Anelise Wickert (Minuto Saudável)
22/03/2019 18:40

Sedativo pode ajudar a esquecer experiência ruim, aponta pesquisa

Uma pesquisa mostrou que o uso de propofol (sedativo) contribuiu para o esquecimento de uma memória recente.

Os resultados são de um estudo realizado no Hospital Clínico San Carlos de Madri. Ao todo, 50 pessoas, entre 30 e 45 anos, participaram dos testes. O estudo foi publicado na revista Science Advances.

Embora sejam necessários mais testes, os cientistas acreditam que descobriram uma forma de tratamento não invasivo.

Propofol é um sedativo, aplicado por injeção, indicado principalmente para anestesias durante cirurgias e diagnósticos, que pode levar à inconsciência.

Como o estudo foi feito?

Os cientistas mostraram imagens que contavam uma história ruim. Uma semana depois, os pesquisadores mostraram um lembrete para que os pesquisados se lembrassem daquela história.

Com essa memória recém ativada, os colaboradores receberam o propofol. Depois de 24 horas, os participantes que foram sedados tiveram dificuldades para lembrar as imagens da história ruim.

Para os pesquisadores, isso acontece porque quando faz pouco tempo que uma memória é criada, pode ser alterada facilmente. Assim, o sedativo atuou sobre o hipocampo (uma região do cérebro ligada à memória) modificando memória recém formada.

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Como a memória é criada?

Todas as experiências vivenciadas são interpretadas e armazenadas no cérebro, mas como esse processo é feito ainda é um mistério.

A memória é dividida em dois tipos:

  • Memória de procedimento:  é o armazenamento de repetições do dia a dia. Uma vez mantidas, não precisam de foco total para ser lembrada (andar de bicicleta, dirigir ou saber o caminho do trabalho para a casa, por exemplo);
  • Memória declarativa: é o armazenamento de fatos que percebemos por meio de nossos sentidos, deduções ou dados (contar uma história, lembrando-se de locais, datas e nomes, por exemplo).

Quanto ao tempo que a informação é guardada, existem três tipos:

  1. Memória de trabalho: guarda a informação por poucos segundos antes de serem descartadas (números de telefone são bons exemplos de memória do trabalho);
  2. Memória de curto prazo: guarda a informação por algumas horas ou poucos dias antes de serem descartadas (como palavras exatas de uma frase ou as últimas refeições);
  3. Memória de longo prazo: guarda a informação por anos antes de ser descartada ou pode até nunca ser descartada (nome dos pais ou empresas onde trabalhou, por exemplo).

Embora essa descoberta possa trazer vantagens para algumas pessoas, pois os conhecimentos ajudam a descobrir novos tratamentos.

Fonte: ScienceMag

16/04/2019 17:12

Anelise Wickert (Minuto Saudável)

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