possível ver um outro lado da pesquisa. Pessoas que não tomam café, pela cultura por exemplo, podem não passar por essa reação de excitação fisiológica.

Mas isso tem um motivo, segundo os pesquisadores é preciso ter no mínimo uma conexão psicológica da bebida, como experimentar a bebida (nesse caso o café) em outras ocasiões ou em algum momento da sua vida.

Esse tipo de comportamento que varia de cultura para cultura pode ser visto no estudo. Os cientistas realizaram o experimento com participantes orientais, que tradicionalmente não têm o hábito de consumir café durante toda a rotina.

Como resultado, os efeitos anteriores vistos nos outros participantes não foram os mesmo quando comparados com os orientais.

Os pesquisadores acreditam que isso pode ser pelo fato de eles não consumirem o café culturalmente, e consequentemente não terem a conexão psicológica da bebida. Por isso os efeitos da sugestão do café não são os mesmos que os daqueles que já o ingerem com frequência.


O atual estudo citado na notícia mostrou que apenas observando algo que lembra café, como por exemplo uma publicidade, já é possível sentir alguns dos seus efeitos relacionados a cafeína.

Fonte: Science Daily

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Editor Médico

Dr. Paulo Caproni

CRM/PR 27.679

Graduado em Medicina pela PUCPR. Residência Médica em Medicina Preventiva e Social pela USP. MBA em Gestão Hospitalar e de Sistemas de Saúde pela FGV.

Farmacêutica Responsável

Dra. Francielle Mathias

CRF/PR 24612

Farmacêutica generalista, com Mestrado em Ciências Farmacêuticas, ambos pela Unicentro. Doutorado em Farmacologia pela UFPR.

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