O que é Hepatite A?

A hepatite A, também conhecida como amarelão ou hepatite infecciosa, é uma inflamação contagiosa que afeta o fígado e é causada por um vírus que, geralmente, é benigno. Normalmente, a doença evolui para a cura espontânea em mais de 90% dos casos.

Acredita-se que 75% dos brasileiros já entraram em contato com o vírus e quase 60% dos pacientes afetados são crianças com menos de 10 anos de idade. No Brasil, o local que mais sofre de hepatite A é a região norte.

Vários casos não apresentam ou apresentam poucos dos sintomas conhecidos da hepatite A, principalmente quando os mais jovens são afetados. Na maioria dos casos, a doença é transmitida ao beber água ou comer alimentos contaminados com fezes infectadas pelo vírus.

Índice neste artigo você irá encontrar as seguintes informações:

  1. O que é Hepatite A?
  2. Causa e transmissão da Hepatite A
  3. Fatores de risco
  4. Sintomas da Hepatite A
  5. Hepatite A tem cura?
  6. Diagnóstico
  7. Tratamento
  8. Complicações
  9. Como conviver com o problema?
  10. Prevenção

Causa e Transmissão da Hepatite A

A  hepatite A é causada pelo vírus VHA, um agente infeccioso agudo e que é transmitido pela via oral ou, então, fecal. É sabido que o vírus pode sobreviver até 4 horas na pele das mãos e dos dedos e é extremamente resistente à degradação causada por mudanças ambientais, o que facilita a sua disseminação.

Apesar da doença ser causada somente pelo vírus, existem fatores que facilitam o desenvolvimento da doença, como o álcool, agentes infecciosos, drogas e doenças autoimunes.

A transmissão pode ser feita através de:

  • Alimentos infectados, como alimentos crus ou vegetais que não foram bem lavados;
  • Tomar água contaminada;
  • Comer moluscos e frutos do mar crus da água contaminada;
  • Ter relações sexuais com pessoas infectadas.

Fatores de risco

Existem alguns fatores que causam mais risco de desenvolver a doença ao paciente:

  • Comer frutos do mar crus ou que não estejam bem cozidos, assados ou fritos;
  • Beber água não filtrada;
  • Participar de assistência à infância ou trabalhar em um centro de assistência à infância;
  • Viver com pessoas que tenham hepatite A;
  • Viajar para regiões sem saneamento básico;
  • Usar drogas ilícitas injetadas ou não;
  • Trabalhar ou viajar em regiões com altas taxas de hepatite A;
  • Ter um distúrbio de coagulação do sangue, como a hemofilia;
  • Ter contato oral e/ou anal com pessoas que possuem hepatite A;
  • Ser HIV positivo com sistema imunológico comprometido.

Sintomas da Hepatite A

Geralmente os sintomas aparecem entre 2 a 6 semanas após o contato com o vírus da hepatite A e podem ser confundidos com os da gripe ou de gastroenterite leve.

Os principais sintomas que podem ser confundidos com os da gripe são:

  • Fadiga;
  • Febre baixa;
  • Dor de cabeça leve;
  • Dor nas articulações;
  • Perda de apetite;
  • Sentir-se doente;
  • Pacientes que fumam podem perder o gosto do tabaco durante esse tempo.

Após esses primeiros sintomas surgirem, outros, relacionados ao fígado, podem ocorrer, como:

  • Icterícia;
  • Coceira;
  • Escurecimento da urina;
  • Fezes pálidas.

Sintomas incomuns são caracterizados como:

  • Erupção cutânea;
  • Dor abdominal;
  • Dor nas articulações persistentes;
  • Inchaço no fígado.

Em dois meses, geralmente, a recuperação é completa. Uma vez afetado pela doença, você se torna imune a ela e não pega mais o vírus.

Hepatite A tem cura?

A hepatite dura em média 2 meses e, ao contrário da hepatite C e da hepatite B, que costumam virar infecções crônicas, a hepatite A geralmente se cura sozinha e é raro se tornar crônica. Em 85% dos casos, a cura aparece em até 2 semanas de tratamento.

Há como ser afetado duas vezes pela hepatite A?

Não. Uma vez infectado com a doença, o corpo se torna imune à da doença para o resto da vida. Mas como existem outros tipos de hepatite, o paciente pode sofrer de algum outro, mas do tipo A, ele está livre.

Diagnóstico

Se sintomas parecidos com o da hepatite A surgirem, é importante marcar uma consulta com o hepatologista para que a doença seja descartada ou, então, tratada, para que haja a cura. É importante também ir consultar o médico se:

  • Alguém próximo for diagnosticado com a doença;
  • Você teve contato sexual recente com um portador da hepatite A;
  • O restaurante em que você foi recentemente relatou um surto da hepatite A.

Para que o diagnóstico seja dado mais rapidamente, ir com algumas respostas é essencial:

  • Quais foram os sintomas frequentes?
  • Qual a intensidade dos sintomas?
  • Quando começaram os sintomas?
  • Você é portador do vírus do HIV?
  • Você já foi infectado com a doença antes?

Teste de função hepática (exame de sangue)

Após a análise clínica, uma amostra de sangue é retirada e enviada a um laboratório para análise, para que o médico possa detectar a presença do vírus da hepatite A no corpo do paciente.

Ao realizar o exame, o principal achado é a alteração das enzimas hepáticas: TGO, TGP e bilirrubinas. Em casos de hepatites agudas, os valores de TGO e TGP costumam atingir mais de 1000IU/dL.

Se o agente causador da hepatite for o vírus  HAV, é preciso realizar uma sorologia para hepatite A. Na sorologia, procura-se por 2 tipos de anticorpos: IgM e IgG. O anticorpo IgM indica hepatite A ativa, quando os sintomas ainda aparecem e podem permanecer por 6 meses. Já o anticorpo IgG indica infecção antiga e fica positivo após algumas semanas de infecção e, assim, permanece pelo resto da vida.

Existem 3 possibilidades de infecção:

  • HAV IgG positivo e IgM positivo: infecção ativa e a caminho da cura.
  • HAV IgG positivo e IgM negativo: infecção antiga e curada.
  • HAV IgG negativo e IgM positivo: infecção ativa no início do quadro.

Ultrassom

Ondas sonoras de alta frequência são usadas para construir uma imagem do interior do seu fígado.

Biópsia do fígado

Uma pequena amostra de tecido hepático é removida e verificada para qualquer problema.

Tratamento

Não existe tratamento específico disponível para a hepatite A e o corpo se encarrega de se livrar do vírus sozinho. Na maioria dos casos, o fígado cura completamente em um ou dois meses, sem danos permanentes.

Apesar de não ter tratamento, há formas de acelerar a recuperação, que consistem no manejo dos sintomas causados pela doença.

Descanse

O cansaço é um dos principais sintomas das pessoas afetadas com a hepatite A. Por isso, é importante descansar para que as tarefas diárias consigam ser realizadas. Apesar da importância, não é preciso o repouso absoluto.

Fitoterapia

Utilizar plantas medicinais tem o objetivo de reduzir os sintomas da doença. As plantas mais utilizadas são: boldo, limão e Sylibum marianum.

Controle as náuseas

Para controlar as náuseas, um dos métodos mais indicados é fazer pequenos lanches ao longo do dia e não somente três refeições reforçadas. Manter sempre o estômago cheio pode diminuir as náuseas.

Álcool

A ingestão de álcool deve ser evitada, visto que o fígado é o órgão mais afetado pela hepatite A. O controle de medicamentos também deve ocorrer,  para que o fígado não seja atingido.

Atenção! 

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Complicações

Após a doença ser diagnosticada, os sintomas costumam desaparecer rapidamente se os cuidados recomendados forem feitos. Em alguns casos, o funcionamento do fígado pode se perder repentinamente. Pacientes idosos ou com alguma doença crônica possuem mais riscos de possuírem essa complicação.

Quando a insuficiência hepática ocorre, o paciente necessita ser internado no hospital para que haja acompanhamento médico. Em casos mais graves, o transplante de fígado pode ser necessário.

A recuperação de cerca de 99% dos casos acontece após o repouso e o tratamento correto. Somente em 1% dos casos há o risco de morte em pacientes com hepatite A e isso só costuma ocorrer em casos de hepatite fulminante.

Acredita-se que as complicações ocorrem somente em pessoas que já possuem problemas no fígado. Em casos de falha no fígado, o tratamento pode ser feito com medicamentos. Mas, em casos mais sérios, o transplante pode ser a melhor opção para curar o problema hepático.

Como conviver com o problema?

Para que o risco de contaminação da doença seja diminuído, algumas medidas podem ser tomadas, como:

Não cozinhar

Ficar longe durante esse período é fundamental para que não haja o contágio ao tocar em alimentos.

Evitar contato sexual

Apesar da hepatite não ser uma doença sexualmente transmissível, em casos de relações anais, restos de material fecal podem ser encontrados. Caso não haja proteção, a contaminação poderá ocorrer.

Higienização

A mão é a maior forma de contágio de doenças. Por isso, mantê-la bem higienizada é a melhor forma de se manter seguro e longe de doenças infecciosas.

Prevenção

A melhor forma de prevenir a hepatite A é se vacinar e manter a higiene em dia. Se alguém ficar exposto ao vírus, pode ser utilizada a imunoglobulina A para prevenir a doença.

Melhorar as condições de higiene é a melhor forma de evitar a doença, conheça dicas:

  • Lavar as mãos antes de preparar alimentos;
  • Lavar as mãos após ir ao banheiro;
  • Lavar bem os alimentos que serão consumidos crus;
  • Cozinhar bem a carne de porco, frutos do mar e mariscos;
  • Não tomar banho ou brincar perto de riachos, enchentes, chafarizes e etc;
  • Evitar a construção de fossas próximas a nascentes de rios, para que não haja comprometimento do lençol d’água que alimenta o poço.

Vacina para hepatite A

A vacina da hepatite  é indicada para crianças a partir de 1 ano de idade, mas também pode ser aplicada em adultos. Profissionais que trabalham com comida podem ser recomendados a se vacinarem por conta do grande risco de haver contaminação através da alimentação.

Existem dois tipos de vacinas contra a hepatite A. Uma delas deve ser aplicada em 2 doses com intervalo de 6 meses, e, a outra, em 3 doses distribuídas também durante 6 meses.

A vacina não deve ser administrada durante a gestação e em pessoas que possuem hipersensibilidade aos componentes da vacina. O Ministério da Saúde passou a oferecê-la, para crianças entre 1 e 2 anos de idade.

Siga as precauções seguras quando viajar

Se estiver viajando para locais com surtos de hepatite A, considere essas dicas:

  • Lave todas as frutas e vegetais de unidade em unidade.
  • Não se alimente de carnes e peixes crus.
  • Ferver água da torneira antes de beber é uma boa opção para matar o vírus causador da doença.

Compartilhe esse texto com seus colegas, familiares e amigos para que mais pessoas tenham acesso à informação e não corram mais riscos de contraírem a doença.

Referências

https://pt.wikipedia.org/wiki/Hepatite_A
http://www.scielo.br/pdf/rsbmt/v36n3/16341.pdf
http://www.mdsaude.com/2010/03/hepatite.html
http://www.hepcentro.com.br/hepatite_a.htm
http://www.roche.pt/hepatites/hepatitea/virus.cfm
http://www.copacabanarunners.net/hepatite-a.html
https://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/hepatite-a/
http://www.cives.ufrj.br/informacao/hepatite/hepA-iv.html
https://www.gstatic.com/healthricherkp/pdf/hepatitis_a_pt_BR.pdf
http://www.your.md/condition/hepatitis-a
http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/hepatitis-a/basics/causes/con-20022163

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