Eduardo (Minuto Saudável)
20/02/2019 15:44

Realidade virtual: como a tecnologia pode ajudar crianças com autismo

Recursos tecnológicos fazem parte cada vez mais da medicina. Teleconsultas, cirurgias por robôs e realidade virtual têm ajudado médicos e pacientes em busca de saúde e qualidade de vida.

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Entre elas, a realidade virtual chamou atenção em uma nova pesquisa publicada na revista periódica Science Daily.

O estudo mostrou que a tecnologia pode ajudar crianças e até adultos com autismo.

Isso porque, pelas telas, os pacientes podem encarar diversas situações onde geralmente têm medo, fobias e dificuldade de relações pessoais. Problemas que pessoas com autismo convivem diariamente.

A descoberta ainda pode ajudar principalmente as crianças desenvolverem um controle sobre as fobias e limitações, pois cerca de 25% sofrem com o pânico e medo de algumas situações.

Os tratamentos para pessoas com autismo são, em geral, bastante difíceis e incluem técnicas multidisciplinares para acompanhar o desenvolvimento psicológico, social e físico.

Agora, os pacientes contam com mais uma opção bastante tecnológica e que tem demonstrado bons resultados.

A sala azul

A sala azul, ou Blue Room em inglês, foi o mecanismo criado por cientistas da Universidade de Newcastle para recriar, por meio da realidade virtual, o momento ou situação que precisa ser enfrentado pelo paciente.

Porém, tudo é feito de forma segura e controlada por um médico terapeuta, que através do iPad acompanha toda a sessão.

O aparelho funciona como um ambiente personalizado e não necessita de óculos.

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Pelas telas, é possível simular situações de convívio como ônibus e salas de aula, além de objetos e animais, como balões e cães, que são recriados para que o paciente possa se adaptar a essa rotina de maneira tranquila e segura.

Leia mais: Música melhora a comunicação de crianças com autismo

Como foi feito o estudo?

O estudo reuniu 32 crianças com autismo com a idades de 8 a 14 anos.

O primeiro passo foi dividir 2 grupos de 16 participantes cada. Isso foi necessário para os especialistas poderem fazer um controle e, depois, comparar os resultados entre cada um.

Primeiro, 16 crianças passaram pela sala azul para a realização de 4 sessões por semana. Como resultado, foi visto que 4 das 16 conseguiram controlar alguma fobia após duas semanas.

Após 6 meses, o número subiu para seis crianças que apresentaram melhora e, das 16, somente uma teve seu quadro de medos e limitações piorado.

Enquanto isso, no outro grupo que ainda não tinha passado pela terapia, 5 crianças pioraram em um mesmo período de 6 meses.

De maneira geral, cerca de 40% das crianças tratadas demonstraram redução e controle de fobias e medo em até 2 semanas da terapia.

Mas a porcentagem ainda pode aumentar no decorrer do tempo, pois, em cerca de 6 meses, o número de melhora subiu para 45%.

O novo tratamento, além de ser testado em crianças, também teve sessões para os adultos com autismo. Os participantes, de 18 a 57 anos, tiveram 20 minutos na sala azul para a terapia.

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E, pelo resultado, foi visto que a técnica também pode ser eficiente em pessoas mais com mais idade, pois em seis meses de tratamento, 5 dos 8 participantes reduziram fobias.


A realidade virtual para pacientes com autismo é usada para controlar alguns medos, fobias e melhorar relações de convívio.

Além disso, a descoberta é uma esperança para familiares de crianças com transtornos do espectro autista (TEA), auxiliando no desenvolvimento dos pacientes.

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Fonte: Science Daily

21/02/2019 09:20

Eduardo (Minuto Saudável)

Redator, é estudante de Jornalismo pela Uninter. Escreve notícias sobre saúde e bem-estar.

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