Quando falamos de pílulas anticoncepcionais, automaticamente já nos lembramos da figura da mulher.

Muitas fazem uso desse tratamento diariamente, que altera a produção dos hormônios femininos, impedindo a entrada no período fértil.

Porém, pílulas anticoncepcionais para homens são um assunto desconhecido, pois ainda não existe um contraceptivo deste tipo no mercado.

Mas essa realidade pode estar mudando.

Segundo uma nova pesquisa, os cientistas já trabalham para desenvolver o contraceptivo reversível para homens, e os avanços estão acontecendo.

Foram realizados testes em cerca de 40 homens saudáveis, que receberam a pílula chamada de 11-beta-MNTDC. Outro grupo recebeu placebo, basicamente uma substância que simula os efeitos da pílula, mas não está ligado a uma ação direta no organismo.

Foi a partir de então que os avanços já puderam ser notados pelos pesquisadores.

Todos os homens participantes do estudo, que receberam o medicamento, passaram nos testes de segurança.


Os efeitos no organismo

Ao ser ingerida por homens, da mesma forma que a pílula age no organismo feminino, ela também irá diminuir os níveis de hormônios. Neste caso, da testosterona (principal hormônio masculino).

Essa diminuição faria com que o sistema reprodutivo masculino entrasse em um estado de deficiência hormonal, ou seja, o organismo sentiria a falta da testosterona, o que naturalmente também afetaria o desejo sexual do homem.

Porém, de acordo com os pesquisadores, o efeito da nova pílula foi diferente.

O medicamento foi capaz de afetar a produção de espermatozoides ao diminuir os níveis hormonais, mas sem alterar a libido (desejo sexual).

No teste ainda foi possível ver outros efeitos colaterais, mas que de acordo com os pesquisadores são leves e poucos, como dor de cabeça, acne e fadiga.

O próximo passo

Pelo estudo também foi possível ver que o anticoncepcional demoraria cerca de 60 a 90 dias para começar a afetar a produção de espermatozoides, e que o pouco tempo usado no estudo não foi capaz de prever os efeitos máximos do contraceptivo.

No momento, os próprios cientistas já planejam outros estudos sobre a pílula, porém, mais duradouros.

Caso a eficácia seja confirmada, o próximo teste será feito em casais ativos sexualmente, mas tudo isso pode demorar 10 anos ou mais, segundo os autores do estudo.


Contraceptivos orais para homens podem ser considerados um avanço na medicina. Mas enquanto novos testes e estudos são feitos, preservativos e vasectomias podem ser uma opção.

Fonte: HealthDay


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