Anelise Wickert (Minuto Saudável)
25/03/2019 16:24

Pacientes com Parkinson podem exalar cheiro característico

Uma enfermeira escocesa conseguiu “sentir o cheiro” do Parkinson e detectar a doença antes que o diagnóstico clínico fosse feito. Joy Milne sentiu um cheiro diferente pela primeira vez em seu marido, alguns anos antes dele ser diagnosticado com a enfermidade.

Agora, Joy organizou e participou de um estudo para identificar exatamente qual seria esse cheiro.

Nessa análise, os cientistas identificaram as células na pele que seriam responsáveis. Assim, é possível fazer uma revelação precoce de quem poderá desenvolver a doença.

A pesquisa descobriu que vários compostos (ácidos, principalmente) estão mais presentes na pele dos portadores de Parkinson.

Essas substâncias se encontram no sebo (camada oleosa da pele). Apesar de todo mundo apresentar esses ácidos, eles estão mais presentes em quem tem Parkinson, levando à descamação da pele, conhecida como dermatite seborreica.

A pesquisa foi feita a Universidade de Manchester, na Inglaterra, e pode gerar resultados positivos para novos testes de detecção precoce.

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A doença de Parkinson (DP)

A doença do Parkinson (DP) é progressiva e crônica. Os neurônios também podem morrer e, diferentemente de outras células, eles não são repostos.

Por isso, com o passar do tempo, os portadores da doença de Parkinson podem sofrer atrofia em algumas regiões do cérebro, causando a perda de dopamina (também responsável pela coordenação motora).

Segundo a Associação Brasil de Parkinson (ABP), 1% das pessoas com mais de 65 anos tem a doença. Os principais sintomas começam a aparecer a partir dos 50 anos, na grande maioria dos casos.

Os sinais mais comuns são:

  • Tremores: geralmente começam em apenas uma das mãos e conforme a doença avança, vão se espalhando para outras partes do corpo. O que diferencia o tremor de Parkinson de outras doenças é que, na doença, o tremor é mais frequente com o músculo parado e menos frequente em movimento;
  • Bradicinesia: são movimentos lentos que podem acontecer em atividades simples. Nessa condição, a pessoa tem dificuldade em fazer movimentos voluntários ;
  • Rigidez: os músculos não recebem o comando de “relaxar”, então os músculos ficam sempre rijos.

Ainda não existe um exame que se possa fazer para diagnosticar o Parkinson. A identificação da doença é feita com a avaliação do neurologista dos sintomas e do histórico médico-familiar do paciente.

As formas de tratamento da doença incluem: remédios, fisioterapia, terapias (por exemplo: ocupacional e psicológica) e em caso mais extremos, cirurgia. O Parkinson não tem cura e nem formas de prevenção.


O cheiro de Parkinson pode auxiliar no diagnóstico da doença, que poderá ser feito precocemente. Isso pode ajudar pacientes e familiares a se prepararem para tal condição.

Fonte: BBC

18/04/2019 15:18

Anelise Wickert (Minuto Saudável)

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