Anelise Wickert (Minuto Saudável)
19/03/2019 11:54

Riscos de Alzheimer são altos mesmo em histórico familiar distante

O Alzheimer é uma doença que afeta as células nervosas, causando dificuldade de raciocínio e esquecimento.

Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de Utah, nos Estados Unidos, e publicada em março de 2019, revelou que ter parentes distantes portadores da doença de Alzheimer também pode indicar uma chance maior de desenvolvê-la.

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Em comparação com pessoas que não tenham o histórico familiar, o risco de desenvolver a enfermidade é:

  • Dobrado: quando a doença já se manifestou em um parente de primeiro grau (pais ou irmãos) e em um parente de segundo grau (avós, tios);
  • 21 vezes maior: se a doença se manifesta em um parente de primeiro grau e em dois parentes de segundo grau;
  • 73% maior: se for filho(a) de portadores da síndrome (pai e mãe doentes);
  • 25% maior: se tiver dois parentes de segundo grau nesta condição, mas nenhum parente de primeiro grau.

É possível prevenir o Alzheimer?

Ainda não se sabe o que causa o Alzheimer, mas alguns fatores de risco podem ser evitados, diminuindo assim as chances da doença se desenvolver:

  • Pare de fumar: o tabagismo já foi associado ao desenvolvimento da doença, por isso o mais indicado é manter-se longe do cigarro;
  • Mantenha o cérebro ativo: leitura e jogos que estimulem a memória e o raciocínio lógico são bons exemplos de ginástica mental;
  • Cuide do seu sono: durma em horários regulados e por pelo menos 6 horas seguidas;
  • Faça exercícios físicos: os esportes podem diminuir a produção da proteína amiloide no cérebro e consequentemente retardar o Alzheimer.

Leia mais: Exercício físico pode prevenir Alzheimer e melhorar memória

Como reconhecer e lidar com os sintomas?

O Alzheimer apresenta certos sintomas característicos e requer alguns cuidados de familiares ou pessoas próximas. Saiba como agir de acordo com cada situação:

Perda de atenção ou concentração

Pode acontecer do paciente começar uma frase e não terminá-la, por exemplo. Manter o contato visual, relembrar as últimas palavras e falar pausadamente facilitam a comunicação.

Desorientação de espaço/tempo

Às vezes, o doente não consegue estimar o horário, a data e nem o local. Relógios que marcam a data combinados com rotinas escritas podem ajudar. Evitar que o paciente saia sozinho também é recomendado.

Insônia e perambulação

É muito comum que o portador de Alzheimer tenha dificuldade para dormir e prefira andar sem rumo pela casa onde mora.

Por isso, é importante evitar tapetes e objetos nos quais ele possa se machucar. O ideal é que haja um responsável em todas as horas que o doente estiver acordado.

Leia mais: Distúrbios do sono aumentam as chances de ter Alzheimer

Delírios e alucinações

Muitos idosos, principalmente em fases mais agravadas, podem ouvir e ver pessoas, objetos e animais que não existem. Alguns também acham que estão sendo perseguidos ou que querem lhe fazer mal.

Nestas situações, o correto é tentar explicar para a pessoa o que realmente está acontecendo e nunca discutir sobre o que ela vê, ouve ou percebe.


Os sintomas da doença de Alzheimer podem se manifestar progressivamente. Se estiver com suspeitas, procure um médico. Os neurologistas e geriatras são os especialistas recomendados tratar a condição.

18/04/2019 16:14

Anelise Wickert (Minuto Saudável)

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